
Francisco Seixas da Costa in Blog “Duas ou três coisas – Notas pouco diárias do Embaixador Português em França”
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Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/zefiro-nova-aguia
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Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)
A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)
Agostinho da Silva
A notícia tem sido dada com a discrição que as coisas que respeitam ao regime cubano sempre merecem no nosso país. A gente lê as notícias que vão aparecendo, aqui, ali, e sente que quem as escreve o faz contrariado. Os factos são relatados com uma secura que não é habitual. Quem escreve não faz dos homens que chegaram a Espanha heróis nem das mães, mulheres, filhas, que desfilam de branco em Havana, heroínas. Quem escreve não se interessa pelo seu sofrimento, nem simpatiza com a sua causa. Tudo na vida é relativo e os atentados à liberdade só devem ser apontados para promover certas causas. Não se utiliza a adjectivação. É raro explicar-se, preto no branco, as razões pelas quais estes homens foram presos. Os factos são relatados de raspão, sem merecer grande desenvolvimento ou comentário, até porque a Igreja Católica desempenhou um papel fundamental na negociação e a igreja não merece respeito ou apreço (às vezes, reconheço, merece muito pouco). As notícias abordam, por outro lado, a entrevista que Fidel Castro, entretanto, deu. Quase sempre, ao falar de Fidel, os jornalistas falam da sua coerência. Nem outra coisa se esperava. A coerência, em princípio, é uma qualidade. É bom ser coerente. Mas a coerência não é uma virtude que valha por si só. É profundamente desonesto dizer-se que Fidel é coerente. Quem, durante décadas, silencia um país, não é coerente. É déspota, autoritário, manipulador.
Ana Cássia Rebelo, mais conhecida por Ana de Amsterdam.
Elementos da Formiga Branca à Porta do Arsenal da Marinha
Em todas as minhas reflexões, tenho procurado defender a Monarquia Parlamentar e Democrática de uma forma prática e equilibrada, com base naquilo que efectivamente acontece hoje e procuro não meter demasiada retórica no meu discurso.
O exemplo de Aristides Sousa Mendes, o diplomata português que salvou milhares de refugiados ao tempo em que era Cônsul em Bordéus (a imagem é das intalações consulares portugueses), foi ontem evocado numa muito concorrida sessão que organizámos na Embaixada em Paris, com uma exposição documental e bibliográfica e a apresentação de três novos livros sobre o diplomata.
Brasília faz hoje 50 anos. Portugal está na história da nova capital brasileira, por diversas formas e em diversos tempos. Desde logo, pelos muitos portugueses que fizeram parte da vaga dos “candangos”, os construtores originais da cidade, de que ainda por lá há alguns magníficos resistentes.
Como sócio do Sporting com todos os meus deveres para com o clube em dia – menos aquele dever patriótico de matar à catanada o actual presidente do clube – quero contribuir de forma significativa para o futuro vitorioso da equipa de futebol (a equipa de ping pong não me interessa particularmente). Nesse sentido, sugiro a contratação de Pedro Rodrigues Filho ou de Yang Xinhai para um lugar qualquer na equipa técnica.
Uma importante companhia aérea europeia propôs à ANA (esta manhã) desviar para Lisboa os seus voos transatlânticos com origem nos Estados Unidos e Canadá. Os passageiros seguiriam depois de autocarro para os seus destinos. A proposta não pôde ser aceite. O aeroporto de Lisboa não tem capacidade para assegurar a operação.
António de Spínola, primeiro presidente da República designado após o 25 de Abril, foi ontem homenageado, no centenário do seu nascimento, com a atribuição do seu nome a uma avenida de Lisboa.