*É um Lusófono com L grande? Então adira ao MIL: vamos criar a Comunidade Lusófona!*

MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia


Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de uma centena de milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por mais de meia centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia. Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; NIF: 509 580 432
Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).

Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/zefiro-nova-aguia

Outras obras promovidas pelo MIL: https://millivros.webnode.com/

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Lira Insubmissa, Carta

O Filósofo em Meditação, Rembrandt, 1632


Vigésimo Quarto Fragmento

188 - Os nossos comentadores políticos e os nossos políticos agem como se nunca houvessem passado da infância. Discursam como se os seus intelectos não fossem capazes de compreender dois pontos de vista separados e opostos, em simultâneo. No que toca o reino da alma não tivemos Reforma ou Renascença; não houve Colombo a descobrir cada quadrante dos oceanos da alma que em nós se esconde.

189 - Somos possuidores de um território interior em que os nossos sonhos vagueiam de noite.

190 - No mundo real as nações e os reinos marcam-se em mapas por via de barreiras naturais, como montanhas, rios, e oceanos. Também a história desenha as regiões nacionais. Existem batalhas vencidas e perdidas, negociações, terras compradas ou vendidas, casamentos que decidem em que destino as bandeiras voam.

191 - O mesmo se passa com as nossas almas. Determinados medos e horrores são declarados estrangeiros. O católico não se transforma no corvo ou no veado enquanto sonha, também não se movimenta no bosque nocturno em exaltação e ausência de receio.

192 - De vez em quando, despertamos no interior do sonho e seguimos ainda a sequência rotineira, excepto que estranhamos um interruptor não fazer reagir a lâmpada, ou a sombra da estranheza no movimento das coisas. Sentimos que não pertencemos. Para o filósofo, pessoalmente, a vida ocorre neste estado.

193 - Por vezes, um homem tropeça numa terra de ninguém entre o sono, o sonho e o estado de vigília. A mente desperta mas o corpo dorme ainda. O indivíduo sente-se desesperado. O cérebro comete o pânico e imagina toda uma gama de monstros e horrores a atraiçoa-lo numa armadilha. Todavia, nem monstros nem armadilhas, apenas a nossa imaginação procura desesperadamente uma imagem para explicar o nosso medo irracional. Este é, no geral, o estado dos nossos políticos.


André Consciência

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Lira Insubmissa, Carta

Vigésimo Terceiro Fragmento




A Lira Insubmissa volta a falar, por sua vez, na lusofonia. E estas são as considerações do fragmento presente.

181 - "O silêncio não existe. Viver é manter-nos no centro de um fluxo que só a morte interromperá"

Afirmou François Mauriac.

182 - A Lira Insubmissa não acredita, com todo o respeito pelo escritor, em François Mauriac. E contrapõe-no no seguinte raciocínio:

183 - O silêncio é o corpo do som, como o corpo é o objecto do movimento (o movimento aqui como o som) ou como do espaço brota e vive o ser.

184 - E é também que a afirmação de François equivale a esta:

A sala não existe, estar é pisar um metro quadrado de chão por cada vez.

Como? Se todo o metro quadrado dessa sala exprime a sala?

185 - Na lógica poética, o som é a celebração do silêncio, como o ser a expressão do espaço. O espaço move-se através do ser e por via do ser. Isto é, para a Lira Insubmissa, o corpo da lusofonia.

186 - É claro que, se procuramos exactidão, não se pode falar de um só tipo de silêncio, se há um silêncio de se saber ouvir (aquele som para lá do ruído) e outro que se pode conceber como um vácuo e uma anomalia nesse mesmo pano de fundo, e cujo fabrico, reflectido precisamente no ruído, na confusão desordeira e na ausência, nos permite a virtualidade das nações em oposição à vida móvel dos territórios. Da mesma forma que não se pode conceber o ser e o espaço como dois. Pois ser é ser espaço e estar é estar sendo.

187 - A superficialidade suficientemente complexificada atinge os níveis de uma fenda sem fim possível entre o ser e o estar. Mas por enquanto, a lusofonia é simples como um olhar ou orgulhosa como um coração com saudade.


André Consciência

terça-feira, 5 de outubro de 2010

domingo, 26 de setembro de 2010

PORTUGAL

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Portugal tem quatro vertentes: ibérica, europeia, mediterrânica e atlântica. Quem não compreender isto, escusa de nos vir falar de Pátria.
O equilíbrio das quatro é o grande desafio de filosofia política que se coloca ao Portugal contemporâneo. Hipostasiar uma só é trair a Alma Portuguesa.

