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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

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Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva
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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Faria hoje 85 anos...


“Quando só houver Europa, depois de abolidas as fronteiras e, sobretudo, depois da unificação da moeda, terá de pôr-se o problema da homogeneização das línguas, porque, dada a prometida livre circulação das pessoas e do trabalho, se todas mantiverem os mesmos hábitos linguísticos, será o caos da comunicação social. Não chegará a escolha do inglês, do francês ou do alemão para os actos oficiais. Será necessário que todos, desde a Rússia até Portugal, falem a mesma língua. O espírito que congrega os homens serve-se de dois agentes: o dinheiro e a palavra, que formam o seu duplo aspecto tenebroso e luminoso./ No século passado, a babilónica inteligência secreta, que trabalha para a homogeneização da Humanidade, não teve, então, a astúcia de principiar pelo económico ou, se teve, guardou-a para melhor oportunidade. Começou logo pelo fim, pela unificação linguística. Mas o esperanto foi um fracasso. Se os dois extremos da cadeia são o dinheiro e a palavra, antes de tentar pôr os povos a falar uma única língua será necessário dissolvê-los, desligando as pessoas da consciência singular de pertencerem a uma Pátria.”[1].


[1] António Telmo, “O génio da língua portuguesa”, in O Portugal de António Telmo, org. de Rodrigo Sobral Cunha, Renato Epifânio e Pedro Sinde, Lisboa, Guimarães, 2010, p. 181.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Próximo Sábado: 21 de Abril, 15h, em Sesimbra

II ciclo de estudos em homenagem a António Telmo
O legado da Renascença Portuguesa: livros e autores

Março a Novembro de 2012
Biblioteca Municipal de Sesimbra

Apresentação da segunda série da revista A ÁGUIA (edição fac-similada da Al-Barzakh),

Por M. N. Vieira

Colóquio Regresso a Pascoaes

Oradores:
António Carlos Carvalho – António Telmo e Teixeira de Pascoaes
Eduardo Aroso – Teixeira de Pascoaes, Coimbra e a Renascença Portuguesa

intervalo

Pedro Sinde – Senhora da Noite: a imaginação divina
Pedro Martins – Do Maranos ao Regresso ao Paraíso

sábado, 3 de dezembro de 2011

Este Sábado, na Casa do Fauno (Sintra): "Congeminações em Sintra: o Legado de António Telmo"

3 Dezembro, 15h-18h (Sáb.) – Entrada Livre

Encontro: CONGEMINAÇÕES EM SINTRA: O LEGADO DE ANTÓNIO TELMO

Apresentação: O Segredo do Grão Vasco – de Coimbra a Viseu, o 515 de Dante de Pedro Martins
com ANTÓNIO CARLOS CARVALHO

Apresentação: A Aventura Maçónica – Viagens à Volta de um Tapete de António Telmo
com LUÍS PAIXÃO

Apresentação: António Telmo, 3.º volume dos Cadernos de Filosofia Extravagante
e: 8º número da revista Nova Águia – O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa
com PEDRO MARTINS, RENATO EPIFÂNIO e RODRIGO SOBRAL CUNHA.

sábado, 26 de novembro de 2011

Este Sábado, na Biblioteca Municipal de Sesimbra, a partir das 15h

Lançamento da obra
O Segredo do Grão Vasco,
de Pedro Martins, da editora Zéfiro,
apresentado por Luís Paixão


Lançamento de "António Telmo",
3.º volume dos
Cadernos de Filosofia Extravagante, da editora Zéfiro,
apresentado por Eduardo Aroso, Paulo Júlio Guerreiro dos Santos e Pedro Paquim Ribeiro


Conferência
Desenfaixai-o e Deixai-o Ir – Quem Tem Medo da Filosofia Portuguesa
por Abel de Lacerda Botelho

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Hoje, Lançamento: "A Aventura Maçónica" de António Telmo


Convite

A Zéfiro e o Círculo Eça de Queiroz têm o prazer de convidar V. Ex.ª para o lançamento da obra
A Aventura Maçónica – Viagens à Volta de um Tapete, da autoria de António Telmo, que será apresentada por Nuno Nazareth Fernandes.

Estarão igualmente presentes Pedro Martins, que colaborou na preparação da obra, e o editor Alexandre Gabriel.

Este lançamento terá lugar no dia 14 de Fevereiro (2ªf), pelas 21h no Círculo Eça de Queiroz (Largo Rafael Bordalo Pinheiro, 4 – Entre o Carmo e a Trindade, Metro Baixa-Chiado), em Lisboa.

