*É um Lusófono com L grande? Então adira ao MIL: vamos criar a Comunidade Lusófona!*
BLOGUE DO MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO

Participe também nas nossas páginas "facebook":

http://www.facebook.com/groups/2391543356/
http://www.facebook.com/groups/168284006566849/

E veja os nossos vídeos:
http://www.youtube.com/movimentolusofono

Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sábado, 14 de julho de 2018

Moçambique – Mia Couto e a justiça de hoje

O escritor Mia Couto diz que continua a perceção de que a justiça moçambicana não é de confiança no seio dos cidadãos. A distância do cidadão, a morosidade e a não solução dos casos considerados quentes segundo o escritor podem estar por detrás desta perceção.

Mia Couto teve sala cheia no auditório do BCI em Maputo para apresentar o seu olhar sobre a justiça Moçambicana. Bem à sua maneira o escritor socorreu-se de metáforas para traduzir aquilo que é a sua perceção da maioria dos cidadãos sobre a matéria. Falou primeiro do futebol para ilustrar o quanto eram céleres e transparentes as sentenças dos árbitros, apesar de nem sempre agradarem a todos.

Mia Couto queria com o exemplo ilustrar o quanto seria desejável que os cidadãos entendessem as decisões e a linguagem dos juízes para o bem da imagem do juiz na sociedade. Na ótica de Mia Couto a justiça continua quase inalcançável e imperceptível para a maioria dos pacatos cidadãos. Depois o escritor citou o resultado de um estudo efetuado em 1990, realizado por magistrados, governantes e outros entendidos na matéria sobre a justiça no continente africano, cujas conclusões, segundo o escritor ainda caracterizam a justiça no Moçambique de hoje.

E para ilustrar este facto, Mia Couto recorreu a alguns dos chamados casos quentes cujo desfecho na justiça não foi conhecido pelos cidadãos ou foi no mínimo suspeito. Começou por citar o caso de mais de uma tonelada de marfim apreendida em 2016, e que levou a detenção de varias pessoas no Vietname, que era o destino final da mercadoria mas que em Moçambique os únicos detidos foram os agentes da polícia que roubaram o marfim que estava à sua guarda, dando a sensação de que o dono do marfim mandou prender os agentes que roubaram ‘’o seu marfim’’.

A palestra que teve notas de abertura do presidente da associação moçambicana de juízes e a moderação da vice-ministra do Interior Helena Kida foi assistida por várias personalidades do sector da administração da justiça e vários outros convidados. Luís Mazoio – Moçambique in “O País”

1 comentário:

Portugalredecouvertes disse...

portanto os poetas são talentosos !

https://poesiesenportugais.blogspot.com/