*É um Lusófono com L grande? Então adira ao MIL: vamos criar a Comunidade Lusófona!*

MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia


Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de uma centena de milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por mais de meia centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia. Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; NIF: 509 580 432
Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).

Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Desde 2008"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/zefiro-nova-aguia

Outras obras promovidas pelo MIL: https://millivros.webnode.com/

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva
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sábado, 29 de agosto de 2026

Brasil - Casas dos Açores unem forças numa nova rede...

 As oito Casas dos Açores existentes no Brasil passam a estar ligadas através de uma nova Rede Nacional de Casas dos Açores do Brasil, uma iniciativa que pretende reforçar a cooperação entre estas entidades e promover os Açores junto das comunidades açordescendentes

A assinatura do protocolo para criação da rede foi um dos principais resultados do IX Encontro Açores Brasil, que decorreu no dia 23 de agosto, em Florianópolis, no estado de Santa Catarina.

O encontro contou com a participação do secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, acompanhado pelo diretor regional das Comunidades, José Andrade.

A deslocação oficial ao Brasil incluiu também a inauguração da nova sede da Casa dos Açores de Santa Catarina, em Santo António de Lisboa, Florianópolis.

O edifício foi adquirido e totalmente reabilitado pelo Município de Florianópolis, com o investimento integralmente suportado pelo orçamento municipal.

A nova sede fica numa freguesia particularmente ligada à história da presença açoriana no Sul do Brasil, onde se fixaram, a partir de 1748, os primeiros açorianos que chegaram à região para contribuir para o seu povoamento.

A capital de Santa Catarina recebeu representantes das oito Casas dos Açores do Brasil para um encontro dedicado ao percurso histórico destas instituições, à sua situação atual e às perspetivas para o futuro.

Estiveram representadas as Casas dos Açores do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Estado do Rio Grande do Sul, Maranhão, Espírito Santo, Minas Gerais e Ceará.

A nova Rede Nacional de Casas dos Açores do Brasil pretende conjugar esforços para promover os Açores no Brasil, não apenas enquanto território de herança cultural, mas também enquanto destino turístico e espaço de oportunidades de investimento. A Rede contará com uma coordenação executiva, responsável por dinamizar o seu funcionamento e promover a articulação entre os seus membros. A primeira coordenação executiva será assegurada pela Casa dos Açores do Rio de Janeiro.

No âmbito do encontro foi ainda assinado um protocolo de apoio ao Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade do Estado de Santa Catarina.

As comemorações dos 600 anos da descoberta dos Açores, que terão lugar em 2027, estiveram também entre os temas abordados durante o encontro. A celebração pretende envolver a diáspora açoriana, com iniciativas previstas nas nove ilhas, no continente português e nos países onde existe uma presença açoriana significativa.

O IX Encontro Açores Brasil insere-se numa estratégia do Governo Regional para valorizar e reforçar os laços sociais, culturais e económicos entre os Açores e as comunidades açordescendentes nos diferentes estados brasileiros.

O Brasil ocupa um lugar particularmente importante nesta história: foi o primeiro destino da emigração açoriana e continua a representar uma das principais referências da presença açoriana fora do arquipélago.

O primeiro Encontro Açores Brasil realizou-se em Ponta Delgada, em outubro de 2021. Desde então, a iniciativa passou por diferentes cidades e ilhas, incluindo Angra do Heroísmo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Ponta Delgada, Pico, Faial e Belo Horizonte, chegando agora à sua nona edição. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Brasil – Importações da China sustentam 5,2 milhões de empregos

 As importações oriundas da China sustentaram 5,2 milhões de empregos no Brasil em 2024, mais do dobro dos postos ligados às exportações para o país asiático, segundo um estudo divulgado pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC)


O relatório, feito com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, mostra como o comércio bilateral cresceu quase cinco vezes em duas décadas, afetando não só os fluxos comerciais, mas também emprego, salários e dinâmicas sociais.

Embora os empregos ligados às exportações paguem salários mais altos, o impacto das importações é mais disseminado entre empresas e comunidades brasileiras, aponta o estudo.

Em 2024, a China foi destino de 28% das exportações brasileiras e origem de 24% das importações. Ao longo da última década, o Brasil acumulou um excedente de 276 mil milhões de dólares (235 mil milhões de euros) nas trocas com Pequim – 51% do seu ‘superavit’ comercial global. Em contraste, as trocas com Estados Unidos e União Europeia geraram um défice conjunto de 224 mil milhões de dólares (191 mil milhões de euros).

Esse ‘superavit’, no entanto, está concentrado em poucos setores e empresas: 80% das exportações em 2024 foram soja, minério de ferro e petróleo, e menos de 3000 empresas responderam por essas vendas. “Não importa se são soja ou máquinas. O problema é depender de poucos produtos e poucos mercados”, alertou Túlio Cariello, diretor de pesquisa do CEBC e coautor do estudo, no relatório.

Cariello rejeitou a ideia de que o setor de matérias-primas seja sinal de atraso, sublinhando décadas de inovação na agricultura tropical, extração de petróleo em águas profundas e na refinação de minério.

Enquanto as exportações permanecem concentradas, as importações mostram maior diversidade: mais de 40 mil empresas brasileiras compraram produtos da China em 2024 – quase 15 vezes mais do que aquelas que importaram de outros países sul-americanos.

As importações incluem eletrónica, máquinas, fertilizantes e químicos industriais – bens essenciais para setores como o agronegócio.

Camila Amigo, analista do CEBC, afirmou que o aumento do emprego ligado às importações não reflete uma mudança estratégica, mas sim a dependência de componentes estrangeiros. O desafio é transformar esses empregos em apoio à indústria nacional, disse.

Segundo Amigo, o Brasil pode beneficiar da reorganização das cadeias globais, à medida que fabricantes chineses investem no exterior, posicionando-se como polo industrial regional.

