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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

26-27 de Novembro: VI Congresso da Cidadania Lusófona



Para mais informações:

António Sérgio, o (não) mestre de Agostinho da Silva


É recorrente considerar-se Agostinho da Silva como um dos mais notórios discípulos de António Sérgio. Essa é, porém, uma daquelas “ideias feitas” que, apesar de mil vezes repetida, está muito longe de corresponder à verdade, como aqui, de forma sucinta, verificaremos. Partiremos, para tal, de uma extensa entrevista concedida a Alfredo Campos Matos sobre António Sérgio (Agostinho da Silva e Vasco de Magalhães-Vilhena entrevistados sobre António Sérgio, Horizonte, 2007), onde Agostinho da Silva começa por recordar que conheceu Sérgio no início da década de trinta, em Paris, “para onde tinha ido com uma bolsa da Junta Nacional de Educação” (pp. 11-12), dando assim início a uma relação que foi realmente importante numa determinada fase do longo e sinuoso percurso de Agostinho da Silva – nós próprios, em vários textos, temos falado da fase “seareira” ou “sergiana” de Agostinho da Silva, que se estendeu até à sua partida para o Brasil, em meados da década seguinte, onde Agostinho vai iniciar uma fase realmente nova da sua vida e obra (ver, a esse respeito, o nosso livro: Perspectivas sobre Agostinho da Silva, Zéfiro, 2008).
Regressando a essa referida entrevista, Agostinho da Silva, para além de uma série de considerações mais de ordem pessoal – algumas delas cáusticas, como por exemplo: “A única coisa que ele me disse que havia no Brasil era calor, calor insuportável. Ele nunca percebeu o Brasil.” (p. 19) –, recorda depois as célebres tertúlias na casa de António Sérgio, que chegou a considerar ter sido a sua “segunda Universidade”: “Depois [da Faculdade de Letras do Porto], para mim, houve uma segunda Universidade, que foi a casa do António Sérgio aos sábados” (in Vida Conversável, segunda parte, inédita; in NOVA ÁGUIA, nº 17, 1º semestre de 2016, p. 244). À pergunta expressa sobre “a importância de António Sérgio para a cultura contemporânea”, a resposta de Agostinho da Silva é porém, uma vez mais, bem pouco laudatória, considerando-o, no essencial, com um pensador “ultrapassado”: “O que aconteceu foi que o Sérgio esteve muito mergulhado na cultura do seu tempo, e nos aspectos que tinha a cultura do seu tempo, para pular fora dele (…). O que eu digo é que o Sérgio foi inteiramente ultrapassado” (pp. 25-26).
Eis, em suma, o retrato que Agostinho da Silva nos dá de António Sérgio nesta extensa entrevista – para o atestar, atentemos ainda nesta passagem: “…havia uma intolerância enorme do Sérgio para quem era diferente” (p. 27) –, em consonância, de resto, com outras passagens da sua obra – a título de exemplo: “…Sérgio não ousou afrontar os problemas filosóficos mais profundos, as questões de dúvida. Preferia manter-se na certeza.”; “Mesmo como pedagogo, a sua atitude tendia a ser de grande arrogância intelectual.” [cf. Dispersos, ICALP, 1989, p. 55]; “…mas ele [Sérgio] não me ensinou o racionalismo: ensinou-me antes o irracionalismo, por reacção minha.” [cf. Francisco Palma Dias, “Agostinho da Silva, Bandeirante do Espírito”, in AA.VV., Agostinho [da Silva], Green Forest do Brasil Editora, 2000, p. 155]; “…quando examinamos o fracasso, pois houve fracasso das cooperativas de António Sérgio, descobrimos a razão ao verificar que ele foi sempre ver, como modelo de cooperativa, a cooperativa inglesa ou a cooperativa sueca (…). Veio, outra vez, uma fórmula estrangeira. António Sérgio teria sido um grande intelectual lá fora mas não o foi em Portugal, pois era um estran­geiro em Portugal” (in Conversas com Agostinho da Silva, entrevista de Victor Mendanha, Pergaminho, 1994, p. 43).
Nessa medida, ainda que indirectamente, Agostinho terá sido, em última instância, muito mais do que um “discípulo de Sérgio”, um “discípulo de Leonardo” – António Telmo considerou-o mesmo como “o último discípulo de Leonardo Coimbra” [cf. “Testemunho”, in Diário de Notícias, 4/4/1994]. Isto apesar do próprio Agostinho da Silva, na sua expressão algo jocosa, “nunca ter sido leonardesco” [cf. AA.VV., Agostinho [da Silva], ed. cit., p. 155] –, não obstante ter reconhecido a sua “largueza de espírito” [cf. Dispersos, ed. cit., p. 174]. Mais do que discípulo de Leonardo, Agostinho terá permanecido sempre, sobretudo, discípulo da Faculdade de Letras do Porto enquanto “escola de liberdade” [cf. ibid., p. 147]. Ao longo da vida, de resto, irá, reiteradamente, afirmar que essa “era uma Faculdade sem uma organização rígida e em que se dava muito mais atenção a quem elaborava perguntas do que a quem fornecia as respostas que vinham nos manuais” –, nunca esquecendo os seus professores, não só Leonardo Coimbra – “um boémio do pensamento (...), um homem capaz de atitudes que os catedráticos não tomam” – como, sobretudo, Teixeira Rego – “uma das pessoas mais inteligentes que conheci” (cf. Perspectivas sobre Agostinho da Silva, ed. cit., p. 62).

