*É um Lusófono com L grande? Então adira ao MIL: vamos criar a Comunidade Lusófona!*

MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia


Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de uma centena de milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por mais de meia centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia. Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; NIF: 509 580 432
Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).

Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Desde 2008"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/zefiro-nova-aguia

Outras obras promovidas pelo MIL: https://millivros.webnode.com/

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva
Mostrar mensagens com a etiqueta * Flávio Gonçalves. Mostrar todas as mensagens
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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Homenagem à Identidade Lusa

Organizada pelo Núcleo de Amigos do Elmo de D. Sebastião e coordenada pelo historiador Rainer Daehnhardt, irá decorrer no próximo dia 20 de Maio uma homenagem à Rainha Santa Isabel, ao V Império e ao Culto do Espírito Santo, os “três pilares associados à lusa identidade”, na Quinta Wimmer em Belas.

“O evento terá lugar no bosque dos carvalhos sagrados onde, assim reza a história, Viriato enterrou a sua espada invicta”, podemos ler no convite. O evento terá uma duração estimada em quatro horas (das 14:00 às 18:00) e contará com uma exposição composta por 20 vitrinas com peças ligadas às temáticas acima referidas (14:00), uma largada de sete pombas brancas do pombal de Vítor Tirano (14:45), música ao vivo a cargo de Alexandre Gabriel (Harpa Endovélica, 15:00) e do Coro de Mafra, que irá cantar em latim, português e alemão (15:30).

Às 16:00 inicia-se um ciclo de conferências a cargo de Carlos Dugos (“Santa Isabel, Rainha de Portugal”), Carlos Sebastião Silva (“O V Império”) e José de Almeida (“O Culto do Espírito Santo”). A homenagem é de acesso livre, a título gratuito, e cada um dos visitantes presentes “será oferecido um alfinete com uma miniatura da Rosa Isabelina com sua lágrima em forma de pérola; para futura memória”. Os primeiros 120 participantes a chegar ao local receberão também “um pequeno castanheiro para plantarem em qualquer parte do país, em homenagem à Rainha Santa Isabel. Com isso se evocará o seu espírito de dar sem nada pedir. Trata-se de uma gentil oferta da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança, trazida de Trás-os-Montes por Raimundo Maurício.”

 Nas palavras do coordenador, e anfitrião, Rainer Daehnhardt: “No bom espírito isabelino É TUDO DE GRAÇA. Não se pede, nem se aceita dinheiro, apenas que se AME PORTUGAL e que se respeite a memória de D. SEBASTIÃO, que se tenha carinho para a Rainha Santa Isabel, que se oiça com atenção acerca do V. IMPÉRIO e que se veja como (principalmente nos Açores) gente lusa tem mantido a fidelidade ao CULTO DO ESPÍRITO SANTO, embora que esta decisão não agradasse aos poderes estabelecidos.

HÁ QUEM ACREDITE NO FUTURO DE PORTUGAL, num Portugal SÃO e POSITIVO onde se AJUDA SEM NADA PEDIR EM TROCA e se COMPARTILHA de cara alegre.” O evento irá decorrer na Quinta Wimmer, Estrada Nacional 117, ao km 10, em Belas (Portugal).

sábado, 15 de outubro de 2011

Estado suicida


Os protestos por parte das várias polícias (marítima, guardas prisionais, PSP, etc.) deixaram-me um tanto ou quanto apreensivo, pois não é preciso ser um génio em gestão de crises ou em ciência política para estar ciente de que em alturas de grandes crises sistémicas (como a actual) o aparelho repressivo do Estado costuma ser o mais apaparicado: dele depende a salvaguarda do próprio Estado, bem como a protecção física dos órgãos eleitos (presidente da República, primeiro-ministro, ministros e secretários de Estado).

Já imaginaram o que teria acontecido na Grécia caso o Estado tivesse hostilizado e prejudicado as polícias gregas? Alguém vislumbra agentes da lei voluntariosamente a deter e a barrar os manifestantes, a serem agredidos fisicamente para proteger os governantes de um Estado que os elegeu também como alvo?

Em alturas de crise, como esta que ainda agora está a começar, o Estado depende, mais que nunca, do seu aparelho repressivo para assegurar o mínimo de contestação nas ruas, nos últimos anos, por exemplo, tem-se vindo a assistir a uma presença policial cada vez maior nas ruas, com operações stop dia sim, dia sim senhor, nas rotundas e rectas de todos os grandes centros urbanos (exigir uma quota mínima de multas por agente não foi das ideias mais populares ou brilhantes, mas aparentemente até funcionou: a presença policial nas ruas em algumas zonas quase que quadruplicou).

Se em alturas de crise o Estado depende, mais que nunca, das polícias e dos militares, ao longo da História podemos verificar que estas classes foram sempre favorecidas pelos vários regimes em alturas de maior instabilidade, afinal quando tudo correr mal, quando o povo começar a assaltar carrinhas de padeiros (o que já ocorre na grande Lisboa), quando os manifestantes quiserem invadir a Assembleia, o Estado só se aguenta tendo o aparelho repressivo do seu lado.

