*É um Lusófono com L grande? Então adira ao MIL: vamos criar a Comunidade Lusófona!*

MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia


Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de uma centena de milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por mais de meia centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia. Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; NIF: 509 580 432
Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).

Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/zefiro-nova-aguia

Outras obras promovidas pelo MIL: https://millivros.webnode.com/

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Ópera do Tejo no Expresso

Mais uma vez, o Dia de Todos os Santos não tem de ser uma data totalmente triste… O projecto Ópera do Tejo/Lisboa Pré-Terramoto de 1755, que eu iniciei em 2004, está em destaque no Expresso (online) desde ontem.
No artigo «Visite Lisboa antes do Terramoto de 1755», assinado por Virgílio Azevedo refere-se que «a realidade a recriar pelo projecto da Universidade de Évora pretende abranger o desenho urbano de Lisboa, o tecido arquitectónico do conjunto desaparecido e os interiores de alguns edifícios mais emblemáticos, tais como o Palácio Real, a Patriarcal, a Ópera do Tejo, o Convento de Corpus Christi e o Hospital de Todos-os-Santos. (…) No futuro, haverá também componentes áudio e de animação, com a introdução de sons do ambiente citadino setecentista, e a reconstituição de espectáculos de ópera, touradas, procissões e outros eventos de destaque no quotidiano da Lisboa da primeira metade do século XVIII.» Outros pormenores, e um ponto da situação mais completo sobre a actual fase do projecto, são dados – em português correcto, não sujeito ao abjecto AO90 – pelo meu amigo e colega Luís M. R. de Sequeira, tanto no (nosso) sítio da Ópera do Tejo como no Arundel, o seu blog pessoal.
Entretanto, outro projecto, como que paralelo a este, e desenvolvido por outro grupo de amigos – os Músicos do Tejo – tem agora concretização: a sua gravação da ópera «La Spinalba», de Francisco António de Almeida, editada pela – estrangeira, importante e prestigiada – Naxos. E o meu livro «Espíritos das Luzes», de que resultou a ideia da iniciativa de que o Expresso dá conta, e que foi escrito ao som da música de, entre outros, Francisco António de Almeida, é já… uma memória da ficção científica. 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Não comprar livros com AO90

Hoje, Dia Mundial do Livro, e véspera da abertura da Feira do Livro de Lisboa 2012, é o momento adequado para, mais uma vez, apelar a que não se compre livros escritos e/ou impressos segundo o abominável «acordo ortográfico de 1990». O boicote a obras deformadas e deturpadas é uma das principais formas, e talvez a melhor, de combater aquele «aborto»; quanto mais forem os leitores que o fizerem maior será a probabilidade de os escritores e/ou as editoras que renunciaram à dignidade e à sensatez retrocederem na sua conduta reprovável e ridícula… porque ver-se-ão afectados onde «dói mais», isto é, na carteira, no cofre e na conta bancária.
Neste âmbito, destaque pela positiva vai, entre outros, para Guilherme Valente: o fundador da Gradiva – que faz jus ao seu apelido! – não só subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico como disponibilizou os espaços da sua editora na Feira do Livro para a recolha de assinaturas a favor daquela iniciativa; é mais um motivo para uma visita aos pavilhões B19, B56, B58 e B60. Entretanto, também a Relógio d’Água se juntou à iniciativa, pelo que se deve igualmente visitar os pavilhões A775, A3, A77, A79, A81, A83, A85 e A87. E ainda a Zéfiro (D50), que edita a revista Nova Águia e a colecção de livros com o mesmo nome.
Enfim, e para além daqueles que já mencionei aquando de anteriores feiras e Natais, eis alguns novos livros, de amigos, cuja aquisição eu recomendo: «Compêndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes» e «O Homem Corvo», David Soares; «Nova Teoria do Mal», Miguel Real; «A Última Sessão – A Edição dos Textos Malditos de Luiz Pacheco», Pedro Piedade Marques; «Convergência Lusófona – As Posições do MIL/Movimento Internacional Lusófono (2008-2012)», (coordenação de) Renato Epifânio; «A Cidade dos Sonhos», Sérgio Franclim (e Sandra Hormiga).

