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Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.
Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)
A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)
Agostinho da Silvaterça-feira, 10 de janeiro de 2017
Nunca me arrependi
sábado, 16 de abril de 2016
Sobre «extremos», no Público
Hoje, Dia Mundial da Voz, constitui uma ocasião ainda mais simbólica e significativa para se fazer ouvir aquela, mesmo que na forma escrita… mas correcta, evidentemente.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Sobre (não) «endireitar», no Público
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Todos menos Marcelo
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
A nacionalidade afundada
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Sobre mudança de regime, no Público
quinta-feira, 22 de março de 2012
Perder «fregueses»
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Passos perdido(s)?
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Lira Insubmissa, Carta
Vigésimo Quarto Fragmento
188 - Os nossos comentadores políticos e os nossos políticos agem como se nunca houvessem passado da infância. Discursam como se os seus intelectos não fossem capazes de compreender dois pontos de vista separados e opostos, em simultâneo. No que toca o reino da alma não tivemos Reforma ou Renascença; não houve Colombo a descobrir cada quadrante dos oceanos da alma que em nós se esconde.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Contra os feriados…
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Ministério… não é fundamental
A petição em causa foi lançada pela Sociedade Portuguesa de Autores, presidida por José Jorge Letria que é, desde há muito tempo, um fiel compagnon de route do Partido Socialista. E quem colocar nela a sua assinatura está a dar implicitamente – e inconscientemente? – a sua autorização para ser utilizado como mais um peão na luta do actual, mentiroso, irresponsável, incompetente, desavergonhado, autoritário, abusador primeiro ministro para se manter no poder. Para este «peditório» eu não dou. E apelo veementemente a que mais ninguém dê. Já agora, porque é que os proponentes e os signatários desta petição não lançam outra contra a utilização de serviços públicos – sim, do MC! – em propaganda partidária, não uma mas sim duas vezes? Ou porque não protestam contra o lamentável colaboracionismo de Gabriela Canavilhas no Acordo Ortográfico? Uma ministra que diz que a sua «despromoção» a secretária seria um «retrocesso civilizacional»... mas não a promoção da tauromaquia!
Não é, obviamente, e como se tem comprovado nos últimos anos, a existência de um ministério que resolve todos os problemas que afectam a área da cultura no nosso país. Tal só pode ser feito com a definição e a concretização efectivas de uma política cultural articulada, ambiciosa e abrangente sem deixar de ser realista. E que pode perfeitamente ser dirigida através de uma secretaria de Estado. Assim, não se atribua mais importância aos meios do que aos fins.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Para Reflexão
ÉTICA DO PASSADO
O Assessor da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, ex-comunista, meu contemporâneo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, nos anos 60, membro da cúpula da Federação de Estudantes do Rio Grande do Sul e, eu, secretário de Relações Sindicais, pensávamos, naqueles anos passados, um país justo e honesto.
Nós queríamos, ingenuamente, chegar ao poder pelas armas, na trilha da gloriosa revolução cubana, uma vez que pelas eleições parecia impossível. Garcia, porém, adaptando-se à camaleonice dos novos tempos do crescimento econômico, à sombra da bandeira da pobreza, chegou ao governo na companhia de velhas raposas que, antes, jurara de morte. A última vez que nos encontramos, casualmente, foi numa esquina de Paris, há mais de 12 anos. O tempo passou.
Nos nove anos de Casa Presidencial, Marco Aurélio Garcia tem dado entrevistas e expressado opiniões no limite da lucidez esquerdista que, por várias vezes, atingiu frontalmente o bom senso. O tempo passou. Passado é passado. Novos conceitos da história, fundamentados na fantasia do Brasil potência, embalados pela insensatez do crescimento econômico, tomaram todo o espaço do raciocínio da esquerda desvairada e esquizofrênica.
Ontem, 30 de abril de 2011, trinta anos depois do temerário incidente do Rio Centro, na reunião do conselho de ética petista se concretizou a reabilitação política de Delúbio Soares, amigo pessoal do ex-presidente Lula. Delúbio Soares é réu em processo que corre no Supremo Tribunal Federal. Marco Aurélio Garcia defendeu a acolhida de Delúbio pelo PT e sem constrangimento ou vergonha justificou os argumentos que recolheram o desafortunado companheiro da rua da amargura e da “execração pública”, segundo palavras de compaixão cristã da senadora Martha Suplicy. Para Marco Aurélio Garcia, o veredito da assembleia petista se ajusta à ética do futuro. “Não vejo – diz Garcia – que Delúbio seja uma pessoa corrupta. Não fez nada em benefício próprio. Houve gestão temerária que trouxe enormes prejuízos. Mas o tempo passou”.
