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Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Erupção na ilha do Fogo sem vítimas, mas evacuação continua

Erupção na ilha do Fogo sem vítimas, mas evacuação continua


A intensidade da erupção vulcânica ocorrida hoje na ilha cabo-verdiana do Fogo diminuiu e, até agora, não há registo de vítimas mortais, tendo a maioria da população afetada sido já evacuada para locais seguros.

A indicação foi dada hoje à tarde aos jornalistas pelo presidente do Serviço Nacional de Proteção Civil e dos Bombeiros (SNPCB), Arlindo Lima, para um balanço das operações no terreno, onde as telecomunicações estão dificultadas pela destruição, pela torrente de lava, de três postes de retransmissão da Cabo Verde Telecom.
"Temos tido alguma dificuldade com as comunicações em Chã das Caldeiras. Temos aí pessoal. Estamos à espera que eles nos liguem, porque nós ligamos e não se consegue comunicar", exemplificou.
Segundo Arlindo Lima, a prioridade dada à evacuação dos cerca de 1.000 habitantes de Chã das Caldeiras está a ser cumprida, tendo já sido garantida a segurança de idosos e crianças, embora esteja ainda a haver "algumas resistências" por parte da camada jovem da população local em abandonar as respetivas residências.
Arlindo Lima garantiu que o pequeno aeródromo do Fogo, em São Filipe, não está encerrado e que os voos comerciais se vão manter, uma vez que os ventos estão favoráveis, empurrando a nuvem de enxofre para sul, em direção ao oceano Atlântico.
"Essa medida ainda não foi equacionada, porque o tempo ainda é favorável à aterragem de aviões", disse, admitindo que o fumo que se tem acumulado poderá provocar problemas respiratórios nalgumas pessoas.
Um avião dos TACV seguiu às 13:00 locais (14:00 em Lisboa) para São Filipe com especialistas em geofísica, médicos e agentes de segurança, estando previsto que outro siga segunda-feira de manhã, se a situação assim o permitir, acrescentou.
Por via marítima, às 17:20 locais (18:20 em Lisboa), partiu do porto da Cidade da Praia para São Filipe um rebocador com mais de meia centena de médicos e responsáveis ligados à segurança, incluindo dezena e meia de jornalistas, bem como material de campanha, tendas, alimentos e medicamentos, acrescentou Arlindo Lima.
A lava, explicou, está a correr pela vertente sul da ilha, seguindo o mesmo caminho da erupção registada em 1995, tendo as autoridades locais encerrado já a principal via de acesso a Chã das Caldeiras, a partir de Cova Figueira, o mesmo devendo ocorrer com a via alternativa que está a ser utilizada para evacuar a população.
"O pico da erupção vulcânica ocorreu cerca do meio-dia. Depois houve um abrandamento e agora a situação está mais calma. Mas tanto pode agravar-se como melhorar. É a natureza que controla e não nós", frisou, avançando que, ainda hoje, terá um relatório sobre a situação, designadamente em relação aos danos materiais.
A este propósito, Bruno Faria, vulcanólogo do Instituto de Meteorologia e Geofísica (INMG) cabo-verdiano, disse hoje à tarde que os sensores existentes na ilha do Fogo deixaram entretanto de registar atividade sísmica, indicando, porém, não ser possível prever se tal é positivo ou negativo.
O realojamento da população de Chã das Caldeiras está a ser feito nas casas, já edificadas mas ainda por habitar, construídas no quadro do Programa Casa para Todos, entre São Filipe, Mosteiros e Cova Figueira, bem como nas erguidas justamente para o mesmo efeito na sequência da erupção de 1995.
Questionado sobre se se está a ponderar a possibilidade de pedir assistência internacional, Arlindo Lima assegurou que essa questão ainda não foi equacionada.
Arlindo Lima falava aos jornalistas no final de uma reunião de coordenação que envolveu os ministros cabo-verdianos da Administração Interna, Finanças, Saúde, Ambiente e Infraestruturas, bem como responsáveis da proteção civil, polícia e bombeiros.
Diário Digital com Lusa

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