MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/zefiro-nova-aguia
Outras obras promovidas pelo MIL: https://millivros.webnode.com/
"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)
A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)
Agostinho da Silvaterça-feira, 10 de junho de 2014
Vem aí mais um Filipe…
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Espanha: Jovens aprendem Português em acampamento de Verão
Este ano, o encontro - que tem no tema «Extremenhos viajantes» o seu fio condutor - duplicou em número de participantes, reflectindo a aposta da Junta de Extremadura na divulgação do português como segunda língua estrangeira.
O encontro decorre desde dia 12 na residência do Instituto Nuestra Señora de Bótoa, uma escola secundária de Badajoz. Ao longo de 12 dias, alunos do primeiro ciclo e do secundário são colocados em situações lúdicas e divertidas, em que se encontraria quem queira viajar para países de língua portuguesa. O Programa de Imersão Linguística do Ministério Regional da Educação surge no âmbito do Lingualex - um projecto que decorre desde 2009 e se prolonga até 2015 com o objectivo de consolidar os idiomas oferecidos no plano de educação e potenciar os seus aspectos práticos. Pretende-se assim que os alunos aprendam a comunicar em línguas estrangeiras, tanto através de aulas informais, como de actividades desportivas e amigas do ambiente, workshops, tempo livre e jogos cooperativos.
Português como segunda língua estrangeira
Para este ano foram organizados dois acampamentos, tendo o primeiro decorrido de 28 de Junho a 9 de Julho, “para dar resposta ao crescente interesse da população extremenha pela língua de Camões”, refere a notícia do IC. Nas escolas oficiais, o português é já o terceiro idioma no nível secundário. É ainda a segunda língua em muitos estabelecimentos do primeiro ciclo.
“O português como segunda língua estrangeira nos centros educativos da região é, aliás, objectivo assumido pelo presidente da Junta de Extremadura, Guillermo Fernández Vara, no quadro da intensificação das relações com Portugal”, refere ainda a notícia.
No ano lectivo 2009-2010, 34 escolas desta região espanhola ofereceram o português como segunda língua estrangeira, no 5.º e 6.º anos do primeiro ciclo. Outras 32 escolas primárias desenvolveram o Programa de Língua e Cultura Portuguesas, num total de 66 centros de primária.
Já ao nível do Secundário, no ano lectivo que recentemente terminou, 33 institutos (liceus) leccionaram o idioma (21 como segunda língua estrangeira e 12 como terceira). Assim sendo, houve aulas de português num total de 99 centros educativos do ensino primário e secundário. Já nas nove Escolas Oficiais de Idiomas da Extremadura, estavam este ano inscritos 1.748 alunos
domingo, 11 de julho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
"Algarve Espanhol”
Em causa está um anúncio do Costa Esuri Golf Club, de Ayamonte, que vem publicado no último número da revista Algarve Golf Guide. O anúncio, todo em inglês, intitula-se "Novo Campo [de golfe] no Algarve Espanhol e chama a atenção para a curta distância a que o equipamento fica de Faro (30 minutos).
Anexando uma cópia do espaço publicitário ao requerimento, o parlamentar algarvio questiona se o Governo já tomou alguma iniciativa judicial para proteger o nome do Algarve, "já abusado em tempos para efeitos imobiliários".
Mendes Bota questiona ainda se, face à recente "utilização abusiva" do Esuri Golf Club, pensa desenvolver alguma acção no plano judicial. Ressalvando que os dois países ibéricos são "irmãos", com "excelentes relações sociais, políticas e económicas", o deputado - também líder do PSD/Algarve - opina que, não obstante, "seria bom" que a actual demarcação fronteiriça "se mantivesse tal como está por mais algumas centenas de anos".
"Não faria sentido promover touradas na Andaluzia Portuguesa. Também não faz sentido vender apartamentos ou 'green fees' de golfe no mercado espanhol", sustenta, na missiva em que convida o Governo a pronunciar-se sobre o caso.
Fonte: Público
terça-feira, 4 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Viver em Monarquia é diferente...
Espanha antecipa-se e toma medidas de austeridade para controlar défice e despesa pública
Em Espanha, o conselho de ministros acaba de aprovar um plano de austeridade para controlar a despesa pública e reduzir o défice. O sector Estado, tanto nas empresas como nos ministérios, é aquele que vai ser mais afectado pelos cortes, com cortes em 29 empresas públicas e o corte de 32 altos cargos de responsáveis de vários ministérios. Pormenores com António Sampaio, correspondente da Antena1 em Madrid. Recorde-se que este plano de auteridade em Espanha foi conhecido no dia em que o desemprego atingiu os 20%.