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Livros para o Natal…

… E não só, porque podem e devem ser adquiridos e oferecidos durante todo o ano, são os que agora recomendo, da autoria recente de amigos e de conhecidos: «Cristianismo Iniciático» e «O Sangue e o Fogo», António de Macedo; «Batalha», «É de Noite que Faço as Perguntas» (com André Coelho, Daniel Silva, João Maio Pinto, Jorge Coelho e Richard Câmara) e «O Pequeno Deus Cego» (com Pedro Serpa), David Soares; «O Espião Alemão em Goa» e «Levante-se o Véu! – Reflexões sobre o Exercício da Justiça em Portugal» (com Álvaro Laborinho Lúcio e José Braz), José António Barreiros; «Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa – Os Melhores Contos do Século XX», (organização de) Luís Filipe Silva; «Vencer ou Morrer», Mendo Castro Henriques; «A Guerra dos Mascates», «Introdução à Cultura Portuguesa» e «O Pensamento Português Contemporâneo 1890-2010», Miguel Real; «A Via Lusófona» e «Fernando Nobre – Diário de uma Campanha», Renato Epifânio.  

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Entrevista ao «E:2»

Está já disponível a entrevista que concedi ao programa televisivo «E:2», da RTP2, no seu canal próprio do YouTube. Transmitida originalmente no passado dia 25 de Outubro, teve como pretexto e tema principal o meu livro «Espíritos das Luzes», mas serviu também para uma reflexão sobre a História de Portugal; está dividida em quatro partes, pelo que se deve ver a emissão até ao fim. Agradeço, mais uma vez, à equipa de estudantes da Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa, o convite e a oportunidade que me concederam.  

terça-feira, 18 de outubro de 2011

«Três» Marquesas

Dois livros, dois «romances históricos» que têm ambos como protagonista D. Leonor de Almeida, Marquesa de Alorna, foram publicados neste ano de 2011 com poucos meses de intervalo… e ambos por editoras do grupo LeYa: «As Luzes de Leonor», de Maria Teresa Horta, pela D. Quixote; e «Marquesa de Alorna – Do Cativeiro de Chelas à Corte de Viena», de Maria João Lopo de Carvalho, pela Oficina do Livro.
Este facto não passaria de uma coincidência, de uma curiosidade, não fossem relatos recentes feitos nomeadamente por Eduardo Pitta, José Paulo Fafe, Pedro Santana Lopes e Rodrigo Moita de Deus que referem a existência de uma polémica algo «subterrânea» em que certos quadrantes como que consideram a obra de Maria Teresa Horta (descendente da Marquesa) a «legítima», e a de Maria João Lopo de Carvalho (pertencente à família que adquiriu um palácio e propriedade que foram outrora da Marquesa) a «ilegítima»… e que, em consequência, estará a ser alvo de um boicote organizado (ou quase) que a impede de ser (mais) divulgada na comunicação social. Não se trata, de modo algum, de uma «punição» por (uma suspeita de) plágio, mas sim, tudo o indica, de mais uma demonstração da discriminação que também existe, e de que maneira, no «meio literário português»: Horta é de «esquerda», foi uma das «Três Marias»; e Carvalho é de «direita», é amiga do antigo primeiro-ministro de Portugal e antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa. A existir tal «campanha», isso não me surpreende. Já ando nisto há demasiado tempo para saber que tem mais probabilidades de ser publicado, publicitado e (em especial) premiado quem corresponder a um certo perfil, quem obedecer a determinada(s) fidelidade(s), enfim, quem se mostrar social, política e culturalmente «correcto».    
Porém, há outro motivo, para mim mais importante, para abordar este assunto: é que em 2009, e por uma terceira editora do grupo LeYa (Gailivro/1001 Mundos), foi publicado outro livro em que a Marquesa de Alorna surge, se não como um(a) d(o)as protagonistas principais, pelo menos como a primeira das secundárias: o meu «Espíritos das Luzes». Apesar do cenário de fantasia proporcionado pelo «planeta Portugal», a D. Leonor que nele se encontra é a «genuína» - não só por serem mesmo suas as palavras que ela pronuncia na narrativa mas também por naquela se evidenciar, e potenciar, a sua inteligência e a sua independência, a sua ética e a sua estética. Enfim, uma mulher extraordinária que teve uma vida extraordinária… e que merece muitos livros.  