Torne-se Sóci@ do MIL e receba "A Via Lusófona" como oferta...







Para aceder às fichas de Sóci@ do MIL:
https://movimentolusofono.wordpress.com/ser-socio-do-mil/

"Agostinho da Silva - Ele Próprio" - Filmado por António Escudeiro - Edições Zéfiro - Nova edição na íntegra num só vídeo



quarta-feira, 20 de novembro de 2019

20-22 de Novembro: 1º Congresso "Turismo Cultural, Lusofonia e Cooperação"

A Conferência de Abertura será proferida pelo Presidente do MIL, Renato Epifânio. No final da sessão, assinar-se-á um PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO E DE APOIO RECÍPROCO ENTRE A CÂMARA MUNICIPAL DE PORTALEGRE, O INSTITUTO PARA O DESENVOLVIMENTO, CULTURA E CIÊNCIA E O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Fotos da Entrega do Prémio MIL Personalidade Lusófona a Manuel Pinto da Costa, Ex-Presidente de São Tomé e Príncipe...

 Carlos Vargas, Presidente da Assembleia-Geral do MIL, justificando a atribuição do Prémio.
 Entrega do Prémio, por Renato Epifânio, Presidente do MIL.
 Manuel Pinto da Costa, agradecendo a Distinção.
Aspecto geral da Assistência (Salão Nobre do Palácio da Independência, 26 de Outubro de 2019).

Fotos de Artur Santos Torres

O MIL, a(s) Esquerda(s) e a(s) Direitas(s)...



José Pedro Zuquete, in Ideias e Percursos das Direitas Portuguesas, coord. de Riccardo Marchi, Lisboa, Texto Editora, 2014, p. 420.

Agostinho da Silva, primeiro inspirador da CPLP...

Cármen Maciel, "A construção da Comunidade Lusófona a partir do antigo centro", Tese de Doutoramento em Sociologia, Fac. Ciências Sociais e Humanas, Univ. Nova de Lisboa, 2010 (Tese vencedora da 4ª edição do "Prémio Fernão Mendes Pinto"), Lisboa, Instituto Camões, 2015, p. 50.

sábado, 16 de novembro de 2019

CPLP - Acordo sobre mobilidade em julho será "marco histórico"

O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) afirmou hoje que a previsível assinatura em julho próximo, em Luanda, de uma convenção-quadro sobre mobilidade na comunidade de países língua portuguesa será "um marco histórico"



Francisco Ribeiro Telles discursava na sessão de abertura X reunião de ministros do Turismo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorre hoje na cidade de São Filipe, na ilha cabo-verdiana do Fogo, tendo destacado na intervenção o trabalho técnico que está a ser feito na preparação do acordo sobre mobilidade para os nove Estados-membros.

Segundo o diplomata, está prevista já uma reunião extraordinária do conselho de ministros (ministros dos Negócios Estrangeiros ou Relações Exteriores) da CPLP para março ou abril, a ter lugar em Cabo Verde, país que tem a presidência rotativa da organização.

"Para depois haver, todos os desejamos, a assinatura de uma convenção-quadro sobre mobilidade na próxima cimeira, em Luanda [Angola assume em 2020 a presidência da CPLP] em julho do próximo ano. Eu penso que isso constituirá, sem dúvida, um marco histórico para a nossa comunidade", destacou o secretário-executivo, elogiando o "trabalho notável" da presidência cabo-verdiana no dossiê da mobilidade.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Reunidos na ilha de São Vicente, em Cabo Verde, em junho último, os chefes da diplomacia da CPLP mandataram uma comissão técnica para concluir, até novembro, o modelo final de integração comunitária e mobilidade, a aprovar em reunião do conselho de ministros da organização no primeiro trimestre de 2020.

Cabo Verde apresentou uma proposta de modelo de integração comunitária, apelidada de "geometria variável", que prevê estadas até 30 dias no espaço da comunidade da CPLP isentas de vistos e vistos de curta temporada para profissionais, investigadores e docentes, além de autorizações de residência.

Na intervenção de hoje, o secretário-executivo da CPLP destacou ainda a crescente importância da organização no plano internacional, aludindo desde logo ao "impressionante número de observadores associados e observadores consultivos". Estes, enfatizou Ribeiro Telles, procuram a CPLP "para alargar as suas redes de contacto e de influência", o mesmo acontecendo com as diferentes agências das Nações Unidas.

"Há quatro ou cinco anos, a CPLP teria quatro observadores associados. Neste momento são 18 [países] observadores associados. Isto revela, por um lado, que a CPLP está no radar internacional, e que há cada vez mais uma maior apetência para se colaborar com a CPLP em diferentes domínios. E não são apenas países do continente africano que nos procuram, são do continente europeu, os próprios Estados Unidos e também da Ásia", disse.

"Isto revela, quanto a mim, a importância crescente que a CPLP está a ter na área internacional ma área global", acrescentou.

Estão presentes na reunião de hoje em São Filipe ministros, vice-ministros e secretários de Estado do setor do Turismo dos países que integram a CPLP, com exceção do Brasil e de Moçambique. In “Notícias ao Minuto” - Portugal