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Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva
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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Não, não acreditava...

… E, afinal, não se pode negar que eu (à semelhança de muitos outros) tinha bastantes motivos para isso: as decepções que também sofri em 1984, em 1986, 1996, 2000, 2002, e, já com comentários, em 2004, (não em) 2006 (porque provavelmente estava a preparar a edição de um livro, que, sim, evocarei em breve a propósito do seu décimo aniversário), 200820102012 e 2014. Como honestamente, racionalmente, esperar que, depois de aquela que foi possivelmente a melhor selecção portuguesa de sempre ter perdido em Lisboa uma final contra a… Grécia, uma outra de (aparentemente) menor valor iria vencer a França em… Paris? E quando, ainda antes dos dez minutos de jogo, Cristiano foi – não duvido de que deliberadamente, premeditadamente – lesionado e, depois, forçado a abandonar o campo, parecia que a aziaga «tradição» se confirmaria e repetiria…
… Porém, e finalmente, este «fado do futebol» desfez-se: Portugal conseguiu, mesmo, conquistar o Campeonato da Europa de Futebol (sénior, depois de tantos títulos nas camadas juniores). Talvez por as prioridades terem passado a ser outras. Como escrevi aqui, «qual é o problema de eventualmente “ser(e)mos execrados por milhões em todo o mundo a rezarem pelo nosso justo esmagamento” por sermos, supostamente, “a mais negra e ronhosa das ovelhas de que haverá memória em torneios futebolísticos”? Os incomodados que se lixem com “F” grande! Farto estou eu de gostarem de nós enquanto (e apenas) crónicos derrotados. Farto estou eu de derrotas. Portanto, que os jogadores da selecção triunfem, mesmo que com mais empates no tempo regulamentar, mais prolongamentos e mais decisões nas grandes penalidades. Que tragam a taça.» E trouxeram mesmo.
Nestes festejos, nestas celebrações, nesta alegria avassaladora que enfim chega com tantos anos de atraso – e em 2016 assinalam-se 50 desde a campanha dos «Magriços» de Eusébio em Inglaterra – há no entanto um aspecto que me desagrada, que me desilude, que me indigna: por culpa de pervertidos, de criminosos, de tiranos, antigos e modernos, a selecção é por muitos escrita sem «c» e veste-se, tal como o país, com as cores de uma bandeira da infâmia – não a verdadeira de Portugal, nunca é de mais repetir, mas sim a de uma associação de terroristas. Todavia, pelo menos desta vez, a repulsa não se sobreporá à felicidade.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Desta vez, aconteceu no Brasil

