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Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.
Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)
A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)
Agostinho da Silvaterça-feira, 5 de julho de 2016
Obrigado: Mais uma vez, ao Mestre…
domingo, 2 de novembro de 2014
Manuel Rio de Carvalho (1935-2014)
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Centenário de Luiz Gonzaga
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012
terça-feira, 5 de julho de 2011
Obrigado: A António de Macedo…
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Foi há 25 anos…
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
PARABÉNS EUSÉBIO!
DA MEMÓRIA… JOSÉ LANÇA-COELHO Aqui estou Eusébio, meu ídolo imortal, a dar-te os parabéns por esta dupla efeméride – 50 anos de Benfica e 69 de idade. Tinha 10 anos quando chegaste ao meu Benfica. Fiquei impressionado por no teu primeiro jogo, contra o saudoso Atlético, teres logo marcado três golos. Comecei a admirar-te e, ao contrário dos miúdos meus amigos, que escolhiam um nome dum jogador estrangeiro – do Milan, do Inter, do Real, Madrid – para jogarem com o nome dele, eu passei a escolher o teu. Ao princípio gozavam-me, mas isso foi por pouco tempo, pois tu, logo impuseste o teu esquisito e pouco habitual nome (nunca ouvira falar em Eusébio na vida) no futebol nacional e internacional.
A partir dos meus 13 anos comecei a ir com um tio, ao velho Estádio da Luz, todos os domingos, para te ver jogar e marcar golos incríveis, qual deles o melhor e o mais fantástico. Por essa altura, já o Benfica se sagrara bicampeão da Europa em futebol, e eu assistira a tudo, no televisor lá de casa, a preto e branco. O meu benfiquismo começara aos oito anos, por influência da minha empregada, que era sócia do Glorioso.
A partir daqui, estive em todos os desafios que realizaste no nosso estádio ao domingo à tarde, nos que passavam na televisão à noite e que contavam para as competições europeias e para uma competição de selecções militares quando estiveste na tropa, e todos os que jogaste no Estádio Nacional, no Jamor, com a Selecção Nacional. É desta época, uma das minhas maiores decepções de adolescente e que se conta em duas linhas. Sempre que os treinos da Selecção Nacional calhavam em tempos de férias escolares, lá ia eu com os meus amigos para o Estádio Nacional, ver-te a ti e aos outros jogadores que nos empolgavam e nos tornavam os sonhos mais coloridos. No caminho entre os balneários e o relvado principal, cruzei-me contigo. Vinhas a falar com o Artur Jorge, creio que ainda jogador da Académica de Coimbra e que chegou a ser meu colega na Faculdade de Letras de Lisboa. Eu não acreditava no que acontecia! Um miúdo como eu, ao lado do seu ídolo do futebol! Mas tu passaste Eusébio e, como não me conhecias de lado nenhum, nem para mim olhaste. Não imaginas o desgosto que foi para mim, adolescente a rebentar de sonhos! Mas nem por isso deixei de continuar a seguir a tua carreira, uma vez que, não eras só tu, mas também o Benfica, que me encantava!
Assisti a todos os teus desafios até te reformares. Digo-te, sinceramente, que na minha opinião de “treinador de bancada” foste o melhor jogador do mundo do teu tempo. Além disso, eu acho que um jogador de futebol é um artista, e como a arte é subjectiva, dependendo da opinião de cada sujeito. Assim, se não posso dizer que, Picasso é melhor pintor que Dali, nem que Saramago é melhor escritor que Lobo Antunes, também não posso afirmar que Pelé, Maradona ou outro, é melhor que Eusébio.
Por isso termino dizendo que, Eusébio foi o melhor jogador do seu tempo e que eu tive a sorte de ver jogar, e dando-lhe os meus sinceros parabéns pelas duas efemérides que agora se comemoram – os seus 50 anos de jogador do Benfica e os 69 anos de idade. Obrigado Eusébio, por tudo o que me deste a viver!!
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
O último ultimato de um «gentleman»
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Aconteceu... cedo demais
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
UM BILHETE DE AGOSTINHO DA SILVA

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Agostinho da Silva (1906-1994), pensador da cultura, da liberdade e da lusofonia

George Agostinho Baptista da Silva, nasceu no Porto no início do século XX no regime da Monarquia Constitucional, tendo-se destacado como professor, filósofo e poeta. Contudo, a sua humildade e o seu sentido cívico aproximaram-no dos cidadãos, que muitas vezes tendem a olhar de soslaio para os filósofos, na medida em que procurou fazer da filosofia o móbil de legitimação da intervenção na sociedade e, por isso, mostrou a importância da “praxis” na vida dos filósofos. Deste modo, evidenciou-se como um Humanista no seu original pensamento da Liberdade e da Lusofonia que edificou com os seus escritos e com a sua vida.
