MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/zefiro-nova-aguia
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)
A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)
Agostinho da Silvasexta-feira, 30 de novembro de 2018
Sobre o (bom) nome, no Público
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
10 anos «sem» República
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
Mais protagonismo, menos protocolo
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Sobre protocolo, n'O Diabo
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
E, porém, ela existe...
domingo, 24 de maio de 2015
Apologia de assassinos
domingo, 10 de maio de 2015
A «insultíssima» trindade
sábado, 8 de setembro de 2012
A Restauração já começou?
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
Hoje
No dia 29 de Maio, sábado, pelas 15:00, na Sala Polivalente da Biblioteca Municipal de Sesimbra, decorrerá o Colóquio Anarquia, Monarquia e República, no qual serão oradores António Telmo ("Monarquia e República") e António Cândido Franco ("Anarquia e República").Na ocasião, serão lançados os novos livros de António Telmo (Luís de Camões, 1.º volume das obras completas, com a chancela da Al-Barzakh e apresentação de António Cândido Franco) e Renato Epifânio (A Via Lusófona, da colecção Nova Águia, com a chancela da Zéfiro e apresentação de Rodrigo Sobral Cunha).
sexta-feira, 14 de maio de 2010
A revolução de 14 de Maio
Elementos da Formiga Branca à Porta do Arsenal da MarinhaA seguir ao congresso de 4 de Março, os democráticos estabeleceram uma junta revolucionária constituída por José de Freitas Ribeiro (Marinha), Norton de Matos, Álvaro de Castro e Sá Cardoso (Exército) e António Maria da Silva(Maçonaria e Carbonária) para preparar o golpe contra o governo de Pimenta de Castro. Este golpe deveria ser em tudo idêntico ao 5 de Outubro e apoiava-se na Marinha (o Ramo mais favorável aos democráticos) e nas violentas organizações civis (Carbonária e Formiga Branca), uma vez que os apoios do exército eram reduzidos ou de pouca confiança.
No dia 14 de Maio, a Marinha, Guarda-fiscal, uma parte da Guarda Republicana e 15000 civis armados enquadrados pela Carbonária e formiga branca revoltam-se e ocupam o arsenal da Marinha, onde se apoderam de um grande número de armas. Estas são distribuídas pelos civis. A reacção das tropas fiéis ao governo é tímida e apenas eficaz no primeiro dia. Infantaria 16 ainda cerca o arsenal da Marinha, mas é violentamente bombardeado pelos navios da armada. Artilharia tenta ainda bombardear os navios, mas estes ripostam e arrasam o alto de Santa Catarina. Ao todo crê-se que a revolta de 14 de Maio provocou entre 200 a 500 mortos e mais de 1000 feridos, até hoje, o 14 de Maio foi a mais violenta revolta que sucedeu em Portugal.
No entanto a maioria dos mortos não ocorreu com os bombardeamentos navais do dia 14, mas sim com as perseguições e ajustes de contas da Carbonária e Formiga Branca. Entre 14 e 17 de Maio não existiu lei na cidade de Lisboa, o que deu mão livre à Carbonária e à Formiga Branca para realizarem razias, pilhagens e assassinatos dos seus inimigos (mais de 20 policias e vários cadetes da escola de guerra foram sumariamente executados). Tal violência motivou o envio de esquadras de França, Espanha e Inglaterra, e foi apenas a sua presença que acalmou os ânimos e obrigou as novas autoridades a restabelecerem a ordem.
Sobre a actuação da Formiga Branca, Afonso Costa tece-lhe um profundo elogio nas Páginas do Jornal “O Mundo” –
"A verdade é que a Formiga Branca, como associação ou instituição revolucionária, não existe. A chamada Formiga Branca é apenas o povo que ama a republica, hoje como em 5 de Outubro, e que, por muito a amar, zelosamente a vigia e a defende. O partido republicano português não tem que enjeitar essa formiga branca, porque o partido republicano português tem de ser, e é, um partido popular, no exacto sentido do termo."
Fonte: Cartas Portuguesas
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Sarcófago de Napoleão Bonaparte
Sarcófago de Napoleão Bonaparte, Eglise Saint-Louis des Invalides, Paris, foto: Ezerberus
domingo, 9 de maio de 2010
O Rei não rouba!
Em todas as minhas reflexões, tenho procurado defender a Monarquia Parlamentar e Democrática de uma forma prática e equilibrada, com base naquilo que efectivamente acontece hoje e procuro não meter demasiada retórica no meu discurso.Em época de crise económica e financeira em Portugal e não só, onde até já se fala num hipotético fim de regime e também a franca necessidade de se cortar nas despesas, que tal o próprio Estado ser menos despesista em relação, por exemplo, à própria Chefia do Estado?
Em tempos abordei a questão dos direitos e dos deveres. É curioso que do lado republicano persiste a ideia de que a Monarquia é, segundo eles, um privilégio de uma família. Será mesmo? Ou não será antes a República um privilégio de alguns sobre os contribuintes?
Vejamos em termos práticos:
a) Em República o Presidente recebe um ordenado, para além de também receber outras benesses relativas à sua condição de Chefe do Estado;
b) Em República, o Presidente que deixa de exercer funções, por derrota eleitoral ou impossibilidade de renová-lo, passará a receber uma pensão de reforma, tendo em conta que, exerceu durante 5 ou 10 anos, o cargo para o qual foi eleito.
c) Em República, o ex-Presidente da República ao falecer, a sua viúva recebe uma pensão de viuvez, tendo em conta que, o seu marido, foi Presidente da República.
Em Monarquia será assim?
