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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva
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quarta-feira, 17 de abril de 2019

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Manuel Pinto da Costa (Ex-Presidente da República de São Tomé e Príncipe): Prémio MIL Personalidade Lusófona 2018...

Das várias propostas que nos chegaram do Conselho Consultivo do MIL, o nome de Manuel Pinto da Costa, Ex-Presidente da República de São Tomé e Príncipe, foi o mais consensual para receber o "Prémio MIL Personalidade Lusófona 2018". A sessão de Entrega do Prémio será anunciada em breve... 

sábado, 13 de abril de 2019

Declaração MIL sobre a situação em Moçambique




O MIL: Movimento Internacional Lusófono manifesta, em nome de todos os cidadãos lusófonos, a maior solidariedade ao povo-irmão de Moçambique, assolado pelo Ciclone Idai (uma das piores tempestades de sempre no hemisfério sul), que atingiu, em particular, as províncias de Sofala e Manica. Saudando todos aqueles que no terreno têm dado o seu apoio solidário e altruísta a todas as vítimas, o MIL apela à mobilização de toda a Comunidade Lusófona para o apoio urgente aos nossos irmãos moçambicanos. Face a esta tragédia de proporções nunca vistas, impõe-se o envolvimento máximo de todos os países da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

MIL: Movimento Internacional Lusófono

sexta-feira, 15 de março de 2019

Também no Jornal Público: "Declaração MIL sobre o Programa Erasmus Lusófono"



Segundo o noticiado em vários órgãos de comunicação social, há uma polémica em curso em torno da atribuição do nome de Fernando Pessoa a uma proposta de um Programa Erasmus para o espaço da Lusofonia, polémica que deriva de algumas posições menos “ortodoxas” (para dizer o mínimo) do autor da “Mensagem” sobre a escravatura. Não entrando nessa polémica, esperamos apenas que, como muitas vezes acontece entre nós, o superficial (o nome) não ponha em causa o fundamental, que é, neste caso, a concretização desta ideia que temos defendido deste sempre. Se o nome de Fernando Pessoa é polémico, propomos então o de Agostinho da Silva, decerto bem mais consensual e, neste caso, mais justo, não tivesse ele reiteradamente defendido em vida o “passaporte lusófono”. Tendo consciência que esse sonho não se poderá ser realizável no imediato, esperamos que neste ano de 2019 se dêem passos concretos nesse sentido. E esta proposta de promover a circulação de estudantes no espaço lusófono (não devendo o programa, a nosso ver, limitar-se aos países da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) será decerto um excelente passo – e uma excelsa forma de homenagear Agostinho da Silva, nos 25 anos do seu falecimento.
Com efeito, como ainda hoje é reconhecido, Agostinho da Silva foi, desde os anos cinquenta do passado século, o grande prefigurador de uma “comunidade luso-afro-brasileira, com o centro de coordenação em África, de maneira que não fosse uma renovação do imperialismo português, nem um começo do imperialismo brasileiro. O foco cen­tral poderia ser em Angola, no planalto, deixando Luanda à borda do mar e subir, tal como se fizera no Brasil em que se deixou a terra baixa e se foi estabelecer a nova capital num planalto com mil metros de altitude. Fizessem a mesma coisa em Ango­la, e essa nova cidade entraria em correspondência com Brasília e com Lisboa para se começar a formar uma comunidade luso-afro-brasileira”. Na sua perspectiva, assim se cumpriria essa Comunidade Lusófona, a futura “Pátria de todos nós”: “Do rectângulo da Europa passámos para algo totalmente diferente (…). Os brasileiros pode­rão chamar-lhe Brasil e os moçambicanos poderão chamar-lhe Moçambique. É uma Pátria estendida a todos os homens, aquilo que Fernando Pessoa julgou ser a sua Pátria: a língua portuguesa. Agora, é essa a Pátria de todos nós.”
Num texto publicado no jornal brasileiro O Estado de São Paulo, com a data de 27 de Outubro de 1957, Agostinho da Silva havia já proposto “uma Confederação dos povos de língua portuguesa”. Num texto posterior (“Proposição”, de 1974), expressamente citado no prólogo da Declaração de Princípios e Objectivos do MIL: Movimento Internacional Lusófono, chegará a falar de um mesmo povo, de um “Povo não realizado que actualmente habita Portugal, a Guiné [-Bissau], Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, o Brasil, Angola, Moçambique, Macau, Timor, e vive, como emigrante ou exilado, da Rússia ao Chile, do Canadá à Austrália”. Daí ainda o ter-se referido ao que “no tempo e no espaço, podemos chamar a área de Cultura Portuguesa, a pátria ecuménica da nossa língua”, daí, enfim, o ter falado de uma “placa linguística de povos de língua portuguesa — semelhante às placas que constituem o pla­neta e que jogam entre si”, base da criação de uma “comunidade” que expressamente antecipou: “Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica”. Prestes a entrarmos numa nova década do século XXI, eis, a nosso ver, o sonho que mais importa cumprir.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

NOVA ÁGUIA e MIL em destaque no Jornal de Angola...

