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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sábado, 11 de agosto de 2012

De Agostinho: "português e espanhol andaram sempre em escolas que não foram feitas à sua medida"


“Ensino imperial”[1]

O problema, porém, é o da Universidade em si própria e aqui entenderemos Universidade à maneira francesa, isto é, como todo o corpo de ensino, desde o primário ao superior, que é conduzido pelo Estado ou que por esse sistema se modela, quaisquer que sejam as modalidades de doutrinas ou processos especiais que lhe possa introduzir. A Universidade será, pois, todo aquele corpo de escolas tradicionais que lentamente evoluiu durante a Idade Média a partir das escolas de catecismo; que tomou decisivo impulso com Carlos Magno, o germano que se deu tão mal na Península, que se fixou, quanto a nível superior, na instituição universitária, que é, essencialmente, francesa, inglesa e italiana; que, noutros graus de ensino, incluiu os aperfeiçoamentos de jesuítas e oratorianos; que finalmente tomou a sua forma actual, a sua forma padrão, depois da guerra franco-prussiana.
Esta espécie de Universidade, que não criou jamais problemas para a Europa transpirenaica, que fez sempre tronco comum com ela e de que se tirou tão grande parte de sua glória, nunca se aclimatou, apesar de todos os ventos favoráveis, no solo da Península; previdentemente proibira S. Francisco, de resto sem êxito, porque legam os santos as suas instituições, mas não o mais profundo de si próprios, que seus frades nela ensinassem; e, se é que Salamanca ainda teve alguma importância para a Espanha, Portugal, profundamente franciscano, nunca achou que a sua solução fosse a da Universidade ao modo europeu; àquela ia porque não tinha outra, simplesmente; muita gente nela se educou, não por causa da Universidade, mas apesar da Universidade; e é curioso verificar como os regimes de carácter opressivo, retrógrado, anti-nacionalista e, digamos assim, anti-Quinto Império, trazem todos, infalivelmente, um profunda marca ou de formação ou de interesse pela Universidade.
O mesmo poderíamos dizer que acontece em todos os outros graus de ensino; português e espanhol andaram sempre em escolas que não foram feitas à sua medida (…).


[1] In O Estado de S. Paulo, S. Paulo, 06/10/1957.

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