Estarão os nossos governantes cientes dos erros estratégicos que estão a cometer? De quão grave é, para os próprios, hostilizar as polícias e os militares logo à partida? Esta crise ainda agora começou, as coisas vão piorar, e muito, partir do princípio de que o povo e as instituições estão tão capadas que não farão um 28 de Maio ou um 25 de Abril é talvez ingenuidade a mais, ou já estamos mortos e enterrados?

O Diabo
04 de Outubro, 2011.

domingo, 20 de março de 2011

Fernando Nobre presidente honorário do MIL

A Assembleia Geral do Movimento Internacional Lusófono (MIL), um movimento cultural e cívico recentemente criado que conta já com mais de 5 MIL adesões, de todos os países lusófonos, ratificou ontem, em Lisboa, a proposta de nomeação do ex-candidato presidencial Fernando Nobre para presidente honorário.

Além de caucionar o nome de Fernando Nobre, a Assembleia Geral aprovou também novos elementos para o seu conselho consultivo. Entre os sócios honorários do MIL destacam-se personalidades como Adriano Moreira e o bispo D. Ximenes Belo.

A direcção do MIL é composto por Renato Epifânio (presidente), Rui Martins (vice-presidente), António José Borges, Eurico Ribeiro, José Pires F., Marcos Guedes e Maria Luísa Francisco. Na Assembleia Geral estão Miguel Real (presidente), Fernando Sacramento (vice-presidente) e a poeta Isabel Mendes Ferreira (secretária).

Fonte: Correio da Manhã.

terça-feira, 8 de março de 2011

Quando o Fado é Oração


MISSA

“ QUANDO O FADO É ORAÇÃO “

De José Campos e Sousa

DOMINGO 13 DE MARÇO ÀS 19H30

EM LISBOA, NA IGREJA DO SACRAMENTO AO LARGO DO CARMO

BERNARDO COUTO-GUITARRA PORTUGUESA

FILIPA GALVÃO TELLES-VOZ

JOSÉ CAMPOS E SOUSA-VOZ E GUITARRA CLÁSSICA

Angariação de fundos para as obras na Igreja do Santíssimo Sacramento

segunda-feira, 7 de março de 2011

Suicídio político?

Li, com surpresa, a notícia de que Pedro Santana Lopes admite fundar um novo partido (Diário de Notícias). Aparentemente o caso-estudo de Manuel Monteiro não serviu para este aproveitável político, entre outros, apreenderem a mais horrenda realidade acerca das bases partidários e dos eleitores portugueses, para a desvendar sugiro que releiam o meu elucidativo O clubismo partidário na política portuguesa. Mas eu resumo: figuras politicamente incorrectas mas já populares e conhecidas do grande público não devem mudar de partido, NUNCA, os eleitores e os militantes de base que os apoiam no partido de origem nunca, ou quase nunca, migram para os novos partidos. Isto não é a Europa onde partidos com 3 meses aparecem e chegam ao governo, isto é Portugal, os clubes são o PSD, PS e CDS/PP e por muito mau que seja o treinador ninguém muda de clube, Santana Lopes, mais que ninguém, já o devia saber.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

É preciso "ir mais longe" na promoção do português

O deputado do PS pela Emigração Paulo Pisco defendeu hoje que é preciso "ir mais longe" e ter "mais eficácia" na promoção da língua e cultura portuguesas no estrangeiro.

"Um Governo fez um grande esforço para fazer esta promoção, mas é preciso ir mais longe, ter mais eficácia e chegar a mais portugueses e a cidadãos de outras línguas", disse hoje o deputado. Paulo Pisco falava por telefone à agência Lusa no final de uma visita que realizou este fim-de-semana a Lyon, França, durante a qual teve oportunidade de debater o ensino da língua portuguesa com a coordenadora do Instituto Camões (IC) naquele cidade e com professores universitários. "É preciso reconhecer que a promoção da língua ganhou um impulso decisivo e determinante nos últimos anos", disse o socialista, referindo-se à altura em que Portugal teve a presidência da CPLP, durante a qual "se passou a considerar o português enquanto uma das prioridades estratégicas de afirmação no mundo".

No entanto, reconheceu que "há outros factores que não têm tanto a ver com os esforços do estado português e do Governo, mas que têm a ver com uma atitude por parte da comunidade portuguesa". "Há um enorme potencial de filhos de portugueses que poderão encontrar boas saídas profissionais através da aprendizagem do português, mas um português certificado. Não basta o português que se fala em casa", afirmou. Para o deputado, é essencial que o português seja encarado "enquanto língua de futuro".

Referindo-se especificamente a França, Paulo Pisco lamentou a "pouca procura" que o ensino do português tem em algumas universidades porque há naquele país "um potencial importante que tem a ver com os filhos dos portugueses", que "poderão encontrar muitas saídas em termos profissionais através dos cursos de português". O deputado defendeu ainda que o Governo e o IC devem fazer um "trabalho de pressão" sobre as escolas para que o português faça parte dos currículos oficiais. "É também uma forma de garantir que os professores de português, que são formados nas universidades, possam encontrar aí uma saída profissional", acrescentou.