O estudo mostra que o Brasil exporta para a China com uma base empresarial muito mais estreita do que para outros mercados: menos de 3000 empresas venderam para o país asiático em 2024, contra quase 10.000 para os EUA e mais de 11.000 para o Mercosul.

Apesar de o número de categorias exportadas ter aumentado de 673 em 1997 para 2589 em 2024, a pauta continua dominada por produtos primários. Carnes, celulose, café e alguns produtos transformados começaram a ganhar espaço.

Nas importações, o Brasil comprou 6914 categorias de produtos da China em 2024, quase todas industriais: eletrónica, veículos, têxteis, farmacêuticos e componentes dominam a lista.

O emprego também reflecte esse desequilíbrio: entre 2008 e 2022, os postos ligados às importações cresceram 55%, enquanto os ligados às exportações aumentaram 62%, mas a partir de uma base menor.

Para reduzir a dependência, Cariello defendeu a reindustrialização com investimento estrangeiro direto. Amigo destacou, por outro lado, oportunidades ligadas à transição energética, como lítio, cobre e manganês, além de milho e frutas, que começaram a aceder ao mercado chinês.

Os dados de 2024 confirmam o peso da China: 73% da soja, 67% do minério de ferro e 44% do petróleo exportado pelo Brasil tiveram como destino o país asiático, que também comprou metade da carne bovina e do algodão brasileiros.

A crescente presença chinesa também gerou pressão sobre a indústria brasileira: algumas empresas, como siderúrgicas, acabaram vendidas a grupos chineses – um sinal de como comércio e investimento se interligam. “A questão é entender que partes dessas cadeias produtivas fazem sentido para o Brasil e como usá-las para apoiar a reindustrialização”, concluiu Amigo. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

sábado, 26 de julho de 2025

Petrópolis encanta com história, cultura e natureza na serra fluminense...

 O local reúne história imperial, cultura vibrante e belezas naturais, além de atrações únicas que encantam todos os visitantes


Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, é conhecida por seu charme, clima agradável e rica história. Antiga residência de verão da família imperial brasileira no século XIX, a cidade preserva diversos patrimônios culturais, como o Museu Imperial e a Catedral de São Pedro de Alcântara.

Além disso, Petrópolis é a capital nacional da cerveja, com diversas cervejarias artesanais que atraem turistas e apreciadores da bebida.

A natureza exuberante também é um grande atrativo, com paisagens incríveis na Serra dos Órgãos e no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, ideais para quem busca contato com o verde e atividades ao ar livre.

Por tudo isso, Petrópolis é um destino imperdível para quem deseja conhecer a história, cultura e belezas naturais do Rio de Janeiro.

Museu de Cera

Perfeito para quem gosta de história, o Museu de Cera de Petrópolis recria cenas marcantes da história do Brasil e do mundo com réplicas em tamanho real de artistas, cientistas, políticos e personagens das artes e das histórias em quadrinhos. A experiência é envolvente e faz o visitante se sentir parte dos momentos retratados.

Casa da Princesa

Um local que remete ao Brasil imperial e ao “Caso do Vintém”, um episódio histórico preservado na Casa da Princesa. Atualmente, abriga a Exposição Coragem e Fé – A Colonização Germânica de Petrópolis.

O espaço abre para visitação aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 13h e das 14h15 às 18h. Às sextas-feiras, recebe exclusivamente escolas com agendamento prévio pelo WhatsApp (24) 98835-8798. O ingresso custa R$ 20,00, e a entrada é gratuita para escolas municipais, mediante agendamento.

Mosteiro da Virgem

O Mosteiro da Virgem é outro ponto turístico imperdível, com um acervo rico sobre a história do Brasil, especialmente do período imperial. Localizado na Av. Ipiranga, abriga uma comunidade de Beneditinas desde 1939.

A capela, inaugurada em 1989, possui estilo moderno e abriga obras como o painel de Jesus Cristo Glorioso, a rara imagem da Virgem Maria grávida e a “Menorah”, candelabro de sete braços típico das sinagogas, símbolo da plenitude.

Missas com canto gregoriano acontecem diariamente às 7h e aos domingos às 10h30, abertas ao público. O mosteiro também vende produtos como chocolates, pães e biscoitos, das 8h às 18h, mediante solicitação na portaria. Visitas devem ser agendadas pelos telefones (24) 2242-2286 ou (24) 2242-2394. In “Boqnews” - Brasil

sexta-feira, 4 de abril de 2025

Angola e Brasil pretendem aprofundar relações no domínio da Defesa

 As delegações do Brasil e de Angola reuniram-se, na última segunda-feira, em Brasília, onde manifestaram a pretensão de aprofundar as relações no domínio da Defesa



De acordo com uma nota, enviada ao JA Online, a abordagem foi feita entre o ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria de Angola, João dos Santos, e o homólogo brasileiro, José Monteiro Filho.

Durante o encontro, as delegações passaram em revista o estado actual de cooperação entre as instituições e reiteraram a necessidade de consolidar e diversificar a parceria estratégica vigente.

Na ocasião foi, igualmente, decidida a dinamização do Comité Conjunto de Cooperação da Defesa para a monitorização dos projectos em curso.

Para João Ernesto dos Santos, é importante reforçar e consolidar a cooperação nas áreas de apoio à paz, formação, ensino, infra-estruturas e indústria militar.

Por sua vez, José Monteiro Filho defendeu a necessidade de continuar a desenvolver acções para melhorar a cooperação no referido sector. In “Jornal de Angola” - Angola

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Brasil - Portugueses esperam melhorias nos consulados com a 14.ª Cimeira Luso-Brasileira

 Representantes da comunidade portuguesa esperam que a participação do Presidente e do Primeiro-Ministro de Portugal na 14ª Cimeira Luso-Brasileira reforce parcerias económicas com o Brasil e que os governantes promovam melhorias nos Consulados do país.