Esperamos ter o prazer da sua presença.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Esta Semana

Discípulo de Álvaro Ribeiro e de José Marinho, como Afonso Botelho, António Quadros e Orlando Vitorino, e havendo convivido também com Agostinho da Silva e Eudoro de Sousa, António Telmo foi um dos mais originais, subtis e rigorosos pensadores portugueses da segunda metade do século XX, cuja obra, escrita e pensamento ao longo de mais de cinco decénios, se singulariza pela penetrante atenção hermenêutica ao que há de secreto e de sagrado na língua e na história portuguesas, pelo modo como soube articular a tradição aristotélica com a tradição da Cabala, pela forma inovadora como logrou apreender e compreender o mais fundo e essencial sentido da obra camoneana e decifrar os seus símbolos e como teorizou o conceito de razão poética, na melhor linha de Pascoaes, Leonardo e Pessoa.
O presente Colóquio, promovido pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, de que António Telmo fez parte e em cujas actividades colaborou, reúne companheiros, discípulos e admiradores do filósofo recentemente falecido, que se propõem reflectir sobre o significado e valor do seu fecundo e incitante legado especulativo.

Ver Programa:
http://www.iflb.webnode.com/a15-02-11-homenagem-a-antonio-telmo/

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Declaração MIL de Homenagem a António Telmo

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Membro do MIL desde a primeira hora, António Telmo foi um dos autores maiores da Filosofia Lusófona. Discípulo de Álvaro Ribeiro, José Marinho e Agostinho da Silva, defendeu sempre o princípio de que “sem autonomia cultural não pode haver autonomia política”. Foi, por isso, de forma coerente e consequente, ainda que de modo muito singular, um patriota. Tal como nós, ele sabia que a autonomia política de todos os países de língua portuguesa só se manterá enquanto se mantiver essa autonomia cultural lusófona. Manter-nos-emos fiéis a esse princípio, assim honrando a memória de António Telmo.

MIL: Movimento Internacional Lusófono
http://www.movimentolusofono.org/

Hoje: Homenagem a António Telmo e à Filosofia Portuguesa na Biblioteca Nacional (Lisboa, Campo Grande)

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Nesta sessão, a partir das 18:00, será apresentada a obra “O Portugal de António Telmo”, organizada por Rodrigo Sobral Cunha, Renato Epifânio e Pedro Sinde, “um livro de homenagem, que o autor teve ainda a oportunidade de contemplar”, segundo uma nota do grupo Babel.
Participam na sessão Pedro Sinde, Renato Epifânio, Rodrigo Cunha e ainda o escritor Miguel Real e o filósofo Pinharanda Gomes.
“O Portugal de António Telmo” inclui textos inéditos do filósofo, dois dos quais fac-similados, fotografias, e testemunhos de outros autores como Orlando Vitorino, num total de 356 páginas.
António Telmo Carvalho Vitorino, nascido a 02 de Maio de 1927, em Almeida (Guarda) integrou aos 23 anos o grupo Filosofia Portuguesa depois de ter tido contacto com José Marinho (1904-1975) e Álvaro Ribeiro (1905-1981).
A convite de Agostinho da Silva (1906-1994) e de Eudoro de Sousa (1911-1987), foi professor de Literatura Portuguesa durante três anos, na Universidade de Brasília. Lecionou ainda em Granada e, de regresso a Portugal, foi director da Biblioteca de Sesimbra, onde residira, e posteriormente radicou-se em Estremoz, onde foi professor de Português.
António Telmo foi autor de vários títulos, entre os quais “Arte Poética” (1963), “Gramática secreta da língua portuguesa” (1981), “Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões” (1982), “O Bateleur” (1992), “O Mistério de Portugal na História e n’ Os Lusíadas”, (2004), “Viagem a Granada” (2005) e “Contos Secretos” (2007).
No próximo número da revista Nova Águia, de que era colaborador, será publicado o artigo “O estilo da Renascença Portuguesa”, que escreveu em 1955.
“Um dos mais originais filósofos do nosso tempo e um dos maiores escritores portugueses, conjugou tradições como a filosofia aristotélica e a filosofia hebraica, a língua portuguesa e o pensamento poético, a noção de firmamento e o culto dos heróis”, segundo nota da Babel.
“A sua obra propõe uma nova visão da História de Portugal, ligada à Ordem do Templo e à Ordem de Cristo, aliando a interpretação do Mosteiro dos Jerónimos a uma nova leitura do pensamento de Luís de Camões (em diálogo único com Fiama Hasse Pais Brandão)”, lê-se na mesma nota.
(ES)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Hoje, 196º lançamento da Nova Águia