quinta-feira, 28 de abril de 2011

COMO ORGANIZAR UMA BIBLIOTECA

Você, leitor,adora livros e sempre está comprando algum;por isso já acumulou centenas de exemplares e os guarda com carinho.
Seus amigos lhe presenteiam com livros e,assim,a biblioteca vai crescendo.
Como arrumá-la?
Pior ainda, você nem liga muito para isso e um dia recebe um alentado lote de livros,por herança.
O que fazer?
Primeiro, se ainda não tem,mandar preparar as estantes;
Nas minúsculas casas atuais,algumas simples “apertamentos”,fica difícil um cantinho para os livros;tem que metê-los de qualquer jeito no rack da TV ou numa pequena estante no quarto,tudo misturado por cor ou tamanho ou pela ordem alfabética dos autores.
Claro que você não vai fazer como aquela dama vitoriana que arrumava os autores por sexo;homens de um lado,mulheres do outro;não fossem eles ,na calada da noite,”fazer livrinhos,”pois esses escritores não são gente de respeito,bêbados e tarados e poderiam mesmo se aproveitar das autoras.
Ou,como um cliente meu,pobre e analfabeto,que tirou sozinho o maior prêmio de loteria em Salvador.
De repente, rico,chamou uma arquiteta para decorar seu AP. de cinco banheiros,na Vitória,bairro nobre daqui,e ,ela o aconselhou a decorar o living com livros,pois era “de bom tom”,nas casas como a dele.
Chamada, (era vendedora de livros naquelas priscas eras) fui atendê-lo.
Cheguei,meio ressabiada,pois conhecia o “pátrazmente” do sujeito, numa tarde ensolarada e na bela varanda que dava para o mar,abri os” broadsiders” que era como se chamava as propagandas dos livros.
Para minha surpresa,o cidadão escolheu os três livros mais sofisticados e difíceis da coleção.
Vendi, à vista,e,curiosa falei:
-Não sabia que o senhor se interessava tanto por Ciência,História e Psicologia.
E ele:
-Ah,sobre os livros!?É que torço pelo Bahia e as capas têm as cores do meu time, azul,vermelho e branco...
Fiz uma cara de paisagem e fui saindo de fininho agarrada ao polpudo cheque.
Mas, voltando à arrumação.
Colocar autores por ordem alfabética não parece bem;os contos de Poe não combinam com os poemas de Píndaro e muito menos com o humor de Ponte Preta.
A melhor coisa que tem a fazer é reunir os assuntos, numerando cada livro com o número referente ao assunto tratado nele.
Esses números simbólicos serão postos na lombada,na parte inferior,sempre no mesmo lugar e que embaixo de cada número apareça uma letra.
Assim:220
A
O número representa História do Brasil e o nome do autor começa com A;todos os seus livros de História do Brasil terão o mesmo número a letra é que muda.
O mesmo você faz com os demais assuntos;romances,contos,poesias,ensaios,filosofia,psicologia etc.
As revistas,enciclopédias ou dicionários,que tratam de assuntos variados você cataloga como OBRAS GERAIS;representada por três zeros:000
Pronto? Tudo arrumado?
Ai a gente faz uma ficha real ou virtual para que o livro possa ser encontrado rapidamente.A ficha deve ser de autor,onde aparecerá no canto superior esquerdo o nº de classificação;no caso de diversos autores,a gente faz uma ficha pelo título;pode-se fazer também uma ficha de assunto;eu faço,pois,como pesquiso quase tudo que escrevo,isso facilita demais a minha vida.
As revistas devem ser colocadas em caixas especiais, por assunto,p/exemplo:revista acadêmica,de moda,assuntos variados,como a Veja,humorística,como a Mad e por ai vai.
Na caixa ,ponha um adesivo com o nome e o ano da revista.Fácil, né?

Eu ainda separo os livros de referencia,aqueles que,como médicos clínicos,entendem de tudo e não podem faltar numa casa,principalmente onde haja estudantes.Como as enciclopédias, os dicionários,o atlas,os anuários,livros de arte e/ou científicos.
Coloco numa estante separada onde ponho uma letra R,bem grande.
Pronto, agora é só cuidar para que seus “clientes” da biblioteca (filhos,netos,amigos) não tirem os livros do lugar ou pior,levem e se esqueçam de devolver.
Por conta disso,perdi o último volume da COMÉDIA HUMANA”, de Balzac,que comprei com meu primeiro salário de professora,em 1965,e paguei durante um ano à Editora Globo;pois é,justo a “FISIOLOGIA DO CASAMENTO”, um livro adorável.Emprestei e se foi;ando à caça dele pelos sebos e nunca mais encontrei.
Atualmente,não empresto livro a ninguém,a não ser anotando na ficha o nome do sujeito e a data do empréstimo.
Tenho 1500 livros na minha biblioteca;teria o dobro se não fossem os ratos de biblioteca.
Ah,querem saber quem inventou esse método de arrumação? Melvin Dewley,por isso esse sistema usado em todas as bibliotecas do mundo tem o seu nome.
Será que ajudei?


*Miriam de Sales é escritora brasileira

segunda-feira, 21 de março de 2011

Traços de transfiguração

Após o ter apresentado, em 2010, na Amadora e em Beja, em 2011 o meu querido amigo Paulo Monteiro, que conheço há mais de 25 anos, voltou a Alverca do Ribatejo para apresentar o seu primeiro livro.
«O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias» é constituído por dez pequenas narrativas que demonstram outras tantas abordagens, estilos, formas de abordar o – muito peculiar, pessoal – universo fantástico do seu autor. Universo esse em que as linhas, os traços se transfiguram continuamente, em que as pessoas se podem confundir, ou até mesmo transformar, em animais e em árvores, em que as dimensões não são constantes, em que os tempos não são lineares. Enfim, em que as leis da Natureza não se aplicam… só a vontade do artista. Todas as mutações são possíveis desde que sirvam e valorizem uma ideia, uma história, um sentimento relevante.
Os únicos «defeitos» de «O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias» são... ser demasiado pequeno (68 páginas)… e tardio: já há muito que nós, os seus amigos e admiradores, esperávamos que o Paulo Monteiro finalmente reservasse, para a elaboração de um livro seu, uma pequena parte do esforço e da disponibilidade que tem aplicado, há mais de uma década, na organização, participação e divulgação de muitas iniciativas relacionadas com BD – não só no Alentejo, que se tornou o seu território (e que lhe deve a criação de uma bedeteca e de um festival), mas também no resto do país e até no estrangeiro. Após tantos anos a apoiar outros autores já era altura de ser ele o protagonista... e merece-o. Tanto que é igualmente um dos 41 criadores presentes na exposição «Tinta nos Nervos – Banda Desenhada Portuguesa», no Museu Berardo, em Lisboa, até 27 de Março.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Apresentação este Sábado, na sede do MIL, às 17h, com a presença do Doutor Fernando Nobre

Reúnem-se aqui os textos que fomos escrevendo ao longo da campanha presidencial de Fernando Nobre, que acompanhámos e apoiámos, a título pessoal e em nome do MIL: Movimento Internacional Lusófono. Esses textos foram sendo publicados no MILhafre, o blogue do MIL e na página oficial da candidatura presidencial de Fernando Nobre, textos que, conforme um dia nos disse, o próprio foi lendo e apreciando.

Finda essa campanha, e dado o resultado extraordinário, uma pergunta se impõe: “E agora, Fernando Nobre?”



Entrada livre

Sede do MIL: Sociedade da Língua Portuguesa, Rua Mouzinho da Silveira, 23, 1250-166 Lisboa

(junto ao Marquês do Pombal)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Hoje, Lançamento: "A Aventura Maçónica" de António Telmo


Convite

A Zéfiro e o Círculo Eça de Queiroz têm o prazer de convidar V. Ex.ª para o lançamento da obra
A Aventura Maçónica – Viagens à Volta de um Tapete, da autoria de António Telmo, que será apresentada por Nuno Nazareth Fernandes.

Estarão igualmente presentes Pedro Martins, que colaborou na preparação da obra, e o editor Alexandre Gabriel.

Este lançamento terá lugar no dia 14 de Fevereiro (2ªf), pelas 21h no Círculo Eça de Queiroz (Largo Rafael Bordalo Pinheiro, 4 – Entre o Carmo e a Trindade, Metro Baixa-Chiado), em Lisboa.

Esperamos ter o prazer da sua presença.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Cumbite an Mirandés - Antre Monas i Sbolácios


Cumbite an Mirandés pa l salimiento de l lhibro
Antre Monas i Sbolácios an Cacém

La Zéfiro i la Scuola Secundaira Gama Barros ténen l gusto de bos cumbidar pa l salimiento de l lhibro Antre Monas i Sbolácios, que cuntará cula perséncia de l’outora Adelaide Monteiro, de l diretor de la scuola, António Gouveia, i de l eiditor Alexandre Gabriel.

L'apersentaçon de l lhibro quedará por mano de Amadeu Ferreira, diretor de la coleçon An Mirandés.

Esta sesson bai-se a passar l 7 de dezembre a las 7 de la tarde na Rue de la Sprança ne l Cacém.

Speramos tener l gusto de la buossa perséncia.

Convite em Mirandês para o lançamento do livro Antre Monas i Sbolácios no Cacém

A Zéfiro e a Escola Secundária Gama Barros têm o prazer de convidar V. Ex.ª para o lançamento da obra Antre Monas i Sbolácios, que contará com a presença da autora Adelaide Monteiro, do director da escola, António Gouveia, e do editor Alexandre Gabriel.

A apresentação do livro ficará a cargo de Amadeu Ferreira, director da colecção An Mirandés.

Esta sessão terá lugar no dia 7 de Dezembro às 19h na Rua da Esperança no Cacém.

Esperamos ter o prazer da sua presença.

sábado, 19 de junho de 2010

Lançamento de "Homens, Espadas e Tomates" de Rainer Daehnhardt

Quinta Wimmer, Belas - 27 Jun às 16h

Os Feitos Heróicos dos Portugueses nos Descobrimentos

Seguido de Palestra e Exposição de Armas Originais dos sécs. XV, XVI e XVII dos Portugueses e dos seus Adversários (Colecção R. D.)

Entrada livre

http://www.zefiro.pt/

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Isabel Mendes Ferreira - As Lágrimas Estão Todas na Garganta do Mar




É minha firme opinião, que a Isabel Mendes Ferreira, membro do MIL e colaboradora da Nova Águia desde o primeiro número, para além de uma excelente artista plástica - representada em várias colecções particulares, na Europa e nas américas, é a nossa melhor Poeta contemporânea. Já o disse, redisse, escrevi e rescrevi, que “ler Isabel Mendes Ferreira é como assistir ao descerrar de auroras, cantando e reinventado palavras de diferentes paladares por detrás dos fiapos da memória e da respiração das manhãs”, e continuarei a dizer e a escrever o mesmo, enquanto não aparecer no actual panorama literário português, alguém que altere esta convicção, formada desde o dia em que a descobri e de que não esqueço a forte impressão que senti ao lê-la: uma pedrada na “modorra” instalada.

Ninguém actualmente escreve como a Isabel Mendes Ferreira: nem com a profundidade nem com o estilo, nem com a qualidade que lhe advém do domínio absoluto da escrita e de um jogo de palavras soberbo.
Como se pode ler no posfácio, “O sentido ambíguo da sua escrita, converte-se no que o excede e onde ser o mesmo é ser outro de si (é outrar-se, como diz Fernando Pessoa), o que apela à desconstrução do discurso tradicional”.

Para mim, é pois, extremamente gratificante falar do novo livro de uma escritora e poeta despojada de falsas crenças da unidade da consciência identitativa, de uma escritora que transporta os verbos que ainda não estão corroídos, pervertidos, subvertidos, gastos, e que com ela voltam fantásticos, imortais, castos e vestidos de denso sentir.

Este, o seu décimo terceiro, é um livro que me fascina, aprecio-lhe o cheiro das areias do deserto e a cor do cair da noite quantas vezes ruborizada de pudor e aureolada de luminosidade divina, um livro para ler e reler, uma instância de retemperação. Um livro com chancela da Arcádia, onde voltaremos amiúde e que está a partir de hoje à venda em todas as livrarias Babel." As Lágrimas Estão Todas na Garganta do Mar", integra uma novíssima colecção de poesia, iniciada por David Mourão Ferreira e onde é o terceiro título.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Lançamento a 22 de Maio, às 18h, na Sociedade de Língua Portuguesa (Lisboa): apresentação de Miguel Real

Reúnem-se aqui parte dos textos que, desde o final de 2007, publicámos no blogue da NOVA ÁGUIA (novaaguia.blogspot.com) e do MIL (mil-hafre.blogspot.com). Iniciamos com o primeiro texto publicado no blogue da NOVA ÁGUIA – depois republicado no primeiro número da revista. Finalizamos com dois textos que marcam, até ao momento, os dois actos mais marcantes do MIL: a entrega do Prémio Personalidade Lusófona (ao Embaixador Lauro Moreira), realizada na Academia das Ciências de Lisboa, numa cerimónia presidida pelo Professor Adriano Moreira; e a declaração de apoio à candidatura presidencial do Doutor Fernando Nobre.
Através desta mais de uma centena de textos – alguns mais longos, outros meras anotações – se narra um percurso em que nos temos particularmente envolvido. Um percurso, uma via: A VIA LUSÓFONA.

_____________

Não requer um entendimento maior perceber-se que vivemos numa época controversa, que os dias em que estamos se arrastam movediçamente, como um pântano por cartografar por baixo de neblina densa. Habituámo-nos a pensar o mundo com preclaros e vastos conceitos, que organizam imemorialmente a relação com o real e neles temos confiado para nos auto-esclarecermos do decurso da Civilização Ocidental – porém esta é uma época em que o efémero tomou conta do tempo, em que contínuos adventos tecnológicos se tornam a lei motriz do formigueiro humano e o filósofo não divisa mais o que é eterno, porque tudo é uma agitação das coisas, um frenesim de realidades culturais, sociais e políticas novas, que já não parecem ser conduzidas pela razão mas por alguma emoção de desespero, a que a analogia com o medo ou o assalto da fome sobre um bando de alimárias não seria, neste contexto, disparate.
O património sapiencial da filosofia ocidental é inseparável do seu serviço à polis e aos homens – política e ética são o ceptro e a coroa da sabedoria, é certo, acima da túnica dos costumes e das sandálias da tecnologia, mas não menosprezemos no filósofo a virtude do combate. Vivemos num limbo, em que a filosofia não reina e, contudo, nenhum outro discurso cultural se eleva à altura bastante para lhe poder roubar a coroa. Comparados à política, enquanto filosofia e pensamento perene, todos os políticos não passam de traficantes de pequeninos mundos e todos os fazedores de artefactos, intermediários a soldo entre a privação e a saciedade, numa roleta de tristes anseios, cuja vertigem priva de uma relação autêntica com a existência.
Do efémero e do combate político, se ergueram estes textos de Renato Epifânio, agora aqui coligidos em papel impresso, sob a forma quase sacral que o livro ainda conserva como ícone mítico da autoria intelectual. A escrita de ideias no invólucro que, desde a invenção da prensa, desafia o pó dos séculos, dilata o âmbito restrito da conversa e contorna o mistério temporal da fala e a biblioteca insondável da memória pessoal. Todavia estes textos são um acto de fala, surgiram na circunstancialidade, quase diarística, quase gritada num debate de multidão, que são as ágoras tecnológicas que a blogosfera tem vindo a proporcionar num novo suporte escrito para a polémica, o panfleto, o jornal, a luta política, a propaganda, como se de um parlamento aberto se tratasse, cada vez mais global, em que o filósofo (ou o político) se expõe à democraticidade da conversa, entre a interpelação e a invectiva, sem nenhuma garantia, que não seja a de um exercício higiénico da censura por uma selecção de comentários, em que se misturam, não com menos peso político, a pertinência e a boçalidade.
O hipertexto não superou a palavra impressa mas contaminou-a, sendo, mais do que qualquer outro suporte, a blogosfera que tem vindo a alterar a lógica discursiva da comunicação social, do pensamento e da criação literária. As implicações sociológicas desta contaminação são ainda difíceis de avaliar – não espanta, no entanto, a afirmação de que o maior sintoma de mudança é o vincado zelo dos políticos, dos partidos e da luta ideológica em apropriarem-se da blogosfera, só igualado pelo afã da comunicação social e dos mentalizadores de ideias, numa sofreguidão de baixa publicidade que, quem sabe, em breve cavará a própria sepultura do jornalismo numa cova de detritos, na equivalência relativista entre a reportagem, a crónica e o boato, em que a verdade e a mentira serão decididas pelo aval de um quantificativo de audiências, num processo acéfalo de crença e eco separado dos factos e da relação das ideias aos factos.
Nada há de intrigante que os filósofos se envolvam na política – e levar a prelo este conjunto de textos é um acto de coragem, porque é no despojamento filosófico de uma abertura ao circunstancial e ao passageiro que se funda a honestidade intelectual. São textos que ganharam a sua tessitura na blogosfera, em resposta a questionações, críticas, dúvidas, perfídias falaciosas, num contexto em que todas as regras de bem pensar sofrem o assalto de uma urgência turbulenta, num tabuleiro de xadrez de casas esbatidas, rombos, declives e precipícios. Ganharam palavra e alma num tear tecido a muitas mãos, nem sempre hábeis, e de que o autor foi desentranhando um sentido, um rumo, uma resposta onde não havia resposta, uma ponte onde ainda não havia caminho.
No contexto contemporâneo do pensamento político português, a lusofonia é um dos conceitos mais interpeladores – uma campânula de cristal equívoco que resiste ainda à iluminação do espírito –, porque é um conceito crisálida ainda em busca do seu ser. Cabe aos filósofos participar igualmente nesta demanda, em que novos desafios se colocam a Portugal como nação de nações – findo o Império, a nova rota e o redobrado desafio dos ventos é a preservação de uma Civilização Lusófona.