A Casa de Angola, em Lisboa, acolheu, no fim-de-semana, o lançamento da vigésima segunda edição da revista portuguesa “Nova Águia”, apresentada pelo Movimento Internacional Lusófono (MIL).
Fotografia: DR
A revista, que vai para as bancas semestralmente, aborda questões culturais dos países lusófonos e tem assumido o propósito de sem qualquer complexo histórico  dar voz às várias culturas.
Em declarações à Angop, o director da revista “Nova Águia”, Renato Epifânio, disse que na presente edição estão em destaque vários temas, dentre os quais trabalhos da artista plástica angolana  Márcia Dias, que tem dado um contributo à divulgação e reconhecimento da cultura de Angola.   
Renato Epifânio acrescentou ainda na abertura da revista que está publicada uma selecção de textos apresentados no V Congresso da Cidadania Lusófona, promovido pelo MIL, em 2017.
Renato Epifânio acrescentou  que a “Nova Águia” pretende obter o contributo das mais relevantes figuras da cultura lusófona.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Também no jornal Público: Saudação ao novo Ministro da Educação do Brasil


Já tem sido mil e uma vezes denunciado (nomeadamente, por José Pacheco Pereira), mas nem por isso é excessivo insistir: os nossos “media”, em geral, tendem a noticiar sobretudo o que parece confirmar as “narrativas” que eles próprios criam. Exemplo paradigmático disso tem sido, na Europa, o fenómeno do “Brexit” – narrativa: os britânicos enganaram-se (ou foram enganados, conforme as versões); logo, noticia-se sobretudo o que pareça confirmar esse “engano”.
Sobre esse e outros fenómenos falámos longamente com o novo Ministro da Educação do Brasil, Ricardo Vélez-Rodriguez, que participou em dois eventos em Lisboa, recentemente promovidos pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, que ambos integramos: XII Colóquio Tobias Barreto, sobre “Historiografia e Hermenêutica da filosofia luso-brasileira”, e um Congresso sobre “O krausismo ibérico e latino-americano”.
Sem ilusões nem lamentações, Ricardo Vélez-Rodriguez constatou igualmente como o mesmo se tem passado com o Brasil. “Vocês não percebem o que se tem passado no Brasil” - reiterou. Chegou até a dar o seu exemplo pessoal, no que respeita ao fenómeno da (in)segurança: ele próprio esteve na iminência de ser raptado, conjuntamente com a sua filha menor, o que o levou a abandonar o Rio de Janeiro. No plano académico, deu também conta de como projectos filosóficos seus eram sistematicamente boicotados por preconceitos ideológicos.
Não admira por isso que os “media” no Brasil estejam a apresentar Ricardo Vélez-Rodriguez como “um desconhecido”. Em Portugal, pelo menos, não o deveria ser. Ricardo Vélez-Rodriguez é um dos maiores estudiosos da filosofia luso-brasileira, com vasta obra publicada. Sendo que, obviamente, por cá também (quase) ninguém o conhece… Não conseguimos antecipar como será o próximo Governo do Brasil chefiado por Jair Bolsonaro. No plano das relações com Portugal e os restantes países lusófonos, Jair Bolsonaro tem sido completamente omisso. De algo, porém, estamos certos, conhecendo, como conhecemos, Ricardo Vélez-Rodriguez: pelo menos na pasta (fundamental) da Educação, teremos alguém que muito preza as relações culturais luso-brasileiras.
Saudamo-lo, pois, fazendo-lhe desde já o seguinte repto: nos programas de História no Brasil, nos vários graus de ensino, Portugal continua a ser, por grosseiro enviesamento ideológico, mais do que diabolizado, a ponto de se sugerir, nalguns casos de forma muito pouco tácita, que tudo o que existe de mau no Brasil decorre ainda da “herança colonial portuguesa”. Fazemos pois votos para que o seu modelo de um ensino não ideologicamente enviesado leve também à desconstrução desse embuste. Como Ricardo Vélez-Rodriguez bem sabe, o Brasil só terá real futuro quando superar por inteiro esse complexo edipiano em relação a Portugal. O próprio futuro da Lusofonia disso depende. Estamos igualmente certos de que, na sua pasta, Ricardo Vélez-Rodriguez tudo fará para a promoção da convergência, a todos os níveis, entre os países de língua portuguesa.