Já o disse, e escrevi, mais do que uma vez: com a selecção nacional sénior de futebol de Portugal a questão nunca é saber se vai ganhar algum campeonato, europeu ou mundial, mas sim em que momento da prova vai perder. Neste ano de 2014, no Campeonato do Mundo disputado no Brasil, igualou o pior resultado de sempre em torneios finais (há que não esquecer as vezes em que nem foi apurada na qualificação): ficou-se pela fase de grupos… o que não acontecia desde 2002, no campeonato que decorreu na Coreia do Sul e no Japão.
O que também se repete rotineiramente na representação nacional em futebol e nos seus maus resultados são as (mesmas) causas: (fraca) atitude, (maus) comportamentos, (previsíveis) erros. É a ausência de ambição, que leva «profissionais» bem remunerados a portarem-se como uma «excursão de solteiros e casados» em pré-férias; a displicência que frequentemente se confunde com arrogância; o amadorismo e a incompetência que levam a que não tenham cuidado na defesa (sofrer golos), na disciplina (ver cartões) e na saúde (sofrer lesões). Enfim, a crónica dependência de «milagres» (que nunca acontecem) quando se devia apostar num trabalho de (quase) todos os dias.
Porém, e volto igualmente a afirmá-lo e a registá-lo, a culpa destes sucessivos desastres é também dos que «estão de fora». Isto é, (quase) todos nós (eu não me incluo, porque há muito tempo que deixei de acreditar e, logo, de me comportar como um idiota), desde os milhões de meros espectadores, «torcedores» (e sofredores), às centenas, milhares, de profissionais da comunicação, jornalistas, comentadores, alegados «especialistas». Que, antes, e apesar dos (maus) antecedentes, estão sempre disponíveis para dar o benefício da dúvida; e, depois, estão sempre disponíveis para arranjar uma desculpabilização… e até uma consolação. Na verdade, e pelo contrário, o que eles (jogadores principalmente, mas também técnicos e dirigentes) deveriam receber era indiferença, quando não desprezo – e logo antes da partida, o que implicaria, igualmente, evitar recepções no Palácio de Belém…
No entanto, os piores, neste aspecto, estão sempre no mesmo local: a RTP. A agitação, o frenesim, a propaganda em tons verdes e vermelhos, sempre abunda(ra)m na estação pública de televisão durante estas ocasiões. Não têm – nunca tiveram – naquela casa qualquer vergonha na cara ou qualquer noção do ridículo: os vídeos de incentivo à «seleção» assumem um tom «épico» que mais não é do que risível, e naquele que foi emitido antes do jogo com o Gana chegaram ao cúmulo de evocar os que combateram em Aljubarrota e os que dobraram o Cabo das Tormentas! Infelizmente, nenhum dos que estiveram a «representar-nos» futebolisticamente no outro lado do Atlântico tem qualquer semelhança com – e qualquer herança de – esses heróis de outrora, que venciam invariavelmente apesar de partirem em desvantagem. E Cristiano Ronaldo, cujo estatuto de «melhor jogador do Mundo» não se tem reflectido na suposta «equipa de todos nós», que em poucos dias passou da fanfarronice («este vai ser o ano de Portugal») ao fatalismo («nunca imaginei ser campeão»), não é uma reencarnação de Vasco da Gama, de Pedro Álvares Cabral ou de Afonso de Albuquerque. Será, talvez, quando muito, de Fernão de Magalhães… 
Todavia, a humilhação não é sempre necessariamente idêntica: pode variar, e varia, consoante as circunstâncias, entre as quais, e em especial, o país em que a derrota definitiva, a eliminação prematura, o fracasso final, acontecem. Já em 2010 havia sido muito mau (também) simbolicamente por ter decorrido na África do Sul, terra em que, precisamente, o Cabo «das Tormentas» se transformou em «da Boa Esperança». Mas em 2014 foi ainda pior porque, desta vez, aconteceu no Brasil. Pelo que o escárnio, o paternalismo e a soberba – ou, numa palavra, as anedotas - vão continuar, e, provavelmente, até aumentar. Como disse Paulo Bento, tivemos (e temos e teremos) «o que merecemos». Em ano de centenário da Federação Portuguesa de Futebol não poderia mesmo haver uma «prenda» melhor? 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Falta menos de metade

Quem diria?! O Sport Lisboa e Benfica perdeu, ontem, mais uma final de uma competição europeia de futebol masculino sénior – a da Liga Europa, e pelo segundo ano consecutivo! Sim, foi a oitava final europeia que terminou com a derrota do clube português, mas convém sempre recordar, e adicionar, as duas edições da Taça Intercontinental perdidas nos anos 60 (para o Peñarol e para o Santos), pelo que, na verdade, são dez as finais internacionais que o suposto «Glorioso» já deixou escapar ao longo da sua deprimente história…
… E nem se pode falar em surpresa. Dizer que o Benfica perdeu uma final é como que, citando Grace Slick (cantora dos Jefferson Airplane) a propósito do seu então permanente estado de embriaguez, «dizer que houve uma terça-feira na semana passada». Será mesmo por causa da «maldição de Béla Guttmann»? Ou será por causa de incompetência e de impotência que se repetem ciclicamente, afectando diferentes gerações de jogadores, técnicos e dirigentes? Seja o que for, esta situação já não é triste nem trágica, mas sim, apenas, previsível e patética. O clube tornou-se uma anedota desportiva mundial, e não são os – ocasionais – triunfos em competições nacionais que chegam para compensar os fracassos no estrangeiro. Pelo que, apesar do campeonato (e da taça da liga) já conquistadas este ano (e, no momento em que escrevo, falta saber o que acontecerá na final da taça de Portugal), mantenho na íntegra o que afirmei no meu artigo «Da mística só amemória», publicado no Público em 2013.
Para aqueles que preferem acreditar na «maldição», pode-se lembrar, como referência e comparação, uma outra célebre, alegada, «praga» a afectar um outro clube: a «maldição do Bambino», que terá (talvez) impedido os Boston Red Sox de vencerem a final do campeonato de baseball dos EUA durante 86 anos! No caso do Benfica, é certo que se trata de um século, mas, no entanto, já passaram 52 anos desde que o lendário treinador húngaro fez a sua sinistra «previsão». Por isso, coragem, benfiquistas! Já falta menos de metade do tempo! Entretanto, fica uma sugestão: se o clube voltar a apurar-se para uma final antes de 2062, desistam de comparecer àquela e solicitem a entrega imediata do troféu ao outro clube; é uma decisão que só trará vantagens, em especial impedir que milhares, ou milhões, de masoquistas incorrigíveis sofram novamente de(s)ilusões. 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Viva o «Rei»!

