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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

terça-feira, 21 de julho de 2015

Do ódio à humanidade | Nova resposta a António Pinto Ribeiro


No dia 28 de Maio de 2015, publicou António Pinto Ribeiro (A.P.R.) no Jornal Público um interessante artigo (“O mundo sem nós”), não apenas por aquilo que expressamente diz, como, sobretudo, por aquilo que, de modo mais tácito, denota.
Partindo da tese geral de que a “a presença do homem na Terra é a presença da destruição” (?!), A.P.R. vai depois focar de forma mais precisa o seu alvo, dizendo-nos que “a modernidade europeia que se impôs na colonização fê-lo decepando nas comunidades ameríndias a natureza do humano e a natureza da cultura”, falando, por fim, “daquilo que se designa como a ‘westernização’ do mundo”.
Reconhecendo-se que nada do que A.P.R. defende é propriamente original, nem por isso o referido artigo deixa de nos merecer uma indignada resposta. Sobretudo porque todo o discurso de A.P.R. assenta numa série de equívocos infelizmente cada vez mais disseminados na mundividência pós-moderna.
O primeiro desses equívocos – ou erros absolutos – é o de qualificar a presença do homem na Terra como, sem mais, “uma presença da destruição”. Essa asserção denota uma visão ingénua (para dizer o mínimo) da natureza, muito comum em certas correntes (por exemplo: nos ditos “partidos animalistas”), que é absolutamente falsa. Basta olhar para a natureza com olhos de ver para perceber que toda ela é intrinsecamente cruel e que, mais do que isso, tal é condição do seu próprio equilíbrio (por exemplo: na correlação entre as espécies).
É, pois, absolutamente falso que tenha sido a presença humana a trazer crueldade ou destruição, por mais exemplos que se possam aduzir de crueldade humana. Decerto, temo-los aqui em conta. De igual modo, é absolutamente falsa essa visão também ingénua (de novo, para dizer o mínimo) das comunidades colonizadas pelos povos europeus. Hoje, por exemplo, é mais do que sabido que os povos africanos já se escravizavam entre si antes dos portugueses terem chegado a África – e o mesmo se diga da América e da Ásia.
Ao dizermos isto, não pretendemos, decerto, “branquear” todo o processo de escravatura e de colonização. Não podemos, porém, é aceitar essas visões maximamente maniqueístas que ainda hoje infectam muitos livros de história. Tal como não foi a presença humana que trouxe crueldade e destruição à natureza, também não foram, em particular, os europeus que levaram crueldade e destruição aos “paraísos” africano, americano e asiático. Quanto muito, poder-se-á falar aqui de uma questão de escala – regressando ao exemplo já aduzido, o máximo que podemos dizer é que as autoridades portuguesas da época praticaram a escravatura (já existente, reiteramo-lo) a uma escala maior.
Decerto, como defende A.P.R. citando Lévi Strauss, “o mundo começou sem o homem e terminará sem ele”. Mas isso não significa que a presença humana não tenha sido e continue a ser, absolutamente considerada, um enriquecimento substantivo do próprio mundo. Apesar de toda a dose de destruição (em parte, decerto, evitável), o saldo continua a ser (muito) positivo. Pelos vistos, há quem preferisse um mundo sem humanidade – inclusive, sem línguas nem culturas (em particular, sem lusofonia…). Nós, não. À escala do universo – ou, pelo menos, da nossa galáxia –, a gesta humana no planeta Terra continua a orgulhar-nos.

Agenda MIL - Esta semana, Nova Águia 15 em Coimbra e Olhão: 01.07.15 - 18h30: Livraria Miguel de Carvalho | 03.07.15 - 19h00: Sociedade Recreativa Olhanense.

7 comentários:

Flávio Gonçalves disse...

Esse senhor é do PAN???

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

A afirmação - e, aparentemente, a crença - de António Pinto Ribeiro de que o homem é inevitavelmente sinónimo de destruição é apenas mais uma demonstração de como a «Sinistra» - a Esquerda - e os seus practicantes são todos, em maior ou menor grau, directa ou indirectamente, tendencialmente suicidários, auto-destrutivos. Isso nota-se, além de na propaganda a uma fraude denominada «aquecimento global antropogénico» que pressupõe como «solução» um autêntico retrocesso civilizacional, também no apoio e mesmo no apelo ao aborto irrestrito e gratuito, à eutanásia, a um tipo de «casamento» sem possibilidades de procriação, a políticas económico-financeiras ruinosas (assentes num despesismo descontrolado)... e à indiferença, desculpabilização e até aceitação de acções de terroristas e de ditadores.

Fernando Marques disse...

Senhor Octávio dos Santos,
O seu comentário é abominável, contradiz a História, odeia a democracia e, quer queira quer não, exibe-se a si mesmo como exemplo das teses de APRibeiro, com o qual não concordo totalmente. Existe direita radical e direita moderada, esquerda radical e esquerda moderada. Porque me considero da "Esquerda" moderada, recuso-me a apelidá-lo daquilo que o senhor verdadeiramente deixa transparecer ser. Não vale a pena. O post não merecia o seu comentário.

Anónimo disse...

