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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Todos menos Marcelo

Não é só quando se realizam em Portugal eleições para a presidência da mesma que se deve recordar e reforçar a verdade, os factos: no nosso país a República é um regime ilegítimo, imposto em Portugal por uma minoria através de um golpe de Estado em 1910 e de um duplo crime (o assassinato do então Chefe de Estado e do seu filho e sucessor no cargo) em 1908, nunca legitimado por um referendo específico e que, na sua actual (e terceira) «versão», persiste em não ser plenamente democrático por, na corrente Constituição, não só preconizar (ainda) no preâmbulo «abrir caminho para uma sociedade socialista» mas também limitar (ainda), no artigo 288º, as leis de revisão à «forma republicana de governo». Tudo isto sob o estandarte verde e vermelho, símbolo de iberistas e de terroristas, «ignóbil trapo» para Fernando Pessoa e que até Guerra Junqueiro rejeitou.
Porém, e porque Portugal tem sempre prioridade, enquanto não se faz a restauração há que ser pragmático e, perante a realidade, as situações, deve-se adaptar e actuar, se não pelo ideal e pelo preferível, então pelo mal menor, neste caso na escolha do próximo Chefe de Estado. E, a 24 de Janeiro, a opção, ou opções, não oferece(m) dúvidas: todos menos Marcelo Rebelo de Sousa. Para um cargo uninominal como o de Presidente da República, o carácter importa e interessa, pelo menos, tanto quanto a ideologia. E Marcelo não o tem; ele é, ou pode, ser, dizer e fazer tudo e o seu contrário; ninguém duvida de que o crónico comentador é capaz de mentir, de se contradizer, constantemente, consoante as circunstâncias e os contextos; a hipocrisia é a sua segunda natureza. Para o demonstrar, nem é preciso recuar muito no passado e ir buscar o episódio de uma certa sopa que se serve fria. Já na presente campanha eleitoral, ele: desmentiu ter considerado inconstitucional a rejeição, pelo Tribunal respectivo, do Orçamento de Estado para 2012, apesar de existir uma gravação que demonstra o oposto; manifestou-se favorável à adopção por «casais» do mesmo sexo, apesar de continuar a declarar-se cristão, católico, que reza «o terço todos os dias»; e assumiu-se como estando na (ou vindo da) «esquerda da direita», apesar de, uma semana antes, ter garantido que «não sou o candidato da direita».
No entanto, nenhum aspecto da personalidade e do posicionamento de Marcelo Rebelo de Sousa é mais preocupante do que a sua atitude, de total e acrítica aceitação e sujeição, perante o dito «Acordo Ortográfico de 1990» - aliás, é o único dos principais candidatos a tê-la. Preocupante não só por aquele que é supostamente um dos mais competentes e eminentes juristas portugueses nunca ter detectado nem denunciado as flagrantes ilegalidades, tanto ao nível nacional como ao nível internacional, inerentes à imposição do AO90; também por acreditar que «para Portugal conseguir lutar pela lusofonia no mundo tem de lutar por dar a supremacia ao Brasil» - disse-o em 2008 e não consta que entretanto tivesse mudado de opinião. Por outras palavras, a pessoa que poderá ser o principal líder deste país entende que é seu dever contribuir para que aquele se submeta, se inferiorize, em relação a outro. Só isto seria suficiente para o desqualificar da corrida ao Palácio de Belém. Ele é indigno de presidir aos destinos nacionais… tal como Aníbal Cavaco Silva foi e (ainda) é, por ter iniciado o processo do AO90 enquanto primeiro-ministro e o ter finalizado (?) enquanto «residente da república».

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

FERNANDO NOBRE – O PRESIDENTE OCULTO , de Eduardo Aroso

Epílogo de uma candidatura

Fernando Nobre não ganhou, mas ficou. O mesmo é dizer: não ficando, vai sendo. À imagem do sentido que, ao longo da História, é atribuído ao papa e à existência de um anti-papa, também, neste caso da política portuguesa, o candidato da esperança volveu-se num padrão vivo, espinho no sistema (ou no modo do seu funcionamento), uma sombra que fez tremer os representantes do statu quo da democracia lusa, actualmente com pouca luz. Assim – em mais um paradoxo português - ao invés dos profissionais da política e seus procuradores que, ao longo da campanha, deveriam ir vencendo os adamastores actuais que barram e asfixiam a sociedade portuguesa afrontando a fragilidade de ideias e acções, Fernando Nobre, não ele, mas para eles, tornou-se, pouco a pouco, um adamastor que lhes aparecia, ora a bombordo, ora a estibordo. No princípio, parecendo inofensivo, e nos últimos dias um arrepio de espinha.

