MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)
A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)
Agostinho da Silvasegunda-feira, 14 de junho de 2010
Participação galega no encontro lusófono do Dia de Portugal celebrado em Lisboa no passado 10 de junho
Xavier Vásquez Freire - Na passada quinta-feira 10 de junho, Dia de Portugal e das Comunidades Lusófonas, três representantes da Lusofonia galega participamos em Lisboa no jantar do dia de Camões organizado polo Movimento Internacional Lusófono (MIL) e a organização Lusófonos com Fernando Nobre.O evento teve por objeto ser um encontro com Fernando Nobre, candidato à Presidência da República Portuguesa para as eleições presidenciais de 2011 que se tem pronunciado em diversas ocasiões em favor da comunidade lusófona galega.
Ao referido ato assistimos em representação da comunidade lusófona galega da Galiza administrativamente espanhola Alexandre Banhos e eu próprio, integrantes ambos do MIL Galiza, acompanhados por Luiz Gonzaga, que se reivindica como um «galego do Porto» e, portanto, como integrante também dessa delegação lusófona galega que se aproximou na passada quinta-feira até Lisboa para participar desse evento definido em palavras da própria convocatória de «almoço aberto a membros de toda a Comunidade Lusófona».
O ato inaugurou-se com um discurso do candidato à Presidência da República Fernando Nobre, que destacou a importância estratégica, económica, social e cultural da língua portuguesa e da Lusofonia no mundo atual, e o facto de estarmos a falar de uma língua que põe em contacto numerosas nações, culturas e sociedades nos cinco continentes.
Após a intervenção de Fernando Nobre falaram várias pessoas em representação dos diversos locais onde a língua portuguesa é falada em todo o mundo. Brasil, Moçambique, Galiza, Malaca, Olivença, etc., tiveram o seu tempo para intervir neste encontro lusófono através dos seus e das suas representantes. O galego Alexandre Banhos interveio para declamar um texto confraternizador escrito especialmente para a ocasião e que se reproduz logo a seguir destas linhas.
A delegação galega formado por Alexandre Banhos, Luiz Gonzaga e eu próprio, Xavier Vásquez Freire, teve ocasião de lhe desejar o maior dos sucessos ao candidato à Presidência da República Portuguesa e de lhe expressar a importância de serem estabelecidas maiores ligações entre a Galiza e Portugal polo facto de falarmos uma língua comum e por contarmos com um espaço geográfico comum que pode e deve ajudar no desenvolvimento de maiores ligações nos âmbitos económico e linguístico entre a Galiza e Portugal, como também com o resto da Lusofonia.
O jantar começou polas 13h00 e serviu-se nele um prato tradicional de Cabo Verde, a Cachupa, que foi preparado pola Associação Cabo-verdiana, sendo o lugar do jantar o local da referida associação, localizado na Rua Duque de Palmela, junto ao Marquês de Pombal, com uma bela vista sobre a cidade de Lisboa.
Reprodução do texto lido por Alexandre Banhos
“Ó sórdidos Galegos, duro bando”:
Que sentido deu Camões a este verso d' Os Lusíadas, ele que tem o seu solar originário na freguesia de Camos, Gondomar, na Galiza ao norte do Minho, donde era o seu pai?
Penso que não tem sentido nenhum negativo. Simplesmente denuncia que os galegos ao norte do Minho, por infelicidade deles e também nossa (permiti-me que fale também como português que sou), os galegos do norte não formaram parte do projeto de Portugal do que é um bom resultado a presente multicontinentalidade do nosso verbo.
A Galiza que ficou na Espanha, melhor dito, sob a bota de ferro de Espanha, em verdade que tinha que se ter somado ao projeto de Portugal. Não o fez e em grande medida pelo agir errado e parvo da sua liderança galega. Eis a sordidez galega pela que brada e denuncia Camões, dizendo-nos com esse verso, mas algum dia deixareis de serdes assim e tendes de estar no projeto comum da Lusofonia.
É por isso que hoje eu estou aqui, feliz e emocionado, como galego, reivindicando o nosso Camões, e é que a Lusofonia não pode estar completa sem nós, como não está sem o território roubado e bem português de Olivença.
Poucos dias há melhores para festejar todo o que une aos lusófonos de todos os cantos do mundo que o dia 10 de junho, nenhum outro dia teria sido acaído para reunir em si tanta informação e tanta comunhão lusófona – Venturoso dia que te expandes por toda a Lusofonia por cima do sentido muito português e fechado para o resto que tinha na sua origem esta data quando foi instituída.
Viva o MIL!
Viva Portugal!
Viva a Lusofonia toda!
Viva a Galiza livre e quanto antes!
E para o próximo 10 de junho tem que estar de novo Olivença em Portugal!
domingo, 13 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Vídeos do Encontro Lusófono com Fernando Nobre de 10 de junho de 2010
Com a presença de representantes de Timor-Leste, do Brasil, bem como dos PALOPs (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), bem como ainda de outras regiões lusófonas (nomeadamente: Galiza, Goa, Macau e Malaca).
