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Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva
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domingo, 14 de novembro de 2010

Lauro Moreira: "A língua portuguesa é hoje a quinta mais falada do mundo"

Lauro Moreira (http://liberal.sapo.cv)
Lauro Moreira (http://liberal.sapo.cv)
"A língua portuguesa é hoje a quinta mais falada do mundo, o terceiro idioma europeu usado fora do Velho Continente e, finalmente, a nona língua na Internet, sendo portanto identificada como um valioso património cultural, político e mesmo económico."

Lauro Moreira

Fernando Pessoa acreditava que o Quinto Império seria não um "império" materializado em domínios e territórios reais e concretos mas na língua portuguesa. Apesar deste sonho profético de um dos seus maiores vates, Portugal nunca soube aproveitar o imenso capital que é o de ser a matriz originária de uma língua ímpar, presente em 5 continentes e falada por algumas das mais dinâmicas economias do mundo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Língua Portuguesa - A doce dona dos meus lábios!

No mundo todo, sempre existiram países que resultaram de colonizações de outros países mais antigos, como a Inglaterra, França, Bélgica, Espanha e Portugal.
A Inglaterra com suas galeras, esteve presente na África, nas Américas do Norte e Central, como o Canadá, Estados Unidos e países atuais do Caribe, como também a França da mesma maneira dos Estados Unidos, a Bélgica, a Holanda e os maiores colonizadores, a Espanha e o nosso Portugal.

A Espanha no mundo contém 24 países que falam o "Castelhano", mas, o número de habitantes não se iguala aos de países de Língua Portuguesa.

No concerto mundial, Portugal contribuiu para a efetivação de 7 países, formando atualmente a CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, com os 8 integrantes, que pelos cálculos atuais chegam a ter mais ou menos uns 245 milhões de habitantes, que pelo que se informa é já a 3ª língua falada e escrita do mundo.
O "português" hoje em dia é falado então em 8 países, e em mais alguns lugares, como em Macau na China, Goa, Damão e Diu na Índia, o que chegaria a esses milhões de pessoas e para que tenhamos uma idéia desse grandioso acontecimento efetuado pelo nosso Portugal, vamos exemplificar quem são todos esses países.

Partindo do nosso Portugal, como todos sabem é o portal da Europa, como se fosse o cérebro ali implantado, o qual além do Portugal Continental, temos o arquipélago da Ilha da Madeira, bem como, o arquipélago dos Açores, sendo que Portugal hoje tem uma população estimada em 12 milhões de pessoas, que se fizermos um cálculo proporcionalmente em relação ao Brasil, país que é 100 vezes maior em território que Portugal, os 12 milhões representam 1 bilhão e duzentos milhões de habitantes, que o Brasil teria que ter para a mesma população de Portugal em razão do território deste ser 100 vezes menor.

O Brasil, o maior país de língua portuguesa, com um território enorme contém quase 200 milhões de pessoas, e em seguida Moçambique com 22 milhões de habitantes. Depois, Angola com 20 milhões, Guiné-Bissau com 1 milhão e meio, Timor Leste com 1 milhão e duzentos mil. E depois os menores em habitantes, como Cabo Verde com 500 mil, e por fim, São Tomé e Príncipe com 170 mil habitantes.

Para que houvesse um equilíbrio no falar e no escrever nessa fantástica Língua, no século 20, desde 1913, e a cada 40 anos, houve-se por bem modificar-se a escrita, o que aconteceu em 1913, 1943, 1973 e agora no começo do século 21, com novas modificações na Ortografia, porque era imprudente continuar a ter duas grafias em uma língua de tamanha extensão. E assim sendo, esse acordo foi definitivamente implantado, com prazo final até o fim de 2012, em que teremos tão somente uma grafia em todos os países da comunidade de língua portuguesa.

Para que tenhamos uma visão parcial desse acontecimento, alguns exemplos poderão ser citados, como, no alfabeto voltam as letras K, W e Y, caem os acentos tônicos, o trema é eliminado, o hifem quase na totalidade é modificado e assim por diante, e então teremos uma melhoria bastante acentuada no escrever e na confecção de livros que poderão ser comercializados em todos países de Língua Portuguesa e termos uma mais perfeita adequação à nossa Língua.

Portanto, após muitas eras da colonização lusitana e na formação de 8 países, nós finalmente teremos a unificação da escrita, da grafia, e já deveria ter acontecido anteriormente com mais precisão, mesmo porque existe um fato raro na colonização mundial de países, porque no Brasil não existem dialetos, e de norte a sul, só falamos a "Encantadora Língua Portuguesa" que segundo o mestre brasileiro da Língua Portuguesa e poeta Guilherme de Almeida escreveu o seguinte:

"A doce dona dos meus lábios - Senhora de todas as minhas palavras - E pois de todos os meus sentimentos e pensamentos - À que é minha escrava - Rainha que amo e escrava que castigo - A Bela e Rude Língua Portuguesa"!!!

