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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

domingo, 21 de setembro de 2014

Sair da CPLP?!


16 comentários:

João Paulo Barros disse...

É para ser sincero? Eu não nego de forma alguma que a Guiné Equatorial viola direitos humanos. Só que, em todos os países membros, os direitos humanos são violados. Vou dar um só motivo para o Brasil, o meu país, ser expulso da CPLP: As polícias brasileiras. E é apenas um, tem outros. Eu acho que em Portugal devia ser feito um referendo. Se a maioria votasse para que Portugal saísse da CPLP, eu lamentaria mas, respeitaria. A CPLP acabaria mas outro bloco com os membros remanescentes seria formado, com fins econômicos/comerciais (principalmente por causa do petróleo). Eu só não entendo a razão dessa hostilidade só ao governo da Guiné Equatorial mas não com o governo dos EUA e Japão, países onde há pena de morte. Por que o Japão foi aceito como membro observador da CPLP se lá tem pena de morte? Se temos que defender os direitos humanos acima de tudo, por mim tudo bem. Mas vamos fazer tudo corretamente! As medidas de austeridade da Troika são violações à direitos humanos. Discriminar imigrantes é violar direitos humanos. Até o hábito dos Brasileiros de contar piadas sobre Portugueses é violar o direito dos Portugueses serem respeitados, então os Brasileiros têm que parar. E Portugal devia sair da NATO, uma vez que os EUA violam direitos humanos.

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

Renato,

tem sido muito raro estarmos, num determinado tema, em campos completamente opostos, mas este é um deles... Porém, estou bem «acompanhado», como deves saber: em especial por Adriano Moreira, mas não só...

Fizeste a pergunta: «poderia Portugal opor-se interminavelmente à vontade expressa de todos os outros membros?» Deste a tua resposta: «não». No entanto, não concordo: poderia e deveria ser «sim»; Portugal podia e devia «opor-se interminavelmente à vontade expressa de todos os outros membros»; utilizar permanentemente como que um «direito de veto». E, aliás, que «vontade» tão «expressa» era, é, essa que dois chefes de Estado que muito fizeram para que a Guiné Equatorial fosse admitida como membro da CPLP nem sequer se deslocaram a Dili?

Para que conste, afirmo também que, em última instância, não me oporia a que Portugal saísse da CPLP. Na verdade, é a Comunidade que está a «sair dela própria»: quando os princípios programáticos basilares, fundamentais, de uma organização são violados de forma tão flagrante, faz sentido prosseguir como se nada tivesse acontecido? Há quem esteja resignado à mais descarada hipocrisia; eu não sou um deles...

... E, já agora, quanto à referência à NATO: a questão da pena da morte não é essencial na pertença (ou não) àquela, ao contrário do que sucede na CPLP. E, nos EUA, como deves saber, a aplicação da pena capital é um assunto estadual e não federal, nacional.

Por último, e obviamente, não é verdade que «todas as semanas (a União Europeia) condena à morte, pelo menos por inacção, dezenas, quando não centenas, de africanos que, desesperadamente, tentam atravessar o Mediterrâneo». Quem se condena à (própria) morte é, directamente, cada um dos africanos que decide fazer essa perigosa, e ilegal, viagem; e, indirectamente, os países de origem daqueles, que não lhes proporcionou, habitualmente por corrupção, incompetência e violência dos seus governantes, os meios mínimos e dignos de subsistência.

Nova Águia disse...

Mui prezado Professor Renato
Acabo de ler o seu artigo no Público e não posso deixar de lhe dar os parabéns.
As pessoas em Portugal reagem emocionalmente, talvez, porque não têm capacidade para agir racionalmente. E vou um pouco mais longe: não se apercebem de que estão a ser manipuladas pelo capitalismo mercantilista que tornou o Homem escravo da Economia.
Hoje mesmo a Direcção Nacional de Professores enviou para os Órgãos do poder uma proposta no sentido de serem instalados na Guiné Equatorial um Instituto de Cultura Portuguesa e uma Escola de Língua Portuguesa, disponibilizando-se para lhes dar apoio pedagógico, científico e administrativo, uma vez que é integrada por educadores e professores de todos os graus e modalidades de ensino.
Mais uma vez, os meus parabéns.
Um abraço

Pinho Neno

Nova Águia disse...