Com a presença de grandes figuras da cultura portuguesa, bem como de representantes de diversas entidades (nomeadamente: Sociedade de Língua Portugal e Elos Clube)
O Candidato atento à palavra do Filósofo...
O Candidato atento à palavra do Filósofo, Jesus Carlos, 10 de Junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Agradecimento MIL
Um banho de lusofonia (III): outros oradores.
Um banho de lusofonia (II): outros oradores.
10 de Junho: Celebração da Comunidade Lusófona
Assinala-se hoje o Dia de Camões e decidimos promover este encontro não apenas para celebrar o Poeta, ou para celebrar Portugal, mas, sobretudo, para celebrar a Lusofonia, a Comunidade Lusófona.Fiel desde logo ao seu nome – Movimento Internacional Lusófono –, nome que assinala a sua matriz, o seu fundamento, o MIL assume-se, pois, como um movimento cultural e cívico que tem como horizonte, como firmamento, a criação de uma verdadeira Comunidade Lusófona, assim concretizado o sonho de, entre outros, Agostinho da Silva.
Por isso, hoje, não celebramos apenas Portugal ou a Portugalidade. Tal como Teixeira de Pascoaes, procuramos cumprir a “arte de ser português”, mas pensamos que Portugal, tal como todos os outros países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), terá tanto mais futuro quanto mais apostar na convergência lusófona, ou seja, como temos mil vezes dito, no reforço dos laços entre os países e regiões de língua portuguesa – no plano cultural, mas também social, económico e político. A nosso ver, como temos também mil vezes repetido, não é apenas Portugal que tem a ganhar com essa aposta; todos os outros países da CPLP igualmente, e na mesma medida, ou mesmo mais ainda.
Assumimo-nos, sem complexos, como patriotas. Sem complexos e sem prefixos: não somos anti-patriotas, nem trans-patriotas, nem a-patriotas, nem semi-patriotas, nem pseudo-patriotas. Somos, repito, patriotas. Simplesmente, por isso mesmo, não somos nacionalistas, mas trans-nacionalistas. Temos defendido, para Portugal e para os demais países da CPLP, a via do trans-nacionalismo lusófono: tal como para Fernando Pessoa, também para nós “a nossa pátria é a língua portuguesa”. Importa, por isso, agir em consequência, valorizando mais, sobre o que nos separa, o muito que nos une: a nós, cidadãos lusófonos, membros de uma mesma Comunidade.
De forma coerente e consequente, é isso que o MIL tem procurado fazer: daí, sem qualquer excepção, todas as nossas propostas e iniciativas. Sabemos que há gente que, legitimamente, não concorda com elas, mas também nunca tivemos a ilusão de que seríamos por inteiro consensuais – ao invés, sempre soubemos que quem marca uma posição, gera sempre alguma oposição. Mesmo quem não concorda com o nosso ideário, reconhece-nos sempre, porém, pelo menos uma coisa: a coerência. O MIL, ao longo destes dois anos e meio de existência, tem sido absolutamente coerente e consequente com esta aposta na convergência lusófona: não há, de facto, quem o possa negar. Em momento algum nos desviámos ou desviaremos desta via. Se houve quem o tivesse feito, enveredado por outras vias, de transcensão ou negação da via lusófona, outros, ao invés, muitos outros, têm vindo ter connosco, assim alimentando este sonho. Nos últimos meses, o MIL cresceu exponencialmente: somos hoje já mais de 4 mil pessoas, de todo o espaço lusófono. O MIL, de resto, está presente, cada vez mais presente, não só em todos os países da CPLP, como em outras regiões lusófonas: nomeadamente, na Galiza, em Goa, Macau e Malaca, bem como um pouco por toda a diáspora lusófona em geral.
Por razões várias, desde logo por razões de distância, não podemos ter hoje aqui connosco, para esta celebração da Lusofonia, da Comunidade Lusófona, todas essas pessoas. Ainda assim, conseguimos reunir membros de todos, ou quase todos, esses países e regiões. O que muito nos satisfaz: Portugal será tanto mais Portugal quanto mais for assim, lusófono, lusofonamente multicolor. A todos vós, em nome da Comissão Executiva do MIL, os meus mais sentidos agradecimentos pela vossa presença. Sois todos, somos todos, cidadãos lusófonos – antes de sermos angolanos, brasileiros, cabo-verdeanos, galegos, goeses, guineenses, macaenses, malacanhos, moçambicanos, portugueses, são-tomenses ou timorenses…
Para esta celebração – da Lusofonia, da Comunidade Lusófona – temos um convidado especial: Fernando Nobre. Alguém que, como nós, se assume, sem complexos, como um patriota e como um cidadão lusófono. Já o sabíamos, pelo seu passado. Estamos agora a comprová-lo, pela sua campanha presidencial. A sua grande diferença em relação aos outros candidatos é, para além da sua genuína condição supra-partidária, acima de todos os sectarismos ideológicos, a sua visão de Portugal à escala da lusofonia, a sua aposta na convergência lusófona.
Renato Epifânio, Porta-Voz do MIL: Movimento Internacional Lusófono


























