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MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia


Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de uma centena de milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por mais de meia centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia. Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Estudo revela várias fragilidades no sistema educativo da Guiné-Bissau

Estudo revela várias fragilidades no sistema educativo da Guiné-Bissau


Um estudo hoje apresentado em Bissau revelou várias fragilidades no sistema educativo público da Guiné-Bissau, notando que sem correções o país poderá ter dificuldades em promover o desenvolvimento.
O estudo realizado em 2014 pelo Governo guineense, em colaboração com as agências das Nações Unidas, UNICEF e a UNESCO, visou evidenciar os pontos fortes e as fragilidades do sistema educativo e ao mesmo tempo propor medidas de solução.
A instabilidade política, vulnerabilidade social e económica, fraco parque escolar e mal distribuído, abandono escolar precoce, alto nível de reprovações dos alunos, magro salário dos professores e escolas distantes das comunidades, estão entre as fragilidades.
Por outro lado, cerca de 44% das crianças que deviam estar cumprir a escolaridade obrigatória estão fora do sistema e 63% das despesas correntes com a educação das crianças guineenses são suportadas pelos pais.
O Estado apenas paga os salários aos docentes, deixando de lado as suas outras responsabilidades com o sistema educativo, assinala o estudo que agora está a ser discutido por técnicos da Educação e peritos das Nações Unidas.
O exercício conclui que a Guiné-Bissau é afetada por uma pressão demográfica que leva ao aumento da demanda da população pelas escolas que, por sua vez, tendem a escassear cada vez mais.
Cerca de 22,7% de guineenses estão na idade de frequentar o ensino básico, ou seja, dos seis aos 14 anos.
Em 2013, o Estado apenas dedicou 11,4% do seu orçamento para o sector da Educação, o que se situa "muito abaixo" da dotação noutros países com o mesmo nível de pobreza da Guiné-Bissau, revela ainda o estudo.
Nestes países, com o Produto Interno Bruto (PIB) por habitante não superior aos 800 dólares (730 euros), o Estado gasta em média 23% do orçamento com o sector da Educação, acrescenta.
Para se ter uma ideia do nível de aprendizagem nas escolas públicas, o estudo avaliou mais de dois mil alunos do segundo e quinto ano escolhidos de forma aleatória para testar os seus conhecimentos em Matemática e Língua Portuguesa.
O resultado médio alcançado pelos alunos do segundo ano a Português foi de 48,1 em 100 pontos e 49,8 em 100 a Matemática.
O mesmo teste foi submetido aos seus professores que também apresentaram dificuldades para responder às perguntas.
"No segundo ano, seja em Português ou Matemática, os professores não conseguem responder corretamente a cerca de 10% das perguntas colocadas aos alunos", lê-se nas conclusões do estudo.
Refere ainda que a Guiné-Bissau regista "um dos mais baixos níveis de escolarização" ao nível africano, tendo em média um individuo ativo ocupado no mercado de trabalho um nível de estudo inferior ao quarto ano do ensino primário.
Apenas 10% dos trabalhadores guineenses tiveram 10 anos de estudos completos durante a juventude, o que faz com que possam ser considerados alfabetizados na fase adulta, sublinha o estudo, dando o exemplo dos avanços registados em São Tomé e Príncipe.
"Para tirar o país da pobreza e caminhar para um arranque económico devem ser feitos esforços a médio prazo (...) para se aproximar do que se observa em São Tomé e Príncipe onde o acesso à educação é quase universal", relata o estudo.
Diário Digital com Lusa

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