Adriano da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

Fonte: Mundo Lusíada

domingo, 20 de junho de 2010

Milhafre, Milhafre, quem és tu?

Eh, amigo!

Acabo de ler a declaração sobre Saramago, por parte do MIL, que também sou eu.
És grande, Milhafre, faço-te uma vénia, mas não gostei de rever-me em ti. De que tens medo, Milhafre, quem fala em teu nome?

O MIL tem de ser maior que Portugal, tem de ser grande quando é preciso e aquele parágrafo infeliz «Isto apesar de, no seu percurso cívico e político, José Saramago ter tomado atitudes nem sempre condizentes com a sua condição de português com responsabilidades inerentes ao seu estatuto de escritor de uma língua que lhe deu voz e que é pertença de toda a Comunidade Lusófona» fez-me estremecer as asas.

«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade que me ata ao leme,
«El-Rei D. João Segundo!»

Um escritor é também um ser humano e como tal tem defeitos e qualidades. D. João Segundo? Quem foi o homem, que mandou executar, exilar famílias inteiras, assassinou pelas suas próprias mãos um irmão de sua mulher, depois dizer eu sou o senhor dos senhores, não o servo dos servos, quem foi o homem que fez tudo para manter o poder e ficar depois na história como Príncipe-Perfeito, grande entre os maiores porque teve a visão de conquistar um espaço maior para Portugal?

Saramago foi polémico no que escreveu, no que disse, no que fez. A História há-de julgá-lo a seu tempo. Mas foi ele que conseguiu o prémio maior para as Letras Portuguesas, almejado por muitos, mortos e vivos, ele, o pobre, o humilde, o deserdado da fortuna, o humilhado, o comunista. Foi ele que construiu uma obra grande decerto, nem tanto à feição de todos, mas um escritor tem direitos, que raio! Um escritor tem o direito de escrever o que lhe dá na real gana, tem direitos para além de obrigações. Deus que é Deus – para os homens que acreditam, porque eu não passo de um mosquito – não agradou a todos, um grande homem é sempre grande precisamente porque cria polémica.

Amou, sentiu-se amado e não foi preconceituoso. Foi humilhado no seu país por homens como ele, homens incultos, temerosos de serem excomungados, como se vivessem na Idade Média. Quem não se sente não é filho de boa gente e ele partiu para onde foi feliz, onde encontrou a paisagem que lhe encheu os olhos e a alma, onde pôde plantar uma oliveira no seu jardim para não esquecer a terra que lhe deu o ser e onde pediu para ser sepultado. É isso que importa. No fundo, ele não renegou o seu país, ele o enobreceu, ele divulgou por todos os cantos do mundo a língua que é nossa, a língua que o MIL hasteia e agita com honra!

É uma vergonha – isso sim! – que o nosso Presidente da República não esteja presente nas exéquias porque questões pessoais fazem-lhe esquecer que representa um PAÍS e que isso é mais importante do que as férias com a família; é uma vergonha que nas Canárias, no Brasil, se decrete luto por três dias e em Portugal apenas dois. Porque ele não merece. Porque ele precisa de ser castigado por procedimentos menos airosos aqui ou além (quem não pecou, que atire a primeira pedra!), porque ele era comunista e os comunistas comem criancinhas ao pequeno-almoço. Porque ele amou uma espanhola. Porque ele escolheu para viver uma ilha que não pertencia ao seu país.

Ele foi reconhecidamente um homem grande da Língua Portuguesa porque a divulgou para o mundo, pese a quem não se revê na sua escrita, no seu estilo ou nos seus ideais. Ele trouxe o primeiro Prémio Nobel para Portugal por inteiro e Portugal está em dívida para com ele. Honrem-no, não sejam mesquinhos. Provem-lhe que são grandes e dêem-lhe o lugar que merece no Panteão Nacional.

Milhafre, eu humildemente te saúdo.
Piquei. Fuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!