Hoje é Dia de Reis. E, ontem, morreu aquele que foi chamado de «Rei» (do futebol português). Há já quem queira que ele seja sepultado no Panteão Nacional, ao lado da sua amiga Amália Rodrigues; e sem dúvida que ele merece essa honra muito, mas mesmo muito mais do que Aquilino Ribeiro e Óscar Carmona.
Não é necessário dizer, recordar, o que Eusébio da Silva Ferreira fez, o que foi e é, o que simbolizou e simboliza, agora e para todo o sempre. Dos muitos factos, das muitas memórias, relativas ao grande desportista e ao grande homem, escolho o simbolismo da selecção nacional de futebol que participou no Campeonato do Mundo de 1966, em Inglaterra; uma selecção europeia cujas duas principais figuras – o seu capitão (Mário Coluna) e o seu melhor jogador – eram ambos africanos, de cor de pele escura; nenhum país verdadeiramente racista permitiria isso; os afrikaners nunca o aceitariam – e por isso a África do Sul, ao contrário de Portugal, esteve banida das competições internacionais (até ao fim do apartheid); os segregacionistas (herdeiros dos esclavagistas) do Partido Democrata nos EUA nunca o aceitariam.
Mais do que através das condolências, das elegias e dos elogios fúnebres, do luto oficial, das bandeiras a meia haste, da repetição constante das suas melhores jogadas e dos seus melhores golos, a melhor forma de homenagear o «Pantera Negra» estaria em os seus sucessores, no Sport Lisboa e Benfica e na «equipa de todos nós», fazerem melhor… dentro das quatro linhas, nos estádios, nos relvados, nos terrenos de jogo. Infelizmente, e nos quarenta anos que se seguiram depois de ele ter «arrumado as chuteiras», nem o seu clube nem o seu país voltaram a alcançar, ou sequer chegaram a alcançar, a glória para a qual ele tanto contribuiu, o sucesso cujos alicerces ele ajudou a colocar. O Benfica, que com ele foi campeão europeu – aliás, vencedor de um troféu internacional – pela última vez, ergueu-lhe uma estátua ainda em vida mas é hoje uma instituição degradada, diminuída, sem identidade e mal dirigida. E a selecção nacional nunca chegou, verdadeiramente, a fazer melhor do que o terceiro lugar que ele e os seus companheiros «Magriços» conseguiram em Londres (é melhor nem falar de Lisboa em 2004…), sucedendo-se os «foi quase»
No seu último ano de vida, Eusébio assistiu ao (triplo) fracasso do Benfica, a uma «morte na praia» (nos últimos instantes de jogo) três vezes repetida; e soube que a final da Liga dos Campeões da época 2013-2014, que se realizará no seu Estádio da Luz, não contará, mais uma vez, com as (muito «depenadas») «águias»; desportivamente, a despedida foi muito triste. Resta que, como um derradeiro tributo póstumo, Cristiano Ronaldo e os seus colegas finalmente se superem e tragam do Brasil o supremo troféu mundial, quais Pedro Álvares Cabral e seus marinheiros «reencarnados». Porém, e dados os antecedentes, não há verdadeiros motivos para se estar optimista, não existem reais razões para se ter esperança.  