15.09.10 - 18h30: Biblioteca por Timor (Lisboa)

No mesmo dia, e antecedendo a homenagem do dia seguinte, na Biblioteca Nacional, o programa televisivo Câmara Clara, que vai para o ar, entre as 23:00 e 23:30, na RTP2, transmite um depoimento de Rodrigo Sobral Cunha, previamente gravado, sobre a figura e a obra de António Telmo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

António Telmo

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Tendo levado a cabo um pequeno interregno (estamos na “silly season”, e optei por não comentar os imensos não-assuntos que assolam a comunicação social até à “reentré” de Setembro), interrompo-o pesarosamente devido a novo óbito, se já me tinham pesado as partidas de Jorge do Nascimento Cabral, João Aguiar e António Manuel Couto Viana, que direi agora que soube ontem que nos deixou outro gigante do bom combate, um paladino das letras e do pensamento português: o filósofo António Telmo.

Infelizmente, tal como já ocorrera com o poeta Rodrigo Emílio, por sobrecarga de trabalho (tenho várias obras a traduzir e a rever a tempo de estarem nas livrarias em Outubro e tenho estado também a finalizar, com o auxílio do professor António Marques Bessa, o lançamento da revista “Finis Mundi” dentro de duas semanas) falhei não só os lançamentos da revista “Nova Águia”, da qual sou colaborador pontual, em que esteve presente António Telmo, como me vi obrigado a não ir ao pré-lançamento da obra “O Portugal de António Telmo” (que chegará em Setembro às livrarias) no passado dia 8 de Agosto, aparentemente o último acto público que contou com a presença do filósofo.

Os primeiros dois livros que li, ainda em tenra idade, não teria eu nem 20 anos, foram “História Secreta de Portugal” e “Horóscopo de Portugal” (ambos reeditados em 1997, o primeiro pela Vega e o segundo pela Guimarães Editora). As suas obras mais recentes, “Congeminações de Um Neopitagórico” e “A Verdade do Amor” (ambas da Zéfiro) aguardam ainda leitura numa pilha de livros que se ergue cada vez mais alto na cabeceira da minha cama… mas a sua hora chegará, acredito, romântica e misticamente, que certos livros nos encontram na hora certa, não somos nós que os encontramos.

António Telmo foi, desde a primeira hora, colaborador da “Nova Águia” e membro do Movimento Internacional Lusófono (recordo a confusão que foi quando apresentei ambos os projectos na Horta, na antiga fábrica da baleia, dada a confusão entre os exercícios militares que a CPLP leva a cabo, confundindo-se a CPLP com o MIL, dois órgãos completamente diferentes, na mente de algum do público presente). Tal como sucede também com Pinharanda Gomes, António Telmo além de colaborador e colega era, e continuará a ser, uma inspiração para todos nós que sonhamos com um Portugal mais justo e elevado.

Partilho convosco a declaração do MIL no dia do seu funeral (22 de Agosto):

“No dia do seu funeral, o MIL: Movimento Internacional Lusófono apresenta aos familiares de António Telmo as suas mais sentidas condolências. Membro do MIL desde a primeira hora, António Telmo foi um dos autores maiores da Filosofia Lusófona. Discípulo de Álvaro Ribeiro, José Marinho e Agostinho da Silva, defendeu sempre o princípio de que “sem autonomia cultural não pode haver autonomia política”. Foi, por isso, de forma coerente e consequente, ainda que de modo muito singular, um patriota. Tal como nós, ele sabia que a autonomia política de todos os países de língua portuguesa só se manterá enquanto se mantiver essa autonomia cultural lusófona. Manter-nos-emos fiéis a esse princípio, assim honrando a memória de António Telmo.”

Tem-nos sido pesada em baixas este ano, a cultura, principalmente as letras, em Portugal tem sido fustigada nos últimos meses, até José Saramago nos deixou, na sétima arte (o cinema) vimos partir António Feio, actor que tantas gerações fez rir e sorrir, haverá arte mais nobre numa época tão cinzenta e pesada como a que testemunhamos?

Espero bem já conseguir debruçar-me, na minha próxima intervenção, acerca dos problemas do quotidiano, os incêndios sazonais que parecem apanhar sempre de surpresa as instituições responsáveis, alguém devia estudar antropologicamente e psicologicamente o estranho fenómeno de amnésia colectiva que faz com que todos os anos surja o mesmo problema nos mesmos moldes, quase nos mesmos locais… sem que se tenham reunido os meios necessários (aéreos principalmente) para o evitar.