Hipostasiar a vertente europeia coloca-nos numa fileira política que vai do neo-liberalismo ao racismo brancóide mais alarve e anacrónico.

Hipostasiar a vertente ibérica fecha-nos num destino pequeno, a que escapámos há 500 anos encontrando no mar e no longe uma pátria maior, em que se realizou o sentido civilizacional de Portugal, enquanto pátria de pátrias.

Hipostasiar a vertente mediterrânica encerra-nos no império velho (Grécia, Roma, Islão), de que Portugal foi o quarto e finalizador movimento, superando as Colunas de Hércules e demandando as Ilhas Afortunadas pelo Mar Oceano, transmutando o Império do Mundo em Império do Espírito.

Hipostasiar a vertente atlântica abandona-nos à fraqueza pretérita de ter havido um Império, a viver numa saudade inútil que nunca realizará o Portugal por vir.


Previamente publicado no blogue
Crónicas da Peste.
Imagem: (Da série) O pequeno Mundo, Jorge Molder, 2001.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Lira Insubmissa, Carta




Vigésimo Fragmento

160 - Antes, aquele que procurava as chaves para as portas prisionais dos Construtores-do-Mundo, tinha de enfrentar o Minotauro da moral. Hoje, a besta compulsiva não se esconde sob a forma da moral, foi a moral que se foi esconder sob a forma do desejo, e não sabemos quem atingir.

161 - A televisão é uma mordaça. Em Portugal, temos quatro canais de televisão, cada um dorme cerca de quatro horas por dia – e podem ser equiparados a quatro testemunhas. As quatro testemunhas, calam Portugal inteiro, e escolhem as vozes de todos os outros países.

162 - Confunde-se pensar com a atracção ignorante por símbolos.

163 - A revolução torna-se num acto interior, acontecida durante a Noite. Golpeia-se os símbolos e os sonhos, disseca-se os desejos, depois a alma revela a sua própria utopia. Toda a revolução que não seja sozinha, é parte da contra-revolução.

164 - Não acredito em nada que uma mulher faça. Mas tudo o que faz, para o prazer ou para o desprazer, é belo. Todas as crenças são feridas eróticas. Todo esse sexo é estranho. Contra o sexo, o prazer de existir.

165 - A elite está podre e a apodrecer. O povo dorme e adormece. As coisas simples continuam a ser um incêndio. Não há revolução fora da simplicidade, nem dentro do sono.

166 - O simbolismo, cansado do formalismo objectivo, e inspirado pelo misticismo do Oriente, com o seu tempero decadentista, procura, como Mallarmé e a sua Grande Obra, descortinar orficamente o mundo. A maneira mais fácil de combater esta iniciativa é pela objectiva fotografia: pela reprodução. Foi aqui que toda a arte de intervenção vertical se tornou política horizontal.

167 - “Um governo, um povo, um território.” O Estado não existe. Um dia, o Estado existirá, será uma confraria secreta por se reunir longe do alcance dos mídia (aquele que está no meio), longe daquilo que não existe.

168 - A New Age é uma forma do turismo (viajar sem descobrir) ocupar até o próprio reino do espírito.


André Consciência

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O grande deus Thoreau

O estudante que desfruta do ócio e aposentação tão cobiçados, esquivando-se sistematicamente de qualquer trabalho necessário ao homem, não obtém mais do que um ócio ignóbil e estéril, defraudando-se da experiência que por si só pode tornar o ócio produtivo.(…) A consequência é que, enquanto lê Adam Smith, Ricardo e Say, está a endividar irremediavelmente o pai.

Ansiamos por abrir um túnel sob o Atlântico e trazer o velho mundo para perto do novo em algumas semanas, porém, talvez as primeiras notícias a passarem, chegando aos ouvidos dos americanos, sejam de que a princesa Adelaide sofre de tosse convulsa.

Henry David Thoreau, Onde vivi e para que vivi, Quasi Edições, Famalicão, Agosto de 2008, Tradução de Odete Martins



David Henry Thoreau 12 de Julho de 1817 – 6 de Maio de 1862

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Homem


Wound Man, Hand von Gersforff, 1519

Estuda-se o homem, até que o homem seja o estudo do homem. O estudo do homem só pode ser no homem em relação com os seus instrumentos. Quanto mais complexos os instrumentos, mais fundo o estudo do homem, até que o homem seja os instrumentos e o mundo o estudo dos instrumentos.