Miruii

terça-feira, 18 de maio de 2010

Interesse pela língua portuguesa está a aumentar

No presente ano lectivo, cerca de 84 mil alunos frequentam 5.680 cursos de Língua e Cultura Portuguesa no âmbito do Ensino Português no Estrangeiro (EPE), segundo dados do Gabinete de Estudos e Planeamento da Educação (GEPE) do Ministério da Educação. Fruto da acção do Estado português, da assinatura de acordos bilaterais ou da iniciativa de associações de portugueses nos países onde residem, a rede de ensino da língua portuguesa no estrangeiro, a nível básico e secundário, o EPE destina-se fundamentalmente a ensinar aos luso-descendentes a língua materna de pais e avós. Quando se aponta para a existência de 4,5 a 5 milhões de portugueses e luso-descendentes a viver em todo o mundo, oficialmente o número de alunos não chega aos cem mil. Em Janeiro deste ano, o secretário de Estado das Comunidades apontava o Ensino Português no Estrangeiro como uma das grandes prioridades do Governo na área da Emigração para 2010. António Braga tem defendido a introdução do português como língua de opção no ensino oficial em alguns países, um «pedido» que o presidente da República tem reforçado nas viagens que realiza a países com presença de comunidades portuguesas. Em países como a Alemanha, Andorra, França, Reino Unido e até na Dinamarca, não há falta de luso-descendentes a querer aprender uma língua que em 2050, deverá ser falada por 335 milhões de pessoas em todo o mundo…

Se na Dinamarca os portugueses que ali residem sentiram a necessidade de que língua seja ensinada aos filhos, em França, a procura pelo ensino do português tem aumentado a um ritmo constante, em contraste com outras línguas disponíveis no sistema de ensino, como noticiou recentemente a Agência Lusa.
A maioria dos alunos de português nos vários níveis de ensino é ainda de luso-descendentes: são cerca de 80 por cento, revelou António Oliveira, secretário-geral da Associação para o Desenvolvimento dos Estudos Portugueses, Brasileiros, da África e Ásia Lusófonas (ADEPBA). Mas o inspector geral da Língua Portuguesa em França, Michel Perez, sublinhou que apesar da procura pela aprendizagem do português registar um aumento de cinco por cento ao ano, há uma acentuada quebra nas contratações de professores e mais de 10 por cento de docentes está em situação de vínculo contratual precário. Segundo os números de Michel Perez, o português é estudado em França por mais de 32 mil alunos em 325 escolas secundárias e em 549 escolas elementares.
Em Janeiro deste ano, o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas apresentava na Comissão de Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas da Assembleia da República, as prioridades para 2010 na área da Emigração. António Braga anunciava uma verba de 33 milhões de euros para o Instituto Camões, o “valor do envelope financeiro que veio do Ministério da Educação” no âmbito da passagem da tutela do Ensino do Português no Estrangeiro (EPE) para o Instituto Camões (IC).
António Braga assumia que o EPE é uma das grandes prioridades para 2010, acrescentava que o ensino podia também beneficiar de parte dos 30 milhões de euros do Fundo da Língua Portuguesa e reafirmava a intenção de alargar a rede do EPE aos Estados Unidos e ao Canadá, a partir do próximo ano lectivo.
Em Maio, numa visita a Espanha, a presidente do IC reafirmava que a introdução do português como língua opcional nos currículos do ensino básico e secundário das várias comunidades autónomas espanholas continua a ser a grande prioridade da estratégia para Espanha. Essa parece ser o grande desejo dos governantes em relação ao ensino da língua no estrangeiro. Recentemente, durante a visita que realizou à Catalunha (Espanha) e a Andorra, o presidente da República fez a língua portuguesa um dos seus principais temas.
Em dois encontro políticos realizados em Andorra, Cavaco Silva sublinhou a dimensão da comunidade portuguesa - representa cerca de um quinto da população andorrana – e insistiu “no problema da língua portuguesa, algo que preocupa a comunidade, algo que preocupa as autoridades portuguesas há muito tempo”. Disse ter pedido que o governo andorrano fizesse “um esforço especial para que fosse encontrada uma solução de forma a não sobrecarregar os filhos dos portugueses com o ensino paralelo”. E revelou que “estão programadas reuniões nesse sentido”, tendo sido “deixada aberta uma porta”, para a integração do ensino do português como língua de opção no sistema curricular de Andorra.
Em entrevista a este jornal, José Manuel da Silva, conselheiro das Comunidades em Andorra defendeu a integração do português no sistema de ensino do Principado. “Temos mais de 600 alunos inscritos a aprender a língua portuguesa, dos 6 aos 17 anos. É um número bastante elevado, mas a verdade é que poderíamos ter muito mais”, lamentou.
Também no Reino Unido, o número de alunos nas aulas de português está a aumentar. Um idioma que continua a ser considerado uma língua comunitária, como disse à Lusa o coordenador do ensino do português. Desde 2002 o número de alunos aumentou mais de 20 por cento, de 2500 para 3115 no início do actual ano lectivo, afirmou José Pascoal. As aulas ministradas maioritariamente em regime extra-curricular e fora dos horários escolares nos estabelecimentos de ensino, são sobretudo frequentadas por crianças que já são falantes da língua. No ensino secundário, onde o português é ensinado como língua estrangeira, cerca de 2200 alunos fizeram os exames em 2009, menos de metade dos de alemão e muito atrás dos números de espanhol ou alemão. José Pascoal defende a necessidade de desenvolver a certificação para o Ensino de Português no Estrangeiro e também uma certificação internacional do sistema educativo português.
Em Março, a língua portuguesa foi tema de debate da Comissão Permanente Língua, Educação e Cultura (CLEC) do Conselho das Comunidades Portuguesas. A Comissão que abordou questões ao ensino, cultura e identidade nas comunidades portuguesas, esteve reunida com a presidente do Instituto Camões, e ouviu daquela responsável a afirmação de que o IC está aberto ao diálogo para discutir as políticas governamentais sobre a língua no âmbito das comunidades portuguesas. O presidente da CLEC sublinhou entretanto que “a presidente do IC ainda não entendeu que o Português é uma língua minoritária nos países de acolhimento. Amadeu Batel defendeu a inclusão do Português no sistema de ensino dos países de acolhimento, por considerar que não é incompatível com o ensino da língua apoiado pelo Governo de Portugal, podendo existir várias modalidades de ensino.
Para Amadeu Batel, se o Governo português não investir na política de ensino da língua portuguesa, “estará a hipotecar o futuro das comunidades portuguesas”.
A.G.P.