Candidatura, portanto, marginal, dos “sem-abrigo” voluntariamente desabrigados dos tectos do gesso do compadrio e das vigas estafadas do sistema. Por vontade própria de cada um e na egrégora de todos, foi-se construindo uma rampa promissora que continuará certamente depois do resultado das eleições. A acção cívica, que engloba cidadania e aldeania, não cessa mesmo quando o candidato se retira ou faz uma pausa mais ou menos longa.

Todavia, dado que uma mesma paisagem ou um igual sonho pode não ser entendido do mesmo modo por muitos em questão, há sempre quem possa querer «pôr remendo novo em pano velho» ou «vinho novo em odres velhos». Pouco monta se um ou outro personagem desta comunidade cívica ainda possa pensar desta maneira, quando o que importa é que a sede de todos é de um licor nunca provado, numa taça outra.

Sendo certo que se impõe a dignidade do respeito e reconhecimento institucional, tomada a frase de um mestre que disse que «a verdade é um diamante de muitas faces», e tal como o dia se avalia pela noite, e vice-versa, assim se pode conceber que haja um presidente visível e um presidente oculto. A imagem é clássica, pois provém do mais alto simbolismo e não do rasteiro conceito de oposição, à maneira parlamentar deste desajeitado início de século. É dever, portanto, trazer aquela imagem, não por mera conveniência de circunstância, mas porque é inamovível. Quando se diz que Nobre é, a partir de agora, o presidente oculto, não significa que fique escondido ou mais ou menos acoitado, mas sim preservado para o que o tempo possa destinar. Presidente oculto ou sinal da expectativa manifestada na sociedade portuguesa que, fazendo jus à hora, se elegeu ela própria como consciência vigilante que repudia um paradigma de política portuguesa que tem, legitimamente é certo, um presidente eleito por aqueles que nele votaram.

É difícil saber se o grito inicial «mais além» poderia ter sido de outro modo. Foi-o, o do momento e no momento. Passámos vitoriosamente o Cabo da Boa-Esperança e muitos cabos das tormentas de vária ordem. Postos já a caminho, não chegámos (ainda) à Nova Índia, aqui tão perto de nós, na certeza de que também no longe bem sabemos navegar.

Entre Figueira da Foz e Coimbra, 24 de Janeiro de 2011.
Eduardo Aroso

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

E AGORA, FERNANDO NOBRE?

Assente a poeira, algumas conclusões sobre esta campanha presidencial:

1. Os portugueses não gostam, em geral, de ataques pessoais. Aqueles que, ao longo da campanha presidencial, foram sendo movidos a Cavaco Silva, por mais justificados que fossem, acabaram por beneficiá-lo. Também nesse aspecto, Fernando Nobre agiu bem, ao não ter seguido esse caminho, preferindo manter-se no mero debate de ideias e propostas.

2. Ainda não foi desta que um Presidente que se recandidata não vence, mas a margem foi a mais curta de sempre. Já para não falar na crescente abstenção, mais de 50%, e dos votos nulos e brancos. Tudo somado, a “maioria” que elegeu Cavaco Silva esvai-se para menos de um quarto dos eleitores inscritos.

3. Conforme era previsível, Manuel Alegre teve um resultado desastroso: a aliança Partido Socialista-Bloco de Esquerda sempre foi contra-natura e bloqueou por inteiro a sua campanha. Não se pode ser simultaneamente a favor e contra este Governo.

4. Dos candidatos pequenos: Francisco Lopes limitou-se a segurar o eleitorado comunista (manifestamente, foi para isso que o escolheram); Defensor Moura não foi sequer o candidato de Viana do Castelo (as bandeiras nacionais que escolheu – regionalização e defesa dos direitos dos animas – não tiveram eco): José Manuel Coelho conseguiu transpor a fronteira madeirense, mas à custa do crescente cinismo nacional (quem votou nele, fê-lo enquanto candidato de protesto e até de ridicularização do regime).