As temerárias fogueiras da Inquisição, em nome de dogmas religiosos, trouxeram poucos benefícios próprios a Alexandre VI, Júlio II ou Leão X. Os temerários campos de concentração e os crematórios nazistas, em nome da pureza da raça, pouco ou nenhum benefício próprio trouxeram a Hitler. O temerário Gulag da ex-União Soviética, em nome da ideologia, poucos benefícios próprios trouxeram ao ex-seminarista Stalin. As temerárias torturas e os mortos nas masmorras do DOI/CODI, em nome do anticomunismo, poucos benefícios próprios trouxeram aos marechais e generais de nossos 25 anos de ditadura militar. O caso Delúbio não se relaciona aos mencionados pelo número de mortos, mas pela semelhança dos métodos de perversão mental, baseada na mentira e na negação dos fatos publicamente registrados, que achincalham gerações presentes e futuras. Mas o tempo passou.
Então, na sequência dos fatos inegáveis, há que se perguntar a Marco Aurélio Garcia e a todo o cabido da ética futura da política, por que manter presos os Batisti, os Cacciola, os Fernandinho Beira-Mar e os 450 mil presos em cárceres desumanos deste país. Em pouco tempo, estarão todos condenados ao passado.
O tempo passou. Os princípios passaram. A era do pensar passou com o tempo. A nova ética do tempo que ainda não passou produz ideólogos e vestais políticos escamoteadores, malabaristas, prestidigitadores, falsificadores da realidade, negociadores de estranhos valores capazes de extinguir o passado pela maquiagem do presente como nunca antes neste país. A que ponto de execração pública foi rebaixada a inteligência política de áulicos do governo, iludidos de exercerem o poder!
1.5.2011
COINCIDÊNCIAS DO PAC
Todo mundo sabe que a senhora Dilma, antes de ser eleita presidente, teve dois filhos, o PAC I e o PAC II. A testemunha ocular dos partos foi seu antecessor que declarou publicamente: ela é a mãe. Não há informações de que, sendo presidente, Dilma poderá gerar outros, aumentando a família até 2014.
Esta sigla, milhares de vezes repetida nos últimos anos, está por PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO. Não entrarei no mérito da execução do Programa, pois essa é uma tarefa do Tribunal de Contas da União, órgão capaz de irritar presidentes por não aprovar as contas superfaturadas dos gastos em pontes, viadutos, represas, trem bala, aeroportos e portos.
A CNBB, com seu olhar crítico, apesar de aliada do governo, em suas reuniões de cúpula, recheadas de lições e opiniões de especialistas em economia e política, trata ironicamente o PAC como Programa de Aceleração do Capitalismo.
Mas a mais contundente coincidência das siglas encontrei ao examinar mais de perto o imbróglio do escritor Cesare Battisti, refugiado no Brasil sob a pecha de criminoso, assassino, comunista e antigo membro do PAC italiano – PROLETÁRIOS ARMADOS PELO COMUNISMO – grupo de extrema esquerda atuante nos anos 70, também chamados anos de chumbo.
Cesare Battisti é simplesmente um escritor com 17 livros publicados, quase todos na França por editoras de renome como Gallimard e Flammarion. Entre outros, está traduzido para o português Minha fuga sem fim, (Martins editora), circulando nas livrarias do nosso país. Segundo informações extra-oficiais, o asilo político lhe foi dado pelo ex-presidente por ser escritor e não terrorista. Embora nos conselhos de segurança nacional se diga que um escritor é um terrorista em potencial e, por isso, seria perseguido na Itália.
O dilema que se põe ao STF é se o Brasil, com a união do PAC da Dilma com o PAC do Battisti e a ironia da CNBB, vai acelerar o crescimento, o capitalismo ou o comunismo.
Humanamente,
Eugênio Giovenardi
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Escrever em «socretinês»
domingo, 23 de janeiro de 2011
Das eleições de hoje se conclui...