Jesus Carlos

sábado, 24 de abril de 2010

"Poemas da Montanha" para Timor...

Hoje, na Biblioteca Municipal de Sesimbra, foi lançada a obra "Poemas da Montanha", de Frei Agostinho da Cruz (Edições Serra d' Ossa).
No final, o editor, João Tavares, fez questão de oferecer 10 exemplares da obra para a nossa campanha de recolha de livros para Timor-Leste.
O nosso público reconhecimento.

Pedro Martins e Luís Paixão, na sessão de apresentação da obra.

terça-feira, 23 de março de 2010

Revista Portuguesa de Musicologia - nºs 14-15


A MÚSICA DA IDADE MÉDIA
E DO RENASCIMENTO


Director: Manuel Carlos de Brito
Directora-Adjunta: Teresa Cascudo
Director-Adjunto: João Soeiro de Carvalho

Nesta edição colaboraram vários autores oriundos não só de Portugal, mas também de França, Inglaterra, Estados-Unidos da América e Austrália, incluindo nomes consagrados como Michel Huglo, bem como jovens licenciandos em Ciências Musicais.

Partindo da notação musical do séc. XII, os temas estão organizados de forma cronológica até ao séc. XVII. Dá-se especialmente importância à indagação de fontes de música manuscritas (fragmentos de Zamora, Elvas e Leiria, processional português de Chicago) mas também à antiga teoria musical (Anónimo de Évora, Mateus de Aranda). De sublinhar a importância da identificação e publicação de uma fonte de polifonia e de uma fonte teórica inéditas, ambas do século XV. Para além dos artigos, encontra-se uma secção de notícias e recensões, com informações bibliográficas de relevo.

Associação Portuguesa de Ciências Musicais

Colaboradores:
Kathleen E. Nelson, Gil Miranda, Michel Huglo, Manuel Pedro Ferreira, Bernadette Nelson, Harvey L. Sharrer, Owen Rees, David Cranmer, Rui M. Pinto, Luís M. Santos, José Sacramento, Jean-Paul Olive, Júlia-Miguel Bernardes, Adriana Latino, J. P. D’ Alvarenga

www.zefiro.pt