Fonte: Diário de Notícias.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Um novo Médio Oriente? (II)

Ainda não recuperados das recentes atribulações no Médio Oriente e já surgem novas movimentações e aparentes “revoltas” no Irão, na Líbia, no Iraque e no Bahrein, sucede que se nas anteriores revoltas e revoluções ainda conseguíamos vislumbrar um fio condutor (a deposição de regimes tidos como pró-americanos) a agitação estende-se agora a regimes directa ou indirectamente hostis aos interesses americanos, países, caso do Irão e da Líbia, que ainda há pouco se regozijavam e parabenizavam com as revoltas populares que, julgavam, lhes seriam geopoliticamente benéficas, vêem-se agora a braços com revoltas nos seus próprios países.

Recorrendo às fontes mais “convencionais” (os analistas James Petras e Francis Fukuyama, ou ainda as revistas “Foreign Affairs”, “The American Interest” ou a “Foreign Policy”) confirmamos a suspeita de que de, aparentemente, ninguém faz a mínima ideia do que se está a passar e este fenómeno viral que se faz sentir no Médio Oriente apanhou as principais autoridades do campo das Relações Internacionais completamente de surpresa.

Bom, sobra-nos sempre a teoria da conspiração: estas novas revoltas serão reacções às revoltas anteriores? Os serviços secretos locais e a CIA andam num verdadeiro frenesim manipulando nos bastidores as revoltas que vemos na televisão? Não será um egocentrismo extremo o Ocidente (mais os EUA que a irrelevante Europa moderna), sejam os seus governantes ou os teóricos da conspiração, achar que uma revolta viral que parece afectar já mais de uma dezena de nações se deve meramente a uma questão de gostar/odiar os EUA e Israel?

O mais provável é o seguinte: os governantes lá devem ser tão bons como os nossos, mas as populações locais ainda “os têm no sítio”, coisa que aqui (mais em Portugal que na Europa) parecem já não ter.

Agenda: Hoje às 18:00 no Palácio da Independência decorre a conferência “O Mar e a Universalidade da Língua Portuguesa” a cargo do Comandante Malhão Pereira, parte do ciclo “Pensar Portugal”. Esta quinta-feira, 24, apresentação da 6ª revista “Nova Águia” (Zéfiro, 2010) às 14:30 na Escola Secundária de Arraiolos. Até final do mês as Apeiron Edições reeditam a trilogia “Os Templários – De Milícia Cristã a Sociedade Secreta” da autoria de Eduardo Amarante, tratam-se de edições revistas e aumentadas desta trilogia há muito esgotada.

Quem perdeu a oportunidade de ouvir Alain de Benoist em Dezembro está com sorte, no dia 4 de Março o intelectual francês regressa a Portugal para proferir uma conferência na Universidade de Coimbra.

O Diabo, Jornal Independente
22 de Fevereiro, 2011.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Um novo Médio Oriente?

Após 18 dias de protestos, e embora ainda no dia antes tivesse reforçado a posição de que não estava disposto a abandonar o poder, a verdade é que na passada sexta-feira Hosni Mubarak, o ditador que há 31 anos presidia aos destinos do Egipto abandonou o poder. Vem aí a democracia? Mais ou menos, de momento ainda é cedo demais para o afirmarmos com toda a certeza, afinal Mubarak entregou o poder aos militares e, embora animados com a “vitória”, os manifestantes egípcios ainda não arredaram pé das ruas uma vez que aguardam ainda a demissão de Omar Suleiman, o actual vice-presidente.

O receio de muitos manifestantes e analistas é o mesmo: trata-se de uma mudança de liderança, ou de uma mudança de regime? Por vias das dúvidas no próprio dia em que se anuncia a demissão de Mubarak os EUA e Israel decidem encerrar as respectivas embaixadas e evacuar os seus diplomatas, estando o poder entregue aos militares, que no decorrer da revolta ainda não se sabe exactamente de que lado estavam e urgindo a maior força da oposição, a Irmandade Muçulmana, que o poder seja entregue a um governo civil o mais rapidamente possível, é natural que as representações diplomáticas dos mais influentes intervenientes nas querelas do Médio Oriente (EUA e Israel) prefiram jogar pelo seguro até terem certeza do que se passa.

Uma das primeiras nações a regozijar-se com a saída de Mubarak foi a República Islâmica do Irão, cuja representação diplomática em solo luso, por coincidência, levava a cabo uma recepção no mesmo dia em que era entregue o poder aos militares egípcios.

A percepção dos persas, indicou-nos uma fonte da embaixada, é de que o Egipto pode bem ser o primeiro passo na mudança da balança do poder na zona, para a maior parte dos governos da área o regime egípcio era visto como pró-Ocidente (pró-americano, entenda-se), a cair o regime (o que recordo ser ainda incerto, de momento só se afastou a sua figura de proa) isso será encarado como fruto da vontade popular numa nova realidade geopolítica, uma realidade na qual surjam novos líderes (islâmicos, ou não) que não sejam vistos como meros lacaios dos EUA ou de Israel mas como legítimos representantes dos povos e das nações do Médio Oriente. A ver vamos.