Formou-se em 1928 em Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade do Porto com 20 valores. Desde então passou a colaborar na revista “Seara Nova”[1], durante 10 anos, onde teve oportunidade de conhecer grande parte do escol intelectual português. Com apenas 23 anos sustentou a sua Dissertação de Doutoramento, enveredando por uma perspectiva de Filosofia da História com o seu trabalho académico “O Sentido Histórico das Civilizações Clássicas”. De 1931 a 1933, já no contexto do autoritarismo português, foi estudar para Paris como Bolseiro na Sorbonne e no Collège de France.
No regresso a Portugal em 1935, já em pleno Estado Novo, começa a leccionar no ensino público secundário, mas tendo-se recusado a assinar um documento, que obrigava todos os funcionários públicos a declararem que não participavam em organizações secretas, é exonerado do cargo. Passa então para o ensino privado, onde foi professor de Mário Soares e de Lagoa Henriques. Nesta fase da sua vida dedicou-se com empenho às questões pedagógicas, levando-o à criação da Escola Nova de São Domingos de Benfica e do Núcleo Pedagógico Antero de Quental.
No início dos anos 40 quando se torna mais incómodo, pelos seus escritos, para o regime Salazarista, posicionando-se como um denodado oposicionista, a PVDE ( antiga designação da PIDE ) prende-o em 1943 e a Igreja Católica critica-o pelas suas ideias religiosas pouco ortodoxas. Estes factos adversos, indicativos de plena assumpção da sua liberdade, irão levá-lo ao exílio na América do Sul, tendo estado no Brasil, no Uruguai e na Argentina.
De 1947 a 1969 viveu no Brasil onde estudou e ensinou em diversas Universidades. Foi, com efeito, um intelectual empreendedor ao participar na criação da Universidade de Santa Catarina e na Universidade de Brasília e ao criar Centros de Estudos[2] que o fizeram aprofundar a compreensão da importância da Lusofonia. A proximidade intelectual que manteve com Jaime Cortesão, na investigação que desenvolveram sobre a figura de Alexandre de Gusmão e na Exposição do Quarto Centenário da cidade de São Paulo, terá sido decisiva para aprofundar a sua convicção lusófona, pois este eminente Historiador dos Descobrimentos Portugueses sempre sustentou a tese do Humanismo Universalista dos Portugueses.
Agostinho da Silva regressou a Portugal durante o período do Marcelismo, em 1969, e dedicou-se nessa altura, fundamentalmente, à escrita. Só após a Revolução do 25 de Abril de 1974 passou a leccionar regularmente em Universidades Portuguesas, designadamente na Universidade Técnica de Lisboa onde dirigiu o Centro de Estudos Latino-Americanos e foi designado consultor do Instituto da Cultura e Língua Portuguesa. Veio a transformar-se num dos mentores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) pelas suas concepções e vivências lusófonas de fraternidade e união cultural dos países de língua portuguesa[3], sonhando mesmo com uma futura União Lusófona. Faleceu em Lisboa em 1994 sem conhecer esta nova instituição supranacional.
No princípio dos anos 90 a RTP1, imbuída de uma meritória missão de Serviço Público, emitiu uma série de notáveis entrevistas com o Professor Agostinho da Silva que o popularizou na sociedade portuguesa. Irei mostrar, de seguida, dois destes documentos televisivos intitulados “Conversas Vadias”. Além desta homenagem em vida, a este promotor da Cultura Lusófona, já postumamente constituiu-se a Associação Agostinho da Silva, em 1995, realizou-se a Comemoração do Centenário do seu nascimento, em 2006 e publicou-se o terceiro número da revista ‘Nova Águia’ intitulado “O legado de Agostinho da Silva – quinze anos após a sua morte”[4] em 2009.
O original pensamento filosófico, expresso muitas vezes numa linguagem poética de maior acessibilidade, de Agostinho da Silva, que nos foi legado pelos seus escritos e depoimentos orais, só aparentemente é libertário pelo tom provocador, crítico, que imprimiu em algumas das suas mediáticas entrevistas, mas, na verdade, este pensador foi um construtor de uma “praxis” comprometida com uma elevada consciência cívica e social actuante, como a sua vida nos demonstra sobejamente.
Nuno Sotto Mayor Ferrão
Publicado originalmente, com documentos acrescidos, no blogue Crónicas do Professor Ferrão
[1] Fernando Farelo Lopes, “Seara Nova”, in Dicionário Encclopédico da História de Portugal, vol. II, Alfragide, Selecções do Reader’s Digest, p. 216.
[2] Agostinho da Silva criou o Centro de Estudos Afro-Orientais na Universidade de Santa Catarina e o Centro Brasileiro de Estudos Portugueses na Universidade de Brasília.
[3] Renato Epifânio, “Agostinho da Silva: um legado”, in A Via Lusófona – Um novo horizonte para Portugal, Sintra, Edições Zéfiro, 2010, pp. 86-89.
[4] Nova Águia, nº 3 – 1º Semestre de 2009, Sintra, Zéfiro Editores, 203 p.
