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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Adriano Moreira: Língua portuguesa não é para "lidar com tratados" e "imposições"

O professor universitário Adriano Moreira defendeu na quarta-feira que a língua portuguesa “não é matéria para lidar com tratados” e “imposições”, devendo sim ser encarada como “um objeto para manter sob grande observação, mas deixando fluir”.


“A língua não é um objeto para mexer com tratados. É um objeto para manter sob grande observação, para tratar com carinho, acompanhando as mudanças inevitáveis, mas deixando fluir o que é próprio do fenómeno cultural”, argumentou.

O professor universitário e analista político falava à agência Lusa à margem da Conferência “Português, Língua Global”, na Universidade de Évora, promovido pela Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O encontro, que decorre ao longo de todo o dia, pretende contribuir para a sensibilização e mobilização de organizações da sociedade civil no desafio de afirmar e valorizar a língua portuguesa.

Na sua intervenção, Adriano Moreira lembrou que a língua portuguesa “não é neutra”, pois, abrange “latitudes e culturas muito diferenciadas” e foi submetida “a um fenómeno natural” que passou por “cada região lhe ter acrescentado valores”, os quais “não estão presentes nos outros sítios”.

“O Brasil, por exemplo, tem valores que são ameríndios e africanos, mas também japoneses, alemães e italianos que nós [em Portugal] não temos”, indicou, em declarações à Lusa.

Por isso mesmo, continuou, apesar de ter um tronco comum, a língua portuguesa “não é nossa”, ou seja, de Portugal, devendo sim ser encarada como “também sendo nossa”, isto é, de Portugal e de cada um dos países da CPLP.

Questionado sobre esta diversidade da língua portuguesa e acerca do Acordo Ortográfico, que ainda não tem aplicação obrigatória no Brasil (previsto para início de 2016), nem foi aplicado em Angola ou Moçambique, o analista criticou esta forma de uniformizar através de tratado.

“Esta matéria não é para lidar com tratados. Pode haver diretivas, mas imposições em relação à língua? A língua não se subordina a essas imposições”, insistiu, frisando que esta situação só se vai ultrapassar “não cometendo o mesmo erro outra vez”.

O secretário-executivo da CPLP, Murade Murargy, realçou à Lusa que a questão da língua “é um grande compromisso histórico” assumido pelos países da CPLP e reconheceu que, em relação ao Acordo Ortográfico, que “já está em vigor”, vai “sempre haver” diversidade de opiniões.

O mesmo responsável, à margem da conferência, defendeu ainda que, para que a língua portuguesa seja “amplamente difundida”, é preciso “passar dos discursos às ações concretas”, ou seja, “é necessário um compromisso financeiro”, com a afetação de recursos dos vários países, para alargar o ensino e a internacionalização do português.

Exemplo disso é a disponibilização do português como língua oficial nas Nações Unidas, frisou: “É preciso pagar”, pelo que “tem de haver um engajamento político, com implicações financeiras, para que tal aconteça”.

Fonte: Presidência CPLP 2014/2016

1 comentário:

João Paulo Barros disse...

Permitam-me lhes explicar! O Brasil ainda tem uma Democracia imperfeita. A nossa classe política ainda teima em desconsiderar a opinião pública, tanto que ultimamente os cidadãos começaram a sair às ruas para protestar, demonstrar insatisfação. Há assuntos que neste século XXI a população tem que ter a palavra final. Três exemplos são o Mundial de Futebol que houve em 2014 (Copa do Mundo), as Olimpíadas de 2016, e uma Reforma Ortográfica. E os políticos brasileiros não respeitam nem o conceito de "Coisa Pública" (República), pois têm mentalidade patrimonialista, e nem o espírito da Democracia, porque têm mentalidade oligárquica.

E a Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa tem que ser referendada em cada um dos países lusófonos. Se os povos não querem que mudem a ortografia com a qual estão acostumados, os governos têm a obrigação de respeitar a vontade popular.

O idioma é patrimônio do povo, não é algo a satisfazer interesses econômicos e geopolíticos. O Acordo Ortográfico de 1990 foi um erro que causou grande transtorno, e eu pessoalmente sou à favor de cancelá-lo.

Não há problema em tentar fazer outra Reforma Ortográfica, mas a vontade popular tem que ser respeitada, e a participação da negociação tem que ser ampla, aberta à sociedade civil.