Fonte: Mundo Português

terça-feira, 11 de maio de 2010

Papa reconhece importância da língua portuguesa no mundo católico

Bento XVI tem uma consideração particular pela língua portuguesa e o seu peso específico no mundo católico, assegurou hoje no Vaticano o Arcebispo Manuel Monteiro de Castro.

“O Santo Padre conhece muito bem o que significa a língua portuguesa na Igreja Católica”, afirma.

O Secretário da Congregação para os Bispos, da Santa Sé, lembra que o país com maior número de fiéis e Bispos católicos é o Brasil, nação de “língua portuguesa”, dados a que se soma a importância da presença católica nos espaços lusófonos de África e Ásia.

“Os países onde Portugal esteve distinguem-se muito pela fé cristã”, observa.

Em Novembro de 2009, Bento XVI introduziu uma novidade na sua audiência pública das Quartas-feiras, passando a apresentar uma síntese em português da sua intervenção central, em italiano, à imagem do que já fazia em francês, inglês, alemão e espanhol.

O Papa visitou já dois países lusófonos, Brasil (2007) e Angola (2009), tendo ainda proferido vários discursos a bispos de países de língua oficial portuguesa.

A sua 15ª viagem ao estrangeiro, primeira a Portugal, tem passagens marcadas por Lisboa, Fátima e Porto.

Octávio Carmo, da Agência Ecclesia, em Roma

sábado, 24 de abril de 2010

Exclusão do português em serviço europeu é «inaceitável»

O presidente da comissão de Negócios Estrangeiros da Assembleia da República, Ribeiro e Castro, considerou a eventual exclusão do português das línguas de trabalho do Serviço Europeu de Acção Externa como «absolutamente inaceitável e até inverosímil».

Em declarações à Lusa, Ribeiro e Castro, deputado do CDS/PP, defendeu que uma eventual exclusão do português, como língua de trabalho do Serviço Europeu de Acção Externa, merece uma «reprovação fortíssima».

«Estou certo de que o Governo português não deixará de transmitir um protesto e nisso terá todo o meu apoio», declarou.

O português é «a terceira língua com mais falantes no mundo, à frente do francês, e por isso uma das principais a nível da representação externa da União Europeia», defendeu o deputado, acrescentando que haverá actualmente cerca de 250 milhões de falantes de português no mundo.

Além da terceira mais falada no mundo, a língua portuguesa é a que tem maior potencial de crescimento a 30 ou 40 anos, tendo em conta as estimadas taxas de crescimento demográfico no Brasil, Angola e Moçambique.

A não inclusão do português como língua de trabalho do Serviço Europeu de Acção Externa, que ainda não existe mas cuja criação decorre da entrada em vigor do Tratado de Lisboa e que está em fase de arranque, é «absolutamente absurda», sublinhou.

No entanto, Ribeiro e Castro mostrou-se convicto «de que esta proposta não avançará».

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Agência de rating, 6

Há dois índices muito curiosos e simples do grau de assimilação, por um povo, daquilo que tem de melhor a civilização que se ergueu com os Descobrimentos, e a que chamamos modernidade: um resulta da quantidade de livros que encontra disponíveis em formato 'de bolso', em edições baratas e adequadas a serem realmente transportadas e lidas, e não apenas alinhadas na prateleira da sala; o outro mostra-se na qualidade da wikipédia, na respectiva língua (proporcionalmente, bem entendido, ao número de pessoas que a falem).

