*É um Lusófono com L grande? Então adira ao MIL: vamos criar a Comunidade Lusófona!*
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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sábado, 20 de janeiro de 2018

Fotos do V Congresso da Cidadania Lusófona...

13 de Novembro, em Sintra, no Palácio Valenças: com José Dias Coelho, Basílio Horta, Renato Epifânio e Adriano Moreira.
Com Ângelo Cristóvão, Carlos Mariano Manuel e Lauro Moreira.
14 de Novembro, em Lisboa, no Liceu Pedro Nunes.
Com Ivónia Nahak Borges, Alexandre da Fonseca e Valentino Viegas.
Com Alexandre Banhos Campo, António Andrade e Luísa Timóteo.
Com Zeferino Boal, Maria José Leal e Francisco Nuno Ramos.
Com Mário de Carvalho, Mariene Hildebrando, Annabela Rita e Elter Manuel Carlos.
Com Jorge Queta, Maria Dovigo, Márcia Dias e Djarga Seidi.
Com Isabel Potier.
Com Delmar Maia Gonçalves.
 

O Livro do MIL, já na sua terceira edição...

Edição revista e aumentada - para encomendar:
info@movimentolusofono.org

O MIL, a(s) Esquerda(s) e a(s) Direitas(s)...



José Pedro Zuquete, in Ideias e Percursos das Direitas Portuguesas, coord. de Riccardo Marchi, Lisboa, Texto Editora, 2014, p. 420.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Prefácio de António Braz Teixeira à "Via Lusófona III"


Na continuidade das duas anteriores colectâneas desta série, editadas em 2010 e 2015, apresenta-nos, agora, Renato Epifânio o terceiro volume de A Via Lusófona: um novo horizonte para Portugal, em que prossegue a sua persistente campanha para uma compreensão futurante do mundo de língua portuguesa e do papel que poderá desempenhar ao nível global, proposta cuja pertinência e actualidade os acontecimentos a que estamos a assistir vêm tornar mais evidentes.

Tal como os dois volumes que o precederam, este terceiro tomo de A Via Lusófona, no seu conteúdo heterogéneo – votos, breves apontamentos, reflexões, pequenos ensaios, comentários de actualidade, intervenções cívicas e culturais – e sob uma aparente ou real diversidade, vem a constituir como que uma singular forma de diário, mais cívico do que estritamente pessoal ou centrado na subjectividade do autor, ao qual se encontra subjacente uma atitude intelectual de serena e inteligente compreensão que, no entanto, não o impede de assumir, tantas vezes isoladamente ou em contra-corrente, com argumentada firmeza, as suas posições ou de expor e defender as suas teses.

Inspirado na visão de Agostinho da Silva sobre o futuro do mundo lusófono e atento à alta lição especulativa de José Marinho e ao sentido sófico da interrogação, que deve preceder e acompanhar toda a acção, Renato Epifânio, há mais de um decénio, vem dedicando, com persistente diligência e entusiasmo, a sua rara capacidade organizativa e o seu sentido de missão cívica e patriótica, ao fortalecimento dos laços espirituais, culturais, históricos e afectivos entre as diversas parcelas dispersas do mundo lusófono, da Galiza ao Brasil, do Cabo Verde a Macau, de Goa a Malaca, propugnando e agindo na via da constituição de uma futura efectiva comunidade dos povos e regiões de língua portuguesa, enriquecida, criadoramente, pela convergente e complementar diversidade das várias culturas que a integram e nela se exprimem e pensam, bem como do estabelecimento de uma cidadania lusófona que daquela seja, a um tempo, o prenúncio e o suporte.

Sabendo aliar a dimensão visionária e futurante a um lúcido sentido do real e do possível, uma invulgar capacidade de congregar inteligências e vontades e uma não menor capacidade de dar expressão literária clara e rigorosa aos seus projectos e ideias, a calma e afabilidade à convicção e firmeza, Renato Epifânio tem conseguido dividir-se, com discreta eficácia, por múltiplas iniciativas, da presidência do MIL: Movimento Internacional Lusófono à direcção e divulgação da revista NOVA ÁGUIA, da activa participação na direcção do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira – e também enquanto membro integrado do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto – à organização de colóquios, encontros e conferências e à realização e promoção de edições.