Em declarações à agência Lusa, Teresa Morgado, membro do Conselho das Comunidades Portuguesas, considerou que as visitas de Marcelo Rebelo de Sousa e de Luís Montenegro ao Brasil serão uma boa oportunidade para a comunidade relatar os problemas que enfrenta. “Acho muito importante que o Governo português, que o nosso primeiro-ministro e o nosso Presidente venham ao Brasil (…) Eles têm que ver as dificuldades de todos os portugueses que aqui estão, da comunidade portuguesa, que são muito grandes”, disse.

“A dificuldade nos nossos Consulados é muito grande, [assim como] a dificuldade em ajudar as pessoas idosas”, acrescentou.

A presidente da Câmara do Comércio de Portugal de São Paulo, Karine Vilela, considerou que os acordos a serem assinados durante a cimeira, que se realiza hoje na capital brasileira, Brasília, podem impulsionar a economia e as trocas bilaterais para novas áreas. A responsável citou como exemplo entendimentos na área da educação sobre a validação de diplomas universitários, que poderão facilitar a emigração qualificada, e a troca de arquivos entre as bibliotecas nacionais dos dois países, que ajudariam a impulsionar investigações científicas.

“Na Câmara Portuguesa de São Paulo conseguimos testemunhar várias áreas [da parceria bilateral] que estão crescendo muito, como a transição energética, que é um dos acordos que vão ser discutidos nesta cimeira”, acrescentou.

Por seu lado, o presidente da casa de Cultura da Ilha da Madeira de São Paulo, José Manoel Bettencourt, considerou que o maior problema que os portugueses enfrentam hoje é mesmo agendar atendimentos nos Consulados portugueses no Brasil, que estão sobrecarregados.

“Aqui o que nós mais temos dificuldade é agendar [para fazer ou actualizar] documentação (…) O Governo português tem que dar um jeito de melhorar esse atendimento”, pontuou.

O empresário José de Sá, que constituiu família no Brasil, mas mora em Portugal, considerou que um dos maiores desafios que os portugueses no Brasil enfrentam é a burocracia. “O português no Brasil precisa de apoio na parte burocrática. Especialmente para os filhos e netos de portugueses. Sou português, casado com uma brasileira, os meus filhos são brasileiros, tenho netos brasileiros e tenho um bisneto brasileiro. E, no entanto, eu ainda tenho dificuldades”, contou.

“Estou residindo agora em Portugal, há dois anos, e estou ainda com dificuldade para que a minha mulher tenha nacionalidade portuguesa. Somos casados há 69 anos”, completou José de Sá.

Já António de Almeida e Silva, presidente do Conselho da Casa de Portugal de São Paulo, defendeu que as autoridades portuguesas deveriam também considerar os desafios económicos das organizações culturais que mantêm as tradições do país vivas no exterior. “Portugal, sendo um país de comunidades como é, tinha que, digamos, acarinhar mais as comunidades ajudando as nossas associações. Algumas precisam de ajuda do Governo português para sobreviver, para cumprir o seu papel primordial. E, às vezes, falta isso. Então, diria que, em resumo, Portugal deveria acarinhar mais as suas associações espalhadas pelo mundo”, concluiu.

A 14.ª cimeira luso-brasileira seguiu o modelo da edição anterior, realizada em Lisboa, em 2023, e foi precedida, na terça-feira, por uma visita de Estado do Presidente português, incluindo uma passagem pela cidade do Recife, onde recebeu um título ‘honoris causa’. No âmbito da cimeira, houve um encontro entre o primeiro-ministro português e o Presidente brasileiro, seguido de reuniões e da assinatura de vários acordos bilaterais.

Segundo dados do Observatório da Emigração, residem no Brasil cerca de 145.000 portugueses, mas este número deve ser superior porque a inscrição consular não é obrigatória. Carolina de Ré – Agência Lusa in “Jornal Tribuna de Macau”

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Brasil e Portugal preparam assinatura de cerca de 20 acordos durante cimeira de líderes

 Portugal e Brasil podem assinar cerca de 20 acordos em áreas como defesa, segurança, justiça, ciência, saúde, comércio, energia e cultura na cimeira luso-brasileira de 19 de Fevereiro, que reunirá as figuras mais altas dos dois países



Fonte da diplomacia brasileira próxima das negociações entre os dois países disse à Lusa que os acordos incluem ainda áreas como proteção de informação, mobilidade académica, cooperação policial, transição energética, crimes ambientais, saúde pública, entre outros.

A 14.ª Cimeira Luso-Brasileira decorrerá a 19 de fevereiro, em Brasília, e será precedida, no dia 18, por uma visita de Estado do Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, ao Brasil, incluindo uma passagem pelo Recife, onde receberá um título ‘honoris causa’.

O evento seguirá o modelo da edição anterior, realizada em Lisboa, em 2023 (na qual foram assinados 13 acordos), com um encontro bilateral entre o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, e o Presidente brasileiro, Lula da Silva, seguido por reuniões ministeriais setoriais e pela assinatura de vários acordos no Palácio do Planalto.

Ainda em Brasília, no Palácio do Planalto, será entregue o Prémio Camões à escritora Adélia Prado.

Os acordos praticamente fechados entre Portugal e Brasil abrangem defesa, saúde e cultura. Destaca-se o Acordo para a Proteção de Informação Classificada, visto como essencial para as trocas comerciais na defesa.

No sector da saúde, deverá será assinado um memorando de entendimento entre a Fundação Oswaldo Cruz e organizações portuguesas. Na cultura, praticamente concluído está um memorando de entendimento entre a Fundação Biblioteca Nacional do Brasil e a Biblioteca Nacional de Portugal que promoverá intercâmbio na gestão de arquivos e bibliotecas.

Em negociação, no setor académico e científico, está um acordo entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Brasil e a Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal para a mobilidade de investigadores e estudantes.

Ainda em negociação estão acordos em setores como ambiente, transportes e economia digital, como o memorando de entendimento sobre crimes ambientais internacionais, um memorando de entendimento sobre cooperação portuária e ainda acordos na área digital, vinícola, troca de informação relativa ao registo criminal e antecedentes criminais, combate ao terrorismo e segurança rodoviária.

Um acordo no âmbito da investigação e do combate ao terrorismo e financiamento da criminalidade organizada transnacional é visto pela diplomacia brasileira como muito importante e no qual vão trabalhar “muito próximo de Portugal nessa área de cooperação”.

Para além disso, estão a ser negociados ainda acordos entre a Agência Nacional de Energia Elétrica do Brasil e a Entidade Reguladora de Serviços Energéticos de Portugal para regulação do mercado e a cooperação no âmbito da transição energética e ainda um memorando de entendimento sobre alimentação saudável e prevenção da obesidade. Está prevista a criação de uma unidade da Fundação Oswaldo Cruz em Lisboa.

Outro dos temas que preocupa o Governo brasileiro e que será abordado durante a cimeira são as crescentes denuncias de xenofobia sentida pelos brasileiros em Portugal. “Temos uma preocupação com o crescimento da discriminação e da xenofobia também em Portugal. E mesmo com os brasileiros, ou talvez principalmente com os brasileiros”, disse a diplomacia brasileira. “Isso é algo em que nós sempre expressamos a nossa preocupação”, frisou. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Brasil - Comunidade de Fortaleza realiza em Março “Encontro Luso Brasileiro do Associativismo”

 Entre os dias 19 a 20 de Março de 2025, a Comunidade Portuguesa de Fortaleza vai realizar o “Encontro Luso Brasileiro do Associativismo – Reinventar o Associativismo” onde pretende reunir dirigentes associativos de todo o Brasil, e autoridades locais e portuguesas.




O Cônsul de Portugal em Fortaleza, Rui Almeida, o Presidente da Sociedade Beneficente Portuguesa, Francisco Brandão, da Câmara Brasil Portugal de Comércio Raul Santos e o Conselheiro das Comunidades Portuguesas José Wahnon, convidam os dirigentes das Associações Luso Brasileiras, o corpo consolar de Carreira e Honorário, os conselheiros das Comunidades para este encontro nacional que será realizado nas renovadas instalações da Beneficente Portuguesa.

A programação tem como tema “Reinventar o Associativismo” onde serão discutidos os seguintes itens:

  • Práticas de Governança e Estatutos Jurídicos
  • Cooperação e consórcio entre associações
  • Apoios da Secretaria de Estado das Comunidades
  • Apoio institucional e cooperação com o Corpo Diplomático e Consular, Deputados da Jurisdição e dos Conselheiros das Comunidades
  • Experiências de Encontros Regionais.

Está confirmada a participação do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário e do Embaixador de Portugal no Brasil, Luiz Faro Ramos.

Nesta fase, a organização pode assegurar a programação nos dois dias do evento, incluindo a programação cultural, as refeições nesses dois dias, e os transferes entre os hotéis e o espaço do evento. As viagens e alojamento são por conta dos participantes.

O local do evento será na Sociedade Beneficente Portuguesa “dous” de Fevereiro (Av. Dioguinho, 2493), Praia do Futuro (Fortaleza). Contatos e demais informações pelo e-mail:

beneficenteportugalfortaleza@gmail.com e

secretariace@cbpce.org.br In “Mundo Lusíada” - Brasil

sábado, 12 de outubro de 2024

Brasil - Concertos 500 anos de Camões acontece em Jundiaí e São Paulo

 A Orquestra Sinfônica Municipal de Jundiaí (OSMJ) apresenta o Concerto 500 anos de Camões nos dias 12 e 17 de outubro de 2024.


Através da expressão musical, a OSMJ homenageia os 500 anos de nascimento de Luís Vaz de Camões, celebrando a cultura em língua portuguesa que esse grande poeta fundador representa. O evento é uma parceria entre o Consulado Geral de Portugal em São Paulo, o Camões, o Instituto da Cooperação e da Língua e a Prefeitura Municipal de Jundiaí.

O programa da comemoração aos 500 anos de nascimento de Luís de Camões, abre com a Série Brasileira de Alberto Nepomuceno, compositor nacionalista que defendia a língua portuguesa na música clássica. Nepomuceno afirmava que “não tem pátria um povo que não canta em sua língua”. A OSMJ (Orquestra Sinfônica Municipal de Jundiaí) faz aqui também uma homenagem a esse grande compositor brasileiro com sua técnica composicional de grande maestria em seus 160 anos de nascimento.

Especialmente encomendada pela OSMJ para esse concerto, a Orquestra faz a primeira audição da obra “Camoniana 500” de André Mehmari. Com seu transbordar de técnica e talento, Mehmari mostra a atemporalidade dos textos de Camões, com muita paixão e diversidade de sentimentos. O solista será o tenor Jabez Lima, integrante do Coro da OSESP, que tem se apresentado nos principais palcos do Brasil.

Encerrando o Concerto, a OSMJ faz mais uma homenagem apresentando a Suite do Ballet Alfama do compositor português Joly Braga Santos em seus 100 anos de nascimento. A Suite apresentada mostra a primeira fase do compositor com traços nacionalistas e temas que remetem ao folclore português. In “Mundo Lusíada” - Brasil

Serviço:

Concerto Camões 500 anos

Orquestra Sinfônica Municipal de Jundiaí

12 de outubro, 20h – Teatro Polytheama (Jundiaí)_ Rua Barão de Jundiaí, 176

17 de outubro, 20h -Teatro Sérgio Cardoso (São Paulo) Rua Rui Barbosa, 153

Entrada gratuita

sábado, 10 de agosto de 2024

Embaixador chinês considera “fundamental” inclusão do Brasil na Iniciativa Faixa e Rota

 

O embaixador chinês em Brasília disse que China e Brasil “não devem estar satisfeitos com o estado actual da cooperação” e descreveu a adesão brasileira a um importante programa da política externa chinesa como “fundamental”. Citado pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post, Zhu Qingqiao, que participou num evento do Conselho Empresarial Brasil – China, em São Paulo, na véspera do 50.º aniversário das relações entre os dois países, defendeu que a inclusão do Brasil na Iniciativa Faixa e Rota seria uma “demonstração de estabilidade” na “relação de cooperação de longo prazo”. As empresas chinesas construíram portos, estradas, linhas ferroviárias, centrais eléctricas e outras infraestruturas em todo o mundo, numa tentativa de impulsionar o comércio e o crescimento económico. O programa cimentou também o estatuto da China como líder e credora entre os países em desenvolvimento. O Brasil tem, no entanto, enviado apenas diplomatas de baixo escalão para participar nos fóruns em Pequim, contrastando com vários dos seus países vizinhos, que se fizeram representar por chefes de Estado ou de Governo.  “A adesão poderia trazer benefícios mútuos e facilitar a identificação de sinergias entre a procura brasileira e os interesses chineses nos setores mais estratégicos”, afirmou o embaixador. “Acreditamos que a iniciativa é altamente consistente com a estratégia de desenvolvimento do Governo de Lula da Silva, como os planos de reindustrialização, as rotas de integração sul-americana e o projeto de aceleração do crescimento”, acrescentou.

Na América do Sul, apenas Brasil, Colômbia e Paraguai ainda não aderiram à iniciativa de Pequim. Em particular, as autoridades brasileiras procuram financiamento para obras que ajudariam o Brasil a conectar-se com o Oceano Pacífico, especialmente o porto de águas profundas em Chancay, no Peru, que foi construído com financiamento chinês e deve ser inaugurado em Novembro. “Penso que as empresas chinesas estão muito interessadas em envolver-se de alguma forma” na ligação do Brasil a Chancay, explicou o embaixador chinês, citado pelo SCMP. A crescente influência da China no Brasil e na América Latina tem, no entanto, levado a advertências por parte de Washington. Em Maio passado, a chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, Laura Richardson, em visita ao Rio de Janeiro para exercícios militares conjuntos, disse à imprensa local que “as democracias do Brasil e dos Estados Unidos partilham uma história de 200 anos, enquanto a parceria com a China tem apenas 50 anos”. “Como democracias, respeitamo-nos mutuamente. Respeitamos a soberania uns dos outros”, disse. “Respeitamos os povos uns dos outros, as democracias, o que não acontece com um país comunista porque eles não respeitam os direitos do seu próprio povo”, frisou. Richardson alertou que Brasília terá de prestar atenção às “condições impostas” por Pequim, no âmbito de uma possível adesão à Iniciativa Faixa e Rota. “O que aprendemos é que a iniciativa parece muito boa na superfície, mas há muitas letras miúdas”, acrescentou. “É preciso ler as letras miudinhas para ver todas as condições e como a soberania é retirada ao longo do tempo se os empréstimos não forem reembolsados e coisas do género”, alertou. Em resposta, a embaixada chinesa acusou Richardson de “adotar uma mentalidade típica da Guerra Fria” e de seguir uma “lógica hegemónica”. In “Ponto Final” - Macau

sexta-feira, 26 de julho de 2024

Exposição gratuita na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro celebra 500 anos de Camões

 A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) – entidade vinculada ao Ministério da Cultura do Brasil (MinC) – inaugurou para o público, nesta quarta-feira (24) a exposição “A língua que se escreve sobre o mar – Camões 500 anos”. Após a abertura oficial, a mostra poderá ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, na sede da Biblioteca Nacional, no Centro do Rio, até 4 de outubro.


O Ministro de Estado e Negócios Estrangeiros em Portugal, Paulo Rangel esteve na inauguração oficial da exposição pela manhã, restrita para convidados, e disse que contribui de forma indelével para o fortalecimento das relações luso-brasileiras e para a valorização do patrimônio comum do espaço da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

Nas palavras do ministro português Paulo Rangel, “Camões foi o grande renovador e modernizador da língua portuguesa que é nosso património comum. A sua inovação não se ficou pela estética e pela forma. Ele inovou pela substância, universalizando o português. Tornando-o mar e mapa, mudando a sua geografia, ele fez do oceano o livro sagrado da nossa língua comum. Como não celebrar os 500 anos do navegador da língua que falamos?”.

A exposição é realizada em parceria com a Embaixada de Portugal no Brasil, com patrocínio do Camões – Centro Cultural Português em Brasília e de Pinheiro Neto Advogados. A entrada é gratuita.

A FBN possui cerca de 700 exemplares de livros de Camões, alguns deles vindos de Portugal com Dom João VI, em 1808. Entre as raridades estão as primeiras edições de “Os Lusíadas” (1572), “Rimas” (1616) e “Rhytimas” (1595). A exposição está montada no setor de Obras Raras da Biblioteca Nacional, e dialoga com as celebrações ao escritor português realizada pela instituição em 1880 – fotografada, na ocasião, por Marc Ferrez.

“O legado de Luís Vaz de Camões é de alcance tão planetário como o foi a saga narrada na sua obra mais conhecida, “Os lusíadas”. Camões escreveu, literalmente, sobre o mar. No Brasil, que sobressai no mundo de língua portuguesa como o seu país-almirante, com mais de 200 milhões de falantes, e onde a Fundação Biblioteca Nacional possui um precioso acervo e tradição notável em comemorar o grande poeta, é natural que um dos primeiros pontos altos das celebrações dos 500 anos do seu nascimento seja a concretização de uma virtuosa parceria da embaixada de Portugal e do Camões em Brasília com a Fundação Biblioteca Nacional”, afirma o Embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos.

A mostra inclui mapas de Lisboa e das Américas, feitos na época de Camões – uma era de navegações e descobrimentos que inspiraram o maior escritor lusitano. Os visitantes poderão apreciar ilustrações presentes nos livros de Camões, além de diversas gravuras e desenhos dos séculos XVI ao XIX que retratam e homenageiam o autor. A exposição inclui, ainda, obras da literatura inspiradas no universo camoniano, além de pinturas de artistas contemporâneos relacionadas à temática da navegação, entre outros itens do acervo da FBN.

“As celebrações camonianas da Biblioteca Nacional, realizadas desde 1880, perseguem um viés inabalável: Camões não para de crescer. Um compromisso inegociável de expansão, que não distingue tempo e latitude. Apenas o recorte temporal, certas visadas ideológicas, variantes textuais. Toda uma estética da recepção. Nenhum fantasma cessa de aumentar, enquanto a poesia segue altiva e soberana, aberta, inspiradora.  Assim, impõe-se a cada mostra, a vertigem da lista, a coleção dos livros que abordam Camões, para medir seu processo vital, seus renovados estudos, a lealdade dos leitores”, afirma o presidente da FBN, Marco Lucchesi. In “Mundo Lusíada” – Brasil

sexta-feira, 5 de julho de 2024

China - Brasil inaugura novo consulado na cidade de Chengdu

 O Brasil inaugurou um consulado-geral em Chengdu, visando servir o centro e sudoeste da China, anunciou a embaixada brasileira em Pequim, numa altura em que os dois países celebram 50 anos de relações diplomáticas. A nova área consular abrange o município de Chongqing e as províncias de Sichuan, Guizhou, Yunnan e Shaanxi.


Trata-se da quinta representação diplomática brasileira no país asiático e a primeira fora do litoral chinês, onde estão concentradas as principais e mais prósperas cidades da China.

O objectivo é incrementar a presença brasileira para além do litoral do país, tanto em termos de cooperação económica como de assistência consular, facilitando a emissão de vistos para o Brasil, segundo a diplomacia brasileira.

Com mais de 20 milhões de habitantes, Chengdu é a capital da província de Sichuan. A cidade é particularmente conhecida pelo seu parque natural que alberga mais de 200 pandas, animal que é símbolo da China e habita exclusivamente nesta região.

Cézar Augusto de Souza Lima Amaral assumiu o cargo como cônsul, após ter desempenhado a mesma função em Amesterdão e Frankfurt e ter sido embaixador na Jamaica.

A decisão de reforçar a presença diplomática brasileira na China foi tomada em 2021, durante o anterior executivo de Jair Bolsonaro. A aprovação pelas autoridades chinesas, no entanto, foi feita já na presidência do atual líder brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante os primeiros dois mandatos de Lula da Silva, entre 2003 e 2011, a relação comercial e política entre Brasil e China intensificou-se, marcada, em particular, pela constituição do bloco de economias emergentes BRICS, que inclui ainda Rússia, Índia e África do Sul.

Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil, com o comércio bilateral a passar de nove mil milhões de dólares (8,3 mil milhões de euros), em 2004, para 150 mil milhões (139 mil milhões de euros), em 2022.

O Brasil desempenha, em particular, um papel importante na segurança alimentar da China, compondo mais de 20% das importações agrícolas do país asiático. A China absorve mais de 30% das exportações do Brasil. In “Ponto Final” - Macau

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Brasil - Casa das Culturas de Santos promove sarau em homenagem a Fernando Pessoa

 A Casa das Culturas de Santos vai promover neste sábado (8), às 16h30, sarau literário em homenagem ao poeta português Fernando Pessoa (1888-1935), celebrando o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas (10 de junho).

A abertura ficará a cargo da Academia de Letras e Artes de Praia Grande. O sarau literário é um encontro para apresentar literatura e poemas. O público também pode participar.

Fernando Pessoa foi um dos mais importantes escritores portugueses do modernismo e um dos maiores poetas da Língua Portuguesa. Seu aniversário de nascimento é comemorado em 13 de junho.

Antes, às 15h, o escritor e curador da Casa, Flávio Viegas Amoreira, promove oficina literária para os interessados na arte da escrita. Até 23 de junho, o público poderá conferir na Casa das Culturas a exposição Vicente de Carvalho, Além-Mar, em homenagem ao centenário de morte do Poeta do Mar, completado em 22 de abril deste ano.

O endereço da Casa das Culturas de Santos é Rua Sete de Setembro, 49, Vila Nova emSantos. O horário de funcionamento é de quinta a sábado, das 14h às 19h, e domingo, das 11h às 16h. A entrada é gratuita.

Dia de Portugal

Já o Centro Histórico de Santos recebe, neste fim de semana, o maior e mais tradicional evento da comunidade lusitana na região. Com muita música, danças folclóricas, comidas típicas e artesanatos, a Festa de Portugal agitará a região do Valongo, no sábado e domingo (8 e 9/6), conforme vem divulgando o Mundo Lusíada.

Chegando à 15ª edição, o festejo é beneficente em prol da Escola Portuguesa. Neste dia 7, será aberta a exposição “Festa de Portugal em Santos: um encontro de gerações”, com imagens do fotógrafo Rodrigo Francisco. A mostra poderá ser visitada, gratuitamente, no hall de entrada da Construtora Phoenix (Rua XV de Novembro, 141), na sexta, das 18h às 22h, e no sábado e domingo, das 10 às 18 horas.

Conforme José Augusto do Rosário, presidente da Escola Portuguesa e organizador do evento, a Festa de Portugal já virou tradição na cidade e visa manter a cultura portuguesa na Baixada Santista e valorizar a forte influência lusitana na formação do povo e da cultura santista. Atualmente, existem cerca de 50 mil cidadãos portugueses ou luso descendentes espalhados por toda a Baixada Santista e Vale do Ribeira, mas com potencial de chegar a 90 mil em breve, considerando os descendentes com condições de obter a dupla nacionalidade.

Um dos principais destaques, além da programação cultural, é a gastronomia. Pelo segundo ano consecutivo, a Praça de Alimentação ficará no Arcos do Valongo, num ambiente coberto, com mesas e cadeiras. No local, serão vendidos diversos pratos como arroz de braga, bolinho de bacalhau, sardinha na brasa, caldo verde; doces típicos, além de vinho, chopp, cerveja, refrigerante e água. Estarão presentes neste espaço o Restaurante Almeida, o Bar Goiás, a Manteigaria do Porto, a Vinhos e Tais, o Rei do Café, a Donana Sopas, a Casa da Madeira, o Típico Madeirense e a Escola Portuguesa, com três barracas vendendo pastéis de nata e doces conventuais, arroz de braga e sardinha na brasa.

No mesmo local, haverá atividades para as crianças. Neste ano terá pela primeira vez contação de histórias com contos portugueses e oficinas, além de uma feira de artesanato com produtos lusitanos.

Outra praça de alimentação com comidas típicas também será montada nas dependências do Santuário Santo Antônio do Valongo, com as barracas e restaurante da igreja servindo pratos típicos, além de um estande do Laticínio Marcelo e outro da Escola Portuguesa, vendendo doces. In “Mundo Lusíada” - Brasil

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Brasil - Atribuiu quase 3950 autorizações de residência e 837 vistos temporários CPLP

 

O Brasil atribuiu 3947 autorizações de residência CPLP entre setembro de 2023, quando entraram em vigor no país as modalidades de vistos da comunidade lusófona, e março deste ano, e 837 vistos temporários até maio, segundo dados oficiais.

De acordo com os dados da Polícia Federal do Brasil, facultados à Lusa pela missão diplomática deste país junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), desde a publicação da portaria interministerial 40/2023, de setembro do ano passado, até março deste ano, o país emitiu 3947 autorizações de residência, a maior parte das quais passadas a cidadãos angolanos, ou seja, 2396.

Em segundo lugar, durante igual período, ficaram os cidadãos da Guiné-Bissau, aos quais foram atribuídas 873 autorizações de residência CPLP no Brasil.

Aos portugueses, o Brasil concedeu 393 autorizações de residência CPLP e a moçambicanos 118. Quanto a autorizações de residência passadas aos cabo-verdianos, a Polícia Federal brasileira regista naquele período 110 vistos CPLP.

Para os nacionais de São Tomé e Príncipe, há registo de apenas 45 autorizações de residência CPLP concedidas pelo Brasil e para cidadãos oriundos da Guiné Equatorial 11. Naquele período, só não há registo de autorizações de residência passadas a timorenses.

Já os vistos temporários CPLP, passados por um período de um ano, segundo dados globais do Ministério da Justiça do Brasil, a que a Lusa teve acesso pelo Ministério das Relações Exteriores do país (Itamaraty), só nos últimos quatro meses de 2023 atingiram um total de 344. Mas até maio deste ano, o Brasil emitiu mais 493 registos, atingindo um total de 837 vistos temporários CPLP.

A portaria interministerial 40, do Ministério da Justiça e do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, de 1 de setembro de 2023, é o diploma que regula a concessão dos vistos temporários e autorizações de residência a nacionais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), no âmbito do Acordo de Mobilidade aprovado e assinado entre os nove Estados-Membros daquela organização na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, que decorreu a 17 de julho de 2022 em Luanda, ou seja, “Visto de Residência CPLP” e “Residência CPLP”.

De acordo com o diploma, o Estado brasileiro concede os vistos temporários por um ano para professores, investigadores, empresários, agentes culturais, desportistas e estudantes, no âmbito de programas de intercâmbio reconhecidos pelo país de origem e o Estado de acolhimento.

Este visto temporário é concedido, exclusivamente, pelas Embaixadas do Brasil situadas em Luanda, Praia, Bissau, Malabo, Maputo, São Tomé e Díli, e pelos Consulados-Gerais do Brasil situados nas cidades portuguesas de Lisboa, Faro e Porto.

O requerimento de visto temporário deve ser apresentado à autoridade consular acompanhado, entre outros documentos, de atestado de antecedentes criminais passado pelo país de residência relativo aos últimos cinco anos e o comprovativo de meios de subsistência.

Já a autorização para residência só está ao alcance dos nacionais de Estados-membros da CPLP que já se encontrem em território brasileiro, independentemente da condição migratória em que tenham entrado no território brasileiro, e deve ser pedido numa unidade da Polícia Federal brasileira.

Mas, também o imigrante que solicita a autorização de residência no Brasil tem de ter o cadastro criminal limpo e provar que dispõe dos meios necessários de subsistência, entre outros critérios exigidos.

A autorização de residência CPLP passada pelo Brasil tem a duração inicial de dois anos.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP. In “Observador” – Portugal com “Lusa”

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Brasil - Museu da Língua Portuguesa estreia feira de troca de livros e de clube de leitura

A estreia de dois projetos gratuitos ligados a livros e à literatura marca a programação do Museu da Língua Portuguesa em abril, assim como o retorno da contação de histórias para a criançada e suas famílias. Além disso, a instituição promoverá novas apresentações do Sarau Africanizar no Museu e da Plataforma Conexões e visitas temáticas organizadas pelo Núcleo Educativo. 


Localizado no centro de São Paulo, no histórico prédio da Estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. 

Livros e Literatura

No dia 13 de abril (sábado), às 11h, o Papo Literário passa a integrar a programação do Museu. Trata-se de um clube de leitura, um antigo pedido do público, que acontecerá mensalmente no Saguão B, com entrada gratuita. Este ano, o tema central é Narrativas negras em língua portuguesa. A cada edição, um livro de uma autora ou autor negro será destacado. As obras serão selecionadas pela mediadora de leitura Camilla Dias, curadora do Papo Literário em 2024. Ela é integrante dos coletivos Lendo Escritores Negros-Brasileiros e Leituras Decoloniais, além de autora do perfil @camillaeseuslivros no Instagram. Com mediação da escritora Juliana Borges, o livro Luanda, Lisboa, Paraíso (Companhia das Letras), de Djaimilia Pereira de Almeida, será o primeiro a ser debatido.  

Outra ação com data de estreia em 13 de abril (sábado) é a Feira de Trocas de Livros. Também mensal e gratuita, a atividade tem como objetivo proporcionar um espaço de encontro por meio do livro e da literatura e ainda incentivar a leitura. Vai acontecer das 14h às 17h, no Saguão e Pátio B e na Calçada do Museu. 

A cada edição da feira, os participantes serão estimulados a doar seus livros para o Museu – a cada livro doado, em bom estado, a pessoa ganhará um ingresso para visitá-lo até 29 de dezembro de 2024 (atenção: limite de quatro ingressos por pessoa). Os livros doados ficarão disponíveis para troca ou serão oferecidos a pessoas em situação de vulnerabilidade. Com esta atitude, o Museu pretende tornar a feira um evento acolhedor e acessível a todos os públicos. Quem estiver presente na feira também poderá realizar as trocas de seus livros entre si, sem a intermediação da equipe do Museu. 

Sarau Africanizar e Plataforma Conexões

No 2º Sarau Africanizar no Museu, no dia 20 de abril (sábado), das 12h às 14h, o Samba D’Ketu receberá como convidados a DJ Bruu e o grupo Nganga Kabula, que promoverá uma roda de samba. Já o professor Brandão, do Grupo Abadá, oferecerá uma aula de capoeira a todos os presentes. Realizado mensalmente no Saguão Central da Estação da Luz, o Sarau Africanizar no Museu destaca a cultura afro por meio da poesia, da música, da dança, da moda e das artes visuais. Os trabalhos exibidos estão em diálogo com o tema Línguas Africanas no Brasil, o mesmo da próxima exposição temporária do Museu. A entrada é gratuita.

A cia. Cambona mostra o espetáculo Dançando os Orixás, Cantando pro Santo, na segunda apresentação do projeto Plataforma Conexões deste ano, no dia 27 de abril (sábado), das 12h às 13h, no Saguão Central da Estação da Luz. O principal elemento do trabalho é a dança afro-brasileira, que coloca em diálogo movimentos ancestrais e contemporâneos, embalados por uma trilha sonora percussiva e cantos de domínio público e autoral. Também não precisa pagar nada para participar desta atividade.

Contação de histórias

O projeto de contação de histórias É Hora de História retorna à programação do Museu em abril. No dia 23 (terça-feira), às 10h, a poeta e pedagoga Carolina Peixoto apresenta a peça Brincadeiras Poéticas, na qual convida a todas as pessoas a mergulharem nas histórias de seus livros Mexe a Mão e BOLA, LÁPIS E PAPEL. Em uma grande roda, ela e as crianças brincam e fazem sarau e cantigas. Realizada pelo Núcleo Educativo do Museu, a atividade É Hora de História será mensal e acontecerá no Saguão B da instituição, com entrada gratuita.

Dia dos Povos Indígenas

Quem civiliza quem? é o título da visita mediada especial que o Núcleo Educativo promove em 13 e 20 de abril (aos sábados), às 10h, para lembrar o Dia dos Povos Indígenas (19 de abril). A atividade visa destacar a presença da cultura indígena em nosso cotidiano por meio do conteúdo da exposição principal do Museu. Grátis (grupos serão formados 15 minutos antes do início do passeio, perto da bilheteria do Pátio A).

Em Belém, no Museu Paraense Emílio Goeldi, segue em cartaz a exposição Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação. A mostra na capital paraense sobre línguas indígenas do Brasil é uma realização do Museu da Língua Portuguesa, com articulação e patrocínio máster do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet. A curadoria é da artista indígena e mestre em Direitos Humanos Daiara Tukano, e a cocuradoria é da antropóloga Majoí Gongora. Há uma versão on-line da exposição que esteve em cartaz no Museu da Língua Portuguesa entre outubro de 2022 e abril de 2023: para visitá-la, basta acessar aqui

Acessibilidade

O Núcleo Educativo prepara a visita temática Pertencer, voltada preferencialmente a pessoas com Transtorno de Espectro Autista (TEA), no dia 6 de abril (sábado), às 10h. Neste passeio, a ideia é conectar as imagens, os sons e o conteúdo da exposição principal do Museu por meio de um mapa sensível. Para participar, não precisa pagar nada: os grupos são formados 15 minutos antes do início da visita. O Dia Mundial de Conscientização do Autismo é celebrado em 2 de abril.

Terceira idade

Falas do Corpo organiza quatro encontros voltados para o público da terceira idade, principalmente, em abril. Haverá aula de yoga com Vanessa Joda (dia 4), oficina de dobradura (dia 11), visita pela exposição principal do Museu (dia 18) e Baile da Terceira Idade com o tema Jogo das Cores (dia 25). O projeto é organizado pelo Programa de Articulação Social do Museu em parceria com o educador físico Denny Tavares e acontece às quintas-feiras, das 14h às 16h, no Saguão B do Museu. In “Museu da Língua Portuguesa” - Brasil

Mais informações aqui.