Não me vou deter muito no primeiro, relativamente ao qual só conheço bem a situação portuguesa (não a do Brasil); por cá, os livros parecem feitos para construir casas sólidas, e não para as rechear; têm o mesmo gigantesco tamanho, e as mesmas deprimentes cores nas capas: são 'produtos', e não obras, competindo entre si pela atenção fugaz do consumidor como se fossem detergentes ou cereais de pequeno-almoço (geralmente, alimentam menos). As grandes colecções generalistas de bolso que chegaram a editar centenas de títulos (longe, no entanto, dos vinte mil 'livres de poche' franceses, e não vale a pena referir o mundo de língua inglesa) acabaram ingloriamente; as específicas, em que brilhava o formato e a genial imagem dos 'vampiros' policiais, foram substituídas por séries caríssimas e não manuseáveis. Os bolsos andam vazios, e nem livros há para lhes dar uso.

A wikipédia é um caso mais subtil, e mais sério. Não se trata do número de entradas, mas da sua qualidade, definida pelo modo como os seus abençoados criadores a conceberam: uma enciclopédia universal feita por todos, em diálogo e crítica permanente, ao modo como avançou a ciência que transformou o mundo. Trata-se de uma coisa tão simples como encontrar ou não, nos mais variados assuntos, aqueles avisozinhos que dão nota de "conteúdo controverso", de afirmações não suportadas por referências, de um determinado parágrafo parecer descontextualizado; trata-se de uma coisa tão importante como o hábito de argumentar, justificar os argumentos, construir um texto explícito e preciso, criticar e contrapôr, em vez de apenas ser o primeiro selvagem a ocupar uma terra vazia. O hábito de indicar as fontes, por exemplo.

Uma visitinha às páginas sobre Napoleão pode bastar para perceber melhor isto (deve ser escolhido um tema de interesse universal, claro), mas é fácil encontrar milhares de outros casos: a página francesa (e de França foi ele imperador) tem neste momento 44 notas e referências; a inglesa tem 184; a portuguesa tem 15, e está de parabéns: usualmente, lemos um mais ou menos interessante texto corrido, aliás geralmente traduzido - e mal.

Duzentos milhões de falantes: todos nós.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Adriano Moreira defende a importância do mar e da CPLP para Portugal

O académico Adriano Moreira defendeu hoje a importância da Língua, numa conferência em que considerou que o mar e a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) são "duas janelas de liberdade" para Portugal.

"O país tem duas janelas de liberdade: uma é o mar (...) e a segunda é a CPLP. Já há estudos sobre a parte que a Língua tem no PIB, uma parte importantíssima", afirmou Adriano Moreira, convidado de um almoço conferência promovido pela Associação de Amizade Portugal-Estados Unidos.

"A Língua Portuguesa não é nossa, também é nossa, mas como passa por todos os sítios, soma valores", afirmou o professor universitário e ex-ministro do Ultramar, acrescentando que acha "estranho" que na CPLP ainda não haja uma célula universitária.

"Acho que nenhum país que tivesse a Língua espalhada como nós temos deixaria de fazer disto uma prioridade", referiu.

"A Língua o que precisa é que se examine a importância que tem em cada lugar onde se fala", defendeu, apontando que "os portugueses não deram muito pelo facto de o governo de Pequim, em 2005, ter delegado no governo de Macau as relações com os países de língua portuguesa para aproveitar a herança de Portugal".

Adriano Moreira salientou igualmente a importância do mar e dos estudos que estão a ser feitos por jovens portugueses sobre a plataforma continental.

Para o antigo presidente do CDS, Portugal "está num ponto em que ou vai ter com o mar ou o mar vem ter com Portugal".

O país "está na charneira da segurança do Atlântico Norte, do Mediterrâneo e do Atlântico Sul. Queira ou não queira, o mar é uma janela de liberdade", apontou.

Numa conferência subordinada ao título "As relações entre Portugal e os Estados Unidos da América e o seu papel no mundo", Adriano Moreira afirmou-se convicto que a "solidariedade com os Estados Unidos é fundamental". Mas, afirmou ver com alguma inquietação que os Estados Unidos "sozinhos" tenham relações directas com a Rússia para o equilíbrio nuclear.

"Ainda não ocorreu a ninguém que não há Estados confiáveis e não confiáveis para ter bombas atómicas", considerou, defendendo que a solução "é acabar com as armas de destruição maciça".

