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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Austrália - Obra de teatro mostra espionagem australiana em Timor-Leste nas negociações de fronteiras

A acção de um grupo de agentes australianos que em 2004 aproveitou um suposto programa de assistência humanitária para colocar um sistema de espionagem no Palácio do Governo em Timor-Leste é o mote de uma nova peça de teatro australiana



“Greater Sunrise” – que é também o nome de um projecto petrolífero no Mar de Timor – foi escrita por Zoe Hogan, que viveu e trabalhou em Timor-Leste entre 2011 e 2012 (no âmbito de um programa de voluntários do Governo australiano).

O escândalo da espionagem foi o mote para uma história que começou por ser uma tentativa de escrever sobre a vida de um estrangeiro em Díli e acabou a mostrar “como a Austrália tem lidado com Timor-Leste, especialmente depois da independência”.

Os antecedentes, explicou Hogan, em entrevista telefónica a partir de Sydney, “são chocantes” e representam “uma violação óbvia pela Austrália da lei internacional”, apesar de na prática serem “triste e previsivelmente decepcionantes” e mais um exemplo “de um grande a aproveitar-se do vizinho mais pequeno”.

O caso, que só foi descoberto em 2013, causou um dos momentos de maior tensão diplomática entre Díli e Camberra, especialmente porque a espionagem foi feita quando os dois países negociavam as fronteiras marítimas.

O homem que denunciou a espionagem, conhecido apenas como Testemunha K, continua sem passaporte, na Austrália, impedido de sair do país.

Camberra recusava aceitar a linha mediana de fronteiras e insistia numa divisão de receitas do Mar de Timor de recursos que estavam do lado timorense, postura a que só cedeu com a assinatura, este ano, de um novo tratado.

Esse tratado, assinado a 6 de Março em Nova Iorque, colocou a linha onde Timor-Leste sempre reivindicou, o que implica que os poços explorados, cujas receitas teve que dividir com Camberra, são totalmente timorenses.

Estima-se que cerca de cinco mil milhões de dólares de receitas timorenses referentes a esses poços tenham ido para os cofres australianos.

Com experiência em cinema e no palco – foi um dos atores nos dois maiores filmes feitos em Timor-Leste (Balibo e A Guerra de Beatriz) – o único actor timorense da peça, José da Costa, destaca o facto de a peça mostrar um assunto que é desconhecido para muitos na Austrália.

“Parece estar algo escondido. Há muitos que depois da peça pedem mais informação. A obra é historicamente baseada em factos reais mas depois é preciso explicar mais”, disse.

O mesmo ocorre com muitos dos jovens em Timor-Leste que podem não conhecer as dimensões de um assunto complexo, pelo que “era importante mostrar também esta peça” em Timor-Leste.

Hogan rejeita a posição dos que, no Governo australiano, defendem que Timor-Leste deve estar agradecido pelo apoio que a Austrália tem dado ao país, insistindo que a questão é muito mais ampla.

“Isto é uma questão de justiça e não sobre caridade ou generosidade”, disse.

Ainda que tenha conhecido muitos activistas timorenses envolvidos no caso de Timor-Leste, Hogan admite que junto do público em geral possa haver muito desconhecimento sobre este caso e sobre a realidade timorense.

Ainda que inspirado em eventos reais, o autor insiste que a história é essencialmente de ficção, sem ser baseada na vida de ninguém em concreto. Especialmente positivo é o facto de no palco estar um actor timorense, disse.

“Não teríamos produzido a peça se não tivéssemos um actor timorense. A peça tem muito tétum, é particularmente bonito ouvir tétum num palco em Sidney, onde muito do público nunca sequer ouviu a língua”, explicou.

“Penso que é a primeira vez que numa produção num palco em Sydney temos o tétum. É muito importante poder promover a nossa língua num espectáculo com tanto público. Nas conversas com o público, depois, muitos dizem que gostaram de ouvir a língua”, sublinha José da Costa.

O objectivo agora é levar a peça a outras cidades australianas, nomeadamente Melbourne e Darwin, mas também até Timor-Leste. A peça está em cena no Belvoir Theatre até 21 de Abril. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

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