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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Da filosofia como “sabedoria do amor”

Assumindo-se o “espírito”, o “insubstancial substante”, como o fundamento de toda a verdade, nele radica todo o processo de conhecimento. Eis o que José Marinho irá defender ao longo do segundo, terceiro e quarto capítulos da terceira parte da sua Teoria do Ser e da Verdade, respectivamente intitulados: “Emergência do Amor e da Fé”, “Emergência do Juízo e da Razão”, “Compreensão Una e Omnímoda”. Ao longo desse processo que aí se prefigura será dado ao homem aceder, enfim, à “verdade do ser”, à “limpidez diáfana do ser claro para si”. Paradoxalmente, contudo, o homem só pode cumprir esse processo, esse trânsito, na exacta medida em que deixa de ser enquanto tal, mais precisamente, em que se assume enquanto “espírito”: “O homem, enquanto tal, nada tem a ver com a verdade. A verdade é só no espírito e para o espírito. E assim só na medida em que o homem é espírito, está nele a verdade.”. Daí que, com efeito, não seja este apenas um trânsito gnoseológico mas também, sobretudo, um trânsito ontológico – tanto mais porque, para Marinho, “o espírito não é, no homem, um ser que se acrescenta ao ser, mas sim a maneira como o ser do homem eminentemente é”, o seu “autêntico ser”. Só cumprindo-se este poderá, aliás, cumprir-se aquele – ou seja, só cumprindo-se enquanto “espírito” poderá o homem aceder à própria verdade.
Este trânsito, simultaneamente gnoseológico e ontológico, jamais, porém, poderá ser dado como cumprido, dado que, como escreveu Marinho a este respeito, “o abismo na ordem do ser subsiste entre Deus e homem mesmo quando pelo espírito, no âmago de todo o pensamento, nos é dado ultrapassar a humana condição”. Quanto muito, pode o homem antever o fim desse processo, desse duplo processo. Eis, precisamente, o que Marinho faz no final da sua Teoria do Ser e da Verdade – nas suas palavras: “No instante da visão, ali e onde incessantemente regressamos, tudo é já liberto, mas no tempo e no discurso do pensar segundo o tempo e a vida imensa, tudo é, e ainda de si duvidoso, como longa iniciação na verdade, libertação gradual e com longas pausas e demoras (...)./ Se agora olharmos desde o mais extrínseco ao mais íntimo, é-nos dado compreender, num sentido, todo o imenso processo do ser como libertação. Noutro sentido tudo vemos imediatamente como já liberto e exultante no mais secreto do seu ser na radiosa comunhão da já não instantânea mas eterna alegria (...).”. Eis, com efeito, a visão que, segundo Marinho, culmina todo o processo de conhecimento, a visão com que o nosso pensador conclui a sua própria Teoria.
Culminando nessa visão, inicia-se o processo de conhecimento com a “emergência do amor e da fé”. Da fé, desde logo, porque, como escreveu Leonardo Coimbra na esteira de Pascal: “‘Il faut parier…’ por Deus ou contra Deus, pelo significado ou pela insensatez do mundo.”. Do amor, igualmente, porque, revelando-se através dele esse “sentido do que no seio da cisão é para absolutamente unir”, “o amor aparece [já], com efeito, para além da consciência da cisão” e, nessa medida, para além da dor: “a dor está aí, em tudo quanto nos aparece como negativo, para ser transcendida pela sabedoria do amor”. Daí que Marinho nos diga ainda que “o amor é assim unidade, plenitude, absoluto antecipado”. Radica aqui, para o autor da Teoria, “o alto interesse do amor para o filósofo”: “O alto interesse do amor para o filósofo é que ele representa a verdade antecipada. O que o amor desde os primeiros momentos em que o ser é consciente de si apreende e exprime é aquilo mesmo que a razão laboriosamente irá compreender e explicar.”; “o amor é uma experiência essencial do homem, cuja meditação atenta a autêntica filosofia não pode dispensar”. Eis, precisamente, uma das teses essenciais da visão filosófica de Afonso Botelho, que, em consonância com Marinho, defendeu, de forma eloquente, que “enquanto se não entender a singularidade do amor homem-mulher pouco ou nada se sabe da universalidade do amor divino”.
Daí, nomeadamente, a sua valorização da história de Pedro e Inês, paradigma por excelência da “singularidade do amor homem-mulher” – ainda nas palavras de Afonso Botelho: “Para Fernão Lopes, que viveu mais próximo do que nós do rex e da res, a sua substância é verdadeiramente pétrea, nos dois sentidos evidentes da palavra: é resistente e conserva o calor./ Aos olhos do cronista, Dom Pedro, duro e compacto na aplicação da lei, recebe o fogo do amor e conserva-o para além do tempo que é dado ao homem conservar seus sentimentos. O fogo não nasce dele, vem de fora, da ígnea amada, mas entra em sua intimidade e mantém-se efervescente e vulcânico, como lava no interior da Terra./ A história geral descreve os fenómenos pelo lado de fora, mas à crónica cabe aproximar-se da matéria descrita para lhe captar sentidos e intenções. No caso de Pedro o Cru, seu cronista disse o suficiente para o determinarmos como o amante mais tenaz que o tempo, mais tenaz que a própria saudade humana, e que pela dureza e durabilidade, terá a missão de fundar o reino perpétuo do amor homem-mulher./ Camões prefere começar a narrativa por Inês, posta em sossego, ígnea, porque, aparentemente, só se consome. Mas o centro de toda a construção camoneana é o amor, que recolhe em si a doçura e a fereza partilhadas. Amor divino que, porém, aos olhos humanos, engloba as qualidades mais extremas.”.