O Diabo, Jornal Independente
15 de Fevereiro, 2011.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

"Empréstimo do Brasil seria sempre melhor que do FMI" - "A CPLP deveria começar a evoluir para uma Confederação de Estados Lusófonos"

DN - Crise. Na sua mensagem de 1º de Dezembro, D. Duarte lançou a ideia de uma Confede-ração de Estados Lusófonos, para servir de rede ao falhanço do projecto europeu. Ao DN, advoga que o Brasil pode vir a desempenhar na CPLP o papel que, hoje, a da Alemanha tem na UE

Na sua mensagem de 1º de Dezembro defendeu a ideia de uma futura Confederação de Estados Lusófonos. A CPLP pode ser aprofundada?

A CPLP deveria começar a evoluir para uma Confederação de Estados Lusófonos, que não é uma alternativa às alianças regionais (Mercosul, UE ou União Africana), mas um complemento - que, no caso de Portugal, iria conferir-nos uma posição muito mais forte dentro da UE, como a Inglaterra tem vantagens por causa da Common- wealth. Como se sabe, Isabel II [de Inglaterra] é rainha de mais uma dúzia de países: Austrália, Nova Zelândia, Canadá, várias ilhas nas Caraíbas e alguns Estados do Pacífico. Mas a Commonwealth não é só a chefia do Estado; é toda uma solidariedade entre esses países. Não sabemos o futuro. E pode acontecer - espero que não! - que as coisas corram muito mal na UE. Nesse caso, é bom termos uma alternativa.

E quais seriam as vantagens dessa confederação?

Há uma diferença muito importante entre a Confederação dos Países Lusófonos e a União Europeia. A UE tem uma certa unidade cultural - enquanto assumirmos que é, como diz o Papa Bento XVI, uma mistura entre a espiritualidade judaica, a lógica grega e o sentido de organização romano -, mas baseia-se sobretudo em interesses, enquanto a lusofonia é uma questão de afectividades. Apesar de todas as divergências e das guerras de independência, mantém-se uma afectividade e uma identidade cultural muito fortes. O que é que distingue um timorense de um indonésio? Aquele espírito cristão, de caridade e de respeito pelos outros que não existe na Indonésia. É também o que distingue um angolano de um zairense ou um moçambicano de um sul-africano.

E como imagina essa confederação, pois não existe uma monarca comum como na Commonwealth?

Claro que a Commonwealth tem essa grande vantagem de ter uma rainha que é o Chefe do Estado de todos os países, mas isso não é indispensável. Uma união de repúblicas independentes pode muito bem criar uma série de organismos que preparem o caminho para uma confederação. Há vários exemplos. A própria UE, no meu entender, devia ser uma confederação e nunca uma federação. Muitos dos fundadores da UE diziam que o modelo para a Europa do futuro devia ser a antiga Confederação Suíça, em que as diferenças eram respeitadas. Infelizmente, estão a tentar uniformizar tudo e a extingir as diferenças, a começar pela moeda comum, que, como era de prever, provocou aos pequenos países um desastre económico.

Há alguma resistência ao Brasil como a potência dominante na CPLP.

Cada um dos grandes países tem um contributo importante a dar. Angola poderá vir a ser, em breve, uma grande potência económica - e tem todas as condições para ser um Brasil em África, desde que consiga resolver os problemas de adaptação à democracia e garanta uma administração que funcione melhor. Portugal tem inegavelmente capacidades enormes do ponto de vista cultural e científico. Mas é óbvio que o Brasil tem a dimensão, o sucesso económico e o desenvolvimento humano que lhe permitirão ser a locomotiva e um grande esteio da confederação. Se o Brasil tem um potencial económico muito grande isso é benéfico para todos os outros membros. Neste momento, na UE, estamos todos pendurados na Alemanha. Os alemães estão fartos e dizem que já não estão para aturar os países que se governaram mal e, daqui a pouco, deixam-nos cair.

Na sua mensagem, sugere mes- mo que "muito nos beneficiaria negociar com o Brasil um empréstimo em melhores condições do que com o FMI ou a Europa". O Brasil poderia ser a nova Alemanha?

O Brasil tem capacidade para ser o motor do desenvolvimento económico de todos os países lusófonos. Veja-se esta curiosidade: o Estado de Minas Gerais, que é o terceiro mais importante do Brasil, só por si seria um país mais importante do que a Argentina, o Chile ou a Venezuela.

E que vantagens teria o Brasil, já representado no G20 e a reclamar um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU, com a confederação?

Um país que atinge certo nível de desenvolvimento económico começa a ter também interesses geo-estratégicos. Assim como os EUA estão muito interessados no que se passa no resto do mundo e têm a sua área de influência, o Brasil também estaria interessado em ter uma presença na Europa que lhe pode ser benéfica, do ponto de vista económico e também político, e uma presença em África aparentemente menos interessante, mas com futuro - e, já hoje, o Brasil investe muito em Angola.

Um conjunto de países unidos pela mesma língua teria hipóteses de aumentar a área de influência?

Neste momento, já há interesse da Guiné Equatorial (julgo que tenho alguma culpa na vontade manifestada pelo seu Governo em aderir à CPLP); das ilhas Maurícias, porque se querem associar a Moçambique; e do Senegal, que queria entrar só como observador.

E a Galiza.