Será amnésia? Terão algo a ganhar com isso? Ou, pura e simplesmente e alarmantemente, estão-se completamente nas tintas? Valeria a pena uma análise científica do fenómeno…

Incentivo, 1º título da imprensa faialense
30 de Agosto, 2010.

sábado, 28 de agosto de 2010

Do Futuro da Filosofia Portuguesa: Breve Nota (em Memória de António Telmo)

“Se admitirmos que o homem é, de algum modo, a sua circunstância – a circunstância orgânica (a par de outras, a família, a sociedade, etc.) é a Pátria ou a Nação.”(1)

O homem não é, ou não é apenas, uma “pura abstracção”, mas um ser concreto, universalmente concreto, um ser que, de resto, será tanto mais universal quanto mais assumir essa sua concretude, a concretude da sua própria circunstância. Dessa circunstância faz axialmente parte a “pátria”, isso que, segundo José Marinho, configura a nossa “fisionomia espiritual”(2). Nessa medida, importa pois assumi-la, tanto mais porque, como escreveu igualmente Marinho, foi “para realizar o universal concreto e real [que] surgiram as pátrias”(3). Ainda nesta esteira, propõe-nos Marinho a distinção entre “universal” e “geral” – nas suas palavras: “O geral tem âmbito mais restrito e insere-se na prossecução de conceitos, o verdadeiro universal está já numa relação da intuição para a ideia e vincula o singular concreto e indefinível com o uno ou o único transcendente.”(4). Daí, enfim, a sua expressa defesa de uma filosofia situadamente portuguesa, não fosse esta “dirigida contra o universalismo abstracto e convencional de escolásticas e enciclopedistas em que têm vivido"(5).

Esta é, contudo, apenas uma possibilidade, não, de modo algum, uma inevitabilidade, nem sequer, muito menos, uma obrigação. Não se trata aqui, com efeito, de instituir um “serviço filosófico obrigatório” de forma a garantir a existência da “filosofia portuguesa”. Esta existirá apenas enquanto existir pelo menos uma pessoa que, de forma inteiramente livre, se assuma na dupla condição de “filósofo” e de “português”.
Que cada um de nós dê pois, se quiser, o passo em frente…


(1) Francisco da Gama Caeiro, in AA.VV., Ao Encontro da Palavra: homenagem a Manuel Antunes, Lisboa, FLUL, 1986, p. 40.
(2) Estudos sobre o pensamento português contemporâneo, Lisboa, Biblioteca Nacional, 1981, p. 19.
(3) Cf. O Pensamento Filosófico de Leonardo Coimbra e outros textos, “Obras de José Marinho”, vol. IV, Lisboa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2001, p. 502
(4)Filosofia: ensino ou iniciação?, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, Centro de Investigação Pedagógica, 1972, p. 45.
(5) Cf. Filosofia portuguesa e universalidade da filosofia e outros textos, “Obras de José Marinho”, vol. VIII, Lisboa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2007, p. 553. Essa é, pelo menos, a sua “interpretação”: “…minha interpretação arranca de um sentido da filosofia nacional para uma singularidade de pensar mais autêntica e para uma universalidade mais verdadeira, filosofia [que] se não demonstra por meio de juízos e afirmações, mas por um pensamento que tenha em si próprio o cunho da autêntica universalidade (…).” [ibid., p. 352].

terça-feira, 24 de agosto de 2010

The man who tells

António Telmo
The man who told, who tells
To me, to us

How Portugal was
How Portugal is
How Portugal will be

And how wonderful is
The Portugal
Of António Telmo

domingo, 22 de agosto de 2010

Palavras de Homenagem a António Telmo

Hoje, em Estremoz.

Junto-me aos companheiros do MIL. Faço também minhas as suas palavras de condolências.
Lembro que aqueles que fizeram obra que se projeta na eternidade não se vão e nem morrem.
Assim sendo, alegro-me pelo que o companheiro Telmo fez de bom pela Lusofonia e pela Humanidade.
Honra seja dada à memória dos que semeiam sementes de fraternidade.
J. Peralta

Faleceu mais um paladino da Lusofonia. Mas o seu pensamento e as suas mensagens irão florir e darão frutos mais cedo ou mais tarde.
Artur Domingues

Como de pessoas assim é que o Mundo precisa alguém se encarrega de nos tirar os Bens que temos ,talvez para nos mostrar que temos que continuar o legado que nos deixam. Que descanse em Paz , o meu sentido respeito .
Isabel de Sousa Pinto