Caro Renato,

Li o seu artigo no Público e, ao contrário de certa paranoia nacional, concordo consigo que a presença da Guiné Equatorial deve ser vista mais como um desafio e reforço da CPLP do que o inverso. Achei muitos dos comentários desrespeitosos, inclusive para com a História de Portugal e dos povos com os quais estabeleceu laços históricos e culturais que hoje se provam inquebrantáveis. Houvesse visão estratégica e, ao invés de tanta barulheira carregada de cinismo e hipocrisia, o que se devia fazer era resgatar tais laços e reforçar a CPLP...

Um abraço,

Alberto Castro

Anónimo disse...

Ótima analise caro Epifánio. Se Portugal conceber a CPLP como uns instrumento dele exclusivo, aviada vai a CPLP e o próprio Portugal no século XXI.
Só lembrar que não há nenhuma entidade galega como observadora na CPLP, que contava com a aprovação de todos os estadis associados, simplesmente porque Portugal, decidiu blocar o acesso galego seguindo o "dictat" (pedido espanhol), será quiçá esse o jeito de se ser europeista?.

Se as elites portuguesas não são quem de entenderem que Portugal e o seu sucesso é o resultado de construir um mundo centrado nele após 1640 e viradas às costas a Castela-Espanha. Pois aviado vai o seu futuro.

Alexandre Banhos

Paulo Pereira disse...

Caro Octávio dos Santos

Quando se diz qualquer coisa contra os USA, Israel, por exemplo, toda a gente precisa de provas. E mesmo havendo-as tudo é justificado pela soberania nacional, etc.

Obama acaba de confessar o que todos sabem que desde o 9/11 (e obviamente antes) têm feito tortura. Só que aí as pessoas perdoam porque é um país potente, etc. O mesmo se passa com a China, Rússia,etc.

Sobre tudo o que eu acho é que esses defensores de direitos humanos portugueses são de uma covardia extrema. Só batem num pequeno que não lhes pode afrontar, e ganhar créditos com isso. Chega a ser ridículo!!!

José Miranda disse...

Sendo verdade que o espaço lusófono é muito importante, está carregado de esperança, também é verdade que essa esperança tem a ver com a Civilização e que os Direitos Humanos caracterizam a nossa. Creio que Portugal se deveria ter batido em todas as frentes com os seus parceiros lusófonos, nomeadamente na frente jurídica, pois decerto que todos os países membros se comprometem a cumprir os Direitos Humanos... Se vencido, tudo deveria fazer para que o seu voto contra e o seu protesto fosse claramente ouvido. Faltando à Cimeira de Timor, por exemplo.

Paulo Pereira disse...

José Miranda

«Civilização e que os Direitos Humanos caracterizam a nossa»

Correto, mas com independência e não fingir que defendemos direitos humanos, mas só no fundo defendemos aqueles que outros que não defendem querem por interesse próprio que nós defendamos.

O que caracteriza os direitos humanos de Portugal é a sua independência e não alinhamento e não ter relações de confiança cegas entre países.

Se é USA a dizer então é verdade mas se é GE então não é! Em que merece um mais confiança do que o outro. Obviamente só o interesse econômico, militar, etc. Nada de objetivo real. Isso não é Portugal. É literalmente fantochada.

Enquanto a ordem dos templários era desfeita, em Portugal se driblava a situação fazendo-se a ordem de Cristo. Enquanto quase todos os países seguiam o papa de Avignon, Portugal seguia o de Roma. Essa é a tradição dos nosso direitos humanos: independência e julgamento isento dos malabarismos maquiavélicos dos outros países.

Infelizmente agora estamo-nos vendendo por dinheiro À Europa, da mesma forma que a Nobreza portuguesa se vendeu a Filipe II de Espanha. Mais tarde ou mais cedo o resultado vai ser o mesmo.

virgilio disse...