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Sobre o Benfica, no Público

Na edição de hoje (Nº 8451) do jornal Público, e na página 49, está o meu artigo «Da “mística” só a memória». Um excerto: «Como é que se pode afirmar, sem rir, que o Benfica é “a maior marca nacional”? Porque conta com seis milhões (?) de “consumidores” masoquistas? Antes ser o melhor do que o maior! Sinceramente: é isto que é “o maior clube do Mundo”? Antes estar no "Livro de Recordes do Guinness" pelos títulos conquistados do que pelo número de sócios. E se o SLB fosse uma (verdadeira) empresa há muito tempo que estaria falido. É em Portugal o maior caso de insucesso, não só competitivo mas geral. É a expressão máxima no nosso país de baixa produtividade, de expectativas (constantemente) frustradas, de desproporção entre o que se “investe” e o que se “recebe”. Tantas pessoas a “torcerem” por ele... e que em troca só levam com decepções, desilusões, depressões, humilhações.»

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Só com outras cores

Já o disse, e escrevi, antes: quando a «seleção» principal de futebol de Portugal joga para um campeonato da Europa ou do Mundo, a questão não é saber se é desta que, finalmente, vai ganhar: é saber em qual das fases vai perder e por quantos.
E hoje, mais uma vez (a monotonia…), foi isso que aconteceu. Em «direto», perdeu com a Espanha, actual campeã europeia e mundial, numa das meias-finais do Campeonato da Europa de Futebol 2012, na Polónia e na Ucrânia… no desempate por pontapés na marca da grande penalidade. É verdade que se verificou um «progresso» em relação ao Campeonato do Mundo de 2010, na África do Sul: então também se perdeu com «nuestros hermanos», mas nos oitavos-de-final, por 0-1, no tempo regulamentar, e com um golo em fora-de-jogo…  
Podia confirmar-se a «tradição» à partida vendo quais eram as equipas nos quartos-de-final: das oito só uma nunca havia sido campeã europeia e/ou mundial – exactamente, Portugal. E quais eram as quatro nas meias-finais: só uma havia já perdido na prova – exactamente, Portugal, e com outra das semi-finalistas, a Alemanha.
Custódio tinha afirmado, em conferência de imprensa antes do jogo, que ele e os seus colegas iriam «lutar até à morte» para que a «equipa de todos nós» vencesse. Pois bem, o jogo acabou, e, ao que parece, continuavam – felizmente! – todos vivos… Vivos mas, como de costume, incompetentes e impotentes, perdulários, desperdiçando as (não muitas) oportunidades de marcar que tiveram. Mais valia começarem a seguir uma «dieta» à base de comprimidos azuis, porque, decididamente, não conseguem «acertar com o buraco» de uma forma consequente e consistente – ou seja, até à victória final.
Também continuo convencido de que só com outras cores no equipamento Portugal será campeão. Abandonem a abjecta, nojenta e repulsiva bandeira verde e vermelha da corja de assassinos conhecida como Carbonária, e, quem sabe, poderão vir a merecer, enfim, os favores da Fortuna. Se nem com o (suposto) «melhor jogador do Mundo» o conseguem… (Também sobre este assunto, «debates» com Pedro Correia no Delito de Opinião e no Forte Apache.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mourinho do nosso orgulho

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En toda la conversación no le había visto tanta ilusión en los ojos como cuando ha hablado de Portugal.

Soy un portugués muy atípico, porque el portugués en general echa de menos a Portugal y yo no. No tengo saudade, quizá porque tengo una familia espectacular, porque estoy enamorado de lo que hago... No tengo saudade, pero tengo mucha pasión. Soy un portugués que no quiere volver, no quiero trabajar en ningún club portugués, no quiero vivir en Portugal, pero soy un portugués al que le gustaría hacer algo importante con mis capacidades.

O resto da entrevista pode ser lida aqui.