Para Adriano Moreira, "o que é inquietante é que a relação seja directa", embora muito do que esteja em causa diga respeito à Europa e à sua relação com a Rússia.

Fonte: Notícias Lusófonas

quinta-feira, 18 de março de 2010

“Língua não tem futuro” …

"A língua portuguesa é muito traiçoeira", dizia Herman José, nos seus bons tempos. A julgar pela forma como algumas coisas que afirmei numa entrevista foram reportadas na imprensa, eu diria que ela é particularmente traiçoeira quando nos referimos à... língua portuguesa.

Ontem, à saída de uma comissão parlamentar, na Assembleia da República, já a caminho de um taxi para o aeroporto, fui "apanhado", num vão de escada, por uma repórter da Lusa. Por uma razão que me escapou, perguntou-me sobre a melhor estratégia para a projeção internacional do Português no mundo. Disse e reiterei várias coisas óbvias e simples, todas de sentido idêntico, aliás corretamente transcritas no "take": "O melhor caminho é a articulação forte entre Portugal e Brasil para a promoção da língua portuguesa nos espaços multilaterais e internacionais"; "o Português tem futuro se for apoiado por todos os espaços, Portugal e Brasil, mas também os países africanos, com a sua influência quer nos países vizinhos, quer no espaço das instituições multilaterais"; "é uma acção conjunta em que todos nós temos que nos empenhar para a projeção do Português".

Num jornal português de hoje o título é "Língua não tem futuro 'sem uma relação frutuosa entre Portugal e Brasil'". O que prevalece, no título, é a suposta falta de futuro para a língua. Estupidez ou desonestidade? Ou as duas? Escolham... E ainda há quem diga que eu me preocupo muito com os títulos.

Francisco Seixas da Costa in Blog “Duas ou três coisas – Notas pouco diárias do Embaixador Português em França”: http://www.duas-ou-tres.blogspot.com/

quinta-feira, 11 de março de 2010

Um documentário a difundir em Portugal

O documentário "Entre línguas" trata de todos os lugares da raia leste de Portugal onde se fala no território espanhol a língua portuguesa e qual o seu estado.

Polo seu interesse deveria ser divulgado em Portugal, eis uma entrevista a um dos autores do colectivo Glu Glu:

http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=967:entrevistamos-joao-aveledo-autor-do-documentario-entre-linguas&catid=160:sem-classificar&Itemid=131

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Mesmo quem prega no deserto pode sempre esperar um eco...

«Faz bem Portugal em estar sempre à espreita e com receio do que vem do norte do Minho, pois muito contrabando espanhol e espanholista se vende sob capa de presumido galeguismo, e ainda muito projeto imperial galaico (espanhol) paira ainda em cabeças galaicas no avanço para o nada, e para nenhures.»

Alexandre Banhos

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Comunidades Tranquilas

Presidente do Instituto Camões garante que ensino do português no estrangeiro não vai acabar

A presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, garantiu (a 27 de Janeiro) aos conselheiros das Comunidades Portuguesas que o Ensino do Português no Estrangeiro (EPE) enquanto língua materna não vai acabar.“Nada será encerrado no que se refere ao EPE”, assegurou a responsável no final de uma reunião com o Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas (CPCP), que ontem iniciou uma reunião de três dias em Lisboa.Em declarações aos jornalistas, Ana Paula Laborinho afirmou que “nada será descontinuado” e que o objectivo é fazer um “reforço da rede que agora chegou ao Instituto Camões”. A articulação da rede, a dignificação do português e a certificação dos cursos de português (no estrangeiro) são outros dos objectivos do IC, indicou.Ana Paula Laborinho defendeu ainda que há uma rede do IC que “pode ser aproveitada para o EPE”, nomeadamente o Centro Virtual e os cursos de ensino à distância que estão a ser desenvolvidos.Na reunião, a presidente do IC disse ainda aos conselheiros que o Instituto Camões não vai ter “mais meios” para o EPE, pelo que tem de se "aproveitar melhor esses meios". À saída da reunião, o presidente do CPCP, Fernando Gomes, mostrou estar mais descansado com a garantia da continuação do EPE como língua materna e satisfeito com a aproximação daquele órgão ao IC.“A partir de agora, o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) tem uma relação próxima, como parceiro na divulgação da língua portuguesa”, disse o conselheiro, afirmando que essa parceria vai traduzir-se em quatro encontros anuais.Para Fernando Gomes, a mais valia do CCP é os seus membros estarem no terreno, conhecerem a realidade e saberem como “melhor aproveitar os recursos”. Para os restantes dois dias de reunião, o presidente do CCP destacou o Conselho da Juventude (que nunca foi constituído) e os conselhos consultivos criados pelo Governo como temas a debater.“Os conselhos consultivos foram feitos às nossas costas. Funcionam paralelamente ao CCP. Estamos a duplicar funções e responsabilidades. Então (o secretário de Estado das Comunidades) que acabe com o CCP se tiver coragem. Questionado sobre a decisão do Supremo Tribunal Administrativo de rever o processo de eleição do CCP, que tinha sido impugnado e posteriormente validado pela justiça, Fernando Gomes disse tratar-se de um "falso problema". "Temos acta e regulamento (da eleição). Estou completamente tranquilo”, disse.O Conselho das Comunidades Portuguesas é o órgão de consulta do Governo para a Emigração, constituído por 73 conselheiros e tutelado por um Conselho Permanente com 11 membros.

