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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

quinta-feira, 28 de maio de 2015

No PÚBLICO: "Exortação ao Bloco de Esquerda"



Tiago Ivo Cruz (T.I.C.), assessor parlamentar do Bloco de Esquerda, entendeu por bem solidarizar-se publicamente com António Pinto Ribeiro (A.P.R.), nas páginas do Jornal PÚBLICO (“As pessoas sérias e a Cultura, au Congo”, 14.05.2015). Este meu texto não pretende ser uma crítica ao seu gesto, nem sequer uma resposta à insinuação torpe que me faz – ao contrário de T.I.C., não tenho como objectivo de vida ser assessor de um partido político e, por prezar muito a minha independência de espírito e de expressão, tenho pago o respectivo preço, de que não me queixo. Como diria o outro: “É a vida!”.
Uma dúvida me assaltou, porém, ao ler o seu texto – sobretudo porque T.I.C. se apresenta como “assessor parlamentar do Bloco de Esquerda”. E a dúvida é a seguinte: será o Bloco de Esquerda, no seu todo, solidário com o discurso assumidamente anti-lusófono de A.P.R.? Volto a recordar que, nas páginas do mesmo jornal, A.P.R. qualificou, de forma reiterada, a Lusofonia como um “logro”, uma “forma torpe de neo-colonialismo”, a “última marca de um império que já não existe”.
O facto de eu, enquanto presidente de um movimento cultural e cívico descomplexadamente pró-lusófono, ter de novo defendido o conceito e, tão ou ainda mais importante, o bom-nome das muitas pessoas (cada vez mais) que, à esquerda e à direita, dentro e fora do MIL, o assumem, constitui para T.I.C. uma “crítica gratuita” (?) – como se os pró-lusófonos não pudessem defender-se do anátema lançado por A.P.R.. Mas o mais espantoso não é sequer isso. Na sua apologia de A.P.R., o mundo divide-se, de forma assaz maniqueísta, entre aqueles que pensam como ele e os europeus colonialistas da primeira metade do século XX, alegadamente retratados no livro Tintin no Congo (!).
Ou seja, em suma: ou se é anti-lusófono, como A.P.R., ou se é pró-colonialista e racista. T.I.C. poderá não acreditar – e eu acredito que não acredite – mas o mundo é bem mais complexo do que isso. Nem eu acredito, de resto, que no Bloco de Esquerda toda a gente pense assim. Nos últimos tempos, por manifesta (boa) inspiração do Syriza, tenho até visto algumas pessoas do Bloco de Esquerda a usar um outro conceito “maldito”: o de Pátria... Como sou paciente, ficarei a aguardar que, contra a opinião de alguns assessores e de A.P.R., o Bloco de Esquerda assuma no seu Programa Eleitoral para as próximas Eleições Legislativas a expressa defesa da Lusofonia.

5 comentários:

Ricardo Lucefece disse...

Sou da mesma opinião... Um abraço

Anónimo disse...

Bem visto. Tenho dó... que à esquerda e à direita, ainda hoje haja quem não consiga (ou queira) reconciliar-se com nada. Talvez, se A.P.R. retirasse a nacionalidade portuguesa a quem nasceu nas «colónias» (como ele, aliás) antes de 1974, resolvesse o problema 'torpe'...?? Ou,a gosto, meditasse sobre as declarações centenárias de António José de Almeida ("É necessário que, ao chegarmos ao fim da guerra, possamos manter intacto, se não aumentado, o nosso domínio colonial de África."). Entre outros...

Jorge da Paz Rodrigues disse...

Bem visto Epifânio.
Mas temo que seja tempo perdido..

lourencoalmada disse...

Muito bem meu caro.
Um abraço solidário,
Lourenço

Anónimo disse...

O que já tem verdadeiras barbas brancas e pertence ao cemitério é o próprio conceito de "esquerda-centro-direita", como tripartição de ideais políticos, ideológicos, filosóficos ou culturais. Semelhante trisectarismo é hoje uma ilusão que todos alimentam à força, cada um à sua maneira e com as suas pinceladas coloridas, supostamente pessoais, por falta de uma alternativa unitária e pan-humanística dirigida ao futuro coletivo. Mas sobretudo por medo de assumir a sua inteira liberdade individual, sem colagens a "blocos".