*É um Lusófono com L grande? Então adira ao MIL: vamos criar a Comunidade Lusófona!*

MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia


Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de uma centena de milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por mais de meia centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia. Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; NIF: 509 580 432
Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).

Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Desde 2008"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/zefiro-nova-aguia

Outras obras promovidas pelo MIL: https://millivros.webnode.com/

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva
Mostrar mensagens com a etiqueta Cabo Verde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cabo Verde. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 27 de março de 2026

Cabo Verde conquista três projectos na 3.ª edição do CPLP Audiovisual

 A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) anunciou os resultados da 3.ª edição do Programa CPLP Audiovisual (PAV III), referente ao período 2025-2027, após a conclusão da etapa de selecção de projectos


Segundo a mesma fonte, nesta edição, foram premiados 25 projectos, dos quais sete são longas-metragens, com duração mínima de 52 minutos, e 18 curtas-metragens, com duração entre 15 e 30 minutos, nas categorias de documentário e ficção.

Cabo Verde marca presença com três projectos seleccionados. Na categoria de longa-metragem, o projecto classificado em primeiro lugar é “O País Que Me Habita”, promovido pela Kontart, Lda., e que conta com a realização de Olavo de Jesus Delgado da Luz.

Já na categoria de curta-metragem, o primeiro classificado é “Caminhu Longe”, da produtora KS Cinema, com realização de Carlos Manuel Ferreira Nobre Dias, seguido pelo segundo classificado “Cabo Verde: 50 Anos de Independência”, da produtora Nos Raiz, com realização de Ricardo Leote.

A mesma fonte indica que os 25 projectos premiados serão contratados pela CPLP e iniciarão os respectivos períodos de produção a partir do dia 1 de Maio deste ano. As estreias mundiais estão previstas para Março de 2027, através da rede de emissoras públicas de televisão dos nove Estados-membros da CPLP. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”

terça-feira, 10 de março de 2026

Cabo Verde sobe a pensão solidária para os idosos em São Tomé e Príncipe e vai abrir escolas no interior do país

 Vanuza Francisca Barbosa, secretária de Estado das Comunidades visitou São Tomé e Príncipe, e apresentou ao primeiro-ministro Américo Ramos as novas acções de carácter social com impacto económico, a serem implementadas no quadro da cooperação bilateral.


O conceito de escola cabo-verdiana vai ser implementado nas regiões mais isoladas do país. Trata-se de um projecto piloto que Cabo Verde pretende disseminar noutros países africanos que albergam a comunidade cabo-verdiana.

Professores cabo-verdianos estarão envolvidos na implementação do conceito de escola cabo-verdiana nas regiões mais isoladas da ilha de São Tomé e na ilha do Príncipe.

«Vamos trazer para aqui, o conceito de escola cabo-verdiana para a sua implementação nas comunidades com menor acesso ao ensino, e pretendemos ter São Tomé e Príncipe como o projecto piloto», declarou Vanuza Francisca Barbosa.

O Ministério da Educação de Cabo Verde já aceitou o desafio e o conselho de ministros cabo-verdiano vai agir. «Este projecto já está a ser avaliado no conselho de ministros, e a breve trecho teremos novidades na implementação», assegurou.

A educação é estruturante para o desenvolvimento de qualquer sociedade, ao mesmo tempo, Cabo Verde que há vários anos apoia a formação dos jovens são-tomenses continua a conceder bolsas de estudo para a juventude são-tomense, tanto para a formação universitária como para a formação profissional.

«Cabo Verde dá 20 bolsas de estudo para os estudantes são-tomenses. Também há bolsas de estudo para o ensino superior em Marrocos. Também atribuímos bolsas de estudo para formação profissional em Cabo Verde, e continuamos a fazer essa cooperação», confirmou a secretária de Estado das comunidades.

A cultura, é um laço que há séculos une os dois países. Segundo Vanuza Francisca Barbosa, o primeiro-ministro Américo Ramos prometeu contribuir para acelerar a instalação do primeiro centro cultural de Cabo Verde em São Tomé e Príncipe.

«O senhor primeiro-ministro acabou de reafirmar o seu compromisso para acelerar o projecto. Temos um espaço para ser reabilitado e implementar o centro cultural cabo-verdiano. Será um ponto de contacto e de partilha de cultura. O objectivo é que o centro tenha múltiplas valências, e certamente que a comunidade cabo-verdiana e outras radicadas aqui em São Tomé terão assim uma mais-valia», explicou.

As autoridades cabo-verdianas estimam em cerca de 10 mil, os cabo-verdianos residentes em São Tomé e Príncipe. Uma comunidade que gerou milhares de descendentes. Para a secretária de Estado das comunidades de Cabo Verde juntando os são-tomenses de ascendência cabo-verdiana pode atingir cerca de 70 mil pessoas, num país de 200 mil habitantes.

A maioria dos idosos que trabalharam nas roças de cacau e café, não beneficia de uma pensão de reforma. O Governo cabo-verdiano avançou com uma pensão solidária que inicialmente era de 20 euros, depois subiu para 40, e mais tarde para 60.

A pensão solidária é um compromisso assumido pelo Estado cabo-verdiano com a sua diáspora em África. São mais de 3 mil idosos. São Tomé e Príncipe alberga a maioria dos pensionistas na diáspora africana, 1033 pessoas.

O executivo cabo-verdiano inscreveu no orçamento geral do Estado para 2026, mais um aumento do valor da pensão atribuída aos idosos em São Tomé e Príncipe. Agora são 70 euros.