André Consciência


segunda-feira, 31 de maio de 2010

Lira Insubmissa, Carta


Ecologia..., Luís Silva, 2009


Décimo Oitavo Fragmento


142 - Para afinar a Lira, o Bardo tem primeiro de pensar como a Lira. Ao observar o que o rodeia (o que o rodeia são as notícias), deve, jamais, indignar-se. O seu trabalho é o de descodificar a linguagem que testemunha, como quem descodifica a linguagem de um pensador a meio de um ensaio. Deve estudar o mundo como quem estuda uma ficção.

143 - Deve suspeitar dos movimentos cívicos e das ideias diferentes de política, na medida em que todos eles só podem resultar em novos aliados da estagnação em voga.

144 - Por exemplo, tem-se falado, de quando a quando, da produção e da mão-de-obra, da taxa de emprego ou de desemprego. A necessidade de produção pode ser maioritariamente satisfeita pelas maquinarias. Assim, não falamos tanto de uma necessidade económica de produzir, mas de uma necessidade política de manter a ordem do trabalho, tanto como de manter o povo ocupado. Conforme as formas de emprego tradicionais se extinguem, criam-se novos empregos, ou melhor, muitas vezes se passa a salariar aquilo que antes se fazia naturalmente. O verdadeiro inimigo não será, mais tarde, a falta de emprego, mas a existência de emprego.

145 - Tal como a Igreja Católica sacrificou a sua religião de forma a sobreviver como estrutura, e o patriarcado sacrificou-se para perpetuar a sua forma no feminismo, a sociedade desintegrada sobreviveu através de uma larga produção de entretenimento. Assim, a sociedade é um espectáculo irreal, como a religião, como o feminismo. O valor, a virtude, também ele, rendeu o seu conteúdo à forma, e criou o relativismo. Também a liberdade morreu e a sua estrutura, sem vida que a animasse, tornou-se segurança: uma sombra com dois rostos, o banqueiro que se enforca e o vagabundo que morre ao frio.

146 - O sistema económico (que não está em crise mas a é), que hoje tanto alerta alguns, viverá uma vida curta. Ele será brevemente substituído por um sistema ecológico, um fascismo baseado no bem-estar, na saúde e na natureza, uma ditadura que possivelmente começará no fanatismo (ligado ao medo de um colapso ecológico) das nossas próprias disciplinas. O Ocidente, inteiro, posiciona-se à direita económica (liberalista) e a seguir autoritária, a sua rota é a aqui descrita. Aquele que alertar para a diminuição do consumo para a propagação do consumo, que indique que o povo se controle, para que possa controlar, é não outro, mas o mesmo devastador perante um rebanho assustado.

147 - No sistema ecológico, o niilismo deixará de ter lugar, o capital fará o papel da moral (nesse sentido, é uma espécie de crescimento negativo económico contemporâneo, enquanto o crescimento económico – positivo -, por sua vez, ocupa o lugar de ciência).

148 - A conquista do oriente pelo ocidente consiste no alargamento da rede cibernética. O Ocidente criou a Máquina de Guerra assim. É necessário, além disso, que se reformule o sistema, o trabalho deve ser o trabalho sobre o próprio trabalhador, o consumo deve ser o consumo de relações, a produção, como afiguraram alguns situacionistas, a produção de situações. Esta bio-economia permite um controlo total sobre as massas. A Máquina de Guerra e o Império como um: O Império Invisível.

