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Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.
Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)
A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)
Agostinho da Silvaquarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Todos menos Marcelo
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
FERNANDO NOBRE – O PRESIDENTE OCULTO , de Eduardo Aroso
Epílogo de uma candidatura Candidatura, portanto, marginal, dos “sem-abrigo” voluntariamente desabrigados dos tectos do gesso do compadrio e das vigas estafadas do sistema. Por vontade própria de cada um e na egrégora de todos, foi-se construindo uma rampa promissora que continuará certamente depois do resultado das eleições. A acção cívica, que engloba cidadania e aldeania, não cessa mesmo quando o candidato se retira ou faz uma pausa mais ou menos longa.
Todavia, dado que uma mesma paisagem ou um igual sonho pode não ser entendido do mesmo modo por muitos em questão, há sempre quem possa querer «pôr remendo novo em pano velho» ou «vinho novo em odres velhos». Pouco monta se um ou outro personagem desta comunidade cívica ainda possa pensar desta maneira, quando o que importa é que a sede de todos é de um licor nunca provado, numa taça outra.
Sendo certo que se impõe a dignidade do respeito e reconhecimento institucional, tomada a frase de um mestre que disse que «a verdade é um diamante de muitas faces», e tal como o dia se avalia pela noite, e vice-versa, assim se pode conceber que haja um presidente visível e um presidente oculto. A imagem é clássica, pois provém do mais alto simbolismo e não do rasteiro conceito de oposição, à maneira parlamentar deste desajeitado início de século. É dever, portanto, trazer aquela imagem, não por mera conveniência de circunstância, mas porque é inamovível. Quando se diz que Nobre é, a partir de agora, o presidente oculto, não significa que fique escondido ou mais ou menos acoitado, mas sim preservado para o que o tempo possa destinar. Presidente oculto ou sinal da expectativa manifestada na sociedade portuguesa que, fazendo jus à hora, se elegeu ela própria como consciência vigilante que repudia um paradigma de política portuguesa que tem, legitimamente é certo, um presidente eleito por aqueles que nele votaram.
É difícil saber se o grito inicial «mais além» poderia ter sido de outro modo. Foi-o, o do momento e no momento. Passámos vitoriosamente o Cabo da Boa-Esperança e muitos cabos das tormentas de vária ordem. Postos já a caminho, não chegámos (ainda) à Nova Índia, aqui tão perto de nós, na certeza de que também no longe bem sabemos navegar.
Entre Figueira da Foz e Coimbra, 24 de Janeiro de 2011.
Eduardo Aroso
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
E AGORA, FERNANDO NOBRE?
1. Os portugueses não gostam, em geral, de ataques pessoais. Aqueles que, ao longo da campanha presidencial, foram sendo movidos a Cavaco Silva, por mais justificados que fossem, acabaram por beneficiá-lo. Também nesse aspecto, Fernando Nobre agiu bem, ao não ter seguido esse caminho, preferindo manter-se no mero debate de ideias e propostas.
2. Ainda não foi desta que um Presidente que se recandidata não vence, mas a margem foi a mais curta de sempre. Já para não falar na crescente abstenção, mais de 50%, e dos votos nulos e brancos. Tudo somado, a “maioria” que elegeu Cavaco Silva esvai-se para menos de um quarto dos eleitores inscritos.
3. Conforme era previsível, Manuel Alegre teve um resultado desastroso: a aliança Partido Socialista-Bloco de Esquerda sempre foi contra-natura e bloqueou por inteiro a sua campanha. Não se pode ser simultaneamente a favor e contra este Governo.
4. Dos candidatos pequenos: Francisco Lopes limitou-se a segurar o eleitorado comunista (manifestamente, foi para isso que o escolheram); Defensor Moura não foi sequer o candidato de Viana do Castelo (as bandeiras nacionais que escolheu – regionalização e defesa dos direitos dos animas – não tiveram eco): José Manuel Coelho conseguiu transpor a fronteira madeirense, mas à custa do crescente cinismo nacional (quem votou nele, fê-lo enquanto candidato de protesto e até de ridicularização do regime).
