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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Também no jornal Público: "Brasil: mais do que julgar, tentar compreender..."



Parece realmente bizarro que, nos Estados Unidos da América, a Barack Obama tenha sucedido Donald Trump, e que agora no Brasil a um longo consulado do PT (Partido dos Trabalhadores), liderado por Lula da Silva, suceda Jair Bolsonaro. A lógica da pendularidade histórica decerto que explica em parte o fenómeno, mas não explica tudo. Desde logo porque os EUA e o Brasil são realidades muito diversas. Ainda assim, há algumas similitudes entre estes dois casos.
Recentemente revi, pela enésima vez, o filme “O Caçador”, de Michael Cimino (decerto, ainda hoje, um dos melhores retratos da chamada “América profunda”), e, ao longo do filme, fui-me perguntando: se aquelas personagens tivessem votado nas últimas eleições nos EUA, quantas teriam escolhido Hillary Clinton? Nenhuma delas, concluí (incluindo, saliente-se a ironia, a personagem de Robert de Niro, o herói da história). E não é porque fossem “más” pessoas. Bill Clinton gostava de dizer “it’s the economy, stupid”, mas essas eleições provaram precisamente o contrário. Mais do que questões económicas, foram questões culturais. A maioria “branca” (ou “WASP”) americana fartou-se da infinita agenda reivindicativa das várias minorias.
No Brasil, algo de similar se passou e Jair Bolsonaro, na sua não menos infinita brutalidade, intuiu isso muito bem ao vociferar em plena campanha: “Tudo é coitadismo. Não pode ter política para isso. Coitado do negro, do gay, das mulheres, do nordestino, do piauiense, tudo é coitadismo no Brasil. Isso não pode continuar acontecendo”. Sendo que, no caso brasileiro, houve outros factores, tão ou mais relevantes: o da corrupção e (mais ainda, diria) o da criminalidade. Decerto que em Portugal – um dos países mais seguros do mundo – é difícil de compreender o fenómeno, mas no Brasil há muita gente com medo de sair à rua, sendo que esse sentimento generalizado de insegurança não é um mero fantasma.
Por fim, há um outro factor não, de todo, negligenciável: o da Venezuela. Em Portugal, todos temos acompanhado o que lá se tem passado, sobretudo por causa dos muitos emigrantes portugueses, mas, naturalmente, acompanhamos de longe. Ora, no Brasil, o (contra-)exemplo venezuelano não é igualmente um mero fantasma e causou muita mossa no PT, que sempre defendeu, em todas as instâncias internacionais, o regime de Chávez e de Maduro. Duvidam? Façam então uma sondagem junto dos emigrantes portugueses na Venezuela (aos que já saíram e aos que ainda lá estão) e perguntem-lhes se, em Portugal ou no Brasil, estariam dispostos a votar em partidos apoiantes do cada vez mais decadente regime venezuelano. Não custa adivinhar quais seriam as respostas (maximamente negativas). E, também aqui, não é decerto por serem, em geral, “más” pessoas.

Renato Epifânio
Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono
www.movimentolusofono.org

3 comentários:

Korsang di Melaka disse...

Caro Presidente do MIL

Estimado amigo Renato Epifânio

Foi com alívio ler o texto sobre o Brasil, com o qual concordo e esperava outra versão saudável sobre a realidade exposta, que devemos todos ponderar, sem alcunhar ou rotular o presidente eleito pelos os brasileiros. Respeitar e um ato da "chamada democracia"

Chega de tantos comentários negativos julgando, sem "tentar compreender" (citando) e muito bem.

Cabe aos portugueses, ao invés de estarem de costas voltadas para o Governo, como se tudo esteja bem e num mar de rosas, neste País à beira mar plantado, devem sim "tentar compreender" os males da governação que não desejamos, como um povo que se honre dos seus valores, que se devem manter para além das nossas fronteiras, como contributo da pluralidade.

Abraço fraterno

templario disse...

"Questões económicas"! Foram questões económicas. Não culturais. Ambos, Trump e Bolsonaro, como Hitler tinha feito, desviaram o cerne do problema (económico - exploração desenfreada do povo) para questões culturais, dividindo os povos, exacerbando quanto puderam as contradições no seu seio, que sempre existem. Os três foram eleitos pelo povo (parte dele) nessa base. A riqueza dos mais ricos quer nos EUA quer no Brasil tem aumentado assustadoramente nos últimos 30 anos. É o que eu penso.

Anónimo disse...

Ainda estamos longe de compreender o que, de fato, aconteceu nas eleições presidenciais no Brasil. Aparentemente, a democracia determinou a vitória do tosco e da barbárie sobre a delicadeza e sobre a humanidade. Mas, terá sido isto? Não sabemos o alcance e a profundidade alcançada pela manipulação das chamadas mídias sociais (especialmente o whatzapp) com o farto uso de recursos ilegais. Da minha parte, não acredito que, dado o nível de comprometimento politico do poder judiciário brasileiro, as investigações abertas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) levem a alguma conclusão. Vamos ver como a população, especialmente a mais necessitada (aquela chamada pelo presidente eleito), vai reagir ao modo de governar do Capetão....