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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

domingo, 19 de junho de 2016

Declaração MIL sobre o anunciado adiamento da próxima Cimeira da CPLP



Conforme o noticiado em vários “media”, o Secretário-Executivo da CPLP em exercício, Murade Murargy, antecipou que a recente crise política no Brasil poderá ter implicações no agendamento da próxima Cimeira da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Lembrou ainda que, até ao final de 2016, decorrerão no Brasil os Jogos Olímpicos, havendo, para além disso, Eleições Presidenciais em São Tomé e Príncipe e em Cabo Verde, que também terá Eleições Autárquicas. Lembrou, por outro lado, a Cimeira da União Africana em Julho (esta, por sua vez, não adiada) e o mais recente episódio da crónica crise política da Guiné-Bissau, que culminou com o Presidente da República, José Mário Vaz, a demitir o Governo de Carlos Correia, empossado há menos de um ano (Setembro de 2015).

Todas essas alegações são decerto pertinentes (e mais algumas se poderiam aduzir, como a crise política que se vive em Moçambique), mas não constituem, a nosso ver, razão suficiente para justificar o adiamento da próxima Cimeira da CPLP. Não apenas, desde logo, pela importante Agenda dessa Cimeira: onde se irá eleger a nova Presidência da Comunidade, que transita de Timor-Leste para o Brasil, bem como substituir o Secretário-Executivo, tendo como única candidata à sua sucessão a antiga Primeira-Ministra e Governadora do Banco Central de São Tomé e Príncipe em exercício, Maria do Carmo Silveira – a quem desde já desejamos o maior êxito. Mas, sobretudo, por ser (mais) um sinal de que a CPLP continua a não ser uma aposta estratégica para os diversos Países de Língua Portuguesa.

Como temos mil vezes reiterado, só quando os diversos Países de Língua Portuguesa derem provas de apostarem realmente num caminho de convergência entre si – no plano cultural, desde logo, mas também, cumulativamente, nos planos social, económico e político –, é que a CPLP poderá apresentar obra. Enquanto essa aposta continuar a ser a última das prioridades para os diversos Países de Língua Portuguesa, a CPLP continuará a ser o que tem sido ao longo destas duas décadas: uma prateleira dourada para políticos e diplomatas em fim de carreira, uma plataforma político-diplomática com um discurso bem-intencionado mas quase por inteiro inconsequente, por não ter meios para cumprir esse caminho de convergência. Apelamos, pois, para que a próxima Cimeira da CPLP se realize na data prevista. Não podemos continuar a adiar o nosso comum sonho lusófono. Nos vinte anos da sua existência, impõe-se que a CPLP se comece enfim a cumprir.

MIL: Movimento Internacional Lusófono

18 comentários:

danilo disse...

Subscrevo na íntegra a declaração. Acho que todos os problemas aí mencionados deviam reforçar ainda mais a necessidade dessa cimeira.

Jorge da Paz Rodrigues disse...

Concordo com o texto proposto, pois o adiamento da cimeira só vai adiar a afirmação da CPLP no Mundo.

Sugiro que o texto seja enviado não só aos órgãos de informação, mas também aos Presidentes e Ministros dos Negócios Estrangeiros de todos os países.
Cordialmente,
Jorge da Paz Rodrigues

Luís de Barreiros disse...

Parece-me pertinente que não se adie, dadas as razões apresentadas...
Saudações

Mario disse...

Concordo com o texto.

Nuno Sotto Mayor Ferrao disse...

Subscrevo na íntegra o teor da declaração apresentada pelo MIL, porque, não obstante as várias crises manifestas em vários países lusófonos, as instituições requerem sentido de continuidade sem interrupções de calendário. Concordo, pois, inteiramente que urge dar um sinal claro de que a convergência lusófona é uma prioridade, como o tem sinalizado o atual Presidente da República Portuguesa. Com efeito, festejar os 20 anos da CPLP exige compromisso com o espírito supranacional dos seus fundadores.

Cordial e fraternalmente,
MIL-ilitante Nuno Sotto Mayor Ferrão

Maria Afonso Sancho disse...

Concordo!
AbraçoMil

Flávio Gonçalves disse...

Subscrevo na integra, todas essas razões deveriam servir para apressar a cimeira em vez de para a adiar.

SAM disse...

Acrescentaria apenas "nos planos social, humanitário, económico e político" que, mesmo parecendo redundante, é diferente e é necessário sempre lembrarmos à CPLP o seu papel como protagonista do desenvolvimento humano das regiões nas quais atua (ou deveria atuar).
Concordo também que uma cimeira não deve ser adiada, em especial se os emolumentos legais prevêem a sua realização. Entretanto, preocupa-me o Brasil assumir a sua presidência neste momento específico da sua história — mas acho que esta é outra questão!
Abraços a todos

força nacional disse...

completamente de acordo com o texto que se propõe, bem ajustado e pertinente

alexandre banhos

Joaquim Pinto disse...

Totalmente de acordo, quando à forma, conteúdo e pertinência do mesmo.

Joaquim Pinto

Pedro Morais disse...

Subscrevo a proposta de declaração do MIL.

João Paulo Barros disse...

Concordo.

Korsang di Melaka disse...

Concordo totalmente com o texto como todos os que se afirmam lusofonos (para deixar bem claro que nada deverá alterar a cimeira da CPLP) sendo o seu papel construir a PAZ e a Tolerância prioridades absolutas para a humanidade. Se não o fizermos urgentemente tudo se perderá.
A mudança do secretário geral apresenta-se como uma oportunidade de mudar o rumo da CPLP vão 20 anos, um século comparando ao tempo da epopeia dos descobrimentos, que em menos tempo se reencontraram e cruzaram povos e comunidades, se abriram as mais diversas portas do conhecimento e desenvolvimento.
Bem hajam todos os pareceres de apoio a este documento do MIL.
Concordo ainda que nenhum Embaixador (que em representação dos presidentes das repúblicas fora do seus países) devem ter conhecimento e agir em conformidade.
Abraço fraterno

V. Fortes disse...

Todas as questões aqui referidas sustentam a necessidade de soluções e, por conseguinte, a realização da cimeira no prazo estipulado, sob pena de se verem adiadas as conclusões e implementação das resoluções daí resultantes. Por esses factos, subscrevo na íntegra, a Proposta de Declaração do MIL.
Cordiais cumprimentos.
Victor Fortes

Jesus Carlos disse...

É até caso para dizer que esta crise brasileira comparada à CPLP vale só três vinténs.
Aprovada.

João Santos Fernandes disse...

O NOSSO MIL TEM FEITO MAIS QUE MIL POLÍTICOS, MAS A CPLP ATÉ HOJE NÃO TEM SIDO UMA CADEIA DE UNIÃO, TÃO SOMENTE UM PRATO DE ESPARGUETE FEITO DE CORDÕES UMBILICAIS, LIGANDO UMBIGOS ENTRE SI E NÃO AMARRAS AO VENTRE DAS SUAS MÃES-PÁTRIAS. NÃO DEVEMOS JULGAR AS COISAS QUE ELAS JULGAM-SE POR SI.
João Santos Fernandes

Ivo da Rocha disse...

Só quando virem que a CPLP representa uma "força", é que a UE e a Comissão Europeia verão com outros olhos cada um dos países membros da CPLP. Ivo da Rocha

Orlando Piedade disse...

Plenamente de acordo

Saudações