In, Macau Hoje, 28/01/10

sábado, 16 de janeiro de 2010

"Ich kann schon brosiliónisch", uma infância entre dois mundos

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Descendente de alemães nascida no interior do Rio Grande do Sul, a redatora da DW-WORLD Roselaine Wandscheer narra vivências e peculiaridades do dialeto alemão falado no Sul do Brasil

Quatro classes na tradicional foto da escola primária


O ano de 1969 foi um grande marco na minha vida. Não porque o primeiro ser humano pisou na Lua, mas porque comecei a freqüentar a escola. Isto para os filhos de "colonos", como ainda hoje se chamam os descendentes de imigrantes alemães no Sul do Brasil, significava aprender a falar português. Finalmente havia chegado a oportunidade de me igualar com minha amiga de infância, Marilene, filha do dono da "venda", que havia aprendido o idioma com os irmãos mais velhos e pelo contato com os brosilióner (Brasilianer, brasileiros), que freqüentavam o armazém.

Nasci em Batinga, um lugarejo de 120 famílias, quase todas de ascendência alemã. Os 19 quilômetros da estrada até a sede do município de Brochier ainda hoje são de chão batido, como quase todo o interior do Rio Grande do Sul. Nosso contato com o resto do mundo se dava através do rádio e do leiteiro, que ao passar todos os dias para recolher o leite trazia o jornal (do dia anterior) e encomendas especiais. Meu avô, o único assinante naquelas bandas, não se importava com o atraso. Lá, o mundo de qualquer forma girava muito mais devagar.

Muito não se precisava de fora, pois havia por exemplo ferraria, moinho, carpintaria e serraria no local, além disso todos eram mestres em auto-suficiência e improvisação no reaproveitamento de materiais. Já dentista e barbeiro atendiam com certa regularidade no salão de baile.


A Evolução da Língua Portuguesa no Brasil

Como todos sabem, o povo brasileiro fala e escreve na “Língua Portuguesa”, assim reza a “ Constituição Brasileira", no entanto, não foi sempre assim, uma vez que, nos primórdios da terra brasileira, muita confusão aconteceu. Porquanto, quando chegaram os navegadores lusitanos, encontraram os famosos “indígenas”, grupos ou tribos esparsas de habitantes, os quais falavam as suas línguas ou dialetos, eram os “tupis” e os “ guaranis” e eles habitavam as florestas ou o litoral e cada um constituía as suas “tabas” e já denominavam os locais de acordo com as suas línguas.

Evidentemente como aconteceu em Portugal, quando da invasão dos romanos e depois dos “mouros”, ali falava-se a língua “celtibera”, uma mistura das línguas celta e ibera, com vários povos, celtas, iberos, lusitanos e termos foram introduzidos pela língua “romana”, o “Latim” e daí derivando para o lusitano arcaico, que com o decorrer do tempo foram os lusitanos também misturando termos dos “mouros”, e começou a surgir o “português arcaico”, derivando mais tarde, já no século 16 para o “português moderno”. Todavia, milhares de termos das línguas Celta, Latina e Moura foram introduzidos na língua e permanecem até os nossos dias.

Aqui no Brasil aconteceu a mesma coisa, chegando a existir então até uma língua já falada em quase todo o litoral do Brasil, a “Língua Geral”, que era uma mistura do português, com os termos da língua “Tupi" e “Guarani",inclusive o próprio padre “Anchieta” fez versos nessa língua. Essa língua que existiu até o princípio do século 18 (1725), foi eliminada da escrita e do falar, por imposição do “Marquês de Pombal”, o qual havia sido nomeado ministro em Portugal e proibiu no Brasil que as pessoas falassem e escrevessem na “Língua Geral”, inclusive, determinou que os “Cartórios” trocassem os registros de vendas e compras de imóveis, e casamentos ou nascimentos da “Língua Geral” pela “Língua Portuguesa” e assim sendo ficou uma língua morta.