«Aqui em São Tomé temos mais de 1000 pensionistas. Neste momento com a aprovação do orçamento geral do Estado para 2026, esse valor passa para 70 euros. É o mesmo valor que pagamos para os pensionistas do regime não contributivo em Cabo Verde. É a nossa contribuição para a melhoria das condições de vida da nossa comunidade aqui em São Tomé e Príncipe», destacou.

No entanto o fomento do turismo e das trocas comercias entre os dois países é condicionado pela falta da ligação aérea e marítima. A companhia aérea angolana que assegurava a ligação entre os dois arquipélagos acabou por suspender os voos.

«Foi o assunto abordado à instantes com o primeiro-ministro. Há negociações em curso entre Cabo Verde e Angola. Estamos em negociações para que se define a melhor rota que traga benefícios, tanto para Angola, Cabo Verde como para São Tomé, para todos nós que precisamos desta ligação aérea para trocas comerciais», concluiu Vanuza Francisca Barbosa.

Ligados por história, cultura e consanguinidade, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe reforçam as relações de cooperação e de solidariedade. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”

terça-feira, 8 de julho de 2025

Cabo Verde - Quer “mais e melhor” investimento chinês

 O ministro da Administração Interna de Cabo Verde disse à Lusa que Cabo Verde quer atrair investimento da China, que descreveu como “um dos principais parceiros” no desenvolvimento do país desde a independência. “Neste momento, já temos uma comunidade chinesa em Cabo Verde, essencialmente de pequenos e médios empresários”, afirmou Paulo Rocha.


O ministro disse que o próximo alvo é “atrair mais e melhor investimento [chinês] em diferentes sectores”, para diversificar a economia, muito dependente do turismo. O mar é uma prioridade e o Governo “procura parcerias” para implementar a Zona Económica Especial Marítima de São Vicente, cujo estudo foi feito com o apoio da China, recordou Rocha, durante uma passagem por Macau.

Também em Macau, em Março, o presidente da agência cabo-verdiana para o investimento externo, José Almada Dias, desafiou a empresa estatal chinesa Shaanxi Construction a aproveitar os 20 mil hectares que o país colocou ao serviço do turismo.

Paulo Rocha disse que seria “perfeitamente realista” Cabo Verde querer atrair turistas da China e de outros países asiáticos, sublinhando a presença forte de visitantes chineses na Europa e “ainda mais longe”. “Continuamos a fomentar investimentos neste domínio, crescem o número de hotéis em construção, o número de resorts, particularmente nas duas ilhas mais turísticas, do Sal e da Boavista”, disse.

Rocha defendeu que a China é, “sem dúvida, um parceiro confiável” de Cabo Verde e que tem sido “essencial no processo de desenvolvimento em diferentes setores” ao longo dos 50 anos de independência.

Cabo Verde beneficiou de múltiplos perdões de dívida por parte da China – nomeadamente cerca de 1,18 milhões de euros em 2007 e mais 1,39 milhões em 2016. Nas últimas décadas, a China consolidou a sua presença em Cabo Verde através de investimentos em obras públicas, incluindo o Estádio Nacional e a nova sede da Assembleia Nacional.

“Já nos próximos meses, iremos inaugurar uma importante maternidade na ilha de São Vicente, feita com o apoio do Governo da China, estruturante para toda a região do Barlavento”, realçou o ministro.

A cooperação estende-se à área da educação, com mais de uma dezena de bolsas atribuídas anualmente pelo Governo chinês. Desde 2010, centenas de estudantes cabo-verdianos frequentaram instituições de ensino superior na China. Alguns acabaram por ficar por terras chinesas, incluindo em Macau, e tornaram-se “verdadeiros diplomatas do (…) país, além daquilo que é a diplomacia oficial”, elogiou.

A diáspora cabo-verdiana é uma enorme reserva “em termos de capital humano” e que “contribui muito mais do que com as remessas, [ao] investir no sector produtivo do país”, acrescentou.

Paulo Rocha disse também que o país está a negociar com a China o financiamento do alargamento do sistema de videovigilância Cidade Segura a mais três cidades: Porto Novo, na ilha de Santo Antão, e Assomada e Tarrafal, na ilha de Santiago.

Fórum continuará a fomentar intercâmbio

Paulo Rocha foi um dos presentes na “Palestra alusiva ao 50º Aniversário da Independência Nacional de Cabo Verde”, co-organizada pela Embaixada de Cabo Verde na China e pelo Secretariado Permanente do Fórum de Macau. Subordinada ao tema “Cabo Verde: 50 Anos de Conquistas e Desafios – Papel de Diáspora e a Experiência de Macau”, contou com a participação de diversas personalidades.

O secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, disse que o organismo continuará “a tirar o melhor proveito do papel de Macau enquanto plataforma sino-lusófona, contribuindo para fomentar o intercâmbio e a cooperação em diferentes domínios entre a China e Cabo Verde”.

Por sua vez, o embaixador de Cabo Verde na China, Arlindo Nascimento do Rosário, afirmou que o momento “não significa apenas uma data histórica para o seu país, mas também uma oportunidade para Cabo Verde mostrar ao mundo a força de uma nação que, apesar das dificuldades, persevera, reinventa-se e prospera”. “O Governo de Cabo Verde valoriza a relação com a China, especialmente com a RAEM, e a nossa diáspora. Macau ocupa um lugar especial no coração do povo cabo-verdiano, a diáspora cabo-verdiana em Macau e as suas associações não só fortalecem os laços de amizade entre os povos, como também promovem a integração social e económica da comunidade cabo-verdiana na RAEM”, prosseguiu.

Já Helena de Senna Fernandes, directora dos Serviços de Turismo, que esteve em representação do Secretário para a Economia e Finanças, referiu que “Macau e Cabo Verde são territórios aliados, desde sempre, por laços históricos, prosseguindo unidos pela vontade de se aliarem para trabalhar em prol da criação de mais e diversas oportunidades de desenvolvimento para as suas gentes e economias”.