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Eduardo
Falar de alguém insuportavelmente ausente pode ser uma tortura. Não o foi - antes pelo contrário - a conversa que ontem o António Mega Ferreira organizou no Centro Cultural de Belém, sobre a figura e a obra de Eduardo Prado Coelho. Que bem que nos fez a todos recordar o Eduardo, ouvir contar as suas histórias, revisitar a lucidez impressionante das suas palavras!
Alexandra Prado Coelho, Fernando Pinto do Amaral, Margarida Lage e Nuno Júdice evocaram escritos e deram notas pessoais sobre Eduardo Prado Coelho. Para as dezenas de presentes, amigos ou admiradores do Eduardo, foi muito bom rever alguns dos seus mais belos textos, cuja densidade o tempo e a distância parecem sublinhar ainda mais.
A Eduardo Prado Coelho, como aqui já disse noutras ocasiões, Portugal deve um sopro de modernidade e um choque cultural que talvez não tenhamos, até hoje, medido em pleno.
Francisco Seixas da Costa in Blog “Duas ou três coisas – Notas pouco diárias do Embaixador Português em França”
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
E o MIL subscreve este voto de pesar...
A Associação Mares Navegados presta homenagem a Vivaldo da Costa Lima, uma grande figura do movimento do resgate da profunda influencia africana na vida e obra das gentes da Bahia, tendo doado ao CEAO suas publicações e sua biblioteca, na oportunidade em que se comemorou em Salvador o centenário de Agostinho da Silva, sem dúvida o grande inspirador de todo o seu magnífico trajeto.
Amândio Silva
Presidente
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Uma sessão memorável
http://novaaguia.blogspot.com/2010/09/algumas-fotos-do-lancamento-de-ontem-na.html
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Declaração MIL de Homenagem a António Telmo
Membro do MIL desde a primeira hora, António Telmo foi um dos autores maiores da Filosofia Lusófona. Discípulo de Álvaro Ribeiro, José Marinho e Agostinho da Silva, defendeu sempre o princípio de que “sem autonomia cultural não pode haver autonomia política”. Foi, por isso, de forma coerente e consequente, ainda que de modo muito singular, um patriota. Tal como nós, ele sabia que a autonomia política de todos os países de língua portuguesa só se manterá enquanto se mantiver essa autonomia cultural lusófona. Manter-nos-emos fiéis a esse princípio, assim honrando a memória de António Telmo.http://www.movimentolusofono.org/
Hoje: Homenagem a António Telmo e à Filosofia Portuguesa na Biblioteca Nacional (Lisboa, Campo Grande)
Nesta sessão, a partir das 18:00, será apresentada a obra “O Portugal de António Telmo”, organizada por Rodrigo Sobral Cunha, Renato Epifânio e Pedro Sinde, “um livro de homenagem, que o autor teve ainda a oportunidade de contemplar”, segundo uma nota do grupo Babel.Participam na sessão Pedro Sinde, Renato Epifânio, Rodrigo Cunha e ainda o escritor Miguel Real e o filósofo Pinharanda Gomes.
“O Portugal de António Telmo” inclui textos inéditos do filósofo, dois dos quais fac-similados, fotografias, e testemunhos de outros autores como Orlando Vitorino, num total de 356 páginas.
António Telmo Carvalho Vitorino, nascido a 02 de Maio de 1927, em Almeida (Guarda) integrou aos 23 anos o grupo Filosofia Portuguesa depois de ter tido contacto com José Marinho (1904-1975) e Álvaro Ribeiro (1905-1981).
A convite de Agostinho da Silva (1906-1994) e de Eudoro de Sousa (1911-1987), foi professor de Literatura Portuguesa durante três anos, na Universidade de Brasília. Lecionou ainda em Granada e, de regresso a Portugal, foi director da Biblioteca de Sesimbra, onde residira, e posteriormente radicou-se em Estremoz, onde foi professor de Português.
António Telmo foi autor de vários títulos, entre os quais “Arte Poética” (1963), “Gramática secreta da língua portuguesa” (1981), “Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões” (1982), “O Bateleur” (1992), “O Mistério de Portugal na História e n’ Os Lusíadas”, (2004), “Viagem a Granada” (2005) e “Contos Secretos” (2007).
No próximo número da revista Nova Águia, de que era colaborador, será publicado o artigo “O estilo da Renascença Portuguesa”, que escreveu em 1955.
“Um dos mais originais filósofos do nosso tempo e um dos maiores escritores portugueses, conjugou tradições como a filosofia aristotélica e a filosofia hebraica, a língua portuguesa e o pensamento poético, a noção de firmamento e o culto dos heróis”, segundo nota da Babel.
“A sua obra propõe uma nova visão da História de Portugal, ligada à Ordem do Templo e à Ordem de Cristo, aliando a interpretação do Mosteiro dos Jerónimos a uma nova leitura do pensamento de Luís de Camões (em diálogo único com Fiama Hasse Pais Brandão)”, lê-se na mesma nota.
(ES)







