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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Para Xanana Gusmão


A justiça não é para mim o valor mais insuperável e por isso não subscrevo o princípio clássico: Fiat iustitia, etsi caelum ruat (faça-se justiça, mesmo que desabe o céu). Lembro-me de, há já alguns anos, ter tido um desacordo (amigável) com o então responsável da Amnistia Internacional em Portugal (Pedro Krupenski), com quem o MIL estabeleceu um protocolo, a respeito do que estava a acontecer em Timor-Leste no rescaldo do conturbado processo da independência.
A Amnistia Internacional, legitimamente, reclamava o julgamento de todos aqueles que, não tendo aceite o resultado do referendo, se precipitaram numa vingança sanguinária. As autoridades timorenses, de forma igualmente legítima, defenderam um “perdão geral”, em prol de uma mais rápida pacificação geral da sociedade. Tendo consciência dos prós e dos contras de cada uma das posições, apoiei então a decisão das autoridades timorenses. Nalguns casos, essa cisão interna atingiu inclusive núcleos familiares. Um “perdão geral” pareceu-me a decisão mais inteligente, por mais que fosse aos olhos de alguns – e de facto foi – uma decisão injusta.
Caso muito diferente é, porém, aquele que levou à recente expulsão, “no prazo de quarenta e oito horas”, de oito funcionários judiciais: sete portugueses e um cabo-verdiano. Seja qual for o ângulo de análise, se é difícil vislumbrar nela alguma nesga de justiça, impossível é nela ver um pingo de inteligência. Foi, em absoluto, em decisão estúpida, mesmo admitindo a tese mais conspirativa: a de que estes funcionários estariam a expor casos de corrupção que envolveriam personalidades várias, incluindo membros do Governo timorense, liderado por Xanana Gusmão.
Admitamos a tese mais benévola para Xanana Gusmão: ele não tem nada a ver pessoalmente com toda essa corrupção, mas considera que, dada a fragilidade do regime timorense, não seria benéfico levar a julgamento membros do próprio Governo. Esta posição até poderia ser, no limite, compreensível (e que ninguém aqui se escandalize – poderia referir diversos casos similares a este, dentro e fora de Portugal). Mas a forma como Xanana Gusmão geriu todo este processo é que já não é, de todo, aceitável, mesmo nessa oblíqua lógica de “encobrimento da corrupção”. Ao ter expulso com todo o estrondo esses oito funcionários judiciais, Xanana Gusmão adensou as piores suspeitas sobre o nível dessa corrupção e, por arrasto, da cada vez maior “influência” australiana em Timor-Leste.
O que é mais lamentável, porém, é o dano causado nas relações com Portugal – e não falo aqui como cidadão português; falo, ou procuro falar, como cidadão lusófono, que me orgulho de ser. Pretendendo abortar todos os processos judiciais em curso (e admitindo, por um instante, que isso fosse legítimo), Xanana Gusmão poderia tê-lo feito salvaguardando, sem grande esforço, as relações diplomáticas com Portugal. Não que o dano seja irreparável – como aconteceu também recentemente na relação com Angola, a genuína fraternidade entre os povos lusófonos tem superado sempre a absoluta estupidez de alguns gestos dos nossos Governos. Apesar do gesto absolutamente estúpido de Xanana Gusmão, os povos português e timorense continuarão a ser, no que mais importa, dois povos irmãos. Disso estamos certos.

Post Scriptum – próximos lançamentos da “Nova Águia”: 21.11.14 - 12h00: Universidade Nova de Lisboa | 24.11.14 - 15h00: Escola Secundária do Restelo.


6 comentários:

Jorge da Paz Rodrigues disse...

Concordando genericamente com o texto, não poso deixar de assinalar que Xanana Gusmão foi pobre (de espírito) e é mal agradecido (a Portugal e aos portugueses).

força nacional disse...

Um comentário muito ponderado.
Eu pessoalmente acredito na limpeza de Xanana Gusmão. E também penso que quando se está construindo algo, neste caso o estado timorense, as vezes podem dar-se medos irracionais que nos levem a fazer cousas que em realidade não queríamos.
Estou seguro que o próprio Xanana, pronto há pôr alicerces para a recuperação da confiança lusófona que nunca deve ser perdida.

alexandre banhos

José Ferreira da Silva disse...

Pequeno episodio de uma longa historia . Não nos podemos perder em detalhes .Mesmo considerando a gravidade dos factos (todos). Importante é o manter intacto o relacionamento entre ambos os povos.

Korsang di Melaka disse...

Fã de XANANA GUSMÃO construida ao lado do "Povo Timorense" que trago no coração, onde entre 2002 a 2005, como cooperante, me foi dado o privilégio divino de conhecer: sofrimentos e dor, lamentações de abandono, ainda por contar. Mas também viver ao seu lado, as alegrias da sua independência como nação soberana, a quem a cooperação portuguesa tem o dever de os amar e ajudar.
Acredito que sim... se as vontades se juntarem na escolha de quem deve ter esta nobre missão. Sejam doutorados, técnicos e mestres de profissões que tanta falta fazem na ajuda ao povo de Timor Leste. Portugal tem uma riqueza de mestres nas mais diversas profissões, não passaram pelas universidades mas sabem fazer.
Um fraterno abraço
Luisa Timóteo

virgilio disse...

Sim, o importante é preservar a amizade e a solidariedade entre os dois povos.

VIRGÍLIO CARVALHO.

Marcos Limoli disse...

XANANA GUSMÃO.

Digno de Honra !

Fielmente.

Marcos Limoli { Linkedin }
[Eventos "Black-Tie ".]

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.