A Galiza gostava de ser considerada uma região (não um Estado) dentro da CPLP. O Governo português fica sempre muito preocupado, não vá eventualmente ofender Madrid. Mas isso não faz sentido. Em primeiro lugar, porque os galegos é que têm de decidir. Depois, porque os castelhanos também nunca se preocuparam em não ofender a nossa sensibilidade quando os interesses deles estão em jogo, nomeadamente quando começaram a ensinar espanhol em Angola.

Ontem anunciou que pediu a nacionalidade timorense. Porquê?

Primeiro, a minha pátria é a língua portuguesa - e gostava de ter uma ligação com o mais recente país de língua portuguesa. Mas sobretudo devido à ligação que todos conhecem e que tenho mantido com Timor-Leste.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Yo soy como Portugal


Yo soy como Portugal, todos me descubren tarde y mal
Un país sin visitar, hacia el final,
al que nunca da tiempo a llegar

Lo que tenemos yo y mi amigo Portugal
es que parece que lo nuestro siempre lo hay mejor o igual en cualquier otro lugar
Y es que a mí, como a ti, amigo Portugal
son pocos los que quieren venirme a investigar
Na na na na na na na

Yo soy como Portugal, todos me descubren…

Lo que tenemos tú y yo, amigo Portugal,
es que da igual que yo me arregle
o que tú cada verano montes más de un festival

Quem visita o Alentejo?
Quem conhece o rio Mondego?
Demasiado ninguneo

Yo soy como Portugal, todos me descubren…
Portugal, Portugal, Portugal, yo te iré un día a visitar
Paredes, Porto, Setúbal, Odemira y Sabugal
Portugal, Portugal, Portugal, yo contigo siempre en soledad
tú y yo juntos tan felices, no hará falta nadie más.

Sessão de lançamento da "Finis Mundi"

Até final de Dezembro chega às livrarias uma nova publicação, a revista “Finis Mundi” (FM), que reúne na sua lista de colaboradores alguns dos pensadores, académicos e autores mais notáveis do País. A revista surge no rescaldo do quase desaparecimento de revistas de pensamento em Portugal, com o encerramento das “Atlântico” e “Magazine Grande Informação” e ainda a aparente paralisação da “Futuro Presente” (digo quase porque, felizmente, existe também a “Nova Águia”, publicação semestral cujo 6º número já se encontra nas livrarias), entenderam os editores que fazia falta, urgia até, o surgimento de uma revista como esta que colmatasse a actual ausência de publicações do género, pensada desde raiz num formato para-académico, não para os quiosques onde se amontoam revistas de banalidades mas para as livrarias que são, hoje como sempre, o último bastião de qualquer cultura.

Objecto

Como é óbvio, ninguém cria uma revista apenas porque sim, a FM sendo uma revista de pensamento e cultura portuguesa, privilegia textos referentes à nossa história, regimes, lendas, tradições, mitologia, artes (monumentos, escultura, pintura, música, arquitectura, literatura, cinema, banda desenhada, teatro, poesia), biografias de personalidades (referentes às artes anteriormente mencionadas), crítica (de discos, livros, álbuns de banda desenhada e publicações terceiras), geopolítica e filosofia, resumindo: a FM tem por objecto central Portugal!

Não é inocente o título que escolhemos para a revista, entendemos que Portugal (e talvez até todo o Ocidente, mas o nosso foco central é Portugal) se encontra num final se ciclo, numa nova Era que está somente a começar na qual os pais começam a perceber que é quase certo que os seus filhos tenham uma vida pior que a sua, um período de transição, o fim do “nosso” mundo tal qual o conhecemos… assim sendo, há que recordar o Portugal que existiu, o Portugal que ainda existe e o Portugal que pode vir a existir.

Selecção Nacional

Tende em mente este propósito, convidámos a participar na revista uma trintena de personalidades, muitas delas já bem conhecidas do grande público e outras que futuramente, temos a certeza, o serão, há que referir a transversalidade deste projecto que, estamos em crer, muito colaborou para que, neste primeiro número, contássemos com a participação de trinta escribas nacionais, acederam ainda em ser entrevistados duas figuras de proa da nova cultura portuguesa, Manuel Fúria do grupo de ‘novo roque’ Os Golpes que tantas salas tem enchido por todo o país desde o lançamento do álbum de estreia, “Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco”, em 2009 e Filipe Faria, que alguns apodam de “Tolkien português”, autor da septologia “As Crónicas de Allaryia”.

Neste primeiro número colaboram António Marques Bessa, Vítor Luís Rodrigues e Brandão Ferreira (todos familiares aos leitores do “Diabo”), Sónia Sebastião (autora de “A Democracia Directa Ainda Interessa?”), Alexandre Franco de Sá (“O Poder pelo Poder: ficção e ordem no combate de Carl Schmitt em torno do poder”), Henrique Salles da Fonseca, Joaquim Reis, Francisco G. de Amorim, Mendo Castro Henriques (cujas obras mais recentes são “1910 a Duas Vozes” e “Vencer ou Morrer”), Manuel Brás, Basílio Martins (revista “Premiere”), Renato Epifânio (director da “Nova Águia” e autor, entre outras, de “A Via Lusófona” e “Agostinho da Silva e o Pensamento Luso-Brasileiro”), Vítor Martins, Rainer Daehnhardt (“Homens, Espadas e Tomates”, “Portugal Cristianíssimo”, etc.), João Gomes, Carlos Melo Bento (“História dos Açores”, em dois volumes), Filipe Miguel Dias Cardoso, Júlio Mendes Rodrigo (“Summa Techno(i)logicae”), José Almeida (“Newsletter da Fundação António Quadros”), Eduardo Amarante (“Mitos e Lugares Mágicos de Portugal”, “Portugal, a Missão que Falta Cumprir” em parceria com Rainer Daehnhardt, etc.), Rui Baptista (crítico do “Bela Lugosi is Dead”), Constança Araújo (revista “Elegy”), Roberto Mendes (jornal “Conto Fantástico” e revista “Dagon”), Luís Couto (Teatro Grotesco e The Joy of Nature), João Franco, Sandra Balão (“A Fórmula do Poder”) e Mário Casa Nova Martins (revista “Plátano”).