André Consciência

Um Caminho para a Crise

Um dos problemas do Mundo Pós-Moderno é que as crianças vivem, desde o berço, sujeitas ao controlo dos adultos. Já não têm vida própria. Já não tomam opções! Tudo é controlado ao minuto desde a hora de comer e dormir até às tarefas que as ocupam. São sujeitos, da creche à faculdade, à mesma ditadura que um adulto, moldando um espírito competitivo que os leva a um egoísmo extremo e as opõe ao outro, ao mesmo tempo que lhes coloca palas nos olhos ceifando-lhes o desenvolvimento da criatividade para uma tomada de decisão futura.
A sociedade está assim constantemente e cada vez mais sob o jugo de gente sem visão (os que nos moldes competitivos da nossa educação melhor ficam colocados) e os subjugados sem ideias e conhecimentos (os que nos moldes competitivos da nossa educação pior ficam colocados e desistem de aprender). Para mudar esta realidade urge uma educação respeitadora da criança na sua natureza e individualidade. Enquanto as crianças tiverem de ser homens e não forem tratadas como crianças, nenhum homem será Homem na sua plenitude.
A criatividade é das coisas que mais nos individualiza como espécie e é essa criatividade que nos tem feito sair das maiores crises sociais, políticas e/ou económicas por que passamos. Mas ao ceifarmos o desenvolvimento dessa criatividade com um Modelo de Educação essencialmente Tradicional então estamos a ceifar a nossa capacidade de sair das crises que actualmente e de futuro nos atormentarão.
Urge assim uma verdadeira reforma no Sistema Educativo que não seja apenas pensada para agradar políticos e docentes mas que faça um corte com a realidade presa em manuais e programas unificadores de pensamentos e que instale uma educação que não se limite a ser Instrução mas que permita uma simbiótica troca de conhecimentos entre professor e criança, pois todos somos educadores e educandos, e só assim, podemos entender que a educação não se restringe à escola mas que faz parte de toda a vida.
Porque as pessoas não são indivíduos estanques e não existem sem o outro e sem a sociedade, não podemos criar pessoas (como robôs) que cada vez mais são individualistas e desprendidos da sociedade sob o risco, que já está a ser cumprido, de, como sociedade, entrarmos em decadência. Apenas com uma educação centrada na liberdade da criança, respeitando os seus ritmos próprios, que não seja competitiva mas sim estimuladora da cooperação e colaboração, que a coloque nos centros de decisões do ensino ao contrário de impor o que quer que seja podemos desenvolver todo o potencial humano em todas as áreas da sociedade, pois não há apenas uma realidade correcta, e principalmente a das crianças não é menos correcta que as outras, e nem todas têm de obter os mesmos conhecimentos da mesma maneira. O Ensino deve então estimular e servir-se da curiosidade natural das crianças para através dela fornecer as ferramentas que as levem a desenvolver a criatividade, o pensamento crítico e habitua-las a procurarem sempre um novo conhecimento que as faça evoluir constantemente no sentido da sua natural vocação, ao mesmo tempo que se tornam responsáveis, respeitadores das liberdades individuais e adaptativas a às mudanças sociais cada vez mais constantes.
Mais do que conhecimentos que serão esquecidos é necessário desenvolver valores que nos tornem mais ricos e fortes como povo. A Educação Nova e a Educação Moderna são modelos educativos que ao contrário do Modelo Tradicional nos poderão levar a esse caminho.

Lira Insubmissa, Carta



Décimo Sétimo Fragmento

130 - Não há nenhuma questão de imigração. Nós não crescemos onde nascemos. Nós não vivemos onde viveram os nossos antepassados. Não somos de lado nenhum, embora gostemos de turismo. Nós somos um convidado dentro das nossas famílias.

131 - A maior prova do Império e, em contrapartida, da Máquina de Guerra, reside neste ponto: o poder decisivo não se encontra, já, em qualquer região do mundo. Assim sendo, a Máquina de Guerra não pretende ocupar território, mas ser o território.

132 - As organizações dividiram o que somos na trindade: O que és? O que fazes? No que te transformarás? Uma tentativa organizada (reforçar pontos fracos) de impedir a organização (eliminar pontos fracos) que nos dita que os três são apenas um.

133 - O indivíduo é uma ficção. A Lira Insubmissa declara a revolução como um ataque à ideia do que é o Homem. Até lá, distraiam-se sendo vós próprios (esse é o objectivo do homem moderno). O vosso eu pertence-vos, o vosso corpo, a vossa mente, o vosso apartamento e os problemas pelos quais tiveram de passar para chegar até aqui, cabe-vos a vós o prémio e a recompensa por esses bens, porque o merecem e se comportaram como heróis. Quanto mais investirem, mais depois vão receber (no final dos tempos).

134 - Seja auto-suficiente, encontre um patrão.

135 - A Lira Insubmissa aconselha as causas importantes a serem, em vez de trazidas ao público, ocultadas. Sermos, socialmente, um nada, é termos a liberdade, e a liberdade de atacar com um golpe irreversível e invulnerável.

136 - A necessidade de ser-se a si mesmo dita-nos, na verdade, e traduzindo, que temos de ser fortes, termos de ser fortes dita-nos que somos fracos, termos de ser nós próprios afirma-nos que ainda não somos nós próprios, e no fim, nunca seremos (o que és?, o que fazes?, no que te transformarás?), o amor é uma terapia para esta doença, a produção, a amizade, a conversa, o espectáculo, em que somos todos pacientes e o mundo um hospital. Ser-se a si próprio é estar constantemente à beira do colapso: é assim que se governa – mantendo a crise e organizando-a, num sistema de dependências.

137 - Eis o bramido da Lira Insubmissa: o Homem, na realidade, é tudo, excepto ele próprio (literalmente e salutarmente).