Se as condições altamente negativas que, devido a políticos tacanhos e medíocres, nos últimos anos, foram criadas à investigação no domínio das Humanidades, e, de modo particular, no da Filosofia, têm impedido Renato Epifânio de prosseguir predominantemente por essa via, de que, no presente volume, o breve ensaio Entre ser e sentido é ilustrativo exemplo, devemos congratularmo-nos por ter sabido fazer de uma situação adversa uma possibilidade de exercitar outras das suas capacidades na tarefa, em que está profundamente comprometido, de promoção e defesa da “via lusófona” que, como ele, pensamos constituir “um novo horizonte para Portugal”, que urge demandar como primeira prioridade nacional.

Torne-se Sóci@ do MIL e receba "A Via Lusófona (I e II)" como oferta...



Para aceder às fichas de Sóci@ do MIL:

"Agostinho da Silva - Ele Próprio" - Filmado por António Escudeiro - Edições Zéfiro - Nova edição na íntegra num só vídeo



quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Agostinho da Silva, primeiro inspirador da CPLP...

Cármen Maciel, "A construção da Comunidade Lusófona a partir do antigo centro", Tese de Doutoramento em Sociologia, Fac. Ciências Sociais e Humanas, Univ. Nova de Lisboa, 2010 (Tese vencedora da 4ª edição do "Prémio Fernão Mendes Pinto"), Lisboa, Instituto Camões, 2015, p. 50.

Prémio MIL Personalidade Lusófona 2017


Até final de Janeiro, estão abertas as candidaturas para o Prémio MIL Personalidade Lusófona 2017.
Caso tenha alguma proposta, deve enviar-nos um e-mail para info@movimentolusofono.org, com o nome proposto e uma breve justificação.
A Direcção do MIL irá depois avaliar todas as propostas, sendo que a decisão final, a ser publicitada em Fevereiro, terá que ser ratificada pelo nosso Conselho Consultivo.
Recordamos os anteriores Premiados: Lauro Moreira (2009), Ximenes Belo (2010), Adriano Moreira (2011), Domingos Simões Pereira (2012), Ângelo Cristóvão (2013), Gilvan Müller de Oliveira (2014), Duarte de Bragança (2015) e Ruy Mingas (2016).

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Saudação a um anti-patriota


Mesmo a findar o ano, António Guerreiro (A.G.) brindou-nos, nas páginas do jornal Público, com um Manifesto Anti-Patriótico (“O patriotismo dos outros”, 27.12.2017) que não podemos deixar de saudar pela sua coragem, por mais que dele discordemos por inteiro. Com efeito, o patriotismo, como o próprio A.G. bem assinala, tornou-se uma espécie de “vaca sagrada” da cidadania contemporânea politicamente correcta, que leva a que (quase) ninguém ouse hoje afirmar-se como anti-patriota (apenas, quanto muito, como anti-nacionalista, seguindo a mesma cartilha politicamente correcta).

Esse patriotismo da cidadania contemporânea politicamente correcta é, porém, um patriotismo de tal modo esvaziado que se tornou (quase) por inteiro inócuo. Ele é compatível com (quase) tudo, mesmo com posições objectivamente anti-patrióticas. Essa é, de resto, a lógica hegemónica do nosso discurso político-mediático: fazer, por exemplo, eloquentes proclamações de amor à língua portuguesa e depois aceitar (quando não se incentivam) práticas que, objectivamente, subalternizam a nossa língua. Contra a hipocrisia generalizada, é pois clarificador ver alguém afirmar-se contra o próprio princípio do patriotismo.