Proud to be Portuguese

Parecendo que não, esta é uma homensagem às recentes batalhas do Klatuu

Hay mil formas de iniciar esta crónica y en ninguna sale bien parado el entrenador, los jugadores y la directiva del Sevilla, así que me limitaré a decir, de momento, que el Sporting de Braga ganó con toda justicia por 3-4 en el Pizjuán y dejó en anécdota el 1-0 de la ida.
El Sevilla necesitaba dos, tres goles a lo sumo si los lusos 'vacacionaban' en alguna ocasión por las inmediaciones de Palop. Ése eran los cálculos. Pero la realidad fue muy diferente, dolorosa e insultante para las huestes de un equipo que ofreció, sencillamente, la peor imagen de su historia en competiciones europeas. Y eso que van ya casi cien partidos...
Que te meta cuatro goles el 'SuperrequeteBarça' en el Camp Nou es una cosa, por mucho que uno claudique en el túnel de vestuarios, pero que te vengan unos brasileños disfrazados de portugueses y te enseñen, uno por uno, los fundamentos de este deporte, es cosa seria.
El Braga, ese equipo con nombre de chiste que fue recibido entre olés el día del sorteo, desnudó todas las carencias de un equipo, el Sevilla, que se enfrenta a un futuro, en el mejor de los casos, incierto. Sin dinero (al menos faltará un buen pellizco), sin ideas, sin confianza en sus posibilidades y con sus mejores jugadores a las puertas de unas renovaciones que ahora mismo se antojan muy lejanas, sobre todo en el caso de Luis Fabiano.
Porque esta vez no cabe hablar de nada esotérico. De mala suerte o robos arbitrales. El Sevilla fue, simplemente, un monigote en manos de un conjunto 'de verdad' (y duele admitir esto). Un Braga que sabía a lo que jugaba, que defendió de manual, atacó de manual y se aprovechó hasta el abuso de los nervios, la inoperancia y la falta de recursos del Sevilla de Antonio Álvarez.
¿Que el rival cuelga balones sin parar? Ahí están mis defensas para despejar hasta su aliento. ¿Que el rival se duerme en defensa? Ahí están mis delanteros para sacar tajada. Parece sencillo, pero para algunos es ahora física cuántica.
Para el Sevilla, sin ir más lejos. Es difícil, muy difícil, defender peor y atacar de forma más plana y previsible. El gol de Matheus, regalo de Palop (aunque sería muy injusto culpar al valenciano de la debacle), llegó tras dos avisos del Braga. Así que no sorprendió a nadie.
La segunda parte, que debía ser la de la redención nervionense, fue aún peor. Un suplicio para cualquier sevillista de a pie
Cierto es que los locales tuvieron sus opciones. Faltaría más. Lo contrario hubiera sido de juzgado de guardia. Luis Fabiano dispuso de dos oportunidades con empate a cero en el marcador, pero cuesta creer que algo hubiera cambiado si el '9' de Brasil acierta en alguna de ellas.
La segunda parte, que debía ser la de la redención nervionense, fue aún peor. Un suplicio para cualquier sevillista de a pie que ni en sus peores sueños podía imaginar que el Braga le iba a meter cuatro tantos a su equipo del alma. Basta recordar que hasta este martes, ningún rival europeo le había hecho más de dos goles al Sevilla en el Pizjuán. Vamos, una pesadilla propia del genérico cine de terror japonés.
Sadismo en el PizjuánEl segundo acto fue eso, un guión propio del cine más sádico que nos llega del lejano oriente. Lima firmaba el 0-2 y sentenciaba la eliminatoria, pero acto seguido llegaba el 1-2 tras un remate de Luis Fabiano y un regalo de Felipe, guardameta de los 'Guerreros del Miño'.
El Sevilla pudo reengancharse al duelo -y quién sabe si a la eliminatoria- en diez minutos de cierto decoro futbolístico en el que José Carlos y Navas acariciaron el empate, pero fue un espejismo, vistos los acontecimientos.
Así que cuando nadie creía ya en el milagro, Navas (ahora sí) batía a Felipe y establecía un mínimamente esperanzador 2-2 en el electrónico a falta de 6 minutos. Fue peor. Los portugueses se 'cabrearon' y en un santiamén marcaron dos nuevos tantos, obra también de un inspirado Lima que en poco más de media hora dejó a la altura del betún a la zaga nervionense, huérfana de Squillaci y de tantas cosas que cuesta trabajo creer que haya forma de arreglar tal desaguisado.
El 3-4, a la mayor gloria de Kanouté, no sirvió, como se suele decir, ni para maquillar el resultado. Un 3-4 en la previa de Champions cuando uno es el Sevilla y el rival se llama Braga es demasiado doloroso. Una lección de la que alguien debe tomar nota. El sevillismo, que este martes volvió a dar una lección de comportamiento y apoyo incondicional, merece una respuesta.