O ministro Paulo Rocha, por seu turno, manifestou “gratidão” ao Governo da RAEM pelo “contributo valioso” que tem dado na aproximação entre a China e os países lusófonos, designadamente por via dos mecanismos do Fórum de Macau. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”

quinta-feira, 5 de junho de 2025

São Tomé e Príncipe e Cabo Verde relançam cooperação nas áreas da defesa, transporte e educação

 São Tomé – São Tomé e Príncipe e Cabo Verde querem relançar a cooperação bilateral, sobretudo, nos domínios da defesa, segurança, transporte e educação, disse a ministra da defesa cabo-verdiana, Janine Lélis, no final de audiência com o primeiro-ministro, Américo Ramos.


“Nós também falámos que no domínio da defesa é sempre possível fazer mais, trazendo as nossas experiências, as nossas vivências para que elas possam ser moldadas e ajustar aquilo que é a realidade de São Tomé”, – sublinhou a ministra cabo-verdiana.

Janine Lélis acrescentou “dois países irmãos que têm uma longa história, têm de certa forma um percurso comum, uma identidade muito forte pela realidade dos cabo-verdianos que vivem aqui [em São Tomé], dos nossos descendentes e que vivem em Cabo Verde, então o nosso pensar e o nosso entendimento é que trabalhar para o processo de desenvolvimento de São Tomé e de Cabo Verde”.

Quanto a ligação entre os dois países, esta governante disse “eu acho que os esforços diplomáticos estão a ser feitos e os contactos têm sido permanentes, isto porque os dois países têm presente a importância dessa ligação direta e do quanto isso pode facilitar”.

Acrescentou que “de qualquer das formas é sempre importante ter presente que as garantias das linhas precisam de tráfego e precisa daquilo que no fundo o alimenta”.

Sobre educação Janine Lélis disse que “existe uma cooperação muito boa entre São Tomé e Cabo Verde. Neste momento, Cabo Verde disponibiliza para São Tomé bolsas de estudos para jovens que vão se capacitar e formar no nosso país, e isto é um comprometimento nosso em relação a São Tomé, no sentido de ajudar e capacitar os quadros para o processo de desenvolvimento”. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

China - Apoia Cabo Verde com 26,3 milhões para financiar projectos em várias áreas

 A China assinou um acordo com Cabo Verde para apoiar o arquipélago com 26,3 milhões de euros destinados a projetos de segurança, energias renováveis, economia digital, turismo e infraestrutura, reforçando a cooperação bilateral entre os dois países



“Nós disponibilizamos esse apoio a Cabo Verde”, para financiar projetos nos “domínios de energias renováveis, economia azul, digital, turismo e para ajudar” o país a “alcançar os seus objectivos nas áreas prioritárias”, afirmou o encarregado de negócios da Embaixada da China em Cabo Verde, Shi Leike, na cerimónia de assinatura do acordo, na cidade da Praia.

O acordo foi assinado pelo encarregado de negócios e pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Myrian Vieira. Shi Leike considerou que Cabo Verde é “mundialmente reconhecido como um país de boa governação” e relembrou a amizade de longa data com a China. “No ano passado, as relações bilaterais entre a China e Cabo Verde foram elevadas a uma parceria estratégica durante a visita do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, à China”, disse.

A secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros considerou que este acordo traduz a “excelência das relações bilaterais entre os dois países”. “Trata-se também da implementação dos compromissos acordados em setembro último, no fórum de cooperação África-China”, onde foi anunciado o apoio de 26,3 milhões de euros a Cabo Verde, disse.

Myrian Vieira afirmou que o montante vai apoiar a continuidade da terceira fase do projecto “cidade segura”, que é prioritário para Cabo Verde, pois visa reforçar a segurança interna do país, com a atualização e expansão do sistema de videovigilância em sete cidades: Praia, Mindelo, Sal Rei, Santa Maria, Tarrafal, Assomada e Porto Novo.

O projecto também reforçará a formação de técnicos para a operacionalização desses equipamentos e manutenção dos centros de comando de vigilância.

Além disso, serão discutidos com a parte chinesa outros projetos no domínio da educação, saúde e outras infraestruturas de importância vital para o desenvolvimento de Cabo Verde. “A China tem contribuído para o desenvolvimento de Cabo Verde ao longo destes 49 anos de cooperação bilateral, sendo um parceiro estratégico importante nos domínios da educação, saúde, agricultura, novas tecnologias de informação e comunicação e energias renováveis. Queremos, de facto, levar essas relações a níveis cada vez mais elevados de excelência”, concluiu.

Em Maio do ano passado, os dois países celebraram um protocolo por seis anos (2024-2029) na área da saúde que dá continuidade à cooperação e apoio ao setor com deslocação de equipas médicas ao arquipélago.

A China é o maior parceiro comercial do continente africano, com o comércio bilateral a atingir 167,8 mil milhões de dólares (151,8 mil milhões de euros) na primeira metade de 2024, de acordo com a imprensa oficial chinesa. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

domingo, 22 de dezembro de 2024

Cabo Verde – Organização Mundial de Saúde destaca o país pela exemplar cobertura vacinal e reafirma apoio

 A Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou que Cabo Verde “é um exemplo na vacinação”, com uma cobertura superior a 95%, e reafirmou o compromisso de apoiar o país na superação de desafios e no cumprimento das metas globais.

“A prevenção das doenças preveníveis por vacinação é um ganho enorme para a população” e “Cabo Verde é um exemplo, porque são anos de história, de bons resultados, com uma cobertura altíssima, acima de 95%”, afirmou a representante adjunta da OMS em Cabo Verde, Luciana Chagas, na cidade da Praia.

