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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Angola terá crescimento de 3,3% em 2016, ou metade de 2014, prevê Banco Mundial

Angola terá crescimento de 3,3% em 2016, ou metade de 2014, prevê Banco Mundial

 

A economia de Angola deverá crescer este ano menos de metade da expansão registada antes da descida dos preços do petróleo, abrandando de 6,8% em 2014, para 3% em 2015 e 3,3% este ano.

De acordo com as "Perspectivas Económicas Globais", do Banco Mundial, divulgadas em Washington, Angola deverá acelerar ligeiramente a expansão económica este ano, passando de 3% em 2015 para 3,3%, este ano, o que representa um crescimento de menos de metade do período pré-crise petrolífera e cerca de metade do desempenho de 2014.

A previsão de evolução de 3,3% para a economia angolana está abaixo da perspectiva para o crescimento económico na África subsariana, que o Banco Mundial prevê que acelere de 3,4% em 2015 para 4,2% em 2016, ainda assim abaixo dos 4,6% registados em 2014.

Para o futuro, o panorama também não é risonho: "O ambiente económico global apresentar-se-á provavelmente menos favorável ao crescimento na África Subsaariana em anos futuros, à medida que uma redução nos preços das matérias-primas e condições financeiras mais constrangidas refreiam a actividade", diz o documento.

"A actividade económica na África Subsaariana abrandou para uma taxa de 3,4% em 2015, abaixo dos 4,6% do ano anterior, em resultado dos preços mais baixos das matérias-primas, de um abrandamento económico nos principais parceiros comerciais, graves dificuldades de infraestruturas, instabilidade política e escassez de energia eléctrica", diz o relatório que nota que este foi "o resultado económico mais fraco da região, desde 2009".

O abrandamento do crescimento económico, afirma-se no documento, "foi mais pronunciado entre os exportadores de petróleo", nomeadamente Angola e Nigéria, os maiores exportadores da região, mas as perspectivas são moderadamente positivas, prevendo-se que "o crescimento económico na região poderá recuperar, atingindo 4,2% em 2016, à medida que os preços das matérias-primas estabilizam e o fornecimento de energia eléctrica melhora em muitos países".

Sobre Angola especificamente, o relatório do Banco Mundial nota que, "prevendo-se que os preços do petróleo se manterão baixos, as receitas fiscais irão provavelmente declinar em Angola e na Nigéria, criando défices".

Em Moçambique, cuja previsão de crescimento aponta para uma ligeira aceleração de 6,3% em 2015 para 6,5% este ano, o Banco Mundial diz que "em alguns países exportadores de matérias-primas, prevê-se que alguns governos invistam largamente em infraestruturas de energia e transportes, recorrendo a emissões de títulos, como no caso da Etiópia, parcerias público-privadas, como em Moçambique, Ruanda e Tanzânia, e a financiamento da China".
Entre os riscos que a região enfrenta este ano, o Banco Mundial aponta o terrorismo e sublinha que "novas baixas do preço do petróleo reduziriam o orçamento dos governos nos países produtores e, um abrandamento, mais rápido que o esperado, na China, poderia fazer subir a pressão dos preços das matérias-primas o que, por seu turno poderia atrasar investimentos planeados em sectores de recursos naturais".

Dinheiro Digital com Lusa

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