Foto: Adepta bracarense da série A Bela Liga
Fonte:
Marca

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Algumas notas (mais ou menos) acerca do Mundial

A Espanha acaba de juntar a conquista do Mundial à do Europeu (Façanha, até agora, apenas alcançada pela França e pela Alemanha). Não espanta. A Espanha é o país que apresenta maior disparidade de investimento financeiro no futebol em comparação com a ciência. Caso contário, como poderiam vir de um país pobre, num contexto de crise(s), um par de super-clubes como o Real Madrid e o Barcelona? (Em terras de Espanha quem mais ordena são os imperadores das imobiliárias e os señores gestores da Telefónica).

A Holanda totalizou a terceira presença na final. Todas com saldo negativo. Mais um esforço, holandeses, e podeis bater o recorde de finais malogradas na posse da Alemanha. Regularidade, dentro das quatro linhas, não chega. Requerem-se momentos de magia.

Portugal (prontos) teve o percurso típico. Empatou com uma selecção mediana, goleou uma team terceiro- mundista, empatou um jogo entre solteiros e casados e foi derrotado quando já era a doer. Que mais podemos pedir? Cumprimo-nos (prontos). Mas não estamos tão contentes. Estamos assim-assim (prontos).

Contentes não estarão, certamente, os Alfacinhas da Segunda Circular e as anacrónicas Aljubarrotas que continuam a ser anti-Espanha e a temer a invasão e a perca da independência. Mais ainda por que os “cabrões dos espanhóis nos eliminaram, pá” (Alguns até foram anti-Grécia “pelo que eles nos fizeram no nosso Europeu, fogo”). Devíamos sentir-nos dignificados com o facto de termos sido afastados pelos (agora) campeões do mundo. Mas não há meio que sirva de emenda para estas mentes, para estas gentes. Os seis milhões (“vocês sabem de quem estou a falar”) que agora se roem contra os espanhóis são os mesmo que serão Anti-Besiktas depois de o Benfica levar um banho turco na Champions. (Curioso: desses seis milhões, nem um é árbitro).

Os árbitros também merecem uma nota de destaque. Pela negativa, claro está (pois o silêncio é o melhor elogio para se falar dos senhores do apito). A Espanha não precisava de ganhar o mundial mercê de um golo que nasceu de uma falta sobre um jogador holandês e em que um jogador espanhol tira partido de posição irregular. Foi uma pena. Mas o Mundial, como disse, foi-lhes merecido.

Pela primeira vez, o Mundial decorreu em África. Nem por isso as selecções africanas tiraram partido de jogar em casa (A África do Sul foi até a primeira selecção anfitriã que não passou da fase de grupos). Só o Gana logrou atingir os quartos de final. Do Extremo Oriente, mais precisamente do Japão e da Coreia do Sul, vieram bons ventos.

Quando este parecia um Mundial talhado para as selecções sudakinhas, eis que a Europa se sobrepôs. Como sempre. Como lhe competia. Contra a tradição. Calando-a. Eis a Espanha, primeira equipa europeia a ganhar um Mundial fora do Velho Continente. Eis a Holanda, país europeu por excelência, na final. Eis a Alemanha, nação da Europa-Europa, a um pequeno passo da final. Eis o Uruguai, o mais europeízado dos países sul-americanos, já que a Argentina esteve nas mãos sujas do Deus do Narcotráfico. Esperava-se mais da Inglaterra. Acho que sentiram o peso de jogar quase em casa. É que este era o Mundial da Europa (Continental).

A França foi um fracasso. Os irlandeses, ressentidos com a mão do diabo Henry, regozijaram-se. Torceram contra tudo e contra todos os que jogaram contra a França. Como os franceses ficaram logo pelo caminho, passaram a torcer pelo Brasil. E por tudo e por todos os que fossem latinos. (Nós, latinos, em contrapartida odiamo-nos uns aos outros). Por Portugal, também torceram, mas nem tanto. Somos o parente pobre da família latina. Aos irlandeses é atribuído o mesmo papel na família anglo-saxónica. Por que não se cria uma afinidade Portugal-Irlanda, à semelhança da que existe (espiritualmente) nalgumas cidades banhadas no Mediterrâneo? Seria um sentimento bem mais saudável do que o complexo de inferioridade para com Espanha. Assim sendo, seremos como os Belgas, sempre a sacudir a caspa (ou será cuspo?) que cai dos ombro dos franceses.

