*É um Lusófono com L grande? Então adira ao MIL: vamos criar a Comunidade Lusófona!*

MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia


Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de uma centena de milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por mais de meia centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia. Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

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Desde 2008"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva

domingo, 26 de junho de 2022

Também no jornal Público: "Better dead than red", em louvor da resistência ucraniana...

 

Um dos mais infames slogans políticos da nossa história – “better red than dead” –, tem de novo ecoado, de forma mais ou menos expressa, a propósito da invasão russa da Ucrânia. Não porque, esclareça-se desde já esse equívoco recorrente, o regime de Putin tenha algo a ver com o comunismo – a sua matriz é claramente czarista.

O próprio Partido Comunista Português sabe isso perfeitamente – daí que a sua posição não se explique, de todo, pela fidelidade ao regime de Putin. Antes, tão-só, pela sua fidelidade de sempre ao Partido Comunista Russo – foi assim durante toda a II Guerra Mundial, mesmo durante o pacto soviético com o regime nazi; foi assim em todo o processo da nossa descolonização; foi assim em todo o processo de desmantelamento da União Soviética; tem sido também assim, sem surpresa, agora.

O próprio Putin também tem usado o “argumento da desnazificação” da Ucrânia para justificar a invasão russa da Ucrânia de forma claramente cínica. Ele não acredita nessa alegação – mas acredita que, por mero “reflexo pavloviano”, ela tenha algum efeito na opinião pública, interna e externa. E acredita bem – como, também sem surpresa, se pode verificar, inclusivamente na opinião pública portuguesa.

O slogan tem, porém, ecoado, de forma cada vez mais sonora, à medida que a resistência ucraniana se amplia – e daí as crescentes sugestões, mais ou menos tácitas, para que a Ucrânia se renda. Como sempre, aduzem-se os mais diversos argumentos, em particular o de que a resistência ucraniana tem como principal beneficiário a NATO/ OTAN e, em especial, os Estados Unidos da América; e como maior prejudicado colateral o modelo social europeu, pelo desvio de fundos, já em concretização, para os orçamentos de Defesa dos Estados da União Europeia.

A alegação não é infundada mas não explica o crescente incómodo com a resistência ucraniana. Explica-se antes este incómodo, a nosso ver, por um conceito que a nossa cultura historicamente recalcou: o de heroicidade. Com um efeito, se há um qualificativo adequado para a resistência ucraniana é esse: heróica. E é isso o que mais profundamente nos incomoda, a todos nós que deixámos de valorizar a heroicidade e que até criámos, na nossa cultura, como seu substituto simbólico, a figura do anti-herói. Na resistência ucraniana, olhamo-nos ao espelho e vemos, com o mais profundo incómodo, quem fomos deixando de ser.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono


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O MIL, a(s) Esquerda(s) e a(s) Direitas(s)...



José Pedro Zuquete, in Ideias e Percursos das Direitas Portuguesas, coord. de Riccardo Marchi, Lisboa, Texto Editora, 2014, p. 420.

sábado, 25 de junho de 2022

O dia em que Macau derrotou uma superpotência mundial foi há 400 anos

 Foi há precisamente 400 anos que Macau conseguiu derrotar a Holanda, uma superpotência mundial em ascensão, arruinando o sonho holandês de ter acesso ao mercado do interior da China. O 24 de Junho de 1622 foi um feito de Macau e que merece ser celebrado por toda a comunidade de Macau, defende José Luís Sales Marques


Foi a 24 de Junho de 1622 que Macau conseguiu evitar uma invasão da Holanda. O dia em que uma pequena potência comercial derrotou as forças de uma superpotência mundial aconteceu há precisamente 400 anos. A história e o contexto histórico foram recordados ao Ponto Final por José Luís Sales Marques, presidente do Instituto de Estudos Europeus de Macau.

Salientando que não é historiador, apenas um interessado pela história de Macau, Sales Marques lembra que, no início do século XVII, Macau era uma pequena potência comercial, com um papel relevante no comércio que se desenvolvia nesta região do globo. “Macau era um ponto central, uma cidade portuária muito importante nas redes de comércio asiático e não só, porque a partir daqui as rotas e mercadorias e especiarias chegavam à Europa e outras partes do mundo”, diz, ressalvando que, pelo contrário, as capacidades de defesa da cidade eram relativamente fracas, havendo apenas um pequeno troço edificado da Fortaleza do Monte.

