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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

PM de Cabo Verde pede mesma solidariedade mundial a atentados terroristas em África

PM de Cabo Verde pede mesma solidariedade mundial a atentados terroristas em África      


O primeiro-ministro de Cabo Verde pediu hoje a mesma solidariedade da comunidade internacional aos muitos atentados terroristas e atos violentos nos países africanos, tal como aconteceu recentemente nos atentados de Paris.
"O mundo reagiu muito bem aos ataques que aconteceram em Paris. Houve uma grande solidariedade de todo o mundo livre, de toda a humanidade. Mas vejam a reação em relação a um conjunto de atentados terroristas no continente africano, não tivemos a mesma solidariedade ou a mesma dimensão da solidariedade no mundo inteiro", sustentou José Maria Neves.
O chefe do Governo cabo-verdiano, que falava aos jornalistas na Cidade da Praia no âmbito de um congresso sobre a história de África, deu como exemplo o rapto no ano passado de mais de 200 jovens na Nigéria por parte da organização extremista islâmica Boko Haram, de várias bombas que explodem em marcados, hotéis, de várias crianças violadas e assassinadas.
"É preciso que todos os seres humanos da África, da Europa, das Américas, que todo o ser humano seja tratado da mesma forma, somos todos iguais e merecemos todos a mesma solidariedade", pediu José Maria Neves, para quem é preciso maior conhecimento, redescobrir e "contar a verdadeira história" de África para se poder enfrentar os desafios de hoje.
"Designadamente questões que têm a ver com o crescimento económico, a construção do Estado, a afirmação das liberdades, o reforço da cidadania. São questões que merecem a nossa atenção, mas só poderemos sair delas com sucesso se afetivamente conhecermos a história do nosso continente", prosseguiu.
Para José Maria Neves, a história de África, que tem sido contada a partir de fenómenos negativos, como guerras, desigualdades, violência, doenças, corrupção, fomes, intolerância, deve ser reescrita e reforçada, para se poder conhecer melhor o percurso do continente, formular as melhores questões e equacionar as melhores respostas para os desafios.
O chefe do Governo afirmou que o contributo de Cabo Verde já está a ser dado com a realização do primeiro Congresso sobre a História de África, Ancestralidade e Africanidades (CHAAA), uma iniciativa do Ministério da Educação e Desporto e da Universidade de Santiago (US).
O evento, que terá duração de três dias, pretende promover uma reflexão pluridisciplinar e transacional sobre a história de África e mostrar o contributo e a importância de Cabo Verde na história do continente e no novo mundo, no ano em que o país assinada os 555 anos da sua descoberta e os 40 anos da independência.
As conferências vão acontecer nos campos da Universidade de Santiago, na Praia e em Assomada, envolvendo especialistas cabo-verdianos e estrangeiros, de países como Brasil, Portugal, Cuba, França, Suécia, São Tomé e Príncipe, México.
O reitor da Universidade de Santiago, Gabriel Fernandes, salientou que a ideia é a "assunção conjunta" das responsabilidades para com as futuras gerações, revalorização do legado comum e reinterpretação da história do continente africano.
"Não podemos continuar a consumir acriticamente aquilo que nos é disponibilizado. É fundamental que se faça uma reanálise, que se traga para a arena reflexiva e crítica aquilo que é oferecido no âmbito académico, social e político", afirmou o reitor, garantindo que resultados serão divulgados e publicados em livro.
Diário Digital com Lusa

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