5. Resta Fernando Nobre. Depois de uma campanha algo acidentada, dados os poucos recursos e a ausência de uma estrutura logística (apenas disfarçada pela infinita generosidade de muitos voluntários), com um crescente desinteresse por parte dos “media”, que se foi reflectindo em sondagens cada vez menos optimistas (excepto na recta final da campanha, onde se deu uma clara viragem), é caso para dizer que o seu resultado acaba por ser extraordinário (poderia até, expectavelmente, ser maior, caso a campanha durasse mais uma semana ou duas). Em parte, o resultado foi sendo prenunciado nas ruas, dado o afecto da população em geral pela sua pessoa: manifestamente, muitos terão votado nele por ser um “homem bom”. Mas também, senão sobretudo, pelo seu perfil independente, trans-partidário. Isto para além dos seus já famosos “desígnios nacionais” – nomeadamente, falo por mim, o da “lusofonia global e dinâmica”. Chegados aqui, contudo, uma pergunta se impõe: e agora, Fernando Nobre? Decerto, poderá fazer uma nova tentativa daqui a cinco anos. Mas, para isso, tem que manter uma presença cívica e política, suportada nalguma estrutura, não necessariamente partidária. Caso contrário, estes quase quinze por cento esvair-se-ão…

P.S.: Daí a necessária via por cumprir: um projecto cívico e político, de cariz trans-partidário, que difunda os seus desígnios nacionais.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Parabéns, Doutor Fernando Nobre!

O seu resultado final, de quase 15%, depois de uma campanha tão acidentada, acaba por ser extraordinário, podendo ser o princípio de algo realmente novo.

Ao longo da sua campanha, o Doutor Fernando Nobre afirmou por várias vezes que esta seria a sua primeira e última candidatura presidencial – e que, caso não ganhasse, voltaria tranquilamente à AMI, com a consciência tranquila. Decerto, tem todo o direito a fazê-lo. Para mais, todos sabemos o quanto a AMI é uma instituição meritória e benemérita, além e aquém fronteiras. Apenas na AMI, o Doutor Fernando Nobre tem feito mais por Portugal do que a grande maioria – passe o eufemismo – dos nossos políticos.

Há, contudo, uma outra possibilidade. Sem deixar a AMI, o Doutor Fernando Nobre poderia liderar, ou pelo menos apadrinhar, a criação de um projecto cívico, na sua acepção mais ampla, ou seja, de um projecto cívico que tivesse também uma dimensão política.

Desde já lhe antecipamos que o MIL está disponível para colaborar nesse projecto, desde que, obviamente, ele mantenha as duas bandeiras que motivaram o nosso apoio à sua candidatura.

Caso isso não aconteça, também desde já lhe antecipamos que, pela nossa parte, iremos continuar a erguer bem alto estas duas bandeiras: a de uma visão política supra-partidária e a da aposta estratégica na convergência lusófona. Isto, obviamente, para além dos seus outros desígnios estratégicos, com os quais todos estamos, mais ou menos, de acordo: Justiça, Saúde, Educação, Produção Nacional, etc.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

FERNANDO NOBRE – A CANDIDATURA DA LIBERTAÇÃO

Dito desta maneira, pode ser incompreensível para muitos e até chocante para alguns. O certo é que Fernando Nobre, que não é travesti da política, traz, como a primavera que lenta mas seguramente se aproxima, a semente sã para ser lançada na sociedade portuguesa. Ele é a cor que pode lavar o cinzento da nossa democracia, cada vez mais cinzenta, entenda-se, de cinzas. De facto, Portugal, há já muito tempo, que está em quarta-feira de cinzas. Fernando Nobre pode anunciar a ressurreição ou renascimento, como cada um queira entender. O Estado providência, transformado em Estado indecência, ficou-nos um Estado hipnótico. Os hipnotizadores, sabemos quem são. Amarram o sonho, colocam a máscara pegajosa do velho paradigma que agoniza desesperado: o dos políticos que nunca tiveram profissão e que lançam estranhas inquisições sobre o povo que, elegendo os fazedores da lei, deles recebe a lei que amesquinha quem elege o legislador. É urgente que se diga, no círculo de cada um, que Fernando Nobre tem sabido utilizar a chave para abrir estas grades que nos acorrentam diariamente: a de ter que ouvir os mesmos políticos que foram carrascos e agora, miraculosamente, se apresentam como salvadores. E a chave de Fernando Nobre não é feita de metal pesado, e muito menos a do «vil metal« utilizada pela partidocracia: é a que ele sempre teve, feita do metal nobre da sua competência, da sua honestidade e – vale dizê-lo – da sua simpatia e afabilidade. É de todos conhecido o magistral painel de Almada Negreiros, intitulado «Começar», patente na Fundação Gulbenkian. Desconheço as razões que levaram o artista – se é que ele as explicou - a denominar a sua obra «Começar», ou se terá hesitado no nome «Recomeçar». O certo é que aquilo que escreveu nos pode servir de modelo para a candidatura de Fernando Nobre que, quis o Destino, adoptou como palavra-chave RECOMEÇAR PORTUGAL.

