Entretanto, outro projecto, como que paralelo a este, e desenvolvido por outro grupo de amigos – os Músicos do Tejo – tem agora concretização: a sua gravação da ópera «La Spinalba», de Francisco António de Almeida, editada pela – estrangeira, importante e prestigiada – Naxos. E o meu livro «Espíritos das Luzes», de que resultou a ideia da iniciativa de que o Expresso dá conta, e que foi escrito ao som da música de, entre outros, Francisco António de Almeida, é já… uma memória da ficção científica.
MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/zefiro-nova-aguia
Outras obras promovidas pelo MIL: https://millivros.webnode.com/
"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)
A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)
Agostinho da Silvaquinta-feira, 1 de novembro de 2012
Ópera do Tejo no Expresso
Entretanto, outro projecto, como que paralelo a este, e desenvolvido por outro grupo de amigos – os Músicos do Tejo – tem agora concretização: a sua gravação da ópera «La Spinalba», de Francisco António de Almeida, editada pela – estrangeira, importante e prestigiada – Naxos. E o meu livro «Espíritos das Luzes», de que resultou a ideia da iniciativa de que o Expresso dá conta, e que foi escrito ao som da música de, entre outros, Francisco António de Almeida, é já… uma memória da ficção científica.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Não comprar livros com AO90
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Livros para o Natal…
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Entrevista ao «E:2»
terça-feira, 18 de outubro de 2011
«Três» Marquesas
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
COMO ORGANIZAR UMA BIBLIOTECA
Seus amigos lhe presenteiam com livros e,assim,a biblioteca vai crescendo.
Como arrumá-la?
Pior ainda, você nem liga muito para isso e um dia recebe um alentado lote de livros,por herança.
O que fazer?
Primeiro, se ainda não tem,mandar preparar as estantes;
Nas minúsculas casas atuais,algumas simples “apertamentos”,fica difícil um cantinho para os livros;tem que metê-los de qualquer jeito no rack da TV ou numa pequena estante no quarto,tudo misturado por cor ou tamanho ou pela ordem alfabética dos autores.
Claro que você não vai fazer como aquela dama vitoriana que arrumava os autores por sexo;homens de um lado,mulheres do outro;não fossem eles ,na calada da noite,”fazer livrinhos,”pois esses escritores não são gente de respeito,bêbados e tarados e poderiam mesmo se aproveitar das autoras.
Ou,como um cliente meu,pobre e analfabeto,que tirou sozinho o maior prêmio de loteria em Salvador.
De repente, rico,chamou uma arquiteta para decorar seu AP. de cinco banheiros,na Vitória,bairro nobre daqui,e ,ela o aconselhou a decorar o living com livros,pois era “de bom tom”,nas casas como a dele.
Chamada, (era vendedora de livros naquelas priscas eras) fui atendê-lo.
Cheguei,meio ressabiada,pois conhecia o “pátrazmente” do sujeito, numa tarde ensolarada e na bela varanda que dava para o mar,abri os” broadsiders” que era como se chamava as propagandas dos livros.
Para minha surpresa,o cidadão escolheu os três livros mais sofisticados e difíceis da coleção.
Vendi, à vista,e,curiosa falei:
-Não sabia que o senhor se interessava tanto por Ciência,História e Psicologia.
E ele:
-Ah,sobre os livros!?É que torço pelo Bahia e as capas têm as cores do meu time, azul,vermelho e branco...
Fiz uma cara de paisagem e fui saindo de fininho agarrada ao polpudo cheque.
Mas, voltando à arrumação.
Colocar autores por ordem alfabética não parece bem;os contos de Poe não combinam com os poemas de Píndaro e muito menos com o humor de Ponte Preta.
A melhor coisa que tem a fazer é reunir os assuntos, numerando cada livro com o número referente ao assunto tratado nele.
Esses números simbólicos serão postos na lombada,na parte inferior,sempre no mesmo lugar e que embaixo de cada número apareça uma letra.
Assim:220
A
O número representa História do Brasil e o nome do autor começa com A;todos os seus livros de História do Brasil terão o mesmo número a letra é que muda.
O mesmo você faz com os demais assuntos;romances,contos,poesias,ensaios,filosofia,psicologia etc.
As revistas,enciclopédias ou dicionários,que tratam de assuntos variados você cataloga como OBRAS GERAIS;representada por três zeros:000
Pronto? Tudo arrumado?