5. Resta Fernando Nobre. Depois de uma campanha algo acidentada, dados os poucos recursos e a ausência de uma estrutura logística (apenas disfarçada pela infinita generosidade de muitos voluntários), com um crescente desinteresse por parte dos “media”, que se foi reflectindo em sondagens cada vez menos optimistas (excepto na recta final da campanha, onde se deu uma clara viragem), é caso para dizer que o seu resultado acaba por ser extraordinário (poderia até, expectavelmente, ser maior, caso a campanha durasse mais uma semana ou duas). Em parte, o resultado foi sendo prenunciado nas ruas, dado o afecto da população em geral pela sua pessoa: manifestamente, muitos terão votado nele por ser um “homem bom”. Mas também, senão sobretudo, pelo seu perfil independente, trans-partidário. Isto para além dos seus já famosos “desígnios nacionais” – nomeadamente, falo por mim, o da “lusofonia global e dinâmica”. Chegados aqui, contudo, uma pergunta se impõe: e agora, Fernando Nobre? Decerto, poderá fazer uma nova tentativa daqui a cinco anos. Mas, para isso, tem que manter uma presença cívica e política, suportada nalguma estrutura, não necessariamente partidária. Caso contrário, estes quase quinze por cento esvair-se-ão…
P.S.: Daí a necessária via por cumprir: um projecto cívico e político, de cariz trans-partidário, que difunda os seus desígnios nacionais.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Parabéns, Doutor Fernando Nobre!
O seu resultado final, de quase 15%, depois de uma campanha tão acidentada, acaba por ser extraordinário, podendo ser o princípio de algo realmente novo. Ao longo da sua campanha, o Doutor Fernando Nobre afirmou por várias vezes que esta seria a sua primeira e última candidatura presidencial – e que, caso não ganhasse, voltaria tranquilamente à AMI, com a consciência tranquila. Decerto, tem todo o direito a fazê-lo. Para mais, todos sabemos o quanto a AMI é uma instituição meritória e benemérita, além e aquém fronteiras. Apenas na AMI, o Doutor Fernando Nobre tem feito mais por Portugal do que a grande maioria – passe o eufemismo – dos nossos políticos.
Há, contudo, uma outra possibilidade. Sem deixar a AMI, o Doutor Fernando Nobre poderia liderar, ou pelo menos apadrinhar, a criação de um projecto cívico, na sua acepção mais ampla, ou seja, de um projecto cívico que tivesse também uma dimensão política.
Desde já lhe antecipamos que o MIL está disponível para colaborar nesse projecto, desde que, obviamente, ele mantenha as duas bandeiras que motivaram o nosso apoio à sua candidatura.
Caso isso não aconteça, também desde já lhe antecipamos que, pela nossa parte, iremos continuar a erguer bem alto estas duas bandeiras: a de uma visão política supra-partidária e a da aposta estratégica na convergência lusófona. Isto, obviamente, para além dos seus outros desígnios estratégicos, com os quais todos estamos, mais ou menos, de acordo: Justiça, Saúde, Educação, Produção Nacional, etc.
domingo, 16 de janeiro de 2011
PS apoia Alegre porque quer um Presidente calado
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
FERNANDO NOBRE – A CANDIDATURA DA LIBERTAÇÃO
Dito desta maneira, pode ser incompreensível para muitos e até chocante para alguns. O certo é que Fernando Nobre, que não é travesti da política, traz, como a primavera que lenta mas seguramente se aproxima, a semente sã para ser lançada na sociedade portuguesa. Ele é a cor que pode lavar o cinzento da nossa democracia, cada vez mais cinzenta, entenda-se, de cinzas. De facto, Portugal, há já muito tempo, que está em quarta-feira de cinzas. Fernando Nobre pode anunciar a ressurreição ou renascimento, como cada um queira entender. O Estado providência, transformado em Estado indecência, ficou-nos um Estado hipnótico. Os hipnotizadores, sabemos quem são. Amarram o sonho, colocam a máscara pegajosa do velho paradigma que agoniza desesperado: o dos políticos que nunca tiveram profissão e que lançam estranhas inquisições sobre o povo que, elegendo os fazedores da lei, deles recebe a lei que amesquinha quem elege o legislador. É urgente que se diga, no círculo de cada um, que Fernando Nobre tem sabido utilizar a chave para abrir estas grades que nos acorrentam diariamente: a de ter que ouvir os mesmos políticos que foram carrascos e agora, miraculosamente, se apresentam como salvadores. E a chave de Fernando Nobre não é feita de metal pesado, e muito menos a do «vil metal« utilizada pela partidocracia: é a que ele sempre teve, feita do metal nobre da sua competência, da sua honestidade e – vale dizê-lo – da sua simpatia e afabilidade. É de todos conhecido o magistral painel de Almada Negreiros, intitulado «Começar», patente na Fundação Gulbenkian. Desconheço as razões que levaram o artista – se é que ele as explicou - a denominar a sua obra «Começar», ou se terá hesitado no nome «Recomeçar». O certo é que aquilo que escreveu nos pode servir de modelo para a candidatura de Fernando Nobre que, quis o Destino, adoptou como palavra-chave RECOMEÇAR PORTUGAL.Um ponto que está no círculo
E que se põe no quadrado e no triângulo.