Na abertura de um fórum nacional sobre os 47 anos de vacinação em Cabo Verde, a representante apontou que o país pretende ampliar os objetivos para novas vacinas, abrangendo diferentes faixas etárias e segmentos populacionais. “Isto é o que realmente vai garantir que todos tenham acesso a uma boa saúde, qualidade de vida, bem-estar e uma saúde para toda a população do país. A OMS continuará a apoiar Cabo Verde, seja na mobilização de parcerias ou na concretização desses objetivos”, afirmou.

A diretora nacional de Saúde de Cabo Verde, Ângela Gomes, saudou o percurso do programa vacinal do arquipélago, considerando-o um dos principais da saúde pública do país, que soma 47 anos de progresso.

Entre as metas futuras, Cabo Verde pretende introduzir vacinas contra pneumococo e gripe para os idosos, além de outras imunizações voltadas para a infância e idade adulta, de acordo com a estratégia nacional de vacinação.

O programa de vacinação de Cabo Verde é estruturado com o objetivo de garantir a imunização universal e proteger a população contra doenças infecciosas graves.

Esse programa segue as diretrizes da OMS sendo atualizado periodicamente para incluir novas vacinas de acordo com as necessidades de saúde pública. “Cabo Verde não poderia estar melhor representado do que na avaliação externa realizada no ano passado, onde obteve 87%, uma das melhores pontuações em África”, acrescentou. In “Ponto Final” - Macau

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Faculdade de Desporto da Universidade do Porto e Cabo Verde parceiros em prol do Desporto...

 Protocolo de cinco anos com o IDJ-CV e a ONAD-CV aposta nas áreas da formação, investigação e promoção do desporto "limpo" em Cabo Verde


A Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) assinou um protocolo de cooperação com o Instituto do Desporto e da Juventude de Cabo Verde (IDJ-CV) e a Organização Nacional Antidopagem de Cabo Verde (ONAD-CV), com o objetivo de criar bases de cooperação mútua em áreas como a formação e capacitação de especialistas, investigação científica e inovação, desenvolvimento de programas e políticas, e apoio científico na avaliação de atletas cabo-verdianos.

O acordo, que terá a duração de cinco anos, foi assinado numa cerimónia que contou com a presença de várias personalidades das instituições envolvidas.

Entre os presentes na assinatura do protocolo estiveram o Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro para Juventude e Desporto de Cabo Verde, Carlos do Canto Monteiro, o Presidente do IDJ-CV, José Eduardo dos Santos, o Presidente da ONAD-CV e alumnus da FADEUP, Emanuel Passos, e o Diretor da FADEUP, António Manuel Fonseca.

A parceria estabelecida prevê diversas ações, incluindo iniciativas para reforçar a qualificação dos quadros técnicos e académicos de Cabo Verde nas áreas de ciências do desporto, atividade física e saúde. Além disso, está prevista a partilha de conhecimentos entre as instituições através de programas de formação contínua, pós-graduações e workshops especializados, assim como a criação de projetos de investigação científica conjuntos.

A inclusão da ONAD-CV no acordo sublinha a importância do combate ao doping no desporto, reforçando o compromisso da FADEUP e das instituições cabo-verdianas com a promoção de um desporto “limpo”.

A cooperação com o IDJ-CV e a ONAD-CV assinala mais um marco na internacionalização da FADEUP, fortalecendo laços com países de língua oficial portuguesa e promovendo o desenvolvimento desportivo. Universidade do Porto - Portugal

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Troca de dívida por investimentos climáticos entre Portugal e Cabo Verde é tema da COP29

 Recorde-se que em 2023, Portugal acordou, com Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, um alívio com troca da dívida bilateral por investimentos climáticos no mesmo valor. A ação suscitou interesse internacional no âmbito do tema da COP29 (Conferência das Partes) e a União Europeia já pediu ao governo português uma nota sobre o mecanismo

A informação foi avançada pela ministra do Ambiente e Energia portuguesa, Maria Graça Carvalho.

Segundo a ministra o mecanismo absolutamente inovador a nível internacional, está a gerar muito interesse a nível internacional.

“A própria União Europeia pediu-nos para fornecermos uma nota sobre o mecanismo porque o principal ponto das negociações da COP29, em Baku, será o financiamento aos países em desenvolvimento e é muito importante definir os montantes de financiamento pós-2025, os mecanismos de investimento, mecanismos inovadores como este e quem são os países doadores”, disse Maria Graça Carvalho.

O interesse surgiu, segundo a ministra, no âmbito dos compromissos internacionais de financiamento dos projetos de mitigação e adaptação dos países mais vulneráveis às alterações climáticas, mas que deixa de fora países com forte potencial económico, como a China ou a Arábia Saudita.

“Na COP29 vamos debater os mecanismos de financiamento e também quem são os chamados países doadores, que até agora eram só os países desenvolvidos e mencionados no anexo 2 da Convenção das Alterações Climáticas, deixando de fora países como a China ou a Arábia Saudita”, disse a ministra.

Como funciona?

A ideia, que admite alargar a outros países lusófonos em África, é constituir um fundo internacional, no caso de Cabo Verde, e nacional, no caso de São Tomé e Príncipe, para onde Portugal canalizará o valor que é pago pelos dois países.

Este procedimento é obrigatório para não haver um perdão nem uma reestruturação da dívida, do ponto de vista financeiro, que poderia levar a descidas no rating e na avaliação dos investidores sobre a qualidade do crédito dos países.