2010-04-30 14:03:49
Fonte: Notícias.rtp
quarta-feira, 17 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Um documentário a difundir em Portugal
Polo seu interesse deveria ser divulgado em Portugal, eis uma entrevista a um dos autores do colectivo Glu Glu:
http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=967:entrevistamos-joao-aveledo-autor-do-documentario-entre-linguas&catid=160:sem-classificar&Itemid=131
domingo, 24 de janeiro de 2010
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Uma aposta?
O vilissimo cérebro dos 'mercados' parece ver as coisas de outra perspectiva. É ver hoje o Económico:
Ao bom estilo do dominó, a dívida espanhola cai por partes em mais um sinal de alarme na zona euro.
A agência de notação financeira Moody's cortou hoje no ‘rating' da dívida de três regiões espanholas: Catalunha, Comunidade Valenciana e Castila-La Mancha. A região da Catalunha, a segunda mais endividada do país - cerca de 11,4% do seu PIB -, acabou por ficar com a pior nota: um A1, contra o Aa3 da Comunidade Valenciana e o Aa2 de Castilla-La Mancha.
A Moody's ameaçou ainda baixar o ‘rating' da Galiza, Extremadura, Andaluzia e Castilla e León, caso o seu endividamento continue a crescer ao ritmo actual.
O ‘downgrade' assume particular importância devido ao modelo administrativo de Espanha que, segundo a Constituição, confere uma maior autonomia legislativa e competências executivas às regiões, que têm o direito de se administrar mediante representantes próprios.
A um deles o tiro sairá pela culatra, e eu acho que será à nobilíssima alma. Vai uma aposta?
PS. Grosseiramente, este 'rating' é uma classificação do grau de risco de um empréstimo, ou, dito ao contrário, do grau de confiança no devedor. O 'sinal aos mercados' aqui, para falar na analfabelíngua dos economeses, é: emprestem a um juro mais alto (a um alto risco corresponde um juro elevado e, teoricamente, vice-versa). Na semana passada, foi a Grécia a atingida por uma 'descida' semelhante e dizem-me que corre o rumor de que se murmura que Portugal poderá estar em lista de espera. Como dizem os Ianques e alguns portugueses bem intencionados, "Europa do Sul".
PPS. Em nada do que digo se deve ou sequer pode ver a defesa do 'os mercados têm sempre razão': não sou um cidadão do Admirável Mundo Novo que nos governa. E o facto de me referir a alguns problemas não significa que tenha a solução para eles, a não ser uma solução pessoal e intransmissível...
E da Catalunha...
Notícia: “O referendo pró-independência realizado no passado Domingo em 167 municípios da Catalunha teve escassa participação. A consulta, que não era vinculativa e se desenvolveu à margem da lei, constituiu um revés para os sectores que defendem uma Catalunha separada de Espanha. Apenas 27,2 por cento dos 700 mil potenciais eleitores responderam à pergunta «está de acordo em que a Catalunha se converta num Estado de Direito independente, democrático e social integrado na União Europeia»?"Pelos vistos, a notícia da morte de Espanha estava ligeiramente exagerada. Há quem defenda que é sobretudo pelo carisma que o actual Rei ainda tem: ou seja, quando ele morrer, os dados do jogo poderão mudar substancialmente. Por mais que os “media” incensem o herdeiro, o carisma desta continua muito mirrado. Mas também é verdade que este não teve a “sorte” de apanhar com um golpe de estado…
Tenho para mim que a brecha, a abrir-se, começará na Catalunha. Apesar dos resultados deste “referendo” (sobretudo, mal organizado) e, não obstante, o nacionalismo catalão ter muito de burguês: o que, em tempos de crise, pode dar resultados ambivalentes. Apesar da Catalunha ser uma região particularmente rica, os tempos não convidam à aventura…
O país basco, dada a questão do terrorismo, nunca será a primeira brecha: não há dinheiro que pague o “orgulho”. A Galiza ainda menos – aliás, no debate promovido pelo MIL, as informações prestadas não foram nada animadoras para a causa independentista galega: ao contrário do que acontece na Catalunha e no País Basco, a língua galega está em clara regressão…
Resta saber se a desintegração de Espanha seria boa para Portugal. Aqui, como em tudo, as doutrinas dividem-se. Dada a lógica pendular da histórica (movimentos centrífugos/ centrípetos), é de especular que a essa eventual desagregação sucedesse um fenómeno reintegracionista à escala ibérica. E aí o fantasma da “união ibérica” – uma coisa aparentemente ultrapassada e, na actual situação, por inteiro irrealizável (por mais que o Saramago deseje o contrário) – poderia ser algo bem real…
É caso para dizer ao Rei: Queres a “união ibérica”? Morre primeiro! Desconfio que ele não aceitará o repto. Já não há Reis que morram pela sua Pátria. Apenas alguns Soldados…
P.S.: A este (des)propósito, tem havido revelações interessantes sobre o quão próximo esteve a Espanha de invadir Portugal no contexto da II Guerra (voltaremos a isso).