Steering Committee

A FM possui, já neste primeiro número, um Conselho Consultivo Inicial, um verdadeiro “steering committe” de “referees” que velarão pela manutenção da qualidade dos conteúdos da mesma. Inicial, porque contamos aumentar os nossos “referees” de número para número, este Conselho Consultivo Inicial conta já com o Doutor António Marques Bessa, UTL-ISCSP-UAL; a Doutora Sónia Margarida Sebastião, UTL-ISCSP, a Doutora Sandra Rodrigues Balão, UTL-ISCSP e o Doutor Miguel Varela, ISNP-GL.

Internacionais

A FM conta também com uma bem nutrida equipa de colaboradores internacionais encarregues, essencialmente, de uma análise geopolítica global, entre estes destacamos o filósofo argentino Alberto Buela (Universidade de Buenos Aires, La Sorbonne – Paris, vice-presidente do Instituto Sul Americano de Estudos Estratégicos), o filósofo francês Alain de Benoist, que estará em Portugal para o lançamento da revista, a 9 de Dezembro, no Palácio da Independência, autor, entre outros, do “Nova Direita, Nova Cultura”, o pilotólogo Aleksandr Dugin (Centro de Estudos Conservadores da Universidade Estatal de Moscovo, ex-conselheiro do presidente da Duma e presidente do Centro de Análise Geopolítica), James Petras (Universidade de Binghamton, Nova Iorque, e Saint Mary’s, Canadá, ex-conselheiro de Estado dos governos da Grécia, da Venezuela e do Chile, revista “Foreign Policy”), Matthias Chang (ex-Secretário de Estado do primeiro-ministro da Malásia, Mahathir Mohamad), Paul Craig Roberts (ex-editor do “Wall Street Journal” e da “Business Week”, ex-secretário adjunto do Tesouro no governo de Ronald Reagan), Leonid Savin (Un. Estatal de Moscovo, editor da revista “Geopolítica” e colaborador do “Journal of Internacional Affairs”) e Tiberio Graziani (director da “Eurásia”, revista académica de estudos geopolíticos e da colecção Cadernos de Geopolítica, Itália).

Trimestralmente nas livrarias, “Finis Mundi”, antes que Portugal acabe… dia 9 de Dezembro, na SHIP, António Marques Bessa e Alain de Benoist falam-nos exactamente do fim do “nosso” mundo, um evento a não perder.

http://revistafinismundi.blogspot.com

O Diabo, Jornal Independente
30 de Novembro, 2010.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Apresentação da revista "Limes" em Portugal

Será no próximo dia 9 de Dezembro, às 10h00, no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian. A revista de geopolítica italiana dedica este número à Lusofonia, "Portugal é Grande, de Vasco da Gama à Lusosfera". (para apresentação vídeo, carregar aqui)

Índice:

José FREIRE NOGUEIRA - Il 'Grande Spazio' nell'immaginario geopolitico portoghese
Per Lisbona l'estensione territoriale ha sempre rappresentato un fattore di potenza. Le direttrici oceaniche, il Brasile, i possedimenti africani: che cosa resta di una geostrategia ambiziosa quanto realistica. Il timore di finire sotto la Spagna.

António SILVA RIBEIRO - A che ci serve il mare
Le grandi potenze hanno scatenato una corsa agli oceani simile a quella che due secoli fa culminò nella spartizione dell'Africa. Come proteggere gli interessi del Portogallo, paese atlantico, in una competizione che rischia di travolgerci.

Armando MARQUES GUEDES - La lusofonia nella partita del Sud-Atlantico
Sullo strategico bacino dell'Atlantico meridionale si affacciano cinque paesi lusofoni, Brasile e Angola in testa. I quali rischiano di restare tagliati fuori dalle manovre delle potenze esterne. Le poste in gioco energetiche.

António Paulo DUARTE - Portugal maior
La percezione dello spazio nella geopolitica portoghese, dalle origini ad oggi. L'oceano come territorio imperiale. Il sistema di interazioni fra Lisbona e l'Oltremare. Il vettore della lusofonia. Un soggetto mondiale più che europeo.

José Alberto LOUREIRO DOS SANTOS - Il modo portoghese di fare la guerra
Nella tradizione militare lusitana spicca la propensione alla guerriglia. Le lezioni delle campagne di controsovversione condotte tra il 1961 e il 1974 in Angola, Guinea e Mozambico restano attuali. E oggi sono molto utili nelle operazioni Nato.