Renato Epifânio
Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

domingo, 25 de novembro de 2018

Também no Jornal Público: Carta Aberta à CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa




Em sintonia com todos os cidadãos lusófonos, manifestamos a nossa profunda tristeza com o incêndio que destruiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro neste início de Setembro, instituição fundada há 200 anos, por D. João VI, e que se tornou no maior museu de História Natural da América Latina.
Cientes de que o valiosíssimo espólio, com cerca de 20 milhões de peças, será em grande medida irrecuperável, exortamos os diversos países de língua portuguesa para oferecerem ao Museu Nacional do Rio de Janeiro, que deverá ser reconstruído tão cedo quanto possível, algumas peças dos seus Museus nacionais.
Obviamente, Portugal deverá ter, nesta questão, um papel indeclinável. O Museu Nacional do Rio de Janeiro preservava, como nenhum outro Museu, a memória viva da relação umbilical entre o Brasil e Portugal. Mais do que a qualquer outro país de língua portuguesa, cabe pois a Portugal empenhar-se por inteiro na reconstrução desse Museu, oferecendo-lhe peças que simbolizem essa relação inquebrantável entre Portugal e o Brasil. Felizmente, temos muitas peças para oferecer, na nossa extensa rede museológica.
Tal como Portugal não é compreensível fora da relação com os demais países de língua portuguesa, o Brasil também não se compreende fora da relação com os demais países lusófonos, desde logo com Portugal. Como lapidarmente escreveu o insigne cidadão luso-brasileiro Agostinho da Silva, num texto publicado no jornal “O Estado de São Paulo”, a 14 de Julho de 1957, “o Brasil será o Portugal que não se realizou”.
Sabemos que o Brasil vive uma situação particularmente problemática. Não tomando partido sobre as Eleições Presidenciais que se realizarão a 7 de Outubro – é aos brasileiros, e só aos brasileiros, que cabe decidir o futuro do Brasil –, de algo não temos a menor dúvida: o Brasil terá tanto mais futuro quanto mais apostar na relação estratégica com os demais países lusófonos. Pela nossa parte, esperamos apenas que todos os candidatos presidenciais tenham isso presente e que o candidato vencedor, quem quer que venha a ser, reafirme a importância dessa relação estratégica, que tão desprezada tem sido.
A própria CPLP precisa desse renovado empenho do Brasil. Ao empenhar-se na reconstrução do Museu Nacional do Rio de Janeiro, a CPLP estará pois a empenhar-se no seu próprio reforço. Este Museu era um grande repositório dessa memória viva da fraternidade lusófona. Por tudo isso, exortamos pois os diversos países de língua portuguesa para oferecerem ao Museu Nacional do Rio de Janeiro algumas peças dos seus Museus nacionais, de modo a promover uma maior consciência histórico-cultural, que, quer em Portugal quer no Brasil, muito tem sido posta em causa. Pela nossa parte, temos orgulho na nossa história comum.

MIL: Movimento Internacional Lusófono

domingo, 29 de julho de 2018

Declaração MIL sobre a XII Cimeira da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa



Saudamos a realização da XII Cimeira da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que decorreu em Cabo Verde, neste mês de Julho de 2018. Numa altura em que algumas vozes punham já em causa o compromisso de Cabo Verde com a Lusofonia, a realização desta Cimeira da CPLP é, por si só, uma reafirmação desse compromisso. Para mais, Cabo Verde anunciou ainda que vai acolher, já em 2019, na cidade da Praia, uma conferência sobre “o futuro da língua portuguesa no sistema mundial”.
De igual modo, saudamos o reiterado compromisso de Angola com a Lusofonia, ao ter-se disponibilizado a assumir a próxima presidência rotativa da CPLP, a partir de 2020, sucedendo a Cabo Verde. Numa altura em que tantas vozes puseram em causa o compromisso de Angola com a Lusofonia, esta manifestação de vontade por parte de Angola é também, por si só, uma resposta cabal a todas essas vozes, que por vezes parecem desejar, ainda que não de forma expressa, o fim da própria CPLP.
Saudamos ainda o embaixador Francisco Ribeiro Telles, candidato português ao cargo de Secretário Executivo da CPLP, eleito para um mandato de dois anos, com início em 2019, esperando que possa ter condições para cumprir um mandato com mais resultados do que a Secretária Executiva da CPLP ainda em funções, Dra. Maria do Carmo Silveira, de São Tomé e Príncipe, cujo mandato termina no final deste ano. O Secretariado Executivo da CPLP, como decorre da sua própria designação, não tem qualquer autonomia orgânica ou estratégica – depende essencialmente do empenhamento dos diversos Governos dos Países de Língua Portuguesa (e é sobretudo isso o que explica a letargia de mais de duas décadas da CPLP).
Finalmente, saudamos a aprovação da concessão da categoria de Observador Associado da CPLP ao Grão-Ducado de Luxemburgo, ao Principado de Andorra, ao Reino Unido, à República da Argentina, à República da Sérvia, à República do Chile, à República Francesa, à República Italiana e à Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). Se, internamente, há quem continue a ter dúvidas existenciais sobre o potencial da CPLP, externamente, parece não haver qualquer dúvida a este respeito. A CPLP pode constituir-se como uma plataforma de cooperação com enorme impacto a nível global.

No nosso espaço lusófono, temos uma (muito) má tradição: só reconhecermos o potencial de algo quando esse reconhecimento vem de fora. No caso da CPLP, que essas novas entradas para Observadores Associados da CPLP sirvam, pelo menos, para que os países da CPLP se empenhem (muito) mais nesta nossa causa comum. Em quase todas as áreas, houve poucos resultados concretos, nomeadamente na área de liberdade de circulação, causa que tem sido reiteradamente assumida pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono (e que foi tema do nosso mais recente Congresso da Cidadania Lusófona, realizado em Novembro de 2017). Esperemos que na XIII Cimeira, essa causa, como outras igualmente importantes, tenha melhor sorte, em prol de uma real cooperação lusófona, em todas as áreas.

MIL: Movimento Internacional Lusófono
www.movimentolusofono.org

domingo, 1 de julho de 2018

Por um Monumento ao Padre António Vieira em Cabo Verde


No dia 6 de Fevereiro de 2018, dia do aniversário do Padre António Vieira (em que faria 410 anos), lançámos uma campanha internacional de angariação de apoios para a construção de um Monumento a esta personalidade maior da cultura lusófona, a ser instalada na Cidade Velha (na Ribeira Grande de Santiago), que perpetuará a sua passagem por Cabo Verde e, em particular, a sua intervenção na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na então chamada Ribeira Grande de Santa Maria, a 22 de Dezembro de 1652, onde foi muito bem recebido – o próprio Padre António Vieira se refere à simpatia com que foi acolhido por toda a cidade” – e onde teve a oportunidade de proclamar que, na sua visão do mundo e da humanidade, não há diferença de nobreza, nem diferença de cor”.

Esta iniciativa, acolhida com entusiasmo pela Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, tem o Alto Patrocínio da Embaixada de Cabo Verde em Portugal e envolve uma série de entidades que promovem a ligação fraterna entre os países lusófonos – nomeadamente: o MIL: Movimento Internacional Lusófono, a UCCLA: União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa e a Sphaera Mundi. Depois de ter sido recentemente inaugurada uma estátua do Padre António Vieira em Lisboa, é com o maior regozijo que estas entidades se empenham na perpetuação da memória viva desta personalidade maior da cultura lusófona em Cabo Verde. Um país, qualquer país, terá tanto mais futuro quanto mais perpetuar a memória viva dos seus maiores. O Padre António Vieira nunca foi apenas um cidadão português. Foi sempre um cidadão do mundo, um cidadão lusófono – por isso, também, um cidadão de Cabo Verde. Saudamos, por isso, todos os cidadãos cabo-verdianos por esta iniciativa.

Renato Epifânio
Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono
Para mais informações: info@movimentolusofono.org

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Fotos do V Congresso da Cidadania Lusófona...