Prefácio de António Braz Teixeira à "Via Lusófona III"


Na continuidade das duas anteriores colectâneas desta série, editadas em 2010 e 2015, apresenta-nos, agora, Renato Epifânio o terceiro volume de A Via Lusófona: um novo horizonte para Portugal, em que prossegue a sua persistente campanha para uma compreensão futurante do mundo de língua portuguesa e do papel que poderá desempenhar ao nível global, proposta cuja pertinência e actualidade os acontecimentos a que estamos a assistir vêm tornar mais evidentes.


Tal como os dois volumes que o precederam, este terceiro tomo de A Via Lusófona, no seu conteúdo heterogéneo – votos, breves apontamentos, reflexões, pequenos ensaios, comentários de actualidade, intervenções cívicas e culturais – e sob uma aparente ou real diversidade, vem a constituir como que uma singular forma de diário, mais cívico do que estritamente pessoal ou centrado na subjectividade do autor, ao qual se encontra subjacente uma atitude intelectual de serena e inteligente compreensão que, no entanto, não o impede de assumir, tantas vezes isoladamente ou em contra-corrente, com argumentada firmeza, as suas posições ou de expor e defender as suas teses.


Inspirado na visão de Agostinho da Silva sobre o futuro do mundo lusófono e atento à alta lição especulativa de José Marinho e ao sentido sófico da interrogação, que deve preceder e acompanhar toda a acção, Renato Epifânio, há mais de um decénio, vem dedicando, com persistente diligência e entusiasmo, a sua rara capacidade organizativa e o seu sentido de missão cívica e patriótica, ao fortalecimento dos laços espirituais, culturais, históricos e afectivos entre as diversas parcelas dispersas do mundo lusófono, da Galiza ao Brasil, do Cabo Verde a Macau, de Goa a Malaca, propugnando e agindo na via da constituição de uma futura efectiva comunidade dos povos e regiões de língua portuguesa, enriquecida, criadoramente, pela convergente e complementar diversidade das várias culturas que a integram e nela se exprimem e pensam, bem como do estabelecimento de uma cidadania lusófona que daquela seja, a um tempo, o prenúncio e o suporte.


Sabendo aliar a dimensão visionária e futurante a um lúcido sentido do real e do possível, uma invulgar capacidade de congregar inteligências e vontades e uma não menor capacidade de dar expressão literária clara e rigorosa aos seus projectos e ideias, a calma e afabilidade à convicção e firmeza, Renato Epifânio tem conseguido dividir-se, com discreta eficácia, por múltiplas iniciativas, da presidência do MIL: Movimento Internacional Lusófono à direcção e divulgação da revista NOVA ÁGUIA, da activa participação na direcção do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira – e também enquanto membro integrado do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto – à organização de colóquios, encontros e conferências e à realização e promoção de edições.