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
La Catalogne se mobilise pour son autonomie - un exemple pour les autres régions autonomes de l'Espagne?
La Catalogne est sur le pied de guerre. Face à la menace de voir son nouveau statut d'autonomie tronqué par la justice espagnole, la société civile catalane est montée au créneau pour soutenir une classe politique déjà mobilisée. L'enjeu est d'importance et met dans l'embarras le gouvernement de José Luis Zapatero.
Après trois ans de délibération et d'atermoiement, le Tribunal constitutionnel doit prendre de façon imminente - la date exacte n'est pas connue - une décision cruciale sur ce texte. Celui-ci redéfinit les relations entre l'Espagne et la Catalogne, et élargit les pouvoirs de cette région prospère. Les neuf magistrats planchent sur un recours déposé par les conservateurs du Parti populaire, opposé au Statut, le statut d'autonomie. Près de quarante articles risquent d'être annulés dont celui très symbolique qui qualifie la Catalogne de «nation». Vu de Barcelone, il n'est pas question de revenir sur le sacro-saint Statut, approuvé en 2006 par le Parlement catalan et validé par référendum populaire. La société catalane a lancé une fronde sans précédent pour avertir que toute modification serait «inacceptable» et susceptible de remettre en cause la bonne entente catalano-espagnole. Syndicats, patronat, intellectuels et même le célèbre club de foot FC Barça ont apporté leur soutien à un virulent éditorial publié dans douze journaux catalans.
Véritable pavé dans la mare, l'article met en avant «la dignité de la Catalogne» : «Il y a de la préoccupation en Catalogne et il est nécessaire que toute l'Espagne le sache (…). Il y a aussi un croissant ras-le-bol de devoir supporter le regard courroucé de ceux qui continuent à percevoir l'identité catalane comme un défaut de fabrication empêchant l'Espagne d'atteindre une impossible et rêvée uniformité», peut-on lire dans le grand quotidien La Vanguardia.
Version édulcorée
Les Catalans redoutent une version édulcorée du texte originel. Les juges du Tribunal constitutionnel pourraient en effet éliminer les «droits historiques» de la région, le terme de «nation» inscrit dans le préambule et les références aux symboles (drapeau, hymne…). Autre point polémique, l'apprentissage de la langue catalane risque de cesser d'être «à caractère obligatoire» pour tout résident en Catalogne. Avec le nouveau statut, le catalan cohabite avec le castillan comme langue officielle. Toucher à ces articles serait casus belli, ont averti la plupart des partis politiques catalans, à l'exception du Parti populaire (PP, droite), très minoritaire dans la région. Le parti Esquerra Republicana au pouvoir régional en coalition avec les socialistes catalans (PSC), a mis en garde contre une décision négative de la justice espagnole : «Nous appliquerons le texte à la lettre quelle que soit la décision des magistrats». Un député de ce parti a averti qu'un tel jugement «accoucherait d'une machine à fabriquer des souverainistes».
Ce tapage politico-médiatique tombe au pire moment pour le socialiste Zapatero, qui est déjà très affaibli par la crise. La tension risque sans doute de monter d'un cran, le 13 décembre prochain, lors du référendum sur l'indépendance de la Catalogne, organisé dans 160 municipalités. Même si ce scrutin est dépourvu de valeur juridique, il permettra de tâter le pouls du potentiel électorat nationaliste.


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