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Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

"Para as urtigas com a Lusofonia?"


16 comentários:

Jorge da Paz Rodrigues disse...

Certíssimo renato Epifânio.

Como dizia o poeta, "o sonho comanda a vida". A Lusofonia vai demorar a "entranhar-se, mas vencerá!

Eduardo Aroso disse...

Bom artigo, Renato. Certeiro.
Eduardo Aroso

Paulo Pereira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
montanha iluminada disse...

A questão da lusofonia pode ser um mito como tantos outros: liberdade, igualdade entre homens e mulheres, igualdade salarial entre pessoas com a mesma formação e outros mitos sociais. Comunidades etnicamente e até culturalmente variadas, mas fundamentalmente unidas por uma língua comum que é a língua portuguesa fazem a base da lusofonia. Mais do que mito, a lusofonia pode e deve ser um projeto comum de que beneficiarão as próprias comunidades envolvidas, os indivíduos lusofalantes espalhados pelo mundo e em diáspora no que diz respeito à unidade nacional de cada país, à integração internacional e aos benefícios políticos e econômicos e culturais. O que de momento se precisa é que haja e se mantenha um projeto ambicioso de lusofonia. Para mantê-lo porém é necessária uma estratégica e bem nutrida sustentação, a nível institucional, envolvendo os governos, a CPLP, o PALOP e outras associações. Falando de língua portuguesa, a primeira coisa que deve ser dita é a de que todos os países têm uma língua oficial e formal e uma língua informal ou popular. Não é um simples problema de sotaques. É um problema de uso linguístico duplo de que os cidadãos lançam mão como praticidade. Um cidadão com ambições políticas, culturais, empresariais ou de ascensão administrativa superior, estudará a língua em seu nível mais alto e exigente para poder concorrer com seus iguais nas mais altas esferas funcionais do país. Jornalistas, professores, profissionais liberais buscarão esta primeira via da língua portuguesa culta. Os demais cidadãos poderão contentar-se com o uso informal e popular da língua. Na Alemanha temos o hoch deutsch e o platt deutsch, o alemão culto e o alemão popular. Nos países africanos de língua portuguesa, temos o português como língua oficial e algumas línguas nativas como línguas nacionais. Outros países, como Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe têm o português como língua oficial e o crioulo como língua preferencial de contato. Na Guiné Bissau, por exemplo, há ainda o balanta, o manjaco, o fula, o mandinga e outras línguas faladas entre a população de cada tribo. assim como em Moçambique e Angola. Aquilo que se chama língua de rua corresponde à língua popular de contato. Fenômeno que temos também em países não africanos de língua portuguesa. Em Portugal, quando vou ao Porto, ou a Braga ou a Montalegre, nas feiras, no comércio e na rua sempre ouço uma língua que não é a língua oficial das escolas, a língua culta. Nem no sotaque, nem no vocabulário, nem na sintaxe. É a língua da rua. Mas isto é o fenômeno mundial do desdobramento da língua em suas falas, suas variedades e suas diferenças. A língua e os idiomas gerados dentro das comunidades.
Sendo assim, acho a lusofonia uma forma nobre de comunicação, apta a aproximar pessoas e comunidades. Vamos lutar por esta nobre causa que só pode trazer benefícios na expansão do livro em português, no alargamento internacional da comunicação em língua portuguesa, no intercâmbio cultural e educacional, na entreajuda estratégica e econômica dos povos e sobretudo nas relações internacionais de projetos que interessem a nossos cidadãos e nossos países. Brasília, 17 de setembro de 2013
João Ferreira

António Pedro Dores disse...

O Renato Epifânio traz com ele a responsabilidade auto assumida de fazer frente a preconceitos profundos. Admiro-o por o fazer de uma forma isenta e apaixonada, que é a única forma de se ser isento. Comento para chamar a atenção para a trapalhada que é, nas universidades portuguesas de ciências sociais, que conheço, a tentativa de fazer o "upgrading" para ensinar em inglês, necessariamente com professores que não o falam como primeira língua, isto é, remetendo imediatamente para a segunda divisão o seu trabalho (efectivamente assim colonizado). Isto por vergonha de afirmar a especificidade e natureza da sua própria língua e cultura? O que está a acontecer a este nível é colaboracionismo com as intenções hegemónicas que, de resto, nos trazem à trela, ou sob tutela como diz uma parte do governo.

Korsang di Melaka disse...

