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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Não mia, não ruge, não pia

Mais um «notável» - agora também por um mau motivo – que se rendeu ao «aborto pornortográfico»»: Mia Couto.
Tal já era evidente a quem folheasse (como eu fiz) o seu último livro, «A Confissão da Leoa» - que, obviamente, não adquiri. E, através da edição mais recente da revista Tempo Livre (Nº 238, 2012/6, páginas 23-28), podemos conhecer mais pormenorizadamente o seu «pensamento» sobre o assunto: «(…) O Acordo Ortográfico mexe com uma coisa tão pequenina, mexe com a ortografia, e a minha reinvenção não se opera exactamente aí… E de facto é um acordo que unifica tão pouco que não me parece que seja motivo para eu me preocupar… (…) Acho que a polémica nasceu de um certo sector em Portugal que viu uma certa perda, que teve um sentimento de que alguma coisa estava a ser mexida no que era um território sagrado, bem português… Provavelmente, essa reacção nervosa existiu sempre que houve um acordo deste tipo, sempre que houve uma revisão ortográfica… Agora é uma coisa mais complicada porque é uma revisão feita por vários países. O que mais importa para Moçambique é saber quais as implicações financeiras que este novo acordo acarreta. (…) A polémica é superficial, o acordo não implica grandes alterações. (…) Aquilo que eu objectei em relação ao acordo foi a sua pertinência, aquilo que foi invocado para a necessidade de introduzir alterações. Mas agora que está aí, acho que é improdutivo brigar contra o acordo. Podemos acusá-lo de várias coisas, de não ser envolvente, de não contar com a auscultação das pessoas que são realmente as donas, as fazedoras da língua. Eu não sou militante dessa causa, de questionar e negar o acordo. É verdade que esse acordo pode resolver algumas coisas que não pareciam ser grande problema e agora que ele está aí as questões são mais de ordem prática. Sinceramente, eu já estou a escrever, já o estou a aplicar e não é um parto tão doloroso assim. (…)»
Quantas contradições, falsidades, insinuações, em tão pouco espaço… Nem «personificando» leões este «gatinho» poderá a partir de agora aumentar a sua dimensão… pessoal e intelectual. Não mia, não ruge, não pia… contra os fascistas linguísticos que estão a tentar impor, à força, uma ortografia «do Minho a Timor». E, com José Eduardo Agualusa em Angola, Mia Couto já pode formar como que um «Mapa Cor-de-Rosa» deste neo-colonialismo cultural. Porém, e ao contrário do que alguns prematuramente – e alegremente – anunciaram, Moçambique ainda não está «perdido», ainda não ratificou o AO90. O que foi aprovado, sim, pelo governo de Maputo foi uma proposta de resolução que será apresentada e votada no parlamento. Resta, pois, esperar que os deputados moçambicanos mostrem ter mais bom senso e coragem do que os seus congéneres portugueses. 

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