Hoje no “Dicionário Brasileiro" da Língua Portuguesa, encontramos milhares de termos "indígenas”, inclusive, “Estados brasileiros” como, Acre, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Roraima, Tocantins, Amapá, Goiás e Paraná, bem como, nomes de rios, como Tietê, Parnaíba, Sapucaí, Tocantins, Paranapanema, Iguaçu, Tamanduatei, e um número infindável de cidades, como exemplo Congonhas, Pirapóra, Araçatuba, Baurú, Guaratinguetá, Guariba, Caruaru, Araguari, Jequié, Paraguaçu, e designações como “cariocas” “fluminenses” nascidos na capital e Estado do Rio de Janeiro, "capixabas” no Estado do Espírito Santo, Piratininga em São Paulo e até na comida muita coisa que hoje saboreamos tem esses nomes, como: paçoca, pipoca e milhares de termos, bem ainda nas “serras” como da Mantiqueira, Tumucumaque, Paçaraima e assim por diante.

Várias reformas da Língua Portuguesa foram feitas, tanto em Portugal como no Brasil, todavia, foi tão somente na ortografia atualizada, como em 1943, 1973 e agora em 2009, no entanto, todas essas designações ficaram eternamente fixadas e no dia comum dos brasileiros todos esses termos ficaram no falar diário e todos eles foram introduzidos no decorrer dos 5 séculos da existência do Brasil formando um cabedal grandioso de termos, todavia, sem que a maravilhosa “Língua Portuguesa” ficasse modificada no sentido geral, para honra e glória do nosso querido e eterno Portugal.


Adriano da Costa Filho

Fonte: http://www.mundolusiada.com.br/COLUNAS/ml_coluna_275.htm

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Comentário aos videos abaixo

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Elucidativo para se perceber onde e onde não a Língua Portuguesa e a Língua Galega são e não são a mesma Língua...
Não tivessem os navegadores portugueses chegado a terras de Vera Cruz e o interesse dos Galegos em serem parte da Lusofonia não existiria... Lá se iam os cerca de 200 milhões de falantes da Língua Portuguesa!

Já agora, ainda existiria Lusofonia se não existisse o Brasil?

Resposta 1: Não, se pensarmos como um economista.

Resposta 2: Sim, se pensarmos como Portugueses – a Lusofonia começou a ser concebida pelos Portugueses no rescaldo do fim do Império e a pensar em África...


K. N.

Ensino da Língua Portuguesa na Galiza



terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A Língua


Cantiga de Santa Maria 166 (Corte de Afonso X, O Sábio), In Itinere (Grupo de Câmara da Universidade de Santiago de Compostela, Galiza)


Tradição não é uma pura e simples outorga, mas a preservação do inicial, a salvaguarda de novas possibilidades da língua já falada. É esta que encerra o informulado e o transforma em dádiva. A tradição da língua é transmitida pela própria língua, e de tal maneira que exige do homem que, a partir da língua conservada, diga de novo o mundo e por aí chegue ao aparecer do ainda-não-apercebido. Ora eis aqui a missão dos poetas.


Heidegger

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Português na Ásia





Feliz Natal para todos! E deixem-me dizê-lo na minha língua materna: Maligayang Pasko sa inyong lahat!

Um amigo português deu-me este link para conferir. Acho muito interessante já que procuro mesmo temas relacionados com a situação da língua portuguesa aqui na Ásia. Eu no meu caso, posso dizer que é assim mesmo porque até aqui nas Filipinas recebo trabalhos de tradução (graças ao meu amigo) das agências de recrutamento que enviam trabalhadores filipinos para Angola... agradeço-lhe ao Português! =)

Aqui se segue uma descripção do documentário:

O documentário “Além de Nós” é uma viagem sobre a importância estratégica da língua portuguesa em algumas partes do mundo.

Na Ásia, a língua de Camões é uma raridade linguística. Assim muitos jovens chineses aprendem o português nas universidades para garantir um emprego bem pago em empresas com negócios em África ou no Brasil. Na universidade de Xangai, os estudantes conseguem ser fluentes ao fim de dois anos, como Leonor que nunca tendo lido um romance em português encontra na internet as novelas e as canções em moda em Portugal.

Em Macau, Lao e Inácia acreditam que ainda vale a pena estudar para ser professora de português. A divulgação da língua portuguesa é hoje maior na antiga concessão do que há dez anos, altura em que Macau passou a estar sob soberania da China. Essa valorização da língua está relacionada com a globalização e os interesses económicos da China e de potências emergentes como o Brasil e Angola.

Por favor clique no link abaixo para assistir o video:
RTP - ALÉM DE NÓS