Caro Renato

Muito bem. O tempo tem custos mas tem que ser ... acrescentar que a alma da lusofonia existe e perdura em todos os paises e regioes onde se falam os crioulos de origem portuguesa.
De seguida vou ler para conforto, algumas frases soltas do Professor Agostinho da Silva presente no mundo LUSOFONO e na LUSOFONIA.
Luisa Timoteo

UM POUCO DE TUDO disse...

A CONSTRUÇÃO DA LUSOFONIA

Lauro Moreira

Meu caro Renato, você já conhece bem minha posição sobre este assunto, inteiramente coincidente com a sua. Ou seja:

Há uma evidente dificuldade de se conceituar e definir o termo lusofonia, uma vez que o enfoque meramente linguístico não esgota a questão. Impõe-se uma visão política, mais abrangente, mais inclusiva. Nesse sentido, verificamos que o uso comum de uma língua, aliada a uma convivência de povos ao longo de séculos, formando um patrimônio histórico comum, acabou por conformar não apenas um espaço lusófono, mas sobretudo um espírito lusófono, que leva igualmente em conta aspectos psico-sociais extremamente relevantes. Considerando-se apenas os aspectos linguístico, não se poderia chegar a um conceito correto desse fenômeno. Bastaria ver a situação da Língua Portuguesa nos oito países que hoje constituem a CPLP, espalhados pelos quatro Continentes. De acordo com dados estatísticos correntes, sabemos que em Cabo Verde a língua mais utilizada é o Crioulo (Kabuverdianu); que em São Tomé e Príncipe, o Santomé (ou Forro) é falado por 73% das pessoas, restando ainda duas outras línguas nacionais (o Lunguyé e o Angolar); que em Moçambique coexistem 43 línguas nacionais, além do Português, que não é majoritário e que como língua materna é ultrapassado por quatro outros idiomas locais; que em Angola há 41 línguas nacionais, como o Quimbundo, falado por 20% dos angolanos e o Umbundo, por 26%; que na Guiné-Bissau falam-se 21 línguas diferentes, sendo o Crioulo a mais importante, adotada por cerca de metade da população, onde apenas uma pequena parcela de 11% domina e utiliza o Português. E finalmente, o caso extremo do Timor-Leste, onde não mais de 10% fala o Português, a terceira língua, após o Mumbai e o Tétum. Ou seja, com a exclusão de Portugal e Brasil, seria de fato tecnicamente incorreto falarmos de povos lusófonos, os desses países onde o multilinguismo está presente de maneira tão dominante.
Logo, o que chamamos de lusofonia é algo que transcende à questão linguística. Podem não ser povos exclusivamente lusófonos, mas são também lusófonos, ainda que minoritariamente. Quer queira-se, quer não, vale repetir, há um espaço lusófono ocupado por esses países, e há sobretudo um espírito lusófono, gerado por uma convivência e uma miscigenação tecida ao longo de quinhentos anos. E esse diálogo intercultural e inter-étnico que se estabeleceu entre descobridor e descobertos, entre colonizador e colonizados – e sem que se entre aqui em qualquer juízo de valor sobre essa colonização – acabou também fazendo da língua uma “construção conjunta”, na expressão de José Eduardo Agualusa, onde aspectos sintáticos, fonéticos e lexicais acusam uma grande variedade, em um processo de permanente enriquecimento do idioma original de Gil Vicente. Por isso mesmo, Mia Couto diz muito bem, parafraseando Fernando Pessoa (Bernardo Soares) que “minha pátria é a minha língua portuguesa”. Ou seja, desse rico patrimônio imaterial, forjado a partir da experiência vivida no cruzamento desse triângulo Portugal-Brasil-África ao longo cinco séculos, emerge aquilo que chamamos hoje de lusofonia,uma construção que teve um dia para começar, mas que não tem uma data para acabar. Algo em permanente evolução, um fenómeno in fieri.

VITORINO MORGADO disse...

Os regionalismos de um idioma existem até mesmo dentro do território do pequenino Portugal. O que importa é que se um Brasileiro ler um livro de Saramago, com um minimo de cultura que tenha, entende-o muito bem, da mesma forma, se um português, caboverdiano ou açoreano ler um livro de José de Alencar também o entende muito bem.
Os regionalismos existem em todos os idiomas. Dentro do Brasil há palavras que se entendem só num Estado em regiões do Estado do Paraná um piá é uma criança, noutros é um guri e poderíamos dar centenas de exemplos.
Por outro lado, não devemos confundir girias locais com palavras do idioma.
Os Brasileiros muitas vezes estranhavam quando os portugueses, usavam o termos bicha para uma fila, uma vez que no Brasil era usado para homens afeminados. Ora, nem um nem o outro é lingua portuguesa culta tratam-se de girias locais que com o passar dos anos poderão até ser incorporados, mas isso é outro assunto.