Roberto VECCHI - Il molo estremo
Tra desiderio e rimorso, il destino europeo del Portogallo. L'ambivalenza identitaria di un paese che continua a coltivare - e talvolta ad abbellire - la propria memoria imperiale. La zattera di Saramago e lo sguardo dell'Europa secondo Lourenço.

Hélder MACEDO - Nazione versus impero
Le vere capitali dello spazio portoghese erano in Brasile e in India, come dimostra la 'disobbedienza civile' dei viceré. Un esercizio imperiale che impoveriva la metropoli e arricchiva le oligarchie. La fortuna di Lisbona è di essersi emancipata dalle colonie.

António RUSSO DIAS - La riscossa della lusofonia
Conversazione con António RUSSO DIAS, rappresentante permanente del Portogallo presso la Comunità dei paesi di lingua portoghese (Cplp) a cura di José FREIRE NOGUEIRA.

António HORTA FERNANDES - Il Portogallo nella storia del sapere geopolitico
È solo negli ultimi due secoli che si configura in Occidente l'effettiva sovranità degli Stati, premessa delle teorie e delle prassi geopolitiche. In terra lusitana si producono prima che altrove le condizioni che favoriscono tale sviluppo. Come nasce la nostra frontiera.

Luis TOMÉ - Born to Nato
Le strategie di sicurezza e difesa del Portogallo ruotano intorno all'Alleanza Atlantica. Lisbona partecipa attivamente agli obiettivi e alle trasformazioni del blocco occidentale. Con occhio attento alle regioni storicamente affini e agli umori dell'Ue.

Paula MONGE - La difesa europea per un paese atlantico
Lisbona è impegnata nello sviluppo delle politiche di sicurezza comunitarie, per non restare confinata nella periferia del continente. Ma sempre a partire dal vincolo Nato. Il rischio di una competizione fra l'Alleanza Atlantica e Unione Europea.

PARTE II OMBRE E LUCI DEL RETTANGOLO

João RODRIGUES - Un paese diseguale destinato a impoverirsi?
Il Portogallo non cresce più da anni. La crisi globale ha messo in evidenza la disfunzionalità dell'euro, che favorisce il nucleo centrale del continente a scapito delle periferie. Le ricette europee di austerità non aiutano. Le alternative possibili.

José Félix RIBEIRO - Una piccola economia dalle grandi ambizioni
1986: con l'ingresso nella Cee inizia la modernizzazione che, in un quarto di secolo, ha cambiato il volto del Portogallo. Oggi il paese è più ricco, ma non meno periferico. La crisi offre una nuova opportunità di riscatto. Che Lisbona è decisa a sfruttare.

Roberto BELLINZONA - Lisbona e Madrid separate in casa
Negli ultimi trent'anni, Spagna e Portogallo hanno preso strade opposte: la prima ha consumato il suo miracolo, il secondo è rimasto, nel complesso, un paese arretrato. Ora la crisi rimescola le carte e impone loro di collaborare. Ammesso che ne siano capaci.

Carlos ZORRINHO - L'innovazione come antidoto alla crisi
Informatica, ricerca, formazione, energie rinnovabili: Lisbona punta tutto sul futuro per scongiurare il declino economico e la marginalità geopolitica. I progressi ci sono, ma la crescita langue. Numeri e obiettivi della strategia di rilancio.

João FREIRE - La breve parabola dell'Estado social
Con la fine dell'èra salazarista, la spesa pubblica portoghese muta radicalmente. Gli alti esborsi per sicurezza e difesa lasciano il posto a una crescita esponenziale dello Stato sociale. Che ora, però, appare sempre meno sostenibile.

Luca DEL BALZO DI PRESENZANO - Perché non possiamo non vedere il Portogallo
Dall'antica Roma ai connubi dinastici, dalla Nato all'Unione Europea, la parabola delle relazioni italo-portoghesi. Il retaggio imperiale fa di Lisbona una porta verso i paesi lusofoni emergenti, a cominciare dal Brasile. Le affinità culturali.

PARTE III TRA IBERIA E LUSOSFERA

Enrique VILA-MATAS - La città che naviga

Roberta SCIAMPLICOTTI - Olivenza o Olivença? Il destino in una lettera
Nel 1801 la Spagna conquistò la città portoghese e la zona circostante. Il Portogallo ne ottenne la restituzione al Congresso di Vienna, ma i 453 km² contesi restano a tutt'oggi spagnoli. Una disputa geopolitica che riecheggia antiche rivalità iberiche.

Miguel DE UNAMUNO - Un popolo suicida (presentazione di Danilo MANERA)

Maria DO CÉU PINTO - Lisbona riscopre il Mediterraneo
Il Portogallo guarda al Nordafrica, attratto dal boom economico del Maghreb e dalla crescente dimensione comunitaria del mare nostrum. Commercio e diplomazia bilaterale prosperano, ma manca ancora una strategia. Il fattore energetico.

Catia DOS SANTOS - Capo Verde, una perla atlantica che fa gola a molti
I rapporti di Lisbona con l'ex colonia sono ottimi. Ma l'integrazione nell'Ue o addirittura il ritorno all'ex madrepatria sono assai improbabili. Il ruolo della lusofonia, gli interessi strategici europei e quelli americani: Praia come sede di Africom?