13 de Novembro, em Sintra, no Palácio Valenças: com José Dias Coelho, Basílio Horta, Renato Epifânio e Adriano Moreira.
Com Ângelo Cristóvão, Carlos Mariano Manuel e Lauro Moreira.
14 de Novembro, em Lisboa, no Liceu Pedro Nunes.
Com Ivónia Nahak Borges, Alexandre da Fonseca e Valentino Viegas.
Com Alexandre Banhos Campo, António Andrade e Luísa Timóteo.
Com Zeferino Boal, Maria José Leal e Francisco Nuno Ramos.
Com Mário de Carvalho, Mariene Hildebrando, Annabela Rita e Elter Manuel Carlos.
Com Jorge Queta, Maria Dovigo, Márcia Dias e Djarga Seidi.
Com Isabel Potier.
Com Delmar Maia Gonçalves.

quarta-feira, 28 de março de 2018

28 de Março: ASSEMBLEIA GERAL DO MIL


Nos termos do artigo 7º dos Estatutos, convoco uma Assembleia Geral do MIL: Movimento Internacional Lusófono para o dia 28 de Março de 2018, às 14h30 horas, na nossa sede (Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11, 1150-320 Lisboa), com a seguinte ordem de trabalhos:
1. Apreciação e votação do Relatório e Contas referentes a 2017.
2. Eleição dos novos Órgãos Sociais do MIL (2018-2020).
3. Eleição de novos Membros para o Conselho Consultivo do MIL.
4. Eleição de novos Sócios Honorários do MIL.
5. Ratificação do novo elenco dos Coordenadores Regionais e Internacionais do MIL.
Caso não haja quórum à hora indicada, a Assembleia reunirá meia hora depois com qualquer número de associados.

Lisboa, 7 de Março de 2018

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral


                                                           Carlos Vargas

PS: Conforme os nossos Estatutos, apenas os sócios do MIL com as quotas em dia terão direito de voto em Assembleia Geral. Caso um sócio do MIL com as quotas em dia não puder estar presente, poderá delegar o seu voto. Para tal, deve enviar uma declaração nesse sentido para o nosso correio electrónico.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Balanço lusófono de 2017


Não foi, uma vez mais, o melhor ano para a Lusofonia. Escasseiam as boas notícias e sobram as más. Na enviesada (mas não, infelizmente, falsa) visão de alguns, a Lusofonia por vezes até parece um jornal do crime, pois que só se referem os países lusófonos pelas piores razões: desrespeito pelos Direitos Humanos, atentados ao Estado de Direito, corrupção, etc.

Ainda assim, houve alguns sinais positivos, desde logo em Angola, com a eleição do seu novo Presidente, João Lourenço, que parece querer ir para além da política de sempre: “é preciso que algo mude para que tudo fique na mesma”. No Brasil prossegue e apodrece um impasse que só poderá ter um princípio de resolução nas próximas Eleições Presidenciais, agendadas para 2018. Nos restantes países, com a sempre relativa excepção de Cabo Verde, nada de realmente novo no horizonte a assinalar.

Fatalmente (como poderia ser de outra forma?), a CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa parece contagiada por essa modorra. Mesmo as entidades da sociedade civil não se têm mexido muito, pelo menos tanto quanto deveriam. Não são estes, cabe reconhecê-lo, os tempos mais propícios para defender o desígnio estratégico da convergência entre os países e regiões do espaço lusófono, no plano cultural, desde logo, mas também nos planos social, económico e político.

Se este não foi o melhor ano para a Lusofonia, para o MIL: Movimento Internacional Lusófono foi decerto um dos anos mais marcantes de sempre, tais as metas atingidas. A nossa Revista, a NOVA ÁGUIA, lançada em 2008, chegou ao seu vigésimo número, uma proeza para uma revista que, semestre após semestre, tem conseguido estabelecer pontes entre as diversas culturas lusófonas. É verdade que, semestre após semestre, temos sempre a ilusão de que chegaremos a um maior número de leitores. Mas a NOVA ÁGUIA, pela sua natureza, nunca será uma revista de massas. O número de leitores fiéis da revista tem-se, apesar de tudo, consolidado e é a garantia maior do futuro da NOVA ÁGUIA.

2017 foi também o ano do V Congresso da Cidadania Lusófona e o do II Festival TABULA RASA, ambos os eventos organizados pelo MIL. Em ambos os eventos, o que mais importa salientar foi o ambiente de fraternidade lusófona que se viveu, com representantes de todos os países e regiões do espaço de língua portuguesa. Quem teve o privilégio de participar nestes dois eventos, sabe bem que o horizonte da Lusofonia não é, de todo, uma miragem. Por mais que haja ainda um longo caminho a percorrer. Estamos, todos, bem conscientes disso. Por isso, continuaremos, no próximo ano, a percorrer, a cumprir esse caminho.