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Marcar território(s)
Artigo da minha autoria publicado na edição de 27 de Dezembro de 2010 (Nº 7570) do jornal Público. quinta-feira, 28 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Braga de Macedo: "Os dois países mais avançados recearam sempre que uma dimensão económica da CPLP"
"Os dois países mais avançados recearam sempre que uma dimensão económica da CPLP arrastasse expectativas de ajuda pública ao desenvolvimento impossíveis de satisfazer. Uma consequência indesejáveis desse receio foi o atraso da cooperação económica e empresarial, aventada na Cimeira de Maputo em 2000 e decidida na Cimeira de Fortaleza em 2003."Jorge Braga de Macedo
Eis explicado, de forma sumária mas bem clara, porque é que a cooperação económica entre os países da CPLP continua a frustar todos aqueles que - como nós - que defendemos o desenvolvimento da Comunidade e a sua transmutação gradual numa União Lusófona, não avança: Porque esse não é o desejo sincero dos dois países mais "ricos" da Comunidade... Em termos de riqueza nacional (medida em PIB) transferida para a CPLP, que depois poderia ser repartida entre os países da Comunidade, tal esforço é patéticamente baixo. Os recursos até existem, mas estão dispersos em múltiplos programas bilaterais de ajudas ao desenvolvimento... tem é faltado vontade política e - porque não dizê-lo - atrevimento aos nossos políticos.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Sistema de Saúde e Crime: Os dois grandes problemas do Brasil
"O Sistema Único de Saúde é uma reforma incompleta e o próximo governo precisa de dobrar os 3,6 por cento do investimento do PIB. (...) Profundo problema no controlo do crime, sobretudo o organizado, tráfico de drogas e controlo de fronteiras".
Diário de Notícias
29 de setembro de 2010
A campanha presidencial brasileira teve - em Portugal - um grande mérito: multiplicou o número de artigos de divulgação sobre a realidade brasileira. O português médio conhece hoje muito melhor a realidade do país-irmão (e até sabe quem é Tiririca...) do que há apenas uns meses...
Esta curta citação encontra-se num dos múltiplos artigos sobre o Brasil que surgiram esta semana e permite listar dois dos maiores problemas urgentes do Brasil atual: um sistema de Saúde público ineficiente e incompleto e uma Criminalidade muito acima da média dos países desenvolvidos. Estes não são certamente os únicos problemas da sociedade brasileira, mas são - de longe - os mais urgentes. Sem um sistema de Saúde pública disponível a todos os cidadãos não será nunca possível distribuir de forma justa e equitativa a riqueza que o Brasil está agora a ser capaz de gerar. Sem um bom Sistema de Saúde a sua população não pode libertar-se do temor pela doença e da morte prematura com a consequente perda de elementos úteis e produtores de riqueza que isso implica. Sem um bom sistema de saúde infantil, o Brasil não pode construir uma população jovem saudável e criativa nem sequer alinhar-se junto dos países mais desenvolvimentos e dos seus baixos índices de mortalidade infantil.
Mas o problema número Um do Brasil é a criminalidade e, sobretudo, a criminalidade organizada. Alimentada pelo tráfico de droga e por uma extensíssima fronteira terrestre e marítima, o Crime - pela via da corrupção - tornou-se endémico nos meios urbanos e representa hoje o maior travão ao desenvolvimento da sociedade brasileira. O Crime desvia uma parcela considerável da riqueza produzida e deixa refém a classe média, usando os políticos corruptos e uma polícia incapaz de o vencer. Sem uma vitória decisiva contra o Crime, o Brasil nas conseguirá atrair para as suas grandes cidades o Turismo e o Investimento estrangeiro. Sem essa vitória, dificilmente limpará a imagem internacional de subdesenvolvimento e pobreza que ainda o (injustamente) contamina. Mas poderá essa batalha ser vencida sem enfrentar frontalmente o problema que alimenta o Crime que é o da legalização das Drogas? Poderá esta batalha ser vencida sem recuperar para a economia formal os milhões de brasileiros que encontram no submundo do crime a única forma de subsistência? Acreditamos que sim... a via da legalização foi ensaiada - com sucesso - na Holanda e na Suíça e os vários programas sociais da Administração Lula conseguiram tirar 30 milhões de brasileiros. A riqueza começa fluir para toda a sociedade brasileira e o país tornou-se oficial num "país de classe média", algo que era impensável há apenas dez anos atrás. O país tem recursos naturais que ainda nem começaram a ser explorados (o famoso "pré-sal" e muitos solos agrícolas que ainda não estão a ser utilizados. Num país onde a escassez de petróleo é tão certa como a escassez futura de alimentos, esta fórmula representa a garantia de prosperidade para os tempos vindouros. Assim saibam os brasileiros vencer o desafio da Saúde Pública e do Crime Organizado. E saberão, estamos certos.
domingo, 17 de outubro de 2010
Sobre a elevada interdependência das colónias portuguesas
Miguel Jasmins Rodrigues
A História da presença portuguesa no Além-mar é paradoxal: é uma História que revela uma extraordinária força anímica e uma gigantesca capacidade de concretização, cabalmente demonstradas pela fundação do primeiro “império” global da História, com raízes ainda bem firmes quase meio milénio depois, mas é – paradoxalmente – uma história de fraqueza e de engenho, flexibilidade e improvisação em a ultrapassar.