O Espirito Lusófono não deve ser confundido com esses detalhes, pois no meu entender é algo mais superior e sublime pelo qual devemos continuar a nossa luta.

Z.A. Feitosa disse...

Comungo da sua ideia, meu caro Renato. Permita-me um aparte simples, irrazoável e sentimental.

Sou nordestino e brasileiro, e quando migrei para o sueste, no início da década de 70, não conseguia, nos primeiros dias, fazer-me entender pelo povo do lugar. Acredite, senti-me um estrangeiro em minha pátria. Mas não seria uma falácia argumentar que eu deveria saber inglês, quiçá parte do esforço dum país ávido por ampliar sua esfera de influência geopolítica, para me fazer compreendido por outro brasileiro que, em princípio, fala nossa língua portuguesa?

A língua portuguesa não é apenas o conjunto de palavras usado por milhões, mas a expressão e sentimento daqueles que se sentem, de algum modo, ligados por laços históricos, culturais e linguísticos.

Do meu pai, que tinha sangue lusitano e um orgulho sem tamanho de sua origem, herdei o amor ao nordeste brasileiro que fala, apesar dos sotaques e idiossincrasias, a língua de Caminha.
Saudações brasileiras e lusófonas.

Nova Águia disse...

Caro Amigo Renato

Não tenho jeito para escrever comentários nos blogues, como outros fizeram para elogiar o seu artigo, mas gostei muito do seu artigo. A principal razão por que a FRELIMO, desde a Luta de Libertação Nacional, e os sucessivos Governos da FRELIMO depois da Independência, sempre defenderam o Português como língua oficial foi porque esse era o melhor método de promover e defender a Unidade Nacional, como você sublinha muito bem no final do seu artigo. Em Moçambique há 7 grupos linguísticos totalmente diferentes, embora todos de raiz bantu. Há ainda mais de 200 dialectos dessas línguas. A Babel que seria excluir o Português! E na minha opinião, que é contestada por muitos, eu acho que essas línguas vão acabar por morrer em 2 ou 3 séculos, o máximo, como o romanche está a morrer na Suiça. Há muito o costume em Moçambique, pelos linguistas, de lhes chamarem línguas «nacionais», mas isso é um erro. São línguas «locais», que variam duma região geográfica para outra. A única língua em Moçambique que tem sempre falantes, no local mais recôndito de Moçambique, é o português.

A única coisa que eu acho errada (mas isso não está no seu artigo) e em Portugal e Brasil há muito essa tendência, é em relação às estatísticas de falantes da língua portuguesa. Há a tendência de somar as populações dos países e achar que todos são falantes do português. Isso é errado. No caso de Portugal pode dizer-se que há 10 milhões de portugueses e 10 milhões de falantes do Português. No Brasil também se pode dizer que há 200 milhões de brasileiros e 200 milhões de falantes de Português. Em Cabo Verde, apesar de a língua da rua ser o crioulo, acho (não tenho a certeza) que todos os cabo-verdianos também falam o português. Talvez em São Tomé os 120.000 São Tomenses embora por vezes falem o forro, acho (tenho quase a certeza) que todos falam o português. Agora em Moçambique, Angola e Guiné Bissau isso já não é assim. Dos 24,5 milhões de moçambicanos ainda há uma grande percentagem que não falam nem compreendem o português. Os RGP têm medido isso eu é que não me recordo dos números, mas uma coisa é certa é que essa percentagem tem vindo a crescer consideravelmente. Pode dizer-se que ,em Moçambique, a FRELIMO durante a Luta de Libertação, lutando contra o Colonialismo Português, e os sucessivos Governos de Moçambique fizeram muito mais pela língua portuguesa nos últimos 50 anos que o colonialismo fez em quase 500 anos. Aí não há qualquer dúvida! Em Timor o português é uma ficção, mas que o governo está a querer promove-lo à força.

Uma coisa importante, de que pouco se fala, é de que depois das Independências das ex-colónias portuguesas gerou-se um interesse no mundo pelo português como nunca tinha sucedido antes e 50 anos de ditadura Salazarista não podia estimular. De modo que hoje há muita gente no mundo com outras línguas maternas que também falam português. Eu acho isto muito importante. Agora em muitos países do mundo há gente que se interessa por apreender o português e acho que os movimentos da lusofonia se deviam interessar por eles.

Isto não tem nada a ver com os luso-descentes, como em Portugal se gosta muito de falar.