Marco MARINUZZI - Macao, la Cina latina
L'ex colonia portoghese è un ibrido culturale e amministrativo che conserva le sue peculiarità, ma guarda al continente. Le vicende storiche. I rapporti con Lisbona. Il ruolo di ponte tra Cina, Ue e Mercosur. Non c'è alternativa all'integrazione regionale.

Nuno CANAS MENDES - Timor, meu amor!
Eredità storiche, legami emotivi, ambizioni internazionali, Realpolitik. L'ostinata attenzione del Portogallo all'ex colonia è frutto di un mix di ragione e sentimento. Dove il secondo ha la meglio.

Luís ELIAS - L'incerto futuro di Timor Est
Povertà, disoccupazione, corruzione e malgoverno sono solo alcuni dei mali che affliggono la giovane democrazia timorense. Il ruolo dell'Onu. Il risiko degli aiuti internazionali. C'è spazio per il Portogallo?

Omar GHIANI - Portoghesi (poco) uniti d'America
Provenienti soprattutto dalle Azzorre, i componenti della lobby lusitana negli Stati Uniti non hanno saputo consolidare la propria influenza nella vita politica americana. Divise e lontane, le folte comunità sono destinate a un'inesorabile integrazione.


Duarte de Bragança pediu nacionalidade timorense

DN - O chefe da Casa Real, Duarte de Bragança, pediu a nacionalidade timorense, devido às "relações profundas com Timor-Leste", afirmou numa entrevista à Lusa.

Em entrevista por ocasião da Restauração da Independência, que se assinala hoje, Duarte de Bragança explicou que "a Casa Real já encetou os contactos para a obtenção da dupla nacionalidade, portuguesa e timorense, através de um pedido comunicado ao Presidente José Ramos-Horta".

O chefe da Casa Real salientou que sempre apoiou a causa da independência timorense e, por outro lado, destacou "as relações profundas, espirituais, do povo timorense com Portugal".

Duarte de Bragança sublinhou também que a Casa de Bragança e a bandeira monárquica são símbolos de "grande significado" para a nação timorense, que tem por isso uma relação especial com o herdeiro da última dinastia portuguesa.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A pacata Cimeira

“Encerramento da Cimeira de Lisboa sem grande destaque na imprensa estrangeira”, assim noticiou Domingo a Lusa o desfecho da Cimeira da OTAN em Lisboa, cimeira que vários julgavam ser a mais determinante para a OTAN uma vez que nesta se iria decidir qual o futuro papel da organização, já há muito ultrapassada (recorde-se que o principal objectivo da OTAN era o de rebater a expansão do comunismo no Ocidente, e não só).

Este assunto foi o mais abordado no passado dia 28 de Setembro, numa conferência subordinado ao tema “A Relação Portugal/União Europeia – EUA num Mundo em Mudança”, organizada pelo Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal, o evento contou, entre outros, com o apoio da Emb. dos EUA, do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Fundação Luso-Americana, entre os vários conferencistas encontravam-se os generais Ramalho Eanes e Loureiro dos Santos, Allan Katz – embaixador dos EUA em Lisboa, e o nosso conterrâneo Medeiros Ferreira, todos eles realçaram a importância desta dita Cimeira uma vez que, acreditava-se então, seria aqui, em Lisboa, que a OTAN acabaria, dando azo à criação de uma nova organização internacional que fosse mais funcional ou, na melhor das hipóteses, se redefiniria adaptando-se aos novos tempos: com uma Europa de Leste e Moscovo como membros da aliança multinacional em vez de o inimigo contra o qual a dita aliança foi constituída…

Aparentemente, não se passou nada! Há uma vaga noção de que o aliado americano retire as suas tropas do Afeganistão até 2014… bom, e aparentemente foi só isso, lendo os cabeçalhos dos vários jornais nacionais e internacionais não foi decidida grande coisa, pelo menos que tenha vindo a público, e a Cimeira que se julgava como crucial, talvez a mais importante da história da OTAN uma vez que obrigava a uma alteração de paradigma e estratégia geopolítica, fica para a história como mais uma… se calhar a mais entediante e menos decisiva de todas…

Mas atenção que esta aparente estagnação não é fruto unicamente dos líderes mundiais que se reuniram sem percalços em Lisboa… permitam-me repeti-lo: sem percalços!

Isso mesmo, Portugal, graças à cobardia congénita dos seus activistas ditos anti-sistema (tanto à esquerda como à direita), fica para a História como o organizador da única conferência da NATO sem violência nem desacatos públicos.

Quem julgue ter sido fruto da excelente organização do evento por parte do nosso governo (que nem conseguiu que os prometidos blindados que custaram 5 milhões de euros chegassem a tempo para o evento, mas pronto, ficam para a próxima) e do exemplar desempenho das nossas forças de segurança das duas uma: ou não é português, ou vive em negação.

Por uma vez a nossa carneirice, irrelevância internacional e incapacidade de protesto, seja para o que for mesmo quando nos pontapeiam os 'tins', fez-nos parecer bem na conjuntura.

Incentivo, 1º título da imprensa faialense
22 de Novembro, 2010.