Ai a gente faz uma ficha real ou virtual para que o livro possa ser encontrado rapidamente.A ficha deve ser de autor,onde aparecerá no canto superior esquerdo o nº de classificação;no caso de diversos autores,a gente faz uma ficha pelo título;pode-se fazer também uma ficha de assunto;eu faço,pois,como pesquiso quase tudo que escrevo,isso facilita demais a minha vida.
As revistas devem ser colocadas em caixas especiais, por assunto,p/exemplo:revista acadêmica,de moda,assuntos variados,como a Veja,humorística,como a Mad e por ai vai.
Na caixa ,ponha um adesivo com o nome e o ano da revista.Fácil, né?
Eu ainda separo os livros de referencia,aqueles que,como médicos clínicos,entendem de tudo e não podem faltar numa casa,principalmente onde haja estudantes.Como as enciclopédias, os dicionários,o atlas,os anuários,livros de arte e/ou científicos.
Coloco numa estante separada onde ponho uma letra R,bem grande.
Pronto, agora é só cuidar para que seus “clientes” da biblioteca (filhos,netos,amigos) não tirem os livros do lugar ou pior,levem e se esqueçam de devolver.
Por conta disso,perdi o último volume da COMÉDIA HUMANA”, de Balzac,que comprei com meu primeiro salário de professora,em 1965,e paguei durante um ano à Editora Globo;pois é,justo a “FISIOLOGIA DO CASAMENTO”, um livro adorável.Emprestei e se foi;ando à caça dele pelos sebos e nunca mais encontrei.
Atualmente,não empresto livro a ninguém,a não ser anotando na ficha o nome do sujeito e a data do empréstimo.
Tenho 1500 livros na minha biblioteca;teria o dobro se não fossem os ratos de biblioteca.
Ah,querem saber quem inventou esse método de arrumação? Melvin Dewley,por isso esse sistema usado em todas as bibliotecas do mundo tem o seu nome.
Será que ajudei?
*Miriam de Sales é escritora brasileira
segunda-feira, 21 de março de 2011
Traços de transfiguração
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Apresentação este Sábado, na sede do MIL, às 17h, com a presença do Doutor Fernando Nobre
Reúnem-se aqui os textos que fomos escrevendo ao longo da campanha presidencial de Fernando Nobre, que acompanhámos e apoiámos, a título pessoal e em nome do MIL: Movimento Internacional Lusófono. Esses textos foram sendo publicados no MILhafre, o blogue do MIL e na página oficial da candidatura presidencial de Fernando Nobre, textos que, conforme um dia nos disse, o próprio foi lendo e apreciando. Finda essa campanha, e dado o resultado extraordinário, uma pergunta se impõe: “E agora, Fernando Nobre?”
Entrada livre
Sede do MIL: Sociedade da Língua Portuguesa, Rua Mouzinho da Silveira, 23, 1250-166 Lisboa
(junto ao Marquês do Pombal)
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Hoje, Lançamento: "A Aventura Maçónica" de António Telmo

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
Cumbite an Mirandés - Antre Monas i Sbolácios

Antre Monas i Sbolácios an Cacém
sábado, 19 de junho de 2010
Lançamento de "Homens, Espadas e Tomates" de Rainer Daehnhardt
Quinta Wimmer, Belas - 27 Jun às 16hOs Feitos Heróicos dos Portugueses nos Descobrimentos
Seguido de Palestra e Exposição de Armas Originais dos sécs. XV, XVI e XVII dos Portugueses e dos seus Adversários (Colecção R. D.)
Entrada livre
http://www.zefiro.pt/
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Isabel Mendes Ferreira - As Lágrimas Estão Todas na Garganta do Mar
É minha firme opinião, que a Isabel Mendes Ferreira, membro do MIL e colaboradora da Nova Águia desde o primeiro número, para além de uma excelente artista plástica - representada em várias colecções particulares, na Europa e nas américas, é a nossa melhor Poeta contemporânea. Já o disse, redisse, escrevi e rescrevi, que “ler Isabel Mendes Ferreira é como assistir ao descerrar de auroras, cantando e reinventado palavras de diferentes paladares por detrás dos fiapos da memória e da respiração das manhãs”, e continuarei a dizer e a escrever o mesmo, enquanto não aparecer no actual panorama literário português, alguém que altere esta convicção, formada desde o dia em que a descobri e de que não esqueço a forte impressão que senti ao lê-la: uma pedrada na “modorra” instalada.
Ninguém actualmente escreve como a Isabel Mendes Ferreira: nem com a profundidade nem com o estilo, nem com a qualidade que lhe advém do domínio absoluto da escrita e de um jogo de palavras soberbo.
Como se pode ler no posfácio, “O sentido ambíguo da sua escrita, converte-se no que o excede e onde ser o mesmo é ser outro de si (é outrar-se, como diz Fernando Pessoa), o que apela à desconstrução do discurso tradicional”.
Para mim, é pois, extremamente gratificante falar do novo livro de uma escritora e poeta despojada de falsas crenças da unidade da consciência identitativa, de uma escritora que transporta os verbos que ainda não estão corroídos, pervertidos, subvertidos, gastos, e que com ela voltam fantásticos, imortais, castos e vestidos de denso sentir.
Este, o seu décimo terceiro, é um livro que me fascina, aprecio-lhe o cheiro das areias do deserto e a cor do cair da noite quantas vezes ruborizada de pudor e aureolada de luminosidade divina, um livro para ler e reler, uma instância de retemperação. Um livro com chancela da Arcádia, onde voltaremos amiúde e que está a partir de hoje à venda em todas as livrarias Babel." As Lágrimas Estão Todas na Garganta do Mar", integra uma novíssima colecção de poesia, iniciada por David Mourão Ferreira e onde é o terceiro título.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Lançamento a 22 de Maio, às 18h, na Sociedade de Língua Portuguesa (Lisboa): apresentação de Miguel Real
Reúnem-se aqui parte dos textos que, desde o final de 2007, publicámos no blogue da NOVA ÁGUIA (novaaguia.blogspot.com) e do MIL (mil-hafre.blogspot.com). Iniciamos com o primeiro texto publicado no blogue da NOVA ÁGUIA – depois republicado no primeiro número da revista. Finalizamos com dois textos que marcam, até ao momento, os dois actos mais marcantes do MIL: a entrega do Prémio Personalidade Lusófona (ao Embaixador Lauro Moreira), realizada na Academia das Ciências de Lisboa, numa cerimónia presidida pelo Professor Adriano Moreira; e a declaração de apoio à candidatura presidencial do Doutor Fernando Nobre.Através desta mais de uma centena de textos – alguns mais longos, outros meras anotações – se narra um percurso em que nos temos particularmente envolvido. Um percurso, uma via: A VIA LUSÓFONA.
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Não requer um entendimento maior perceber-se que vivemos numa época controversa, que os dias em que estamos se arrastam movediçamente, como um pântano por cartografar por baixo de neblina densa. Habituámo-nos a pensar o mundo com preclaros e vastos conceitos, que organizam imemorialmente a relação com o real e neles temos confiado para nos auto-esclarecermos do decurso da Civilização Ocidental – porém esta é uma época em que o efémero tomou conta do tempo, em que contínuos adventos tecnológicos se tornam a lei motriz do formigueiro humano e o filósofo não divisa mais o que é eterno, porque tudo é uma agitação das coisas, um frenesim de realidades culturais, sociais e políticas novas, que já não parecem ser conduzidas pela razão mas por alguma emoção de desespero, a que a analogia com o medo ou o assalto da fome sobre um bando de alimárias não seria, neste contexto, disparate.
O património sapiencial da filosofia ocidental é inseparável do seu serviço à polis e aos homens – política e ética são o ceptro e a coroa da sabedoria, é certo, acima da túnica dos costumes e das sandálias da tecnologia, mas não menosprezemos no filósofo a virtude do combate. Vivemos num limbo, em que a filosofia não reina e, contudo, nenhum outro discurso cultural se eleva à altura bastante para lhe poder roubar a coroa. Comparados à política, enquanto filosofia e pensamento perene, todos os políticos não passam de traficantes de pequeninos mundos e todos os fazedores de artefactos, intermediários a soldo entre a privação e a saciedade, numa roleta de tristes anseios, cuja vertigem priva de uma relação autêntica com a existência.
Do efémero e do combate político, se ergueram estes textos de Renato Epifânio, agora aqui coligidos em papel impresso, sob a forma quase sacral que o livro ainda conserva como ícone mítico da autoria intelectual. A escrita de ideias no invólucro que, desde a invenção da prensa, desafia o pó dos séculos, dilata o âmbito restrito da conversa e contorna o mistério temporal da fala e a biblioteca insondável da memória pessoal. Todavia estes textos são um acto de fala, surgiram na circunstancialidade, quase diarística, quase gritada num debate de multidão, que são as ágoras tecnológicas que a blogosfera tem vindo a proporcionar num novo suporte escrito para a polémica, o panfleto, o jornal, a luta política, a propaganda, como se de um parlamento aberto se tratasse, cada vez mais global, em que o filósofo (ou o político) se expõe à democraticidade da conversa, entre a interpelação e a invectiva, sem nenhuma garantia, que não seja a de um exercício higiénico da censura por uma selecção de comentários, em que se misturam, não com menos peso político, a pertinência e a boçalidade.
O hipertexto não superou a palavra impressa mas contaminou-a, sendo, mais do que qualquer outro suporte, a blogosfera que tem vindo a alterar a lógica discursiva da comunicação social, do pensamento e da criação literária. As implicações sociológicas desta contaminação são ainda difíceis de avaliar – não espanta, no entanto, a afirmação de que o maior sintoma de mudança é o vincado zelo dos políticos, dos partidos e da luta ideológica em apropriarem-se da blogosfera, só igualado pelo afã da comunicação social e dos mentalizadores de ideias, numa sofreguidão de baixa publicidade que, quem sabe, em breve cavará a própria sepultura do jornalismo numa cova de detritos, na equivalência relativista entre a reportagem, a crónica e o boato, em que a verdade e a mentira serão decididas pelo aval de um quantificativo de audiências, num processo acéfalo de crença e eco separado dos factos e da relação das ideias aos factos.
Nada há de intrigante que os filósofos se envolvam na política – e levar a prelo este conjunto de textos é um acto de coragem, porque é no despojamento filosófico de uma abertura ao circunstancial e ao passageiro que se funda a honestidade intelectual. São textos que ganharam a sua tessitura na blogosfera, em resposta a questionações, críticas, dúvidas, perfídias falaciosas, num contexto em que todas as regras de bem pensar sofrem o assalto de uma urgência turbulenta, num tabuleiro de xadrez de casas esbatidas, rombos, declives e precipícios. Ganharam palavra e alma num tear tecido a muitas mãos, nem sempre hábeis, e de que o autor foi desentranhando um sentido, um rumo, uma resposta onde não havia resposta, uma ponte onde ainda não havia caminho.
No contexto contemporâneo do pensamento político português, a lusofonia é um dos conceitos mais interpeladores – uma campânula de cristal equívoco que resiste ainda à iluminação do espírito –, porque é um conceito crisálida ainda em busca do seu ser. Cabe aos filósofos participar igualmente nesta demanda, em que novos desafios se colocam a Portugal como nação de nações – findo o Império, a nova rota e o redobrado desafio dos ventos é a preservação de uma Civilização Lusófona.
Jesus Carlos
sábado, 24 de abril de 2010
"Poemas da Montanha" para Timor...
No final, o editor, João Tavares, fez questão de oferecer 10 exemplares da obra para a nossa campanha de recolha de livros para Timor-Leste.
O nosso público reconhecimento.

Pedro Martins e Luís Paixão, na sessão de apresentação da obra. terça-feira, 23 de março de 2010
Revista Portuguesa de Musicologia - nºs 14-15

Director: Manuel Carlos de Brito
Directora-Adjunta: Teresa Cascudo
Director-Adjunto: João Soeiro de Carvalho
Nesta edição colaboraram vários autores oriundos não só de Portugal, mas também de França, Inglaterra, Estados-Unidos da América e Austrália, incluindo nomes consagrados como Michel Huglo, bem como jovens licenciandos em Ciências Musicais.
Partindo da notação musical do séc. XII, os temas estão organizados de forma cronológica até ao séc. XVII. Dá-se especialmente importância à indagação de fontes de música manuscritas (fragmentos de Zamora, Elvas e Leiria, processional português de Chicago) mas também à antiga teoria musical (Anónimo de Évora, Mateus de Aranda). De sublinhar a importância da identificação e publicação de uma fonte de polifonia e de uma fonte teórica inéditas, ambas do século XV. Para além dos artigos, encontra-se uma secção de notícias e recensões, com informações bibliográficas de relevo.
Associação Portuguesa de Ciências Musicais
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