1- Em Monarquia o Rei e a Família Real recebem uma Dotação do Orçamento de Estado para exercerem funções de Estado;
2- Em Monarquia o Rei não tem um ordenado;
3- Em Monarquia o Rei não tem nenhuma pensão de reforma;
4- Em Monarquia, o Pai ou Mãe do novo Rei, não tem nenhuma pensão de Reforma, quanto muito viverá dos rendimentos da Família;
5- Em Monarquia a Família Real para viver, não precisa de pedir mais do que deve aos seus contribuintes para viverem minimamente bem e com a dignidade que lhe é devida.
Fazendo uma breve comparação entre Monarquia e República, não deixará de ser curioso que numa rápida conclusão, se perceba que é a República que é um regime de privilégios e que a Monarquia é um regime de serviço.
Pelo que o Rei não rouba o que já é dele, isto é, o Rei não retira ao seu povo mais dinheiro para se sustentar. A Presidência da República, pela sua condição de brevidade e rápida mudança de chefes de Estado, obriga, de algum modo, a sobrecarregar os contribuintes com todas as benesses acima referidas.
Não quero aqui chamar ladrão ou vigarista a nenhum ex-Presidente da República, nem ao actual Chefe de Estado Português. Todos eles têm o seu mérito na História recente de Portugal. O que quero dizer apenas é que ao afirmar que o Rei não rouba, quero sublinhar o facto de que, nós contribuintes, passariamos muito melhor com um sistema que acaba até por ser mais justo e adequado à realidade que neste momento vivemos.
Mas digo mais agora noutro parâmetro!
Os Republicanos procuram justificar a necessidade do presente com base no passado. Os Monárquicos devem procurar justificar o presente em nome de um futuro melhor!
Foi a República que levou o País à quase bancarrota em que se encontra. Foi a República que levou o país às diversas crises que durante 100 anos (com menos frequência na II república, percebe-se porquê) assolaram Portugal e fragilizaram os Portugueses.
É tempo de mudança e de acção. Os Portugueses têm que entender a lógica das coisas. Este argumento é fortíssimo e põe por terra a falsa ideia de que em República temos direito a tudo e em Monarquia a nada. A república cria uma sociedade com pouca responsabilidade em relação ao futuro. A Monarquia incute no seu povo a responsabilidade de servir melhor a Pátria para um melhor e mais próspero futuro.
Com a Monarquia, todos ganharemos!
David Garcia
Maio 6, 2010
Fonte: PDR
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Conferência: "Os Últimos Dias da Monarquia" pelo Prof. Doutor António Reis

Conferência do Prof. Doutor António Reis: "Os Últimos Dias da Monarquia" - Amanhã 5ªf pelas 19h na Biblioteca Museu República e Resistência - Espaço Grandella.
Estará igualmente presente Jorge Morais, autor da obra "Os Últimos Dias da Monarquia".
segunda-feira, 26 de abril de 2010
O primeiro político a discursar na Revolução de 25 de Abril foi um monárquico...
terça-feira, 20 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Dúvidas em tempo de dívidas
Se um dia decidíssemos (por exemplo em referendo) que a chefia do Estado caberia a um cidadão eleito directamente mas vitaliciamente (salvo destituição por causa grave), estaríamos em monarquia ou em república?E se decidíssemos que a chefia do Estado fosse electiva, por um prazo de quatro anos apenas renovável uma vez, podendo de cada vez candidatar-se ao cargo qualquer descendente masculino ou feminino do senhor Dom João IV (e apenas os que o fossem), ficando todos esses possíveis candidatos (salvo renúncia definitiva aos seus direitos) impedidos de se inscrever num qualquer partido político, estaríamos em república ou em monarquia?
E se decidíssemos apenas que as alterações da Constituição não poderiam continuar a ser feitas pelo Parlamento, isto é, que a Constituição não mais seria o produto ocasional de uma maioria (reforçada) parlamentar mas sim uma clara Lei Fundamental, aperfeiçoada a cada momento por um Tribunal Constitucional independente (que clarifica o alcance das regras, em particular as que definem direitos fundamentais dos cidadãos) e, em certos casos - que se espera sejam muito raros - aditada por uma nova regra (a exemplo das "Emendas" à Constituição Norte-Americana, que deixam intocado o património constitucional que já existe)?
E se decidíssemos que o centro da soberania não está numa pessoa (para dar exemplos estrangeiros, em Isabel Windsor ou em Nicolas Sarkozy) mas numa entidade que não é simbólica mas é o próprio Símbolo (podemos chamar-lhe "Coroa" como na tradição inglesa e na húngara) simultaneamente visível e invisível, corpórea e imaterial, diferente do Governo porque não governa, diferente do Estado porque não se limita a um território nem se confunde com uma burocracia, diferente da lei porque não evolui, diferente do monarca (eleito ou hereditário) porque não é humana, diferente de todos e de cada um de nós porque a sua quieta e silenciosa diferença nos assegura a igualdade e nos protege na liberdade?
Dito de outro modo, se a frágil e fundíssima papoula fosse, por paradoxo, reconhecida e aclamada como mistério e dedicação, cor e coroação visível, no efémero e no eterno, do sangue dos mortos e da liberdade dos vivos?
E se, sob o vermelho vivíssimo e quieto da papoula, o verde da dedicação à terra e o azul da dedicação do mar nos dissessem de como fazer do nosso país uma terra comum, isto é, uma terra em que os mundos que transportamos em nós se manifestassem e conversassem (mesmo no conflito, que é uma das formas de comunicação dos mundos), e nunca um espaço vazio em que as coisas devoram a sua própria linguagem, como é próprio do que abomina a vida?