Para já, o projeto decorre apenas em Cabo Verde, já que São Tomé e Príncipe precisa de reforçar a capacitação primeiro, explicou a ministra do Ambiente e Energia: “É importante acompanhar o projeto com capacitação das instituições e transferência de capacitação das instituições públicas e da sociedade civil, São Tomé tem mais dificuldade, por isso foi mais fácil andar mais depressa em Cabo Verde”, afirmou.

Portugal acordou com Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, em 2023, um alívio com a troca da dívida bilateral por investimentos climáticos no mesmo valor, sendo que o acordo assinado com Cabo Verde prevê 12 milhões de euros e o de São Tomé e Príncipe é de 3,5 milhões de euros.

COP 29

A COP 29 (Conferência das Partes) é uma importante reunião anual organizada pelas Nações Unidas onde líderes globais, cientistas, ambientalistas e representantes de diversos setores se reúnem para discutir e negociar ações sobre mudanças climáticas. A COP 29 é parte da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Alteração do Clima (UNFCCC).

As discussões geralmente incluem temas como a redução das emissões de gases de efeito estufa, a adaptação às alterações climáticas, o financiamento climático, a preservação de florestas e outros ecossistemas vitais, e o fortalecimento da cooperação internacional para atingir as metas do Acordo de Paris. In “A Nação” – Cabo Verde

domingo, 16 de junho de 2024

Cabo Verde – Segundo o Banco Mundial, a pobreza deverá continuar a descer...

 

“Apesar das previsões de que a pobreza diminua entre 2024 e 2026, o crescimento não deverá ser particularmente favorável aos mais pobres”, lê-se na Atualização Económica 2024, consultada pela Lusa.

Segundo o Banco Mundial, prevê-se que a pobreza desça de 15,1% em 2023 para 14,9% da população em 2024 e 14,2% em 2025. No entanto, “o efeito do crescimento económico na redução da pobreza deverá continuar a ser atenuado pela inflação, em especial nos produtos alimentares”, prevendo-se que se mantenha alta, a 4,3% e 3,4% em 2024 e 2025, respectivamente”. Ou seja, a inflação nos alimentos vai estar acima da inflação global esperada que é de 2,7% e 2,1% nos mesmos anos.

Analisando o impacto, o banco conclui que o crescimento económico per capita em Cabo Verde vai estagnar, podendo ser mais elevado apenas “entre famílias mais ricas”.  Além disso, no caso das famílias abaixo do limiar da pobreza, a taxa de crescimento de 2024 deverá ser das mais baixas dos últimos anos – e das previsões até 2026.

O nível de pobreza é calculado de acordo com o valor internacional de 3,65 dólares por pessoa, por dia, em paridade com o poder de compra de 2017, utilizando o Inquérito às Despesas e Receitas Familiares (IDRF).

O IDRF já foi feito por quatro vezes em Cabo Verde: 1988/89, 2001/02, 2015 e 2023. O Instituto Nacional de Estatística (INE) prevê publicar os resultados de 2023 até final do mês.

O boletim de Atualização Económica 2024 do Banco Mundial sobre Cabo Verde defende uma aposta na economia ligada ao mar (destacando a aquacultura) para combater a dependência do turismo.

No sector do turismo, em particular, defende-se uma “maior sustentabilidade, inclusão e diversificação”, com “alojamentos complementares” para permitir a diversificação turística em mais nichos e ilhas, regular o acesso sustentável a áreas ecologicamente sensíveis.

O documento mantém a previsão de crescimento médio de 4,7% para Cabo Verde entre 2024 e 2026 e aponta para uma taxa de inflação de 2% até final de 2025 (foi de 1,3% em 2023).

O rácio dívida pública/PIB deverá melhorar, de 113,8% em 2023 para 102,1% em 2026, mas continua a ser crucial a gestão dos riscos fiscais relacionados com empréstimos às empresas públicas e garantias.

Problemas domésticos ao nível dos transportes, redes de logística e energia têm impedido que o efeito de crescimento do turismo se estenda a outros setores de economia, lê-se no documento. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Cabo Verde é o segundo país dos PALOP com mais estudantes no Ensino Superior em Portugal

 O relatório “Perfil do Estudante dos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) nas Instituições do Ensino Superior em Portugal”, referente ao período de 2015 a 2021, revela que Cabo Verde se destaca como o segundo país dos PALOP com o maior número de candidatos inscritos nas Instituições de Ensino Superior (IES) em Portugal. Com um total de 22592 inscritos, o país evidencia uma preferência por áreas como Ciências Empresariais e Administração, Engenharia e Tecnologias Afins, e Saúde


Segundo o relatório agora revelado, do total de 22.592 inscritos, 9158 estão no ensino universitário, dos quais 5106 são mulheres e 4052 homens. No ensino politécnico, 13434 estudantes estão inscritos, sendo 7525 mulheres e 5909 homens.

Os estudantes cabo-verdianos demonstram preferência por determinadas instituições de ensino. Nos institutos politécnicos, destacam-se o Instituto Politécnico de Bragança (5361 estudantes), seguido pelo Instituto Politécnico de Lisboa (1096) e o Instituto Politécnico de Castelo Branco (994).

Quanto às universidades mais procuradas, destacam-se a Universidade de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa e a Universidade de Évora.

No que diz respeito às áreas de estudo mais populares entre os estudantes cabo-verdianos em Portugal, as principais são Ciências Empresariais e Administração (4481 estudantes), Engenharia e Tecnologias Afins (3731) e Saúde (2722).

O relatório também aborda o número de inscritos por ciclos de estudos. No curso de doutoramento/3º ciclo, há 736 estudantes cabo-verdianos, sendo 432 homens e 304 mulheres.

No mestrado/2º ciclo, estão inscritos 5634 estudantes, sendo 3.096 mulheres e 2538 homens. Já no curso de licenciatura/1º ciclo, encontram-se inscritos 14058 estudantes, com 8070 mulheres e 5988 homens.

