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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

terça-feira, 1 de novembro de 2011

David e os «Golias»

Hoje, mais um (infeliz) aniversário do Terramoto de 1755, e num ano em que se assinalam os 300 do nascimento de David Perez, compositor italiano que viria a influenciar enormemente a evolução da música em Portugal. Nascido em Nápoles e falecido em Lisboa (em 1778), Perez veio para o nosso país a convite do Rei D. José. Principal maestro e autor da Corte, professor de princesas (entre elas a futura Rainha D. Maria I) e de Luísa Todi, criador de vastíssima obra tanto profana como sacra, foi também dele a música da ópera (drama) que estreou a Ópera (edifício) do Tejo.
Assim, e à semelhança do que tentei fazer em relação a Alfredo Keil, procurei, desde 2007, congregar esforços e recursos no sentido de gravar e publicar em disco(s), e pelo menos, «Alexandre na Índia». Com o maestro Jorge Matta elaborei um plano/orçamento e ambos contactámos o Instituto Italiano de Cultura de Lisboa, e, depois, duas importantes empresas italianas, multinacionais, que operam em Portugal, uma do sector financeiro e outra do sector automóvel. Porém, e infelizmente, nenhuma daquelas três entidades se mostrou disponível para apoiar, para financiar o projecto. No entanto, deve-se esclarecer que por parte do IICL havia interesse mas não dinheiro, exactamente o contrário por parte das duas empresas – dois «Golias» empresariais que não quiseram ajudar a recordar, e a homenagear, um «David»… seu compatriota. 
Todavia, e felizmente, o tricentenário do compositor acabou por ser celebrado. Em Portugal, através do colóquio internacional «David Perez e a Música da sua Época – 