Como bem escrevia Fernando Pessoa: “Portugal era um anão, com braços de gigante,, procurando abraçar o mundo”. Nem mesmo no zénite do processo da Expansão, Portugal teve, com efeito, os meios demográficos e financeiros para sustentar tal empresa. Desde cedo, devido a essas fragilidades, houve necessidade de conceder às parcelas mais remotas do império um grau de autonomia muito elevado, fundando o Vice-Reinado e concedendo grande liberdade aos capitães das praças mais longínquas, como Malaca ou Timor. A distância explica essa grande autonomia da presença no oriente, sendo do próprio oriente que partiam as expedições de socorro quando uma determinada praça ou fortaleza se encontravam em apuros: Lisboa estava a dois anos de distância e frequentemente não tinha uma ideia realista da situação local… foi assim que Malaca e Ceilão foram socorridas várias vezes diretamente por Goa e que, mais tarde, Luanda seria libertada dos holandeses por uma esquadra armada, guarnecida e diretamente comandada por colonos brasileiros…
A razão maior do sucesso e perenidade extraordinária da presença portuguesa no Oriente, de facto bem maior do que a de outras potencias bem mais nutridas, como a França e a Holanda, é a descentralização da administração local. Não somente no aspecto da administração política e militar, vertentes já apontadas no parágrafo anterior, mas até na constituição dos escalões intermédios e altos da administração, amplamente municiados por indígenas (caboverdianos em África e goeses no Oriente) e no exército. No campo militar, a formação de famílias mistas, incentivada por Albuquerque revelou-se fundamental para formar um estrato demográfico conhecido no Oriente como os “casados” que serviriam de comandantes militares e administrativos em todo o Oriente, chefiando forças de origem indígena que constituíam geralmente o grosso dos contingentes militares, sempre raros de tropas metropolitanas (afetadas pelas altas taxas de doença e deserção). Sem esta transferência da Defesa e da Administração para os povos locais, nunca teria sido possível manter uma presença em Goa até 1961 ou em Timor e África até 1975, tamanha era a desproporção de forças para com potentados e impérios locais e para com outras potencias europeias.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Sobre a saída da pobreza de 30 milhões de brasileiros e da transformação do Brasil num país de "classe média"
"Na primeira década do terceiro milénio, cerca de 30 milhões de brasileiros subiram da base para o meio da pirâmide social, graças à melhoria da educação e às possibilidades de "arrumar" um emprego no mercado formal.O Brasil é hoje um país de classe media, isto é, onde mais de metade da população possui rendimentos considerados para mínimos para aceder às exigências próprias de uma classe média, incluindo neste rol o acesso à habitação própria.
Estes milhões de brasileiros, que deixaram de ser pobres e começaram a poder beneficiar dos confortos tidos como típicos de classe média, são a melhor prova do progresso do Brasil. Todos os países desenvolvidos economicamente e socialmente têm uma população maioritariamente constituída por classe média."
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29 de setembro de 2010
Se o Brasil conhece hoje um crescimento sólido e sustentado tal deve-se ao facto deste assentar não no crescimento continuado das exportações - às custa de dumpings de vários - mas na entrada na economia real destes consumidores. Com efeito, se a China encontrou no aumento explosivo das exportações (à custa de criar desemprego crónico pelo mundo fora e de condições de trabalho sub-humanas), o Brasil encontrou numa fórmula de três variáveis o "segredo" do seu desenvolvimento:
1. Crescimento do Consumo Interno, o que o tornou resistente às quebras da Procura internacional de 2008
2. Desenvolvimento da exportações de produtos agrícolas, num mundo onde estes são cada vez mais procurados
3. Defesa da indústria local e um setor público forte e dinâmico
A combinação destes três fatores explicam a solidez do crescimento económico brasileiro e o extraordinário sucesso de hoje o Brasil ser um país de classe média, em que mais de metade da população já pertence a esse estrato social. Foi esta nova classe média que manteve níveis de consumo interno elevados, que compensaram a queda internacional.
O Brasil é hoje uma potencia económica internacional porque conseguiu quebrar esse bloqueio antigo que era o de ser um país sem classe média, onde um abismo de rendimentos separava os magnates dos brasileiros das favelas. E esse é um feito dos governos Lula... sem esquecer os importantes passos percursores de Fernando Henriques Cardoso, que Lula teve a sabedoria de não destruir.