Destaca-se ainda a liderança do Instituto Politécnico de Bragança como a instituição mais procurada por estudantes cabo-verdianos em termos de número de inscritos.

Além disso, o relatório menciona a presença de estudantes cabo-verdianos em cursos de especialização, pós-licenciatura, especialização tecnológica e cursos Técnico Superior Profissional, evidenciando a diversidade de áreas de estudo exploradas por essa comunidade académica em Portugal.

Relatório

Clara Carvalho, do Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa, explicou à Lusa que algumas instituições implementam um “Semestre Zero”, permitindo aos alunos familiarizarem-se com a pedagogia e o sistema de ensino, o que tem mostrado ser muito eficaz.

O relatório concluiu que os estudantes africanos não enfrentam falta de competências académicas, mas enfrentam desafios significativos de integração devido à falta de familiaridade com os conteúdos, o método de ensino e, frequentemente, barreiras linguísticas, além de dificuldades económicas em muitos casos.

Entre as recomendações, os autores sugerem a criação de provas de ingresso para estudantes dos regimes especiais que não tenham realizado exames nacionais nos seus países, bem como a implementação de um período de preparação e integração ou um Ano Zero para alunos sem experiência prévia em exames em Portugal.

Além disso, são propostas medidas como a agilização do processo de vistos e o estabelecimento de contactos directos entre instituições de diferentes países para facilitar a integração dos estudantes.

Nos últimos anos, o sistema de ensino superior em Portugal registou um aumento significativo no número de estudantes dos PALOP, com destaque para um aumento de 900% entre 2015 e 2021 entre os estudantes guineenses.

O relatório aponta Angola como o país com maior número de alunos em Portugal durante o período analisado (2015-2021), embora Cabo Verde e a Guiné-Bissau tenham sido os países com maior crescimento nos últimos anos, sendo hoje os dois países com mais estudantes. Sheilla Ribeiro – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas” com “Lusa”

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Cabo Verde quer ser um centro de formação para a CPLP

 O vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, afirmou que o país tem a ambição de “ser um centro de formação para a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP)” a nível profissional, em várias áreas de qualificação.

“A partir de Cabo Verde queremos formar para o mercado interno, mas também para várias geografias mundiais”, referiu, à margem da assinatura de uma candidatura às Nações Unidas, de um projeto de formação conjunto com Portugal.

O projeto prevê um investimento de quatro milhões de euros nos próximos dois anos no setor da formação profissional, pretendendo chegar a cerca de 2000 pessoas em áreas como energias renováveis, economia digital, áreas sociais, turismo, metalomecânica, mecatrónica e construção civil.

“Este é um grande projeto, para um centro de excelência, voltado para a CPLP e para várias geografias mundiais. Assinámos também um acordo para nos candidatarmos às Nações Unidas, para podermos aceder a financiamentos globais, para formarmos jovens em Cabo Verde”, referiu.

O memorando de entendimento sobre o investimento em formação foi anunciado em dezembro e hoje os dois países assinaram uma candidatura ao programa acelerador global das Nações Unidas, a caminho da cimeira social a realizar em 2025.

“Queremos estar na crista da onda desta agenda de formação de recursos humanos” a nível internacional, disse Olavo Correia, para que os jovens qualificados possam competir com outros, num mundo globalizado.

Olavo Correia classifica o setor como “uma verdadeira oportunidade para Cabo Verde, enquanto pequeno país do sul”.

“As ilhas, para avançarem, precisam de asas, têm de estar ligadas entre si e com o mundo”, concluiu.

A assinatura na cidade da Praia, contou com a presença da ministra do Trabalho portuguesa, Ana Mendes Godinho, que destacou a possibilidade de haver um encontro “entre as necessidades das empresas em Portugal” e “as prioridades de Cabo Verde” ao nível da formação.

“É um programa para que todos saiam a ganhar”, referiu. In “Mundo Lusíada” - Brasil com “Lusa”

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Cabo Verde - Historiadora Antonieta Lopes destaca a dimensão de “Mafrano”

 A historiadora cabo-verdiana Antonieta Lopes, disse, há dias, na cidade da Praia, em Cabo Verde, que a abrangência da obra de Mafrano sobre os bantu, e não bantu, faz-nos compreender que a cultura destes povos não se limita apenas à descrição de máscaras, tatuagens, danças, objectos de uso doméstico ou de artesanato, mais à compreensão da sua língua, cultura, vivências e actos...


Antonieta Lopes fez estas declarações quando apresentava o volume II da colectânea "Os Bantu na visão de Mafrano”, numa audiência que incluiu nomes como o Cardeal de Cabo Verde, Dom Arlindo Gomes Furtado; a embaixadora de Angola naquele país, Júlia Machado; a representante do presidente da Academia de Letras, Veira Duarte, e  o Reitor do Seminário de São José da Cidade da Praia, José Álvaro Borja, acompanhado por um grupo de seminaristas; o ex-representante da OMS em Angola, entre 1986-1990, Lisboa Ramos, e outros convidados.

"Mafrano deixou-nos exemplos claros segundo os quais a compreensão dos povos bantu passa necessariamente pelas suas vivências, o conhecimento da língua, da Psicologia, contos, fábulas e lendas que são como bibliotecas contendo tratados  de Direito, Filosofia e História”, disse a apresentadora, citando passagens da obra do escritor angolano.

