MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/zefiro-nova-aguia
Outras obras promovidas pelo MIL: https://millivros.webnode.com/
"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)
A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)
Agostinho da Silvaterça-feira, 28 de fevereiro de 2023
quarta-feira, 14 de setembro de 2022
sexta-feira, 29 de abril de 2022
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022
quinta-feira, 25 de novembro de 2021
sábado, 13 de fevereiro de 2021
Casas listadas para serem contactadas
Enviei ontem a João Português, Presidente da Câmara Municipal de Cuba, e ainda para outras pessoas daquele municipio, para a Direcção Regional de Cultura do Alentejo, para a Associação Cultural Fialho de Almeida e para (um membro da Direcção d)a Associação Portuguesa de Escritores uma mensagem de correio electrónico contendo, em ficheiro anexo, um documento com uma lista elaborada por mim das casas de escritores de língua portuguesa actualmente existentes, abertas ao público e com evidente (mesmo que mínima) actividade cultural. Esta lista pretende ser o ponto de partida do início da formação da Rede de Casas de Escritores de Língua Portuguesa, um projecto que delineei em Outubro de 2019 e cuja liderança eu e o Movimento Internacional Lusófono oferecemos à CMC através do Museu Literário Casa Fialho de Almeida. Após mais de um ano de espera, a 5 de Janeiro último aquele autarca alentejano finalmente respondeu-me, e positivamente.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2020
Sobre Fialho, no Boletim da ACFdA
segunda-feira, 9 de março de 2020
quinta-feira, 16 de janeiro de 2020
Ligar casas de escritores
terça-feira, 8 de outubro de 2019
quinta-feira, 3 de junho de 2010
A Galiza de Fialho de Almeida
Outras tantas vezes nessa turba infecta e salgada algum rapaz de rins direito e olhos verdes, duma infinita e animal serenidade, as penas altas e direitas, os pés chatos de estátua, o pescoço vermelho, a pele das pernas e dos pulsos ainda não tanada do sal e da aguardente, os cabelos fulvos riçados nas fontes, arregaçado até às curvas, os ombros gráceis e as orelhas pequenas, surgirá no meio da turba, carregando canastras como ânforas, com gestos clássicos, alheio ao sexo, inocente e soberbo da inconsciência e da adolescência ainda não espicaçada de desejos, e que um prodígio de isolamento na faina de barcos e na vida extenuante do mar, conservou isolado dos sentidos, e adolescendo como um admirável specimen da raça humana, vivendo de ar livre e vida pura. Impossível, a quem está afeito à vida dos museus e nasceu com os instintos da beleza, não deixar de seguir um momento, esta marcha da Antínoos pudico e soberbo: só os estupidarrões orgulhosos desta falta de curiosidade e de inteligência, é que se gabam de só entender de mulheres, como se isso fosse uma qualidade intelectual e superior, é que não explicarão esta admiração entre as naturais do homem inteligente e superiormente preparado à exaltação da raça e à integração da beleza entre os predicados superiores da raça humana.Vigo, cidade de trabalho, às 9 horas da noite fecha tudo. Muito pouca gente nas ruas, algum forasteiro. Concertos em três cafés, mas as peças muito espaçadas, piano, rabeca e violino. Um pequeno teatro no Colón, para duetos e sainetes. A gente misturada, plebe e gente melhor. Em geral o galego de certa ordem vai para os seus clubes e casinos. Alguns são ao rés da rua abertos, e aí, em cadeiras de balanço, os sócios repousam-se, luzem-se, vendo passar gente, gostando que lhes admirem a elegância. A mania do sportismo domina. Jogam o cricket e o footbool com os ingleses; têm velódromo, pedalam. São em geral robustos e desempenados –ar inglesado. Até nisso justificam ser a continuação da Irlanda.
É curioso que quanto mais me interno na Galiza, ao contrário do que poderia supor-se, mais o dialecto se parece com o português.
Em face de tudo o que vejo, serras, falaises, águas, gente, edifícios, céus, os que partem, os que chegam, os que eu vejo, os que adivinho, os que não vi nunca, o sentimento da minha mesquinharia, é aflitivo e atentatório do meu orgulho. O que desejava era ser tudo o que vejo e existe, sem perder o sentimento d`ensemble, a consciência lúcida do que sou.