Eu não defendo que Portugal saia da CPLP, por causa do que aconteceu. Mas é verdade que foi uma vergonha Portugal não ter usado o direito de veto e como tudo o que se processou no plano diplomático e protocolar. Parece que somos um parceiro menor e de pouca importância e que não se importa com essa condição. Isso de deixar um país isolado, como o seria para a Guiné Equatorial, é uma falácia, para mais se comparada esta com a Coreia do Norte. Então também deveríamos fazer um acordo com esta última !
Enfim, fizemos fraca figura e só enfraquecemos ainda mais a nossa posição na CPLP, que já não é muito relevante, desde já algum tempo a esta parte.
VIRGÍLIO CARVALHO.

Ana Dias disse...

Uma das principais questões já foi levantada - a pena capital; a Ordem dos Advogados Moçambicanos já se insurgiu contra, creio.
A outra, basilar, prende-se com a Língua. Não concordo que seja uma minoria nos países dos PALOP que falem o Português; e tem mais: são quase todos bem mais renitentes em aceitar o novo (des)Acordo Ortográfico, que Portugal.
Depois, acabei de receber, do Cirepe, o último Boletim promovendo bolsas para doutorandos dos PALOP, em Língua Portuguesa.
Sair da CPLP? Que contra-senso. Qual é o fio condutor desta organização? Que posições tomou o Ministro dos Negócios Estrangeiros? No marasmo das incongruências em que tentamos sobreviver, todo e qualquer dinheiro valerá nada - haverá um tempo em que se retornará à "aurea mediocritas", depois de esgotadas as "àrvores das patacas". Isto já está a acontecer em Portugal - é percorrer os campos e as zonas pesqueiras. Noutros países com outras "fontes naturais" também já se vai verificando, mas, mais importante, têm, numa vertente, (agricultura), ou na outra, (pesca), maiores possibilidades - a terra é nova, e as águas são bem menos poluídas.
Penso que deveremos, (Portugal) começar por salvaguardar as seguintes questões:
a)restituir a nossa integridade com a abolição do AO90
b)melhorar, fertilizar e enriquecer os terrenos; drenar, despoluir e criar condições para que haja possibilidade de retomar espécies que já não se vêem na nossa costa
c)defender a nossa posição - não é virando costas, ou abandonando o terreno, que se constrói. Há que "agarrar o touro pelos cornos", e ter a hombridade suficiente para se devolver ao povo alguma "grandeza" perdida. Chega de "brandos costumes"! [Que de brandos nada têm; outrossim, prostituídos, a meu ver]
d)a exploração dos países envolvidos, [vide, as bolsas de gás em Moçambique, as minas em Angola, o petróleo onde ele prolifera], tem que ser salvaguardada, internamente pelo que a cada um diga respeito funcionando em permuta e troca de produtos, racional, tão humanizada quanto possível, é capaz de ser uma óptima via de entendimento e parceria. O esclavagismo já acabou faz tempo.
e)"A cada um o seu denário" - "lato sensu", em tudo ao que a isto possa concernir. A riqueza das interacções faz-se pelas diferenças que cada cultura arrasta consigo; não podemos absorver o que é intrínseco, natural de outro país - não se ajusta; não se pode impôr o que quer que seja - as cruzadas já lá vão, mas parece que retrogradamos para a Idade Média. Melhorar o que está mal - pena de morte, por exº - é obrigação de todos que se vincularam à defesa dos Direitos Humanos.
Ana Maria de Oliveira Dias

Maria Afonso Sancho disse...

Caro Renato Epifânio
Continuo a admirar a tua clareza de ideias e de argumentação.
Também admiro a tua pachorra para enfrentar estes "truques da politica" que eu acho terrivelmente, digamos, chatos: mascarar de belas intenções os objectivos mais sórdidos...
E continuo muito feliz por termos um excelente Presidente, em que se pode delegar estas coisas menos agradáveis.
Continua assim. Grata pelo teu trabalho.
Deixo um AbraçoMIL

Raul Roseiro disse...