Conheces o ponto? tudo vai bem.
Não o conheces? tudo está perdido.
(Almada Negreiros)
Coimbra, 12 de Janeiro 2011
Eduardo Aroso
domingo, 9 de janeiro de 2011
Até quando, Portugal?
Começou hoje, oficialmente, a campanha eleitoral para as eleições presidenciais mas já se percebeu que não se vai discutir nada de realmente importante. Enquanto na imprensa estrangeira se dá como certa a vinda do FMI – prova dos nove do falhanço estrutural de Portugal – os candidatos divertem-se em tornos das questões de carácter. Já se sabe: quando não há real diferença nas ideias, restam as questões de carácter…
É verdade que Fernando Nobre não tem ido por esse caminho: recusa-se a discutir questões de carácter, persiste em apresentar as suas ideias. Mas ainda pouca gente parece ouvi-lo. Até quando, Portugal?
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Alegre vs Nobre: o futuro da Esquerda ou de Portugal?
Este era o debate que Fernando Nobre mais precisava de vencer. E venceu-o, de forma particularmente clara. Não porque Fernando Nobre e Manuel Alegre disputem exactamente o mesmo eleitorado, como alguns comentadores mais preguiçosos, que se limitam a repetir clichés, gostam de repetir.
Simplesmente, a haver segunda volta, só Fernando Nobre ou Manuel Alegre a poderão disputar com Cavaco Silva. Ora, com Manuel Alegre na segunda volta, a reeleição de Cavaco Silva é mais do que certa. O país jamais elegerá um candidato que foi, antes de mais, apoiado pelo Bloco de Esquerda, um candidato cujo discurso enferma de um óbvio sectarismo ideológico, como se fosse mais importante o futuro da esquerda do que o futuro de Portugal…
Já Fernando Nobre, como neste debate ficou uma vez mais patente, tem um horizonte muito mais largo. Ele é, com efeito, o único candidato supra-partidário, o único que está, efectivamente, para além de todos os sectarismos ideológicos. E por isso é ele o único que pode, de facto, numa segunda volta, derrotar Cavaco Silva.
A verdadeira escolha, nesta eleição é essa: ou Cavaco Silva ou Fernando Nobre. Sempre foi. Mas, com este debate, tornou-se evidente para todos. Até para os comentados mais preguiçosos.
Portanto, das duas uma: ou estamos satisfeitos com a Presidência de Cavaco Silva e vamos reelegê-lo, ou queremos mudar. Se queremos mudar, a escolha só pode ser… Nobre.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Apenas o Governo?
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
Mais um debate clarificador
Foi mais um debate clarificador. De um lado, o Professor Cavaco Silva, com uma visão mais do que minimalista dos poderes presidenciais – segundo a qual um Presidente não pode sequer “comentar as medidas do Governo”, por mais “polémicas” que sejam. Do outro, o Doutor Fernando Nobre, com uma visão bem mais ampla e profunda desses mesmos poderes… Se a visão do Professor Cavaco Silva já seria curta em termos de bonança, em tempos de tempestade, como aqueles em que vivemos, é insustentável. Portugal continua a meter água por todos os lados e a tarefa do Capitão maior do navio não pode ser assistir a tudo quieto e calado, apenas para não ser acusado de ingerência ou de não isenção…
Mas, obviamente, como se esperava, as reacções a este debate procuram adensar o nevoeiro que dissimula o eminente naufrágio. Se no anterior, face a Francisco Lopes, Fernando Nobre fora acusado de “direitista” (!) e mesmo de “colonialista” (!!), agora, face a Cavaco Silva, é acusado de “demagogo” (!) e até de “esquerdista” (!!). É a música do costume do Titanic…