139 - O leitor da Lira Insubmissa não é diferente, não é separado, não é definido e etiquetado, qualificado nem controlado. É sim algo de primordial. Não tem colegas, amigos cibernéticos, contactos, namoradas, conhecidos, companheiros, amigos, e nem é nenhum destes para ninguém: é um estranho movendo-se no meio de estranhos. Mas em cada gesto existe verdade. Tudo o mais são palavras de comando, como as das linguagens de programação.

140 - A depressão é uma virtude menosprezada, sendo que ela é o primeiro sintoma de dissociação política e um passo tão importante quanto o do parto. A liberdade passa primeiro pelo tempo-morto, ou seja, não o tempo em que não temos nada para fazer, ou aquele das férias, mas o tempo que nos revelou que não há nada para fazer, evocando uma actividade tão poderosa que o tempo não a contenha nem a limite.

141 – Na sociedade do trabalho, dos desempregados, a Lira Insubmissa termina este fragmento (mas já se preparando para o próximo) com uma proposta em vigor: greve geral dos artistas a nível nacional, de um de Junho de 2010 a um de Junho de 2013. Mediante a ausência de arte, a presença da realidade.

André Consciência

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Sociedade do Espectáculo

No mesmo dia em que o filósofo Marx se voltou contra a filosofia, e Hegel voltou o espírito de Platão contra o próprio, e Freud fez da consciência o aperceber-se da inconsciência, um Grande Arquitecto lembrava-se do teatro: Cena 1 – Criar um Problema, Cena 2 – Instigar o Pânico, Cena 3 – Ser a Solução, e escreveu a peça. Nós somos os actores.


André Consciência

Agostinho da Silva - Salazar, Capitalismo e CEE

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Lira Insubmissa, Carta



Décimo Sexto Fragmento

112 - A globalização serve as corporações transnacionais. O que servem as corporações transnacionais? O progresso começou com a humanidade acima da tradição. A humanidade foi acabar na tradição.

113 - O meu país pode estar certo ou pode estar errado. No fim (e no início, e durante), só a minha opinião prevalece, a minha noção de certo, a minha noção de errado.

114 - Dizer que ninguém se deve orgulhar do lugar onde nasceu, porque o não escolheu, é como desencorajar todo o respeito aos pais e aos educadores. As crianças serão soberanas, cada uma, uma nação.

115 - É importante estudar as características de várias raças humanas, para que não possamos trabalhar juntos. (?)

116 - As gentes dividem-se em classes sociais. Nunca por nacionalidade.

117 - A água tem marca e embalagem. A terra é um produto de mercado e um produto do mercado. Quanto mais livre o mercado, mais livres as gentes.

118 - A cultura é o passatempo dos inúteis. A arte a sua loucura. A universidade é um negócio.

119 - Não há pessoas civilizadas e pessoas selvagens, só existem pessoas selvagens, felizmente. Civilizadas são as máquinas.

120 - Se qualquer trabalhador capaz rejeitar um emprego, seja ele qual for, deve perder imediatamente todo o apoio. Quando o homem angustiado não se confortar no consumo e se ocupar na produção, deve perder todo o apoio.

121 - Somos, todos nós, imigrantes de primeira geração.

122 - O sistema democrático é um vagaroso conjunto de anulações.

123 - A idade electrónica é a coroa do reino oferecida ao terrorismo e à pirataria. A única dimensão onde o anarquismo poderá ser possível, excepto no ideal da perfeição (que não tem nem nunca teve de ser real, o seu serviço é o de inspirar).

124 - Uma peça de arte abstracta simboliza tudo aquilo que está acima da própria arte.

125 - Não existirão crimes, apenas reabilitações.

126 - O escritor e o artista devem servir o produtor e o homem de negócios, pois é menos pessoal o trabalho dos últimos.

127 - A mulher pode ter uma casa, mas o seu primeiro dever é para com a carreira, pois é menos pessoal a carreira.

128 - Não se pode ser moral caso se seja religioso.

129 - Se nutrir alguma dúvida sobre este fragmento, consulte um astrólogo.