Quero começar por felicitar o dr Renato pelo brilhante artigo que escreveu. Obviamente que sair da CPLP seria uma loucura, uma verdadeira estupidez. Pouca vezes faço comentários neste blogue mas sempre defendi a entrada da Guiné Equatorial na CPLP, já o tinha defendido em 2010 aquando de uma publicação sobre o tema e à pouco tempo quando o MIL teve o bom senso de dar o seu apoio à sua entrada. Finalmente venceu o bom senso e a inteligência sobre a estupidez e burrice. Nunca visitei esse país mas pelo que vi em reportagens na TV não vi nada de anormal, mas admito não ser o paraíso dos direitos humanos. O que estava em causa, para mim, era o seguinte: Não entras porque não és igual a mim ou entras e tentas ser igual ou parecido a mim. Só assim é que se pode mudar as coisas. Malabo passará a ter 8 países a "fazerem-lhe a cabeça e pressão". Já agora os negócios também interessam porque direitos humanos não enche a barriga de ninguém. Para terminar, foi aqui feito um comentário em relação ao acordo ortográfico. Pois bem, não só devemos apoiar o acordo ortográfico como até simplificá-lo. Eu sou pela simplificação por isso dou o meu apoio ao movimento simplificando a ortografia (www.simplificandoaortografia.com) Cumprimentos e boa LUSOFONIA
Raul Roseiro

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

Diz-se que «não se deve atirar pedras quando se tem telhados de vidro»... É irónico que alguém que classifica de «estupidez e burrice» a legítima, fundamentada, contestação à «legitimação» de uma ditadura escreva, no mesmo comentário, «à pouco tempo»...

... Embora, provavelmente, a ausência do «h» se deva já à (ainda maior) «simplificação da ortografia». Um «negócio» (obscuro) que talvez «encha a barriga» - ao contrário dos direitos humanos.

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

Caro Paulo Pereira,

é impressão minha ou chamou-me de «covarde extremo»?

... E quando diz «bater num pequeno» refere-se a criticar o regime da Guiné Equatorial? Talvez os presos políticos daquele país tenham uma opinião diferente quanto ao que é «bater em pequenos». Pela minha parte, não me coíbo de, regularmente, também invectivar «grandes»... como o regime da China - fi-lo novamente, e aqui no MILhafre, recentemente.

Quanto a Barack Obama: o actual presidente dos EUA é a última pessoa do seu país com legitimidade para se queixar de «torturas» alegadamente feitas por compatriotas... dado que ele não tem hesitado, nos últimos anos, em ordenar sumariamente a execução (o assassinato), por «drones», de suspeitos de terrorismo - e, como «danos colaterais», de todas as pessoas (muitas certamente inocentes) que por acaso estavam junto àqueles. Creio que não há dúvida de que tal procedimento é muito mais gravoso do que deitar alguns litros de água para cima de alguns, autênticos, criminosos.

Raul Roseiro disse...

CPLP deu «passos significativos» na redução da fome
Dados constam de um relatório da ONU que vai ser apresentado em outubro
(noticia da TVI24)

Isto é que é importante.
Cumprimentos,
Raul Roseiro

Paulo Pereira disse...

Caro Octávio dos Santos

Eu chamei de covardes extremos aos políticos que em público só batem nos mais fracos. Como é evidente não é o seu caso. De si só sei a sua opinião neste blogue.

Não entendo que a um país onde há eleições livres se chame de ditadura horrível sem mais... Apontar imperfeições, abusos, etc. tudo bem, agora qualificar de forma contundente exageros interesseiros que faz que pareça pecado até de duvidar dessa realidade, para mim leva água no bico. Nenhum facto, nenhuma prova. Só adjetivação contundente. Para mim é no mínimo estranho... Para saber uma realidade vai-se lá para testemunhar e não ouvir de organizações no mínimo suspeitas.


Alberto João Jardim está também há muitos anos no poder e não é isso que o faz ditador.

Você sabia que as companhias petrolíferas internacionais disseram por décadas que não havia petróleo e que só a teimosia de Obiang mandou um estudo específico que descobriu petróleo em 6 meses?

Você sabia que a Guiné E. foi alvo de uma golpe de estado por mercenários externos onde fragatas espanholas estavam em águas territoriais? AS pessoas não seriam muito mais indulgente se isso tivesse acontecido com Israel ou USA?