Ponto de Bauhütte:

Um ponto que está no círculo
E que se põe no quadrado e no triângulo.
Conheces o ponto? tudo vai bem.
Não o conheces? tudo está perdido.

(Almada Negreiros)

Coimbra, 12 de Janeiro 2011
Eduardo Aroso

domingo, 9 de janeiro de 2011

Até quando, Portugal?

Começou hoje, oficialmente, a campanha eleitoral para as eleições presidenciais mas já se percebeu que não se vai discutir nada de realmente importante.

Enquanto na imprensa estrangeira se dá como certa a vinda do FMI – prova dos nove do falhanço estrutural de Portugal – os candidatos divertem-se em tornos das questões de carácter. Já se sabe: quando não há real diferença nas ideias, restam as questões de carácter…

É verdade que Fernando Nobre não tem ido por esse caminho: recusa-se a discutir questões de carácter, persiste em apresentar as suas ideias. Mas ainda pouca gente parece ouvi-lo. Até quando, Portugal?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Como os debates estão a correr mal para os "favoritos", sentencia-se...

Alegre vs Nobre: o futuro da Esquerda ou de Portugal?

Este era o debate que Fernando Nobre mais precisava de vencer. E venceu-o, de forma particularmente clara.

Não porque Fernando Nobre e Manuel Alegre disputem exactamente o mesmo eleitorado, como alguns comentadores mais preguiçosos, que se limitam a repetir clichés, gostam de repetir.

Simplesmente, a haver segunda volta, só Fernando Nobre ou Manuel Alegre a poderão disputar com Cavaco Silva. Ora, com Manuel Alegre na segunda volta, a reeleição de Cavaco Silva é mais do que certa. O país jamais elegerá um candidato que foi, antes de mais, apoiado pelo Bloco de Esquerda, um candidato cujo discurso enferma de um óbvio sectarismo ideológico, como se fosse mais importante o futuro da esquerda do que o futuro de Portugal…

Já Fernando Nobre, como neste debate ficou uma vez mais patente, tem um horizonte muito mais largo. Ele é, com efeito, o único candidato supra-partidário, o único que está, efectivamente, para além de todos os sectarismos ideológicos. E por isso é ele o único que pode, de facto, numa segunda volta, derrotar Cavaco Silva.

A verdadeira escolha, nesta eleição é essa: ou Cavaco Silva ou Fernando Nobre. Sempre foi. Mas, com este debate, tornou-se evidente para todos. Até para os comentados mais preguiçosos.

Portanto, das duas uma: ou estamos satisfeitos com a Presidência de Cavaco Silva e vamos reelegê-lo, ou queremos mudar. Se queremos mudar, a escolha só pode ser… Nobre.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Apenas o Governo?


O candidato presidencial Cavaco Silva admitiu hoje que a intervenção do FMI em Portugal significaria que o Governo "de alguma forma" falhou

sábado, 18 de dezembro de 2010

Mais um debate clarificador

Foi mais um debate clarificador. De um lado, o Professor Cavaco Silva, com uma visão mais do que minimalista dos poderes presidenciais – segundo a qual um Presidente não pode sequer “comentar as medidas do Governo”, por mais “polémicas” que sejam. Do outro, o Doutor Fernando Nobre, com uma visão bem mais ampla e profunda desses mesmos poderes…

Se a visão do Professor Cavaco Silva já seria curta em termos de bonança, em tempos de tempestade, como aqueles em que vivemos, é insustentável. Portugal continua a meter água por todos os lados e a tarefa do Capitão maior do navio não pode ser assistir a tudo quieto e calado, apenas para não ser acusado de ingerência ou de não isenção…

Mas, obviamente, como se esperava, as reacções a este debate procuram adensar o nevoeiro que dissimula o eminente naufrágio. Se no anterior, face a Francisco Lopes, Fernando Nobre fora acusado de “direitista” (!) e mesmo de “colonialista” (!!), agora, face a Cavaco Silva, é acusado de “demagogo” (!) e até de “esquerdista” (!!). É a música do costume do Titanic…