Declaração MIL sobre o Falecimento de António Telmo

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No dia do seu funeral, o MIL: Movimento Internacional Lusófono apresenta aos familiares de António Telmo as suas mais sentidas condolências. Membro do MIL desde a primeira hora, António Telmo foi um dos autores maiores da Filosofia Lusófona. Discípulo de Álvaro Ribeiro, José Marinho e Agostinho da Silva, defendeu sempre o princípio de que “sem autonomia cultural não pode haver autonomia política”. Foi, por isso, de forma coerente e consequente, ainda que de modo muito singular, um patriota. Tal como nós, ele sabia que a autonomia política de todos os países de língua portuguesa só se manterá enquanto se mantiver essa autonomia cultural lusófona. Manter-nos-emos fiéis a esse princípio, assim honrando a memória de António Telmo.


MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
www.movimentolusofono.org

sábado, 21 de agosto de 2010

Faleceu hoje António Telmo, um dos autores maiores da Filosofia Portuguesa


Na sua última aparição pública: 8 de de Agosto de 2010, Vale do Infante, no pré-lançamento da obra "O Portugal de António Telmo" (foto de Jesus Carlos).


António Telmo Carvalho Vitorino nasceu no dia 2 de Maio de 1927, em Almeida. Entre os dois e os seis anos, viveu em Angola com a família. Quando esta regressa a Portugal, fixou-se em Alter-do-Chão e, mais tarde, em Arruda-dos-Vinhos. António Telmo viverá por lá até aos seus dezasseis. Antes de ir estudar para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ainda morará em Sesimbra. Na sua infância e juventude, foi um auto-didacta. Estudava em casa e fazia os exames em Lisboa.
Aos vinte e três anos, entra para o grupo da Filosofia Portuguesa, depois de ter conhecido José Marinho (1904-1975) e Álvaro Ribeiro (1905-1981).
A convite de Agostinho da Silva (1906-1994) e de Eudoro de Sousa (1911-1987), foi professor de Literatura Portuguesa, durante três anos, na recém-formada Universidade de Brasília. De lá foi para Granada e, só depois, é que voltou a Portugal. Foi director da Biblioteca de Sesimbra e posteriormente radicou-se em Estremoz como professor de Português. Faleceu hoje, ao princípio da manhã, no Hospital de Évora. Deixa uma extensa obra:

- Arte Poética, Lisboa, Guimarães, 1963.
- História Secreta de Portugal, Lisboa, Vega, 1977.
- Gramática secreta da língua portuguesa, Lisboa, Guimarães, 1981.
- Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões, Lisboa, Guimarães, 1982.
- Filosofia e Kabbalah, Lisboa, Guimarães, 1989.
- O Bateleur, Lisboa, Átrio, 1992.
- Horóscopo de Portugal, Lisboa, Guimarães, 1997.
- Contos, Lisboa, Aríon, 1999.
- O Mistério de Portugal na História e n’ Os Lusíadas, Lisboa, Ésquilo, 2004.
- Viagem a Granada, Lisboa, Fundação Lusíada, 2005.
- Congeminações de um neopitagórico, Vale de Lázaro, Al-Barzakh, 2006/ Lisboa, Zéfiro, 2009.
- Contos Secretos, Chaves, Tartaruga, 2007.
- A Verdade do Amor, seguido de Adoração: cânticos de amor, de Leonardo Coimbra, Lisboa, Zéfiro, 2008.
- Luís de Camões, Estremoz, Al-Barzakh, 2010.
- A Aventura Maçónica, Lisboa, Zéfiro, 2010.
- O Portugal de António Telmo, Lisboa, Guimarães, 2010.

O seu funeral realiza-se amanhã, 22 de Agosto, em Estremoz, pelas 9 horas.


No próximo número da NOVA ÁGUIA, de que foi colaborador desde a primeira hora, publicaremos um texto seu, datado de 1955: “O ESTILO DA RENASCENÇA PORTUGUESA.

sábado, 29 de maio de 2010

Hoje

No dia 29 de Maio, sábado, pelas 15:00, na Sala Polivalente da Biblioteca Municipal de Sesimbra, decorrerá o Colóquio Anarquia, Monarquia e República, no qual serão oradores António Telmo ("Monarquia e República") e António Cândido Franco ("Anarquia e República").

Na ocasião, serão lançados os novos livros de António Telmo (Luís de Camões, 1.º volume das obras completas, com a chancela da Al-Barzakh e apresentação de António Cândido Franco) e Renato Epifânio (A Via Lusófona, da colecção Nova Águia, com a chancela da Zéfiro e apresentação de Rodrigo Sobral Cunha).