Um exemplo, disse ela, citando o autor, é a palavra "Tata” em Kimbundu, sinónimo de "Pai”, em Português, que para o bantu abrange não apenas o progenitor, mas também o tio materno ou paterno cujo termo, equivalente, (tio), não existe na sua língua. "Por isso - explicou -  o autor explica que os patrões alimentavam preconceitos sobre os empregados bantu dizendo que estes choravam a morte dos pais (na verdade tios) duas ou mais vezes…”

"É aqui que Mafrano nos diz então que para compreendermos o Bantu, na forma e no fundo, é necessário conhecermos a sua língua e a sua cultura, tal como conhecemos a língua e culturas universais”, explicou.

Antonieta Lopes valorizou ainda, a "carga de argumentos” do autor angolano sobre uma variedade de questões antropológicas, incluindo os hábitos alimentares, cuidados de saúde, a circuncisão e o alembamento (o dote tradicional anterior ao casamento), antes de contar uma lenda sobre a origem do homem, segundo a qual uns ficaram brancos supostamente por tomar banho no rio, e outros continuaram negros porque se teriam limitado a molhar as palmas da mãos e as plantas dos pés na mesma água.

E, concluiu: "Mafrano diz-nos, com esta lenda bantu, que no fundo as nossas diferenças são externas porque somos os mesmos seres humanos”. In “Jornal de Angola” - Angola

domingo, 3 de setembro de 2023

São Tomé e Príncipe e Cabo Verde assinam acordo para formação superior e profissional de jovens são-tomenses

 São Tomé – São Tomé e Príncipe e Cabo-Verde assinaram na passada segunda-feira na capital são-tomense, um acordo que garante 150 bolsas anuais para a formação superior e profissional de jovens são-tomenses.


Assinado no Palácio do Governo, o documento foi rubricado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros são-tomense, Gareth Guadalupe e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo-Verde, Rui Figueiredo.

Com esta assinatura Cabo Verde passará a acolher anualmente 100 estudantes são-tomenses para a formação em ensino superior e 50 para a formação profissional, que deverá integrar numa parceria tripartida, incluindo o Luxemburgo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Gareth Guadalupe, disse que o acordo também se enquadra no âmbito do acordo de mobilidade na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tendo em conta que “à semelhança de Cabo Verde” São Tomé e Príncipe tem vindo a registar vários jovens “a emigrarem à procura de melhores oportunidades”.

O governante explicou que o acordo vai ajudar na concretização do lema “Juventude e Sustentabilidade” que São Tomé e Príncipe vai desenvolver durante a presidência da CPLP nos próximos dois anos.

A assinatura aconteceu três dias depois do Presidente de Cabo-Verde,  José Maria Neves ter declarado em São Tomé que “espero [a 14ª Cimeira] venha ser uma excelente conferência, o próprio lema, juventude e sustentabilidade sintetiza tudo e nos diz que temos enormes desafios relativamente a criação de oportunidade de esperança e de confiança na juventude dos nossos países”.

Na Cimeira da CPLP que terminou domingo na capital são-tomense, Cabo-Verde esteve representado a mais alto nível pelo Presidente José Maria Neves e pelo Primeiro-Ministro, Ulisses Correia. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP-Press”

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Cabo Verde recebe 30 toneladas de ajuda alimentar do Brasil para reforço das cantinas escolares

 Cidade da Praia – Cabo Verde recebeu hoje do Brasil 30 toneladas de sopas desidratadas que serão destinadas ao reforço da cantina escolar, de um montante global de 60 mil dólares, devendo beneficiar 90 mil alunos.


A entrega oficial aconteceu hoje na cidade da Praia, num acto em que estiveram presentes o embaixador do Brasil em Cabo Verde, Colbert Soares Pinto Jr., e o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva.

Esta é uma resposta a um pedido feito em Junho de 2022 pelo Governo de Cabo Verde, para mitigar os impactos da escalada de preços dos alimentos e dos combustíveis, devido à guerra na Ucrânia.

Dessas 30 toneladas de sopa desidratada, cinco já foram enviadas a Cabo Verde em Janeiro por via aérea, enquanto os restantes 25 mil quilos chegaram este mês por via marítima, em 2000 caixas de alimentos para a confecção de cerca de 200 mil refeições.

Conforme explicou o embaixador brasileiro, a primeira parcela da ajuda já está a atender as “necessidades mais imediatas” da segurança alimentar e nutricional, com uma refeição quente para cerca de 90 mil alunos, correspondendo a 20% da população cabo-verdiana.

Conforme o diplomata, a doação tem sido distribuída às escolas, contribuindo, assim, para o reforço do programa de alimentação escolar, coordenado pela FICASE.

“Por isso, é oportuno manifestar e reforçar os laços de solidariedade entre povos irmãos. Com a presente doação, o Governo brasileiro reconhece o empenho do Governo de Cabo Verde em enfrentar esses desafios e junta-se ao seu esforço na busca de soluções para superá-los”, assegurou.

Por sua vez, o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, manifestou “profundo agradecimento” do povo e do Governo pela “resposta pronta” do Brasil ao apelo para debelar os efeitos da crise internacional.

Este donativo é, segundo disse, a expressão de uma relação de cooperação “muito forte em vários domínios” com o Brasil.

As 30 toneladas de alimentos serão, conforme informou, distribuídas durante seis meses às cantinas escolares de todo o arquipélago. In “Inforpress” – Cabo Verde

quinta-feira, 20 de abril de 2023

Cabo Verde – E viva a nossa Língua comum!

 

Tive a grata satisfação de saber que o Parlamento cabo-verdiano classificou recentemente, a Língua portuguesa como património cultural imaterial de Cabo Verde.

E mais contente ainda fiquei porque a Iniciativa legislativa, a proposta de Lei partiu de uma jovem Deputada da Nação, Mircéa Delgado, o que significa que a causa da Língua portuguesa nestas ilhas está bem entregue. Tem continuadores.

