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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Desta vez, aconteceu no Brasil

Já o disse, e escrevi, mais do que uma vez: com a selecção nacional sénior de futebol de Portugal a questão nunca é saber se vai ganhar algum campeonato, europeu ou mundial, mas sim em que momento da prova vai perder. Neste ano de 2014, no Campeonato do Mundo disputado no Brasil, igualou o pior resultado de sempre em torneios finais (há que não esquecer as vezes em que nem foi apurada na qualificação): ficou-se pela fase de grupos… o que não acontecia desde 2002, no campeonato que decorreu na Coreia do Sul e no Japão.
O que também se repete rotineiramente na representação nacional em futebol e nos seus maus resultados são as (mesmas) causas: (fraca) atitude, (maus) comportamentos, (previsíveis) erros. É a ausência de ambição, que leva «profissionais» bem remunerados a portarem-se como uma «excursão de solteiros e casados» em pré-férias; a displicência que frequentemente se confunde com arrogância; o amadorismo e a incompetência que levam a que não tenham cuidado na defesa (sofrer golos), na disciplina (ver cartões) e na saúde (sofrer lesões). Enfim, a crónica dependência de «milagres» (que nunca acontecem) quando se devia apostar num trabalho de (quase) todos os dias.
Porém, e volto igualmente a afirmá-lo e a registá-lo, a culpa destes sucessivos desastres é também dos que «estão de fora». Isto é, (quase) todos nós (eu não me incluo, porque há muito tempo que deixei de acreditar e, logo, de me comportar como um idiota), desde os milhões de meros espectadores, «torcedores» (e sofredores), às centenas, milhares, de profissionais da comunicação, jornalistas, comentadores, alegados «especialistas». Que, antes, e apesar dos (maus) antecedentes, estão sempre disponíveis para dar o benefício da dúvida; e, depois, estão sempre disponíveis para arranjar uma desculpabilização… e até uma consolação. Na verdade, e pelo contrário, o que eles (jogadores principalmente, mas também técnicos e dirigentes) deveriam receber era indiferença, quando não desprezo – e logo antes da partida, o que implicaria, igualmente, evitar recepções no Palácio de Belém…
No entanto, os piores, neste aspecto, estão sempre no mesmo local: a RTP. A agitação, o frenesim, a propaganda em tons verdes e vermelhos, sempre abunda(ra)m na estação pública de televisão durante estas ocasiões. Não têm – nunca tiveram – naquela casa qualquer vergonha na cara ou qualquer noção do ridículo: os vídeos de incentivo à «seleção» assumem um tom «épico» que mais não é do que risível, e naquele que foi emitido antes do jogo com o Gana chegaram ao cúmulo de evocar os que combateram em Aljubarrota e os que dobraram o Cabo das Tormentas! Infelizmente, nenhum dos que estiveram a «representar-nos» futebolisticamente no outro lado do Atlântico tem qualquer semelhança com – e qualquer herança de – esses heróis de outrora, que venciam invariavelmente apesar de partirem em desvantagem. E Cristiano Ronaldo, cujo estatuto de «melhor jogador do Mundo» não se tem reflectido na suposta «equipa de todos nós», que em poucos dias passou da fanfarronice («este vai ser o ano de Portugal») ao fatalismo («nunca imaginei ser campeão»), não é uma reencarnação de Vasco da Gama, de Pedro Álvares Cabral ou de Afonso de Albuquerque. Será, talvez, quando muito, de Fernão de Magalhães… 
Todavia, a humilhação não é sempre necessariamente idêntica: pode variar, e varia, consoante as circunstâncias, entre as quais, e em especial, o país em que a derrota definitiva, a eliminação prematura, o fracasso final, acontecem. Já em 2010 havia sido muito mau (também) simbolicamente por ter decorrido na África do Sul, terra em que, precisamente, o Cabo «das Tormentas» se transformou em «da Boa Esperança». Mas em 2014 foi ainda pior porque, desta vez, aconteceu no Brasil. Pelo que o escárnio, o paternalismo e a soberba – ou, numa palavra, as anedotas - vão continuar, e, provavelmente, até aumentar. Como disse Paulo Bento, tivemos (e temos e teremos) «o que merecemos». Em ano de centenário da Federação Portuguesa de Futebol não poderia mesmo haver uma «prenda» melhor? 

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