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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ainda sobre os ataques de António Pinto Ribeiro à Lusofonia e ao MIL ("Diabo", 19.02.2013)

O artigo (no Jornal "Público") de António Pinto Ribeiro (APR) é um ataque de uma "esquerda moderna" à Lusofonia? 
Não sei se é da “esquerda moderna”, mas é, sem dúvida, de uma certa esquerda que tem uma visão complexada da nossa história, pretendendo, por isso, renegá-la por completo. Graças à influência cultural e política dessa corrente (que ainda é grande, não tenhamos ilusões quanto a isso), desprezámos, depois da Revolução de 1974, todos os laços com o restante espaço lusófono (não fosse alguém levantar o fantasma do “neo-colonialismo”) e acreditámos, ingénua e provincianamente, que nos bastaria a Europa. O resultado desse colossal erro geoestratégico está bem à vista: a aposta absoluta na Europa deixou-nos numa posição cada vez mais subalterna. Se Portugal tivesse preservado esses laços com o restante espaço lusófono, estaria hoje, à escala global e mesmo no seio da União Europeia, numa posição bem mais fortalecida. Daí o desígnio estratégico da Lusofonia – sem ser uma panaceia para a situação em que estamos, ela é decerto a melhor garantia, a médio e longo prazo, para o nosso futuro colectivo. Por isso, é até muito natural que existam esse tipo de reacções, por parte daqueles que levaram Portugal a este beco sem saída. Não só não reconhecem o seu colossal erro geostratégico como não disfarçam a raiva por todos aqueles que o pretendem emendar. “Eles” já perceberam que perderam. E que a História, como sempre, fará a sua justiça… 
APR classificou o MIL como um dos grupos de direita mais nacionalista e nostálgica do Império. Qual é o posicionamento político do MIL? 
Como já tive oportunidade de esclarecer, o MIL não é nacionalista, antes tem teorizado o conceito de transnacionalismo lusófono – ou seja, o reforço dos laços com os restantes países lusófonos – no plano cultural, social, económico e político –, prefigurando até, em última instância, uma “União Lusófona”. Que, a nosso ver, não é uma causa de esquerda nem de direita. Tal como a aposta europeia congregou várias esquerdas e várias direitas, assim também a aposta lusófona deve congregar pessoas das mais diversas correntes ideológicas. E o MIL é bem o espelho disso: no nosso universo de mais de 20 milhares de aderentes, de todo o espaço da lusofonia, há pessoas mais de “esquerda” e mais de “direita”. Por muito que, pessoalmente, não me reconheça nesse tipo de categorias, que considero cada vez mais ultrapassadas. E nefastas: o sectarismo ideológico é tão doentio quanto o fanatismo religioso. A esse respeito, gosto sempre de citar uma frase de Agostinho da Silva, o principal inspirador do MIL: “A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.”. 
Qual lhe parece ser o objectivo deste ataque? 
Não sei nem estou interessado em saber: a figura de António Pinto Ribeiro é-me, de resto, completamente indiferente. Figuras como ele sempre existiram na nossa história. A diferença é que agora têm uma proeminência que nunca tiveram no passado: estamos a falar do ex-programador da Culturgest (da Caixa Geral de Depósitos), que trabalha actualmente na Fundação Calouste Gulbenkian, e que, como já me garantiram, esteve bem perto de ser Ministro da Cultura. Mas, por este andar, talvez um dia venhamos a ter um Governo eleito com o propósito expresso de “acabar de vez com Portugal”. E com essa figura como Ministro da Cultura. Para acabar de vez com Portugal, com a Lusofonia, com o nosso Futuro…

8 comentários:

Miguel Ferreira disse...

Muito bem!

Jorge da Paz Rodrigues disse...

Eu diria mesmo mais: excelente!
Bravo Renato Epifânio! Nem sempre estou de acordo com ele, mas desta vez estou a 200%!

Lourenço de Almada disse...

Meu Caro.

Não podia estar mais de acordo!

Só imbecis e incultos é que não compreendem o quanto tens toda a razão!

Tens, a partir de agora, com estas tuas compreensíveis palavras e sábia resposta, a minha e senão nossa total solidariedade reforçada!

Um grande abraço de força, Lourenço d´Almada

Miguel RM disse...

Não vale a pena extremar posições sobre esta matéria. Embora discorde frequentemente com APR, e discorde absolutamente no caso vertente, reconheço-lhe competência, nomeadamente na área das artes do espectáculo. Não há assim tantas pessoas de qualidade na cultura em Portugal para que nos possamos dar ao luxo de nos zangarmos só para "marcar território". Dito isto, o ataque de APR à lusofonia é muito demagógico e merece ser refutado. Só não concordo que exageremos ao ponto de invocarmos o veredicto futuro da História. As polémicas em Portugal têm tendência para crescer como um "soufflé", o que não ajuda nada a que sejam produtivas.

Anónimo disse...

Pelo transnacionalismo lusófono que o MIL sempre defendeu, defende e defenderá ... AVANTE!

Evy Eden Martins

Luís Santa Maria disse...

Muito bem Renato. Muito bem, mesmo!
A História há-de fazer justiça a esse intelectual do politicamente correcto guardando-o no monte de cinzas do esquecimento.

António Gentil Martins disse...

Clarificando: embora aprovando plenamente uma União Lusofona, nem por isso me considero menos nacionalista e a previligiar o meu País ( que desejo continue a ser um Portugal independente ).
António Gentil Martins

jangoma disse...

Caro Renato

Gostaria de lhe prestar todo o meu apoio na defesa da ideia de Lusofonia face ás declarações de APR. Temos que manter a nossa luta diária por uma ideologia que está certa e que sem duvida será o caminho para um futuro mais pleno.

jan Gomes