Parabéns, Espanha, pelo Mundial. Parabéns, Cristiano, pela paternidade.


Foto: Sara Carbonero, repórter desportiva e namorada de Iker Casillas

sábado, 3 de julho de 2010

Ai, ai Paraguai / Don't cry for me, Maradona

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Ambos os fotografados prometeram strip em troca de resultados. Maradona não foi por menos: venderia a sua nudez, acrescida de um braço, em troca do título. Larissa, mais modesta, apenas pediu ao Paraguai que eliminasse a Espanha. Nenhum vai poder dar asas ao seu desejo; seu e nosso, que tanto queríamos ver o quão hábil seria o barão do bairro da Boca, devidamente desmembrado, a tirar a própria roupa e quão rica estaria Miss Riquelme sem a indumentária de levar para o estádio.

Mas não nos preocupemos - daqui a quatro anos, há mais. O Brasil fica a poucas horas de ónibus de Assunção e, enquanto se cumprir a dinastia Castro, haverá sempre um charuto em Havana para calar um chato, um boludo.

terça-feira, 29 de junho de 2010

«Adeus português»... «olá ibérico»!

Mas que «surpresa»! Portugal perdeu com a Espanha no Campeonato do Mundo de Futebol 2010, na África do Sul, e foi eliminado da competição. Enfim, mais uma «grande campanha» do «desporto-rei» nacional, na sequência das já efectuadas em 2002, 2004, 2006 e 2008.
Alguns em Portugal decerto não ficaram muito tristes com a derrota frente a «nuestros hermanos»... Por exemplo, José «Espanha, Espanha, Espanha» Sócrates e António «Lisboa, praia de Madrid» Mendonça... Nem Mário Soares, recentemente «coroado» como «o mais ilustre português vivo» e que defende a realização de «conselhos de ministros ibéricos»... e, claro, Gilberto Madaíl, entusiástico proponente de uma candidatura conjunta a um próximo Mundial (2018? 2022?) que pretende exaltar – em duas cidades de cá (a capital e o Porto) e 16 (!) de lá – o carácter do «homo ibericus»... Aliás, para quê continuar a tentar adiar o «inevitável»? Se já tantos portugueses o querem, cumpra-se o sonho de José Saramago e proceda-se à união ibérica!
E não digam mal do Cristiano Ronaldo: o rapaz, que grita tão bem «A la Madrid!», até que marca golos... ao guarda-redes da Coreia do Norte e a Homer Simpson.

Adenda: Carlos Queiroz, tal como José Sócrates, vive num mundo à parte, numa realidade alternativa, num seu muito próprio «país das maravilhas». Só isso pode explicar que ele afirme, e, aparentemente, acredite, que «os nossos adeptos têm todos os motivos para se sentirem orgulhosos com a prestação da selecção nacional», e que esta «dignificou e prestigiou» o futebol português na África do Sul. E promete – ou ameaça? – que «vamos continuar a honrar as cores nacionais». Ora, um dos problemas pode ser precisamente esse: é que as actuais cores nacionais (o vermelho e o verde) não são as verdadeiras, as naturais, e por isso não merecem ser honradas.

Segunda Adenda: os outros ficam com os - verdadeiros - troféus; nós ficamos com (ou continuamos a ser) as anedotas.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ganhada a Copa, a um passo do Scudetto, a 90 minutos da Champions...

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A Associação Internacional da Imprensa Desportiva elegeu o português José Mourinho como o melhor treinador do mundo.

José Mourinho foi considerado o melhor treinador do mundo por 200 jornalistas de 96 países que integram a Associação Internacional da Imprensa desportiva.
Actualmente a treinar o Inter de Milão, José Mourinho obteve 36% dos votos.
Os resultados foram obtidos através de um inquérito feito durante o 73.º Congresso Anual da Associação Internacional da Imprensa Desportiva, realizado na Turquia.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Uma notícia falsa, mas verosímil, e outra verdadeira, mas inverosímil...















