MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/zefiro-nova-aguia
Outras obras promovidas pelo MIL: https://millivros.webnode.com/
"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)
A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)
Agostinho da Silvasexta-feira, 26 de novembro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Carta enviada à Direcção do jornal “Público”: “Resposta a Elísio Estanque”.
Na edição de 23 de Outubro do jornal “Público”, publica-se um texto de Elísio Estanque, intitulado “O populismo de uma candidatura”, onde, para além de outras atoardas, se denunciam as supostas “incoerências” da candidatura presidencial de Fernando Nobre – no essencial, o autor não percebe como pôde Fernando Nobre ter, no passado, apoiado candidaturas de diversos quadrantes partidários. Não percebe porque, manifestamente, desenvolve todo o seu texto à luz de um estrito (para não dizer estreito) sectarismo ideológico, precisamente o que a candidatura de Fernando Nobre procura superar: não só os sectarismos ideológicos como os alinhamentos partidários. Por isso, de resto, é a candidatura de Fernando Nobre a única genuinamente supra-partidária, por mais que isso confunda muitos comentadores, por não poderem aplicar a Fernando Nobre as sempre fáceis e redutoras “etiquetas” em que sustentam as suas “análises”. Mas já que o declarado apoiante da candidatura de Manuel Alegre preza tanto (tal como eu) o valor da coerência, permita-me que denuncie a incoerência, essa sim bem real, dessa candidatura: ela assume-se como uma candidatura em nome da “esquerda” e tem, como é sabido, o apoio formal do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista. Pois bem: nesse caso, porque não apela o candidato presidencial Manuel Alegre a que o próximo orçamento (tão vital para o país, como é reconhecido por todos) seja negociado no seio da “esquerda” (que até tem maioria parlamentar), em vez de deixar, sem o mínimo protesto, que o Partido Socialista esteja a negociar o orçamento com a “direita”? Seria o mais natural, nessa lógica frentista de “esquerda”. Obviamente, esse apelo teria um grave inconveniente: deixaria a nu a farsa ideológica desse frentismo de esquerda e, nessa medida, a incoerência insanável dessa candidatura…
Renato Epifânio
Porta-Voz do MIL: Movimento Internacional Lusófono (movimento cultural e cívico que apoia a candidatura de Fernando Nobre).
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Manuel Alegre, segundo ele próprio
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Fernando Nobre: o terceiro homem
Como era mais do que previsível (ainda assim, ganhei umas apostas…), José Sócrates declarou o apoio oficial do PS à candidatura presidencial de Manuel Alegre. Percebe-se bem porquê: ter Alegre como candidato oficial do PS faz com que o PS até pareça “de esquerda”, o que é particularmente conveniente numa altura em que se vê obrigado, pela crise, a ter que, enquanto Governo, tomar medidas ditas “de direita”. Depois, a verdade é que não havia mais ninguém – e, face ao vácuo, apoiar Alegre acaba por causar bem menos dissenções do que não apoiá-lo. Convenhamos que, entre Alegre e o vácuo, até parece bem razoável apoiar Alegre. O vácuo até pode ser bastante poético mas nunca o vi escrever um poema de homenagem ao Luís Figo…A campanha de Manuel Alegre promete ser um calvário (e um festim para os “media”) – todos os dias, aparecerá pelo menos um socialista a proclamar não se reconhecer nesta candidatura –, mas isso não preocupa Sócrates. No fundo, ele prefere que Cavaco Silva seja reeleito – no que mais importa (leia-se, na economia), não há diferenças de monta entre os dois. O resto é areia para os olhos…
Sócrates já arranjou o seu “Ferreira do Amaral” (leia-se, o seu cordeiro pascal) e, como Pilatos, lavará as mãos do resultado final. Se Alegre perder, como espera, a culpa, bem se vê, será do Louçã. Ele, obviamente, tudo fez para o “seu” candidato ganhar…
Do lado da dita “direita”, após o susto do Cardeal-Patriarca, que, num gesto insólito, advertiu publicamente Cavaco Silva pela sua promulgação dos casamentos gay, ameaçando mesmo com a sua derrota nas urnas, PSD e PP já vieram sossegar os fiéis, assegurando que não há alternativa a Cavaco. Isto por uma simples mas suficiente razão: é ele o único que pode ganhar. O Senhor Cardeal-Patriarca devia saber que, para a dita “direita moderna”, isso chega e sobra. O tempo dos que preferiam morrer de pé, ainda que entre as ruínas, passou há muito…
Claro que todas estas contas podem sair furadas por causa do “terceiro homem”: Fernando Nobre. Não é só no cinema que “o terceiro homem” acaba por ter, no fim da história, o papel principal…
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Cavaco e Alegre: as duas faces da mesma (má) moeda
O Governo Português anunciou hoje uma série de medidas que deitam por terra as ilusões alimentadas durante estes últimos anos e, sobretudo, na última campanha eleitoral. Que essas medidas tenham sido impostas pela União Europeia – ou, mais exactamente, pelos Estados mais fortes da União Europeia (outra ilusão que entretanto caiu) –, isso em nada desculpa este Governo.Face a isso, o nosso candidato “da esquerda”, Manuel Alegre, disse simplesmente: “Não comento”. E o nosso candidato “da direita”, Cavaco Silva, nada disse, já que continua, supõe-se, em levitação papal…
Ficou célebre um artigo do nosso actual Presidente da República, a respeito do Governo de Santana Lopes, sobre “a má moeda”. Pois bem: chegou a hora de dizer que a má moeda continua e que Cavaco e Alegre são as suas duas faces. Nem com um nem com outro sairemos deste círculo vicioso: o primeiro, já se viu, ao longo de todo este tempo, prima pela impotência, que já nem sequer disfarça; o segundo está cada vez mais bloqueado pela ilusão que ele próprio criou a respeito da “união da esquerda”. Ora, esta, como sempre foi evidente (pelo menos, para os não mentecaptos), não tem qualquer programa de governação minimamente comum, a não ser no plano da retórica inconsequente.