As minhas calorosas felicitações à Dra. Mircéa Delgado!  Estendo as mesmas felicitações a todos os Deputados que abraçaram e aprovaram o projecto.

De facto, nunca é de mais enaltecer uma das nossas Línguas, no caso a portuguesa, que é, sem dúvida um dos pilares do nosso desenvolvimento cognitivo, académico, científico e tecnológico.

A Língua portuguesa chegou a Cabo Verde, trazida na oralidade, na boca dos marinheiros, dos missionários e na pena dos Cronistas portugueses, que pisaram o solo destas ilhas nos idos anos de 1460 e aqui assentou raízes. Tomou os ares e os modos das gentes das ilhas. Modificou-se, “caboverdianizou-se”, e acabou por dar origem - em contacto com outras línguas, estas vindas apenas na oralidade de escravos do Continente africano - ao Crioulo de Cabo Verde.

Mais tarde, na década de 90 do século XX, o crioulo foi denominado constitucionalmente, Língua cabo-verdiana, a qual, na hora actual se apresenta cada vez mais próxima do português, já não do seculo XVI, mas sim, da norma da Língua matriz do século XXI.

Tudo isso, faz da Língua portuguesa, um verdadeiro tesouro entre nós, pois que não só nos escolarizou, enquanto língua veicular do Ensino nacional, mas também, forneceu quase todo o corpus lexical, verbal e sintáctica do pujante e vivaz crioulo das ilhas.

Se mais não servisse este projecto de Lei ora aprovado no Parlamento nacional, ele tem e terá o mérito de nos trazer à reflexão, a importância e o papel da Língua portuguesa como um bem inalienável destas ilhas atlânticas da Macaronésia.

Para finalizar, reitero as minhas calorosas felicitações aos Deputados da Nação por este acto simbólico de múltiplos significados para os falantes cabo-verdianos. Ondina Ferreira – Cabo Verde in “coral-vermelho.blogspot”

domingo, 5 de março de 2023

Cabo Verde avança com isenção de vistos com a Guiné Equatorial

 O parlamento cabo-verdiano vai votar na próxima semana um acordo para permitir a isenção recíproca de vistos em passaportes ordinários com a Guiné Equatorial, um ano e meio depois do entendimento entre os dois governos...

A proposta de resolução, aprovada em Conselho de Ministros, prevê a votação, na sessão parlamentar ordinária que vai decorrer na Assembleia Nacional de 08 a 10 de março, da ratificação do acordo entre os Governos de Cabo Verde e da Guiné Equatorial sobre a Isenção Recíproca de Vistos em Passaportes Ordinários, assinado na Praia em 21 de junho de 2021.

"O mencionado acordo visa suprimir, na base de reciprocidade, a emissão de vistos de entrada, trânsito, permanência e saída aos cidadãos de Cabo Verde para Guiné Equatorial e vice-versa, para a estadias até sessenta dias por cada visita", refere-se no texto da resolução a discutir e votar no parlamento cabo-verdiano, a que a Lusa teve acesso.

Acrescenta-se que a "segurança dos passaportes e, em geral, dos documentos de viagens é uma preocupação" de ambos os países, que assumem ainda o "compromisso de garantir o mais alto nível de segurança, de acordo com os padrões definidos pela Organização da Aviação Civil Internacional, a fim de protegê-los contra falsificação e fraude".

"Nesta conformidade, a assinatura do presente acordo de isenção recíproca de vistos representa um marco importante nas relações bilaterais e uma mais-valia na promoção do turismo nacional, pois permite atrair maior número de turistas, constituindo deste modo um ato promotor da mobilidade e da promoção de investimento e do turismo, com enormes benefícios para ambos os povos", lê-se ainda.

Cabo Verde e Guiné Equatorial integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mas a resolução prevê que acordo seja publicado em dois exemplares originais em português e espanhol.

O ministro dos Negócios Estrangeiros cabo-verdiano, Rui Figueiredo Soares, afirmou em novembro passado que a próxima isenção recíproca de vistos em passaportes ordinários seria com a Guiné Equatorial e pretendia acordo idêntico com Marrocos.

"Tem a ver com a mobilidade que nós estamos a incentivar no quadro da CPLP, também no quadro de um acordo mais geral celebrado em todos os países da CPLP. E esta isenção de vistos [com a Guiné Equatorial], que já existia em passaportes diplomáticos e de serviço, agora é alargada aos passaportes ordinários", revelou Rui Figueiredo Soares.

Na altura, o Governo aprovou um acordo de isenção de vistos com Marrocos, neste caso para titulares de passaportes diplomático e de serviço.

A população de Cabo Verde ronda os 500 mil habitantes, mas o Governo estimou recentemente que mais de um milhão e meio de cabo-verdianos vivem na Europa e Estados Unidos da América (EUA), estando o sistema financeiro do arquipélago dependente das remessas desses emigrantes.

"Nós não incentivamos os cabo-verdianos a emigrarem, mas já sabemos que o povo cabo-verdiano desde sempre se destinou muito à emigração, abriu os olhos, olhou para a emigração. Aliás, não é por acaso que nós temos mais cabo-verdianos descendentes de cabo-verdianos no exterior em relação ao país. É sempre um sonho dos cabo verdianos emigrar, ir para terra longe, embora a terra longe nem sempre seja a solução", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, questionado sobre o impacto das facilitações de vistos com vários países na emigração cabo-verdiana.

"Mas pretendemos, por exemplo, que todos os nossos comerciantes que se deslocam a Marrocos brevemente também possam ter este circuito facilitado. É essencialmente nesta perspetiva de termos trocas comerciais neste mundo que está cada vez mais uma aldeia global", sublinhou. In “A Semana” – Cabo Verde com “Lusa”