Se as condições altamente negativas que, devido a políticos tacanhos e medíocres, nos últimos anos, foram criadas à investigação no domínio das Humanidades, e, de modo particular, no da Filosofia, têm impedido Renato Epifânio de prosseguir predominantemente por essa via, de que, no presente volume, o breve ensaio Entre ser e sentido é ilustrativo exemplo, devemos congratularmo-nos por ter sabido fazer de uma situação adversa uma possibilidade de exercitar outras das suas capacidades na tarefa, em que está profundamente comprometido, de promoção e defesa da “via lusófona” que, como ele, pensamos constituir “um novo horizonte para Portugal”, que urge demandar como primeira prioridade nacional.

Torne-se Sóci@ do MIL e receba "A Via Lusófona (I e II)" como oferta...



Para aceder às fichas de Sóci@ do MIL:

Prémio MIL Personalidade Lusófona 2018

Até final de Janeiro, estão abertas as candidaturas para o Prémio MIL Personalidade Lusófona 2018. Caso tenha alguma proposta, deve enviar-nos um e-mail para info@movimentolusofono.org, com o nome proposto e uma breve justificação. A Direcção do MIL irá depois avaliar todas as propostas, sendo que a decisão final, a ser publicitada em Fevereiro, terá que ser ratificada pelo nosso Conselho Consultivo. Recordamos os anteriores Premiados: Lauro Moreira (2009), Ximenes Belo (2010), Adriano Moreira (2011), Domingos Simões Pereira (2012), Ângelo Cristóvão (2013), Gilvan Müller de Oliveira (2014), Duarte de Bragança (2015), Ruy Mingas (2016) e Manuel de Araújo (2017).

Agostinho da Silva, primeiro inspirador da CPLP...

Cármen Maciel, "A construção da Comunidade Lusófona a partir do antigo centro", Tese de Doutoramento em Sociologia, Fac. Ciências Sociais e Humanas, Univ. Nova de Lisboa, 2010 (Tese vencedora da 4ª edição do "Prémio Fernão Mendes Pinto"), Lisboa, Instituto Camões, 2015, p. 50.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Também no jornal Público: "2019: um ano em aberto para a Lusofonia"




Este ano começou com a tomada de posse do novo Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Para além de todas as polémicas que decorrem do seu perfil político, continuamos a notar uma omissão maior no seu discurso – mesmo na sua tomada de posse, Jair Bolsonaro nada disse sobre a ligação do Brasil com Portugal e os restantes países de língua portuguesa.
Ao contrário, Jair Bolsonaro parece insistir numa visão completamente auto-centrada, “nacionalista”, como se o Brasil, pelo seu gigantismo, pudesse ser de facto auto-suficiente. Essa é de resto uma tentação recorrente e que decorre desse gigantismo. Por razões óbvias, são os países mais pequenos da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa que mais têm valorizado a nossa Comunidade Lusófona. O Brasil, volta e meia, parece dar a entender que a dispensa.
Esperemos porém que esse auto-centramento decorra sobretudo da magnitude da crise interna em que o Brasil tem vivido e que, em breve, o Brasil reafirme a sua aposta na sua ligação com Portugal e os restantes países de língua portuguesa. Temos fundada esperança nisso, até porque sabemos que algumas pessoas da sua equipa governativa têm igualmente esta nossa visão.
A esse respeito, não podemos deixar de saudar o comportamento exemplar do Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Contra algumas vozes que propunham que Portugal não se fizesse representar na tomada de posse, como se Portugal tivesse que ficar agora refém de algumas agendas partidárias, Marcelo Rebelo de Sousa representou condignamente Portugal e teve o discurso que se impunha: não falando apenas da ligação entre Portugal e o Brasil, como da importância particular do Brasil para a CPLP. Daí também o significado da presença do Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, Presidente da CPLP em exercício.
Escusado seria dizê-lo, por ser (ou dever ser) por demais óbvio, mas como vivemos tempos em que cada vez mais se põe em causa o óbvio, afirmamo-lo com toda a convicção: a ligação entre Portugal e o Brasil é uma ligação estrutural entre países, mais do que isso, entre povos, unidos por profundos laços de língua, de história e de cultura; não é uma ligação que deva depender de figuras, por mais polémicas e/ou carismáticas que sejam, nem, muito menos, de afinidades ideológicas, sempre circunstanciais. Que o ano de 2019 comprove tudo isso, eis o nosso voto, saudando todos os cidadãos lusófonos.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

Lusofonia - Prémio Literário da Lusofonia Prof. Doutor Adriano Moreira

A Comissão Executiva Permanente do Conselho de Curadores da Biblioteca Adriano Moreira, a Academia de Letras de Trás-os-Montes, promove o Prémio Literário da Lusofonia Prof. Doutor Adriano Moreira



Este prémio literário literário, que associa o nome do Professor Adriano Moreira, pelo seu reconhecido mérito no meio científico e académico da Lusofonia, destina-se a distinguir trabalhos inéditos, originais e não publicados, nas modalidades de poesia, ficção (conto ou romance) e ensaio/estudo. Será atribuído de dois em dois anos, em cerimónia pública, aquando da realização do «Bragança - Encontro da Lusofonia» e “tem como finalidades promover a produção e a criatividade literárias, no âmbito da temática da Lusofonia, valorizar as relações culturais entre Instituições Culturais de Países de língua Oficial Portuguesa e contribuir para a divulgação e prestígio da obra de autores que cultivam a diversidade dos valores culturais e identitários dos Povos da Lusofonia.” Podem concorrer a este Prémio os cidadãos de nacionalidade portuguesa ou lusófona, maior de idade, versando a temática da Lusofonia, cuja 1.ª edição da entrega ocorrerá em outubro de 2019, no “Bragança - Encontro da Lusofonia”. Os trabalhos a concurso devem ser enviados até ao dia 31 de maio de 2019, para a Academia de Letras de Trás-os-Montes.

Para qualquer esclarecimento, poderão contactar o número móvel 965797703 ou correio eletrónico: academiadeletrasosmontes@gmail.com


O Livro do MIL, já na sua terceira edição...

Edição revista e aumentada - para encomendar:
info@movimentolusofono.org

O MIL, a(s) Esquerda(s) e a(s) Direitas(s)...



José Pedro Zuquete, in Ideias e Percursos das Direitas Portuguesas, coord. de Riccardo Marchi, Lisboa, Texto Editora, 2014, p. 420.

"Agostinho da Silva - Ele Próprio" - Filmado por António Escudeiro - Edições Zéfiro - Nova edição na íntegra num só vídeo



sábado, 19 de janeiro de 2019

Guiné-Bissau - Produção da central eléctrica flutuante arranca até ao final do mês

Substituição do gasóleo pelo fuel poupará 760 mil euros mensais ao Governo da Guiné-Bissau



Até ao final do mês, uma central eléctrica flutuante (a bordo de um navio) vai começar a produzir energia eléctrica a partir de fuel para Bissau. O fornecimento está a cargo da empresa turca Karpowership, do grupo Karadeniz Energy Group, e terá uma potência de 36,64 Megawatts (MW).

Com esta operação, que permitirá uma poupança mensal de cerca de 760 mil euros ao Governo da Guiné-Bissau, devido a uma produção que troca o gasóleo pelo fuel, será possível ultrapassar os frequentes cortes de energia de Bissau, cujo consumo varia 15 e 20 MW, segundo refere um membro do Executivo daquele país. Inicialmente, serão consumidos 18 MW e posteriormente, conforme as necessidades, será aumentado o consumo. In“Jornal da Economia do Mar” - Portugal

Próximas sessões de apresentação da NOVA ÁGUIA...


16.01.19 – 18h30: Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (Braga)

18.01.19 – 18h30: Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa (Lisboa)

25.01.19 – 18h30: Casa de Angola (Lisboa)

08.02.19 – 18h30: Associação Caboverdeana de Lisboa