Cada vez mais, a candidatura presidencial de Fernando Nobre, ao posicionar-se para além dos alinhamentos partidários e dos sectarismos ideológicos, é a porta de esperança que se abre…
A diferença: Alegre não fala; Nobre propõe cortes em salários altos
Manuel Alegre escusou-se hoje a comentar as medidas a apresentar pelo Governo para acelerar a redução do défice. Já Fernando Nobre defendeu um corte de 10% nos salários superiores a 10 mil euros.Contactado pela Lusa, Manuel Alegre afirmou apenas, sem avançar justificações: "Não comento".
Questionado se estava a adiar o seu comentário para depois do anúncio oficial das medidas, Manuel Alegre rejeitou: "Não, não vou falar hoje".
Já Fernando Nobre defende cortes de 10% em ordenados superiores a 10 mil euros
"Está assumido que vamos ter todos de fazer ainda mais sacrifícios do que os que estavam incluídos no PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento). Apelo e espero que as novas medidas venham a contemplar uma discriminação positiva no que respeita aos mais desfavorecidos", afirmou Fernando Nobre, ressalvando desconhecer ainda as medidas concretas que serão anunciadas pelo Governo.
Como exemplo de discriminação positiva, o candidato presidencial apontou a ausência de penalizações para salários até aos 700 euros.
Apelando também a uma "atitude de exemplaridade", Nobre diz que os "responsáveis políticos e gestores públicos" devem dar um "contributo mais significativo do que aquele que é pedido ao comum dos cidadãos".
"Não via com maus olhos que os gestores públicos, que os titulares de cargos políticos tivessem uma diminuição na ordem dos 10% no seu salário", defendeu.
O candidato a Belém propõe assim índices de agravamento de impostos "muito superiores para todos aqueles que tiveram, em tempos de vacas gordas, aumentos salariais muito acima da média dos trabalhadores portugueses".
"Do que é dado a conhecer, aponta-se apenas dois escalões [para agravamento do IRS]. Para mim isso não chega. Devia haver uma isenção total até aos 700 euros. Acima dos 10 000 euros por mês devia haver uma redução do salário na ordem dos 10%. Isso permitiria que não se agravasse a situação dos mais desfavorecidos", declarou Fernando Nobre.
O candidato à Presidência lamentou ainda uma previsível subida do IVA nos bens essenciais, como os produtos alimentares.
O Governo deverá hoje anunciar um conjunto de medidas para acelerar a redução do défice e responder à pressão dos mercados internacionais.
Entre as medidas a ser negociadas com o PSD estão o aumento do IVA num ponto percentual nos três escalões, a subida do IRC em dois ou mais pontos percentuais, a redução de 5% nos salários dos políticos, gestores públicos e membros das entidades reguladoras, para além de uma subida do IRS de 1% para quem receba até cinco salários mínimos (2.375 euros por mês) ou de 1,5% para quem receba acima desse valor.
Com estas medidas, o Executivo espera receber este ano cerca de 1.700 milhões de euros, o suficiente para que o défice das contas públicas possa chegar ao final de 2010 nos 7,3%.
Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/alegre-nao-fala-nobre-propoe-cortes-em-salarios-altos_89535.html
quarta-feira, 5 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Manuel Alegre, na apresentação da sua candidatura: "as nove razões porque devem votar em mim"
Porque eu sou de esquerda!Porque eu sou de esquerda!!
Porque eu sou de esquerda!!!
Porque eu sou de esquerda!!!!
Porque eu sou de esquerda!!!!!
Porque eu sou de esquerda!!!!!!
Porque eu sou de esquerda!!!!!!!
Porque eu sou de esquerda!!!!!!!!
Porque eu sou de esquerda!!!!!!!!!
P.S.: Caso não tenham ficado convencidos, há uma razão extra: porque até o Sócrates me apoiará...
quinta-feira, 1 de abril de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Para o Manuel Alegre
Volta e meia, lá vem o disparo do costume. Esta semana, nas páginas do jornal “Público”, eras de novo acusado de “patrioteiro”, apenas porque insistes em falar de “Pátria”. Nada de espantar. Para os palermas pós-modernos da nossa praça, falar de “Pátria” continua a ser um pecado mortal. Quando alguém o faz, sacam logo da pistola. Bem sei o que isso é…Agora vê lá se incluis algum deles na tua comissão de candidatura à Presidência da República. Já consigo ouvir os conselhos que te darão: “Senhor Doutor, para ser um candidato moderno, bem de ‘esquerda’, tem, em absoluto, que deixar de falar de Pátria. E, já agora, de caçar…”.
Como se esse fosse, de facto, o teu calcanhar de Aquiles. Este, muito ao contrário, está na forma dúbia como te tens posicionado, em geral, em relação ao Partido Socialista e, em particular, em relação a este Governo…
Mas sobre isso, obviamente, não há disparos de monta. Só os tirinhos da praxe, para disfarçar…




