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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O Salto de Sebastião


O Salto do Coelho, Amadeo de Souza-Cardoso, 1911


Está na natureza, em que se avista,
Uma liberdade sempre presa,
O que apelido da lembrança mais pura
Que algum anjo sonhou ser Deus,
E com saudade, tomou a sua forma e eternidade,
Caído entre os seus. E não me interessa
Tanto Deus, como esta saudade.
Assim é todo o esforço humano, mesmo o mais cobarde,
Um esforço, para arrancar o coração
E iluminar com ele a sombra daquilo
Que foi nosso e que assombra:
E não me interessa tanto Deus, como a chama.
Gosto, por isso, de paisagens, todas naturais
Onde se soltem os nossos saudosismos
E dancem pardais, borboletas, animais,
Como estando eles presentes, sem miragens.
No jardim, senta-se uma miríade de homens altos
Como o Sol, e mordem-me as pontas do corpo
Que se torna em ambientes enquanto morro.
Hei-de ser, também eu, inteira,
Como uma saudade de mim inteira.


Joana Rodrigues

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