Uma posição que visa encobrir os únicos responsáveis das várias doenças graves que assolam o mundo, e que são precisamente as Autoridades que governam o Mundo as quais são tanto mais responsáveis por essas doenças e até exclusivamente responsáveis pelas mesmas conforme se vai subindo nessa escala de Autoridades Trans-Mundiais.
As soberanias das Nações têm de voltar a pertencer exclusivamente aos respectivos povos.
Nesse texto, os habitantes do Planeta são tidos como destruidores, mas, na realidade são os que sabem que não podem fazer nada. O simples facto de ainda ir-mos existindo é já um milagre. Se a Alta Autoridade para resolver "isto" ou "aquilo" seja ela Nacional ou Trans-Nacional não apresenta os resultados de bem e de paz que fundamentaram a sua instituição, então, é porque os que a chefiam ou não sabem ou não podem executar a missão a que foram cometidos. Ninguém pense que de uma "pedra do chão" se faz um chefe para qualquer coisa porque isso não é verdade.
Os verdadeiros chefes são aqueles que são escolhidos pelos que se hão-de sujeitar a eles. E aqueles que o elegeram hão-de periodicamente confirmá-lo ou infirmá-lo.(até aqui impedem que seja o povo o verdadeiro timoneiro da sua Nação ou região impondo, sem consulta popular, as leis de limitação de mandatos).
O mal reside precisamente nesta "entidadde" que diz de si própria fazer de qualquer um um chefe e que mexe nas leis fundamentais conforme lhe apetece. Ei-la que tem pejado o Mundo dos seus "chefes". O resultado está à vista.
A soberania das Nações tem de ser devolvida aos respectivos Povos.
No caso de Portugal, à quarenta anos que esse poder nos foi arrancado, e, os resultados estão à vista.

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

Sr. Fernando Marques (se de facto é este o seu nome, já que não inseriu qualquer hiperligação que confirme a sua identidade): acha mesmo que eu faria este comentário se não tivesse a certeza do que afirmo e de que o posso comprovar? Levo muitos anos a observar e a registar factos, e de muitas fontes, portuguesas e estrangeiras. Se o senhor apenas recolhe informações da comunicação social portuguesa, não surpreende que considere as minhas palavras como algo de «abominável». Típico de quem desconhece a realidade no seu todo, ou de quem não a quer enfrentar. Abominável, na verdade, é também, e por exemplo, a extrema-esquerda portuguesa: BE, PCP e PS (que, com o seu apoio a «causas fracturantes», já não é um partido de «esquerda moderada»... esta está no PSD e no CDS) deram ontem (3 de Julho) um espectáculo degradante ao defenderem, mais uma vez e histericamente, o financiamento pelo Estado da extinção da população portuguesa. Enfim, não tenha medo e não se recuse a «apelidar-me do que eu verdadeiramente (e supostamente) deixo transparecer ser». Mas depois não se admire se não gostar da resposta.

Korsang di Melaka disse...

A fraternidade não é palavra vâ, as comunidades são o testemunho que o homem viveu, vive e viverá construindo pontes de afetos e partilha em todas as partes do mundo.

A ganância só de alguns acumuladores das riquezas é de tal ordem agressiva, que até esquecem que da morte não escapam. Ela é o fim de todas as certezas.

Sejam humanos com humanidade.

Luisa Timóteo

Anónimo disse...

Bem visto. Quase-completamente de acordo [...e o problema tem muito pouco a ver com destras e sinistras...].
O que o sector 'animalista' e os adeptos da teoria antropogénica (do 'aquecimento global' - recém-renomeada das 'alterações climáticas')- que proliferam por TODO o espectro político (e fora dele) - defendem, é equivalente a um 'mundo, sem nós'. Até (mal aconselhado ou não pelo Hans Joachim Schellnhuber - o tal que diz querer des-carbonizar o planeta) o Papa Francisco, na Laudato Si', é um tanto 'verde' e retira-nos do centro das atenções (de Deus) para nos transformar no «grande poluidor» (e na poluição ela própria, «desfigurante»). Em matéria social, a encíclica também tenta negar que o progresso científico e tecnológico (há-de incluir o MIL, a CPLP, os BRICS) possa dar alguma contribuição na ajuda aos pobres da Terra (para que se possam emancipar dessa mesma condição), revelando-se na prática, [politicamente] como um ataque directo às nações em desenvolvimento. Felizmente que antes da saída do texto, o Papa Francisco já tinha equilibrado a coisa com contrapesos, noutro ponto (http://dailycaller.com/2015/06/17/pro-lifers-pope-rejects-population-control-abortion-as-solutions-to-global-warming/), ou estaríamos (em termos 'doutrinais') ainda pior...
Ora a questão é o que é que «desfigura» (hoje e ontem)«a nossa irmã, mãe Terra» (e para quem isso é «desfigurante»)? Foi «desfigurante»... a construção de Atenas? A nossa empresa marítima? A exploração espacial? A petrolífera (que «desfigurou» a sociedade que antes queimava a madeira como combustível, e que a antecedera)? A descoberta de isótopos nucleares com aplicações na medicina? E por aí fora...
Ver só causas antropogénicas (sem medir a sua contribuição para a «desfiguração» do planeta) é uma grande presunção nossa, relativamente ao (fraco) papel que desempenhamos...(https://youtu.be/tAELGs1kKsQ) Para além de que o clima real ainda não confirmou os modelos virtuais. Mas isso não deve interessar muito aos especialistas em Direito Comercial. É lateral: quando mais pestilência a condição humana tiver causada ao cimo da terra melhor. A falar verdade, nem sei como é que tamanho rol de «presença destruidora» nos permitiu chegar até aqui. Ou ter realizado o que conseguimos.