Papa antecipa a visita ao nosso País: A pedido do próprio Chefe, o Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, vai antecipar a sua chegada a Portugal para o próximo domingo, dia 9, para e passo a citar "vai lá a Lisboa dar uma ajuda aqueles toscos não vão os gajos perder o campeonato, não quero o meu filho crucificado outra vez!!!"

quarta-feira, 28 de abril de 2010

José Mourinho: a vida é injusta; há quem não tenha sorte e há quem a tenha…

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Como toda a gente sabe (discípulos de Jesus inclusive), o José Marinho (perdão, Mourinho) é o melhor filósofo (perdão, treinador de futebol) português. E porquê? Porque, para além de todos os seus méritos (que não são poucos), tem o factor decisivo: sorte. E não me venham falar de filosofia. Não há maior filosofia (leia-se: clarividência) do que reconhecer a arbitrariedade de todo o jogo, da própria vida em geral…

P.S.: No dia em que José Mourinho foi apurado, pela segunda vez enquanto treinador, para a final da Liga dos Campeões Europeus, e em que foi apresentada, na Biblioteca Nacional, a reedição da Teoria do Ser e da Verdade de José Marinho (INCM).

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Catanadas de Máscara & Chicote

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Como sócio do Sporting com todos os meus deveres para com o clube em dia – menos aquele dever patriótico de matar à catanada o actual presidente do clube – quero contribuir de forma significativa para o futuro vitorioso da equipa de futebol (a equipa de ping pong não me interessa particularmente). Nesse sentido, sugiro a contratação de Pedro Rodrigues Filho ou de Yang Xinhai para um lugar qualquer na equipa técnica.
Mas, posto isto, a nova equipa técnica do Sporting nem sequer é a minha principal preocupação. Apoquentam-me mais os festivais de verão.


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sexta-feira, 16 de abril de 2010

À atenção de Carlos Queiroz...

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Revivalistas línguas apregoam que a selecção nacional devia-se apresentar de bigode na África do Sul - até já constituiram movimento...

Na senda das naturalizações (nada a opôr) e para dar razão aos franceses que dizem que todos os portugueses, incluindo portuguesas, têm bigode, apelo a que convoquem: JEAN ARTHUR RIMBAUD.

Mais fotos e mais info: Bibliotecário de Babel.


Jean-Nicolas Arthur Rimbaud (
20 de outubro de 1854, Charleville - 10 de novembro de 1891, Marselha)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Bola

Os símbolos despertam a experiência individual e transmutam-na em acto espiritual, em apreensão metafísica do Mundo (…) Compreendendo o símbolo, o homem consegue viver o universal.

Eliade, M. (1965). Le sacré et le profane, Gallimard, p. 179



Uma velha bola, Rodrigues in www.olhares.com


Circles, Tiamat, Amanethes, 2008


Objecto fascinante, esse, capaz de fazer parar países e causar paixões e desvarios. De onde virá o seu poder? Da sua forma? Símbolo misterioso e polivalente, a esfera tem, desde os tempos mais remotos, uma força mágica pela ligação que possui com o próprio Cosmos. Estática, simboliza o equilíbrio, com todos os elementos que a formam à mesma distância do centro. A mover-se, simboliza o movimento indefinido, perpétuo. É símbolo da perfeição, da totalidade, da unidade, do absoluto, do fixo. Imagem do Mundo, do Sol, de Deus, é ponto de universalidade cosmológica de natureza religiosa. Não é de espantar, portanto, que o jogo que mais multidões move no nosso país (e não só) tenha o seu sentido conferido por esse objecto, a bola – super-parceiro que faz a mediação entre jogadores e adversários, e cujo domínio é o objectivo a atingir.

O pensamento simbólico não é o domínio exclusivo da criança, do poeta ou do desequilibrado; ele é consubstancial ao ser humano: precede a linguagem e a razão discursiva. O símbolo revela certos aspectos da realidade – os mais profundos – que desafiam qualquer outro meio de conhecimento. As imagens, os símbolos e os mitos, não são criações irresponsáveis da psique; eles respondem a uma necessidade e preenchem uma função: a de pôr a nu as mais secretas modalidades do ser.

Eliade, M. (1965). Le sacré et le profane, Gallimard, p. 13


Texto inspirado pela leitura de Costa, A. (1988). “Football et Mythe. La Fonction Symbolique du Football à travers la Presse Sportive de Masse.”; Dissertação de Doutoramento, Louvain, Université Catholique de Louvain