A Holanda, pelo contrário, começou a escalar o ranking das potências mundiais depois de se ter rebelado contra Espanha. Os espanhóis começaram a cortar o acesso às redes de especiarias que chegavam à Holanda e, em resposta, a República dos Países Baixos foi à procura dessas fontes. Os holandeses fizeram-se ao mar interessados nos produtos e riquezas do Oriente, mas desinteressados em estabelecer territórios ou criar colónias. Pelo caminho, saquearam navios espanhóis e portugueses até que encontraram Macau.

Macau era vista como um ponto de acesso ao mercado do interior da China e, por isso, passou a ser uma prioridade para os holandeses. A Holanda concentrou todos os esforços na tomada de Macau e começaram a tentar entrar no território nos primeiros anos do século XVII, em 1601, 1603, 1604 e 1607 – sempre sem sucesso.

Em 1622 fizeram então uma tentativa real de invasão, mas fracassaram. “Talvez tenha havido uma sobreavaliação das suas próprias forças e uma certa sobranceria relativamente àquilo que seriam as capacidades de defesa de Macau”, nota Sales Marques.

Na altura vivia-se um período de transição na China da Dinastia Ming para a Dinastia Qing e, por isso, uma parte das forças de Macau estava no continente ao serviço da Dinastia Ming. “Havia uma força relativamente pequena de europeus e de locais. Havia poucas centenas de escravos e locais. Havia uma diferença de força e de poder de fogo impossível de comparar”, comenta o antigo presidente do Leal Senado.

A sobranceria terá sido tal que os holandeses rejeitaram o apoio de Inglaterra, com quem tinham uma aliança. Havia dois barcos ingleses acostados ao largo de Macau cujo auxílio foi dispensado por parte das forças holandesas. “Não queriam dividir o espólio do saque”, justifica Sales Marques.

“Havia uma desproporção enorme de forças e apesar de tudo foram derrotados”, assinala, frisando que “esta foi a maior derrota dos holandeses no extremo oriente”. A derrota na batalha de Macau, contra todas as expectativas, teve o condão de lhes tirar a possibilidade de entrarem no continente chinês.

O sonho holandês de aceder ao mercado da China esbarrou em Macau.  “Eles conseguiram depois instalarem-se na Ilha Formosa, durante uns tempos, mas nunca conseguiram pôr os pés em Macau, mesmo neste período de grande ascensão da Holanda como primeira potência mundial”, frisa.

O 24 de junho, 400 anos depois

Este foi, na opinião de José Luís Sales Marques, não apenas um feito dos portugueses, mas sim um “feito de Macau”. Estará a comunidade chinesa alheada deste feito? “Nós se calhar nunca nos preocupámos em explicar isso devidamente”, diz Sales Marques, acrescentando que “as celebrações estiveram sempre ligadas a uma presença institucional portuguesa”.

Questionado sobre se as autoridades de Macau deveriam recordar com mais interesse a data, o presidente do Instituto de Estudos Europeus de Macau diz não saber o que é que as autoridades pensam. “Ou se calhar nem pensam porque para eles pode ser já uma coisa do passado”, diz. No entanto, nota que tem havido um interesse acrescido da parte de associações chinesas que se têm associado às celebrações do 400.º aniversário da data: “Eles realmente estão a procurar divulgar a verdadeira história e aquilo que se passou despido de preconceitos”.

O Arraial de São João, que habitualmente serve também para comemorar o 24 de Junho, não se realiza há três anos consecutivos. “O Arraial de São João começou a ser uma coisa popular e uma parte da população chinesa frequentava com todo o gosto. Este era um dia que era para ser celebrado pela cidade, por todas as comunidades de Macau”, lembra.

Este ano, as comemorações deste marco histórico também foram canceladas devido ao surto de Covid-19 em Macau. Poderá a data vir a esquecer-se no seio da comunidade? “Espero que não”, responde Sales Marques, concluindo: “Espero que, com a adesão dos jovens chineses que estão ligados a associações que querem conhecer melhor a história de Macau, se compreenda melhor as características e importância dessa data”. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”

"Slava Ukraini!"

