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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

domingo, 15 de julho de 2018

Afinal, não são

No meu texto aqui publicado no passado dia 14 de Junho, e em que referi e comentei o artigo então saído no Público sobre a atribuição do Prémio José Mariano Gago, promovido pela Sociedade Portuguesa de Autores, a uma obra da qual um dos seus co-autores era também membro do júri daquele, fiz notar que naquele momento não havia indícios de que «este caso de “compadrio cultural”, de atropelo à ética, de “promiscuidade professoral”» iria «ter consequências, mais concretamente, e obviamente, (algumas) demissões».
Na verdade, e não surpreendentemente, essas demissões (até agora) não aconteceram. José Jorge Letria, a quem apelei que cancelasse a entrega do Prémio José Mariano Gago, continua como presidente da Direcção da SPA; Rui Vieira Nery, que, na prática, atribuiu a si próprio aquele prémio, continua como presidente da mesa da Assembleia Geral da SPA, e não consta que entretanto tenha sofrido quaisquer sanções por parte de outras instituições a que está ligado, como a Universidade Nova de Lisboa e a Fundação Calouste Gulbenkian; o mesmo acontece com Carlos Fiolhais e José Eduardo Franco, supostos «vencedores» do prémio enquanto coordenadores principais da colecção «Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa», o primeiro relativamente à Universidade de Coimbra, à Fundação Francisco Manuel dos Santos e à Gradiva, e o segundo relativamente à Universidade de Lisboa e à Universidade Aberta.
Talvez mais significativo, e tanto quanto pude apurar, nenhum dos protagonistas deste lamentável caso se pronunciou publicamente sobre o mesmo e/ou o artigo no Público a ele referente, com excepção de Rui Vieira Nery e apenas em declarações prestadas ao jornalista Rodrigo Nogueira. Da parte do responsável máximo da SPA, nenhuma reacção, nenhum comentário ao Prémio José Mariano Gago após a sua «atribuição». O silêncio sobre este assunto tem sido também constante por parte de Carlos Fiolhais e de José Eduardo Franco, como se pode constatar nas páginas de Facebook de um e de outro. Porém, o mutismo, quanto a este assunto, do professor, investigador e divulgador de Física torna-se ainda mais intenso e mais incómodo quando se considera a sua constante intervenção mediática, em especial no Público, do qual é cronista regular (!), e no De Rerum Natura, do qual é co-fundador e um dos mais prolíficos colaboradores. Naquele blog, precisamente, tentei pela segunda vez entrar em contacto com ele sobre o «caso SPA»: no primeiro post que Fiolhais publicou após a saída do artigo de Nogueira, inseri, no espaço para comentários, às 11.55 horas de 15 de Junho último, e, evidentemente, devidamente identificado, a seguinte pergunta: «Por quanto tempo mais vai manter o seu silêncio sobre a forma irregular (para não usar uma expressão mais forte) com que, juntamente com José Eduardo Franco, “venceu” o Prémio José Mariano Gago?» Previsivelmente, este meu comentário não foi aprovado; no entanto, e curiosamente, CF não tem aparentemente qualquer problema em autorizar comentários anónimos, até mesmo os que são algo ofensivos para ele próprio, como por exemplo este, em contradição flagrante com os requisitos explicitados no blog.
A primeira vez que tentei entrar em contacto com Carlos Fiolhais sobre o «caso SPA» foi, claro, através da mensagem de correio electrónico que lhe enviei a 23 de Maio último, ou seja, no dia seguinte ao da entrega do prémio, e mencionada no artigo do Público. Divulgo agora, pela primeira vez, excertos da mesma: «(…) Infelizmente, esta minha mensagem não tem como objectivo felicitar-vos. Pelo contrário, serve para (vos) sugerir que, assim que for possível, anunciem a recusa do prémio e devolvam os componentes do mesmo, isto é, o troféu e o valor pecuniário de 2500 euros. Porquê? Porque o prémio vos foi atribuído indevidamente, e até irregularmente: um dos membros do júri - Rui Vieira Nery - é também um dos autores-colaboradores da colecção, sendo o coordenador do volume 20, designado “Primeiros Tratados de Música”. Obviamente, é - ou deve(ria) ser - um critério, e exigência, fundamental de qualquer prémio ou concurso que nunca um membro do júri seja igualmente participante do mesmo, directa ou indirectamente. (…) Porquê esperar pelo desenrolar - e, eventualmente, avolumar - de um processo que muito provavelmente se tornará embaraçoso? Confio que o senhor e o Prof. José Eduardo Franco, que creio serem homens de honra, tomarão a atitude correcta, e rapidamente.» Afinal, a atitude correcta não foi tomada, nem rápida nem demoradamente; afinal, não são homens de honra. E o que falta em honra sobra em hipocrisia: talvez para atenuar a cumplicidade, e até a culpabilidade, na elaboração de um «monumento» - em 30 volumes! – a essa ofensiva (porque, efectivamente, ofende) neo-fascista, neo-colonialista, ridícula, inútil, ilegal e prejudicial contra a cultura que é o «acordo ortográfico de 1990», Carlos Fiolhais lá vai divulgando de vez em quando, no De Rerum Natura, indivíduos e iniciativas contra aquele.
Que não se pense, contudo, que este «caso SPA», esta autêntica fraude intelectual perpetrada contra a ciência, contra outros eventuais e reais concorrentes (para além de mim e do meu livro «Nautas»), e, mais grave ainda, contra o nome e a memória de José Mariano Gago, é um «incidente» isolado. Não será mais do que um «elo da cadeia», do que uma demonstração, entre muitas, de um «padrão». Com efeito, pouco depois da publicação do artigo no Público, fiquei a saber que, em Janeiro último, Rui Vieira Nery recebeu o Prémio Universidade de Coimbra 2018, atribuído por um júri do qual fazia parte… Carlos Fiolhais. Que interessante! Que mais poderá haver por aí à espera de ser (re)descoberto?  

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