André Consciência

quarta-feira, 28 de abril de 2010

José Mourinho: a vida é injusta; há quem não tenha sorte e há quem a tenha…

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Como toda a gente sabe (discípulos de Jesus inclusive), o José Marinho (perdão, Mourinho) é o melhor filósofo (perdão, treinador de futebol) português. E porquê? Porque, para além de todos os seus méritos (que não são poucos), tem o factor decisivo: sorte. E não me venham falar de filosofia. Não há maior filosofia (leia-se: clarividência) do que reconhecer a arbitrariedade de todo o jogo, da própria vida em geral…

P.S.: No dia em que José Mourinho foi apurado, pela segunda vez enquanto treinador, para a final da Liga dos Campeões Europeus, e em que foi apresentada, na Biblioteca Nacional, a reedição da Teoria do Ser e da Verdade de José Marinho (INCM).

sábado, 17 de abril de 2010

Gates of Metropolis...


The Fountainhead/Vontade Indómita (adaptação do livro homónimo de Ayn Rand, que escreveu o argumento), King Vidor, 1949 (excerto dobrado em Língua Portuguesa)


Ayn Rand entrevistada por Mike Wallace (CBS), primeira entrevista de Ayn na TV, 1959

terça-feira, 13 de abril de 2010

Lira Insubmissa, Carta



Décimo Quinto Fragmento

101 - Segundo a Filosofia e Teoria Crítica de Horkheimer, o homem é produtor da sua própria história e da sua condição de vida, e não previsível da mesma forma que os estudos científicos baseados na observação e constatação das probabilidades o esperam. A lei do mundo é, como afirma Sampaio Bruno, a fatalidade, mas a lei do homem é a liberdade.

102 - "Os objectos e a espécie de percepção, a formulação de questões e o sentido da resposta dão provas da actividade humana e do grau do seu poder." (Max Horkheimer, Filosofia e Teoria Crítica, 1968)

103 - Nós usamos garfo e faca, e.t.c. Esses são os nossos objectos e a nossa espécie de percepção: o nosso sentido de resposta e de questionamento prende-se com os desempenhos técnicos desses instrumentos.

104 - Segundo Theodor Adorno, o domínio racional sobre a natureza implica o domínio irracional sobre o homem.

105 – “o preço da dominação não é meramente a alienação dos homens com relação aos objectos dominados; com a coisificação do espírito, as próprias relações dos homens foram enfeitiçadas, inclusive as relações de cada indivíduo consigo mesmo“ (Theodor Adorno)

106 - A pornografia, ou o erotismo, revelam, de facto, muito sobre o modus operandi da nossa actual civilização: estimula o desejo como privação: oferecer privando. Na política: o velho “prometer e não cumprir”. Um tudo por tudo pelo "consumidor" (nos dois sentidos, do abastecimento e da miséria), para que jamais esqueça a sua condição de consumidor.

107 - "Nesta faina torturante de descobrir ministros salvadores temos andado, os portugueses; a nossa paciência é formidável, porque não nos fatigam e aborrecem as desilusões sucessivas. Nem procuramos apurar a causa dessas desilusões. Facilmente as atribuímos às más qualidades pessoais dos salvadores abortados. Enganamo-nos. Pensamos que eram boas pessoas. Saíram-nos uns velhacos. Não. Não foi agora, agora não foi. Que pena!” (Bruno, 1987)

108 - “costumes detestáveis de gentes escravizadas por outras gentes más e cruéis. A brandura dos nossos costumes! É fresca a tal brandura dos nossos costumes! Vão passando os tempos; os anos vão correndo. Sem embargo, os péssimos hábitos permanecem inalteráveis; este país, decididamente, nas suas classes governativas, parece refractário à civilização e hostil ao progresso. O movimento incomoda-o; ou, se o aceita, é para andar para trás.” (Bruno)

109 - “O progresso moral não pode dar-se desde que as almas só conheçam os preceitos do respeito e da obediência. É preciso que as estimulem as ansiedades da dúvida, que lhes incutam coragem as confianças da crítica, que as propilam as audácias da análise. É preciso obedecer, mas é preciso desobedecer; é preciso respeitar, mas é preciso desrespeitar. Todo o ponto consiste em saber como, quando, até onde essa faculdade perigosa, mortal e salutar, do desrespeito e da desobediência pode e deve ser exercida. Os que não sabem desrespeitar e desobedecer são os tumultuosos, os insolentes, os atrevidos, os tolos; mas os que sabem desrespeitar e desobedecer são os inovadores, os reformadores, os beneméritos. Uns promovem a desordem, os outros fomentam o progresso; uns provocam a confusão, os outros produzem a civilização” (Bruno).

110 – A Indústria da Cultura concebe um circuito, visto de baixo, mais ou menos fechado em que o sentido da estética (englobando o ideal na mesma vigente) é a sua própria estética. Visto de cima, a inteligência que busca a sua própria confirmação no capital resultante.

