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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

domingo, 11 de março de 2012

"Homenagem a Agostinho da Silva, um dos meus mestres"

É com muito orgulho que escrevo esta homenagem ao Mestre Agostinho da Silva. Tinha apenas 10 anos quando tive o privilégio de conviver e aprender com este Grande Senhor através do Clube de História da Escola Preparatória Fernão Lopes, sob a coordenação da Professora Margarida Santos Carvalho, a quem devo, aliás, muita da minha própria formação e paixão pela História.
Mas, voltando ao Professor Agostinho da Silva: no final do mês de Fevereiro de 1989, visitou a nossa Escola Preparatória para um colóquio sobre Direitos Humanos, o qual rapidamente se transformou num debate interminável onde nós, ainda crianças, ficámos cativadas pelo discurso, histórias e viagens daquele homem, pequeno na figura, mas gigante do intelecto. Após este evento ele ofereceu-se para ajudar pois, como disse: "Eu moro ali mesmo ao lado."
Passados uns dias apareceu na Escola carregado de livros para nos oferecer e, rapidamente, na prateleira da pequena biblioteca passou a existir um nome: "Os Livros do Professor Agostinho da Silva". Sei que ficou muito sensibilizado com aquela pequena homenagem e sempre que nos visitava, e eram muitas vezes, trazia sempre consigo mais livros escolhidos para quem tinha de 10 a 12 anos.
Outras vezes íamos nós a casa dele, na Rua Abarracamento de Peniche, conversar, aprender ou sonhar com aquele nosso novo Mestre, grande contador de histórias, as quais ainda hoje estão gravadas na minha memória e, claro, de lá trazíamos mais livros. Hoje, passados quase 20 anos sobre esse primeiro encontro com o Mestre, já sou adulto, Artista-Plástico, além de formado em Geografia e, às vezes, penso nos dois anos passados naquela Escola com tal pedagogo e com o Clube de História.
Partilhei momentos deveras importantes para a minha formação, pois conversarmos com aquele "Monstro Sagrado" da cultura e do livre pensamento transformou-me e moldou-me. Hoje não tenho qualquer contacto com aquele grupo de "crianças", as "Crianças do Mestre", como carinhosamente a Professora Margarida nos alcunhou, pois crescemos, separámo-nos, fomos
viver para locais diferentes, formámo-nos em áreas diversas. Infelizmente, alguns já partiram, mas tenho a certeza de que ficou em todos nós algo deste Mestre e do seu pensamento.
Um dia a Escola Preparatória acabou e eu passei para o secundário. Contudo, como morava no Bairro Alto e costumava ir muito frequentemente ao Jardim Príncipe Real, ali encontrava anonimamente o Mestre, sempre disposto a falar com todos os seres humanos. Talvez tenha sido pelos seus ensinamentos, por acaso, ou por termos um pouco de filósofos dentro de nós, as minhas cadeiras preferidas sempre foram a Filosofia e a História, as mesmas que me levaram a conhecer o Professor Agostinho da Silva naquele Clube de História.
Em 2002, fiz uma exposição de pintura comemorativa dos meus "10 anos de Carreira" como pintor, a qual se realizou na Sociedade da Língua Portuguesa, sob a epígrafe de "Evocando Vultos da Cultura Portuguesa". Como não poderia deixar de ser, lá estava um retrato do Professor Agostinho da Silva que, curiosamente, foi o primeiro a ser vendido para a colecção de outro grande amigo e escritor, Joaquim Evónio.

Henrique Tigo

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