 

UCRÂNIA


Ucrânia

Canhão de Carne

A vossa Coragem 


Ucrânia

Carne para Canhão

A nossa Revolta


Avé, Europa

Os que por ti morrem

Não te saúdam

Renato Epifânio

De A.M. Pires Cabral: Livro MIL "Contos recontados"

 

"Contos recontados", Lisboa, MIL/ DG Edições, 2022, 133 pp.

ISBN: 978-989-53483-7-4


Para encomendar: info@movimentolusofono.org

11-14 de Outubro: VIII Colóquio Luso-Galaico sobre a Saudade/ I Encontro sobre Filosofia e Cultura Luso-Galaica...


Caso pretenda participar neste duplo evento, pode enviar-nos uma proposta de comunicação (com título, resumo e breve cv) - podendo igualmente indicar o dia/ local em que pretende participar.

Torne-se Sóci@ do MIL e receba "A Via Lusófona" como oferta...







Para aceder às fichas de Sóci@ do MIL:
https://movimentolusofono.wordpress.com/ser-socio-do-mil/

Ainda disponíveis: seis volumes das "Obras Escolhidas de Manuel Ferreira Patrício"

 

Manuel Ferreira Patrício, com os Coordenadores da Edição (Renato Epifânio e Samuel Dimas).
Foto de Rui Carapinha, da Associação Nova Cultura (Montargil).

Faça já a sua encomenda...

Para encomendar: info@movimentolusofono.org

Agostinho da Silva, primeiro inspirador da CPLP...

Cármen Maciel, "A construção da Comunidade Lusófona a partir do antigo centro", Tese de Doutoramento em Sociologia, Fac. Ciências Sociais e Humanas, Univ. Nova de Lisboa, 2010 (Tese vencedora da 4ª edição do "Prémio Fernão Mendes Pinto"), Lisboa, Instituto Camões, 2015, p. 50.

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Tomada de posse dos novos órgãos da PASC: Plataforma de Associações da Sociedade Civil - Casa da Cidadania

 

23 de Junho, na Associação dos Pupilos do Exército.

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL
Presidente: GEOTA – Marlene Marques
Vice-Presidente: PROVISEU – António Rainho
Vogal: AACDN – Carlos Seixas da Fonseca

CONSELHO FISCAL
Presidente: EMDIIP – Alina Tito de Carvalho
Vice-Presidente: APE – Jacinto Rego de Almeida
Vogal: ASR(URB) – Luis Coruche

DIRECÇÃO
Presidente: MIL – Renato Epifânio
Vice-Presidente: APDSI – Luís Vidigal
Vogal: AAAIO – Genoveva Pereira
Vogal: ACRÉSCIMO – Paulo Pimenta de Castro
Vogal: SEDES – Sarah Corsino

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Timor-Leste – Entrega do instrumento de ratificação do acordo de mobilidade na CPLP


 

Díli – Timor-Leste entregou ao secretariado executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) a ratificação do acordo sobre a mobilidade entre os países membros.

O documento foi entregue pela Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Adaljiza Magno, em Portugal.

“Este acordo é uma das prioridades do Governo timorense, uma vez que permite dissolver os obstáculos à circulação dos povos da CPLP”, afirma a nota de imprensa a que a Tatoli teve acesso.

O documento explica que o acordo permite criar oportunidades em diversas áreas, como o turismo, a saúde, a educação, o desporto e a ciência.

O documento refere ainda que Timor-Leste e a CPLP estão “unidos pela língua, cultura e história”.

A Ministra Adaljiza Magno tinha antes dito que o Estado timorense pretende cooperar com todos os Estados-Membros da CPLP na implementação do acordo.

Recorde-se que o Parlamento Nacional timorense ratificou, em abril, o acordo em causa por unanimidade.

Os Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da CPLP assinaram, em Angola, a 17 de julho de 2021, o Acordo sobre Mobilidade entre os países afetos à organização, cuja entrada em vigor ocorreria após a entrega dos respetivos documentos de ratificação ao Secretário Executivo. Jesuína Xavier – Timor-Leste in “Tatoli”