Saudando essa sua posição, gostaríamos, porém, de fazer uma objecção mais específica e de assumir a nossa própria posição, por inteiro contrário à de A.G., como veremos. Quanto à objecção mais específica: alega A.G., citando Reinhart Koselleck, que o patriotismo “nasceu no início do século XVIII como uma figura-guia do Iluminismo político e que no século XIX, na época do Romantismo, se tornou um princípio organizador da acção política”. Essa é, meu ver, uma visão demasiado estrita (para não dizer estreita) do patriotismo, apesar de reconhecermos que, no contexto europeu, foi na chamada “modernidade” que o patriotismo deu um salto qualitativo, desde logo por via da consagração das línguas nacionais, em parte pela fragmentação do latim medieval, no que diz respeito às línguas latinas.

Numa visão mais ampla e não estrita e estreitamente eurocêntrica, consideramos, ao invés, que o patriotismo é tão velho quanto a humanidade, melhor dito, quanto a história da humanização da humanidade. Com efeito, à medida que os seres humanos começaram a desenvolver uma linguagem e uma cultura, ou seja, à medida que transcenderam a sua condição meramente natural, eles foram-se agregando por via disso, formando assim comunidades histórico-linguístico-culturais. Eis a verdadeira génese do patriotismo, já presente, por exemplo, nas tribos africanas, cuja distinção não tem a ver apenas com factores étnicos, mas também, e nalguns casos sobretudo, com factores linguístico-culturais.

Chegados aqui, esclarecemos finalmente a nossa posição: defendemos um patriotismo lusófono e, cumulativamente, uma via trans-nacionalista (quer para Portugal, quer para os restantes países lusófonos). Por isso, defendemos o reforço gradual dos laços entre os países e regiões do espaço de língua portuguesa – no plano cultural, desde logo, mas também nos planos social, económico e político. Sem que isso implique, no caso de Portugal, a saída da União Europeia. Mas sem ilusões: o mil vezes anunciado patriotismo europeu, única base sólida para uma real união política, jamais existirá. No caso português, o único patriotismo trans-nacional que existe, ainda que de forma incipiente, é o patriotismo lusófono. E por isso nele devemos apostar. Supomos que A.G. despreze por inteiro esta posição, mas nós, pelas razões aduzidas, não podemos deixar de saudar a sua.

Macau - Professor da UM descobre material histórico relacionado com a história moderna das relações sino-ocidentais

O professor António Saldanha descobriu um Manuscrito datado do século XVI onde são abordados vários tópicos da vida da sociedade chinesa durante a Dinastia Ming



António Saldanha, professor do Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Macau (UM) apresentou recentemente um documento histórico que é considerado um “grande contributo para o estudo da história dos primórdios das relações Sino-Ocidentais”.

De acordo com a UM, o documento encontrado é um manuscrito que discorre detalhadamente sobre vários tópicos da sociedade chinesa da Dinastia Ming, incluindo “o sistema social, legal, judiciário, político e tributário, a organização geográfica e administrativa e as culturas popular e de elite”.

O autor foi um mercador português que passou 13 anos em cativeiro em Cantão, após ser capturado em 1549 pelo general Zhu Wan, superintendente dos assuntos militares responsável pela defesa costeira de Zhejiang e Fujian, durante a erradicação da pirataria na fronteira de Fujian e Guangdong.

O documento escrito em Macau, depois da libertação do seu autor, foi enviado para a Europa onde passou despercebido. Agora pode ser acrescentado à lista dos primeiros seis manuscritos europeus escritos pelos portugueses durante a sua permanência em diferentes partes da China, entre 1520 e 1560. Pensa-se que estes documentos foram as bases da percepção Ocidental da China como “o paradigma de um Império Asiático poderoso, organizado e altamente civilizado”.

António Saldanha é perito nos primórdios da história das relações Sino-Ocidentais, nos Impérios Ibéricos na Ásia e em História de Macau.

O documento foi apresentado na inauguração da quinta conferência de “Macaulogia” intitulada “Macaulogia e o Desenvolvimento de Macau”, presidida pelo director da Faculdade de Ciências Sociais, Hao Yufan. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau