Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/filosofia-nova-aguia
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Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
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Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)
A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)
Agostinho da SilvaColecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/filosofia-nova-aguia
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Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=v-JMAqy2wmA
Primeiras apresentações: 29 de Setembro, 18h30, Faculdade de Letras da Universidade do Porto; 30 de Setembro, 18h, Palácio da Independência (Lisboa).
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No trigésimo segundo número da NOVA ÁGUIA, começamos por celebrar a memória viva – e amiga – de Adriano Moreira, recordando a sua tão extensa quanto valiosa colaboração na nossa Revista, em que publicou mais de duas dezenas e meia de textos. Em todos esses textos, avultam as preocupações de sempre de Adriano Moreira – em particular, a sua preocupação com o presente e – sobretudo – o futuro da Lusofonia.
Daí a sua assumida cumplicidade com este projecto – como ele próprio assinalou publicamente, por mais de uma vez, os Congressos da Cidadania Lusófona, promovidos pela NOVA ÁGUIA e pelo MIL (Movimento Internacional Lusófono), há já mais de uma década, são o retomar, no século XXI, dos Congressos das Comunidades de Cultura Portuguesa, que ele próprio organizou nos anos sessenta, tentando então consolidar a Comunidade Lusófona, numa base de Liberdade e de Fraternidade. Um ano após a sua partida, celebramos, pois, mais do que uma figura, um sonho: o nosso sonho comum, ainda por cumprir.
Publicamos ainda neste número da NOVA ÁGUIA os textos apresentados no II Congresso Internacional “Eça de Queiroz, 150 anos”, que se realizou em 2021, igualmente por iniciativa da NOVA ÁGUIA e do MIL – em parceria com outras entidades académicas e culturais. Recorde-se, a este respeito, que no vigésimo oitavo número da nossa Revista haviam já sido publicados os textos apresentados no I Congresso Internacional “Eça de Queiroz, 150 anos”, decorrido em 2019.
De seguida, conforme o prometido, publicamos os textos apresentados na segunda mesa-redonda “Repensar Portugal, à luz de Portugal, Razão e Mistério”, que decorreu em Novembro de 2022, na Fundação António Quadros, já no âmbito das comemorações do centenário de nascimento deste vulto maior da cultura de língua portuguesa, em que a NOVA ÁGUIA participa. Neste número, evocamos igualmente António Marques Bessa, um ano após a sua partida, publicando três textos apresentados numa sessão em sua expressa Homenagem, que decorreu na Sociedade de Geografia de Lisboa, no Auditório Adriano Moreira, em Abril do corrente ano.
Evocamos ainda neste número da NOVA ÁGUIA outros onze vultos da cultura lusófona – nomeadamente, dois centenários (Eugénio de Andrade e Mário Cesariny) e um tri-centenário (Teodoro de Almeida) –, e publicamos mais de uma dúzia de “Outros voos”. Em “Extravoo”, publicamos um inédito de António Telmo (“Os Leonardinos”). Em “Periódicos Eternos”, recordamos a Minerva Lusitana, e, no “Bibliáguio”, damos destaque a mais de meia dúzia de obras, começando por mais um monumental livro de António Braz Teixeira (A reflexão ética luso-brasileira), nos dias de hoje, de forma indisputável, “o maior hermeneuta vivo do nosso universo filosófico e cultural, não só português mas, mais amplamente, lusófono”.
A Direcção da NOVA ÁGUIA
Post Scriptum: Dedicamos este número a António Manuel Couto Viana, que faria igualmente 100 anos em 2023. No próximo ano, iremos aqui recordá-lo, a par de Agostinho da Silva, por ocasião dos 30 anos da sua partida.
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Para este evento, convidámos representantes da sociedade civil dos
vários países da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa –, bem como
de outras regiões do espaço lusófono. Estiveram presentes, nomeadamente, Jorge
Rangel, Presidente do Instituto Internacional de Macau, e Bernardino Crego Cervantes,
em representação de algumas associações galegas.
O propósito, plenamente conseguido, foi o de perceber a forma
diversa como a Guerra da Ucrânia é percepcionada pelos vários países da CPLP. Com
efeito, se em Portugal esta guerra é omnipresente – desde 24 de Fevereiro de
2022, dia após dia, todos os “media” a têm coberto de forma massiva –, o mesmo
não acontece, de todo, nos outros países da CPLP. Para estes, a Guerra da
Ucrânia é algo de bem mais distante, quase um “assunto privado” entre europeus,
por mais que, como saibamos, as consequências desta guerra estejam a ser cada
vez mais globais, aos mais diversos níveis (como, desde logo, no da alimentação
e no da energia).
Não admira pois, por isso, que os portugueses, em geral, se sintam
mais próximos dos ucranianos – acompanhamos, dia após dia, os desenvolvimentos
trágicos desta guerra e temos até acolhido um número significativo de
refugiados. Por mais que decorra no outro extremo da Europa, os portugueses, em
geral, sentem que esta guerra é também “nossa”. Com os outros cidadãos
lusófonos, tal não acontece com a mesma intensidade, por mais que ninguém seja
indiferente ao sofrimento do heróico povo ucraniano.
Para mais, a dimensão geopolítica desta guerra – com o crescente envolvimento
dos países da OTAN/ NATO, em particular, dos Estados Unidos da América, contra
a Rússia, herdeira da União Soviética –, veio recuperar alguns alinhamentos
internacionais que pareciam já ultrapassados de vez. Em particular, em África,
na África Lusófona, onde, como sabemos, a União Soviética foi um actor decisivo
na derrocada do Ultramar Português. Não admira pois, por isso, que os PALOP:
Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa estejam a ser os mais relutantes
na condenação da Rússia, por mais que expressem a sua solidariedade com a
Ucrânia. Caso para dizer que a “colonização” soviética ainda se faz sentir…
Quanto ao Brasil, ressalta, claramente, uma sintonia com a generalidade dos restantes países latino-americanos, em que persiste uma grande desconfiança relativamente aos Estados Unidos da América, dado o seu histórico de ingerências políticas na parte sul do continente americano. Se tudo parecia dividir os dois candidatos que se confrontaram na Eleição Presidencial de final de 2022 – Lula da Silva e Jair Bolsonaro –, neste ponto eles estiveram muito próximos, defendendo, ambos, um não envolvimento directo nesta Guerra, quando não uma clara equidistância. Em contraste, a posição de Timor tem sido bem mais solidária com a Ucrânia, o que não surpreende: o povo timorense sabe bem o que é ter o país invadido.