111 - “Não há prova mais cabal de que a simples inteligência, por lucidíssima, é insuficiente. Se a sensibilidade real do coração não lhe assiste, o homem inteligente descai na impura e extrema idiotice” (Bruno)


André Consciência

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Lira Insubmissa, Carta

Décimo Quarto Fragmento




93 - Examinámos, de forma tortuosa e imperfeita, situações que achamos pertinentes para o conteúdo desta carta, abordadas a nível da civilização ocidental e actual. Não pretendemos cessar essa função, mas achamos que a altura chegou de, com frequência acrescida, dirigir finalmente a espada ambígua da palavra ao nosso espaço-tempo geográfico, histórico e cultural, àquilo que, pretensamente, nos define. Tal arrasta-nos de imediato, e em jeito resumido, para o seguinte paragrafo:

94 - É difícil e inexacto falar do que é, poética ou filosoficamente, Portugal, e depois, do que é a Lusofonia, por diversas razões. Uma sendo a globalização. Cada vez mais é mais real o seguinte: “tudo está em todo o lado”. Cada nação desperta à consciência expansionista, e composta por indivíduos de alguma sensibilidade ou ideal, sentiria neste momento o que sentimos quando dizemos, de uma forma ou de outra, que Portugal é o Mundo. Não seria semelhante "crença", apenas por isto, uma particularidade lusófona (mas há uma particularidade, uma portugalidade).

95 - Seria, pois, aparentemente necessário filtrar o conhecimento sensorial e intelectual para a cultura que nos está na raiz (essa cultura é uma reunião de muitas culturas, mas não deixa de apresentar o seu traço único, o seu ponto de reunião específico). Isto era preciso fazer sem impor a restrição, mas pela simples culturalização. A Lira Insubmissa não apresenta especiais razões de queixa no que respeita esse assunto, os portugueses reagem, mais ou menos amedrontados, ao remoinho que vai comendo, aqui e ali, a identidade (mas ainda não opinámos directamente sobre as virtudes ou os defeitos que uma forte afeição à identidade pode gerar). Há neste processo, como de resto não surpreende, equívocos, como por exemplo o caso do neo-nazismo em Portugal. Compare-se o nível do mesmo com o nível do revivalismo escocês.

96 - No âmbito da Lusofonia, e que é o que mais faz sentido para o autor da carta, há a pensar o princípio contrário: não é a nossa identidade, ou o nosso sentido de identidade, que se prendeu com os países lusófonos, embora ela lá haja marcado, mas outra coisa, o nosso espírito, por obra da palavra, ou seja, por articulação meticulosa da linguagem e da memória, se não dos mais jovens, dos pais dos mais jovens: são terras por descobrir para as gerações mais novas, mas ainda assim terras que descobriram os seus espíritos, tanto como as tradições sagradas antigas se faziam passar e semear oralmente – mas também aqui a língua voltava a ter certa importância (vamos tentar por agora não especializarmos a carta nessa questão). A realçar que, aprendendo a nossa simbólica e a nossa língua, aquele que antes lhe era estranho não é apenas penetrado pelos nossos costumes, mas os penetra igualmente, e com ele a herança dos seus próprios costumes.

97 - Ainda explicativo dos parágrafos anteriores: a substituir o orgulho nacional de nascente no neo-nazismo, seja lá o que esse orgulho for, algumas pessoas voltam-se para a lusofonia: é menos escandalizante, é até louvável (de vez em quando chega a lembrar as obras de caridade), e traz mais à memória a intelectualidade. Mas teria sido possível uma busca pelo paraíso, teriam sido possíveis descobrimentos, sem sair de casa, ou melhor, sem sair de uma narcísica casa de espelhos? Não sei se foi possível na devida época, mas no que respeita à identidade do país (independentemente da utilidade interna que deu às suas expansões), diria que não. Isso foi, no entanto, acontecendo gradualmente, e hoje é, se feito com introspecção, possível, tratando-se somente de uma tomada de consciência de um facto já ocorrente por detrás das cortinas. A lusofonia, como a Lira Insubmissa a entende, não é Portugal nos países lusófonos, ou a sua imagem, nem a portugalidade nos países lusófonos, embora o seja também, sendo-o tanto, no entanto, como a força anímica em nós dessas terras e cultural desses países onde estivemos e, não esquecendo, por elo e consequência, destes vários países e destas várias regiões umas nas outras. É uma coligação de terras várias fundidas e expressadas nos homens.

98 - Havia pois que se dar importância a um revivalismo em cada um dos países lusófonos (mesmo e especialmente quando implica uma cultura pré-portugal), semelhante em espírito ao nosso, e sempre, todavia, com uma presença lusófona, e nunca fechada nem, no nosso caso, à União Europeia, nem, em todo o caso, ao resto do mundo.

99 - Manter a consciência do ser exige o equilíbrio do equilibrista, a identidade tem tendência a fechar-se para sobreviver e fechando-se morre, definha, e gera doenças à vizinhança. Dissolvendo-se, torna-se mecânica e obsoleta. Uma pátria deve ser tratada com higiene alquímica.

100 - Tendo isto em vista, aplicar as nossas consciências ao progresso, mas mais do que ao progresso, que decorre hoje de forma automática e inumana, à sua (re)definição humana, consciente e presencial. Em breve, cada homem terá o tamanho e o peso do mundo, e é preciso que saiba, nesse dia, ser livre e saudável (a leveza do mundo, um mundo que não o esmagará ou anulará).


André Consciência

terça-feira, 6 de abril de 2010

Rapaces...

Milvum comedens, et ipse milvus fies.
Quem um milhafre devora, transforma-se em milhafre.

Theodorus Schrevelius



Theodorus Schrevelius, Frans Hals, 1617

quarta-feira, 31 de março de 2010

Lira Insubmissa, Carta

Décimo Terceiro Fragmento

82 - A identidade pode ser valiosa. Onde a identidade falta existe o risco de viver a aparência. E qual é o risco da aparência no lugar da identidade? O homem sem pátria e o homem com país.

83 - “Em toda parte, onde quer que mantenhamos qualquer tipo de relação com qualquer tipo de ente, somos interpelados pela identidade” Heidegger

84 - A produção é valiosa. Na ausência da produção, o risco da sedução (que consiste em desviar o valor concreto e objectivo do objecto psíquico ou material), num jogo virtual. E qual é o risco da sedução?

85 - “Phýsis e logos são a mesma coisa. Logos caracteriza o ser de um ponto de vista novo e antigo ao mesmo tempo: o que é ente, o que é consistente e estável, acha-se reunido em si mesmo por si mesmo e mantém-se nessa reunião” Heidegger

86 - Kant afirmou que aquilo que experimentamos é diferente daquilo que é real. No entanto, supondo que concordamos (embora não seja o caso real, porque concebemos vários níveis de experiência, todos eles com uma essência própria), a identidade, como experiência fonte do experimentar, é só verificável pela aparência – pela experiência. Neste caso, a aparência alimentaria então a consciência da identidade, ao invés de tomar o seu lugar; a sedução aumentaria a necessidade de produção.

87 - Constantemente, a nossa capacidade/condição de pensamento dualista nos empurra num só sentido – aquele do êxtase sonolento da hipnose. O que se torna consciente deste facto, torna-se no hipnotizador, mas é geralmente infeliz.

88 - A presença de Deus, ou de deuses, pode ser valiosa. Onde a religião falta instala-se o risco de viver o dinheiro. E qual é o risco do dinheiro tomar a função da religião?

89 - A afirmação da inutilidade dos nossos destinos (por artificio da religião ou do capitalismo) é a afirmação da sua funcionalidade; a inutilidade toma, pela sua afirmação positiva, a aparência e a sedução da utilidade. A negação da inutilidade toma a aparência e a sedução da utilidade.

90 - Um problema de comunicação, uma deficiência no entendimento das linguagens, levaria um homem a comparar o artista com o autista. E aqueles que falam de arte que não expresse uma teoria, são, dependendo da perícia com que o fazem, ilusionistas.

91 - A mente experimenta-se a si própria por via da inteligência, a mente está na inteligência e não a inteligência na mente. Os sentidos são os agentes da inteligência: esta inteligência que conhece a unidade para lá da individualidade. Que conhece o prazer que paira acima da satisfação ou da insatisfação, prazer distante da finalidade, na busca sem finalidade do ilimitado e sempre novo – esta é a fórmula com que o concreto se experimenta a si próprio e a pessoalidade da identidade se forma e informa e desaparece.

92 - O que separa a mitologia da ciência, e o evolucionismo do criacionismo, o espiritualismo do materialismo, e.t.c., é um mito.

André Consciência

segunda-feira, 29 de março de 2010

O Filme do Mundo, 42

Para o Casimiro Ceivães

Tornado, Alvo, Nebraska, USA, Mike Hollingshead, June 13, 2004


No meio da tormenta o homem sábio reza a Deus, não para que o salve do perigo, mas para que o liberte do medo.


Ralph Waldo Emerson