A nossa AMEAM está muto interessada nesses grupos de médicos escritores (talvez nas línguas deles) mas que falam português e no campo da arte a língua só conta para as pessoas comunicarem: a pintura, a escultura, a música não tem língua.

Um forte e Caloroso Abraço

Hélder MARTINS

Salah Al Din 1187 disse...

Muito bem!
Abraço Lusofono

virgilio disse...

Estou completamente de acordo com o que diz o Senhor RENATO EPIFÂNIO, bem como todos os comentadores. A língua portuguesa, falada por tantos milhões de falantes, é cimento de unidade e de coesão entre todos os países que a adoptaram como sua língua principal.A LUSOFONIA ainda é um sonho, mas tornar-se-à realidade a breve trecho. Assim o queiramos todos quantos falamos português. Parabéns ! VIRGÍLIO CARVALHO.

cvr disse...

Completamente de acordo. Resposta certeira e rápida. Precisam de saber que há quem sabe contrapor e lutar pelos ideais justos.
Abraços MIL
Carlos Vieira Reis

Ana Dias disse...

O texto de engraçado tem pouco, Renato. Quem acompanha o que se anda a fazer com o Inglês, com o intuito de o "internacionalizar" percebe a aberração que é. A Língua Portuguesa está no crioulo - é Português, adulterado do séc. XVII - oiça-os e entenderá tudo quanto dizem; todas as outras miscelânias têm raízes latinas - até Timor e Índia. Fomos grandes, somos grandes: não destruam o pouco que ainda nos resta. Se atentarmos ao Mirandês - e que maravilha é! - entenderemos que o linguajar do povo tem variâncias, melódicas, sintagmáticas, significativas de uma beleza ímpar!
Ana Maria Dias.

João Paulo disse...

Caro Renato,
Eu quero declarar respeitosamente que essa comparação de brasileiros nordestinos com açorianos micaelenses e ingleses é simplória demais, na minha opinião. Primeiro, quem acha que o inglês não tem sotaques, coloquem um Britânico, um Americano, um Australiano juntos! Na verdade, internamente cada um dos países tem mais de um sotaque. Tanto Britânicos quanto Americanos nem sempre entendem tudo o que os Australianos dizem. O inglês não é exatamente a mesma coisa em todos os países anglófonos. Segundo, o Brasil foi o primeiro das ex-colônias portuguesas a se tornar independente da ex-metrópole, a distância de tempo das demais ex-colônias passa de 150 anos. O Brasil recebeu, além dos escravos africanos, imigrantes em considerável quantidade de diversas nacionalidades, Alemães, Italianos, Espanhóis, Eslavos, Japoneses, Sírio-Libaneses, Holandeses... além de Portugueses. E tem os Índios nativos. É claro que a língua falada no Brasil iria sofrer mudanças e se tornar um dialeto. O Nordeste sofreu um período de ocupação holandesa no século XVII, o que influenciou na cultura e no sotaque local. Sem falar que, infelizmente, os media portugueses não têm espaço no mercado brasileiro, já os media britânicos têm espaço nos EUA, Canadá, Austrália, etc. Mas eu daqui do Brasil consigo entender o que os Portugueses dizem quando vejo a RTP internacional, a SIC internacional, algum site de Portugal ou mesmo vídeo no Youtube. E quando os Africanos dos Palop falam em português, eu também consigo entende-los tranquilamente. Aqueles Portugueses “pós-colonialistas” não querem é ter ligações com a África e a América do Sul, eles querem Portugal junto com o Ocidente desenvolvido, sobretudo com a UE, é óbvio. Ou querem Portugal “orgulhosamente só”. E aqueles Brasileiros que rejeitam a proposta lusófona querem o Brasil em outro contexto geopolítico, os esquerdistas querem apostar nos BRICS, na UNASUL, e os direitistas querem consolidar a aliança com os EUA e outros países desenvolvidos, sem ligações com outras nações lusófonas. Mas tem gente que simpatiza com a proposta lusófona, mas ainda são poucos. E os demais países, quem rejeita a Lusofonia a vê como “neocolonialismo” brasileiro ou português. Essa conversa de que “não se entendem” é desculpa esfarrapada para não ser deselegante. Tudo bem, cada um tem o direito de ter a sua opinião, os Portugueses têm o direito de preferir a Europa, o Ocidente desenvolvido. E conscientizar os cidadãos dos países lusófonos da viabilidade da Lusofonia vai ser um trabalho árduo.

Renato Epifânio disse...

Apenas um esclarecimento: a afirmação de que "em língua inglesa não há sotaques" é (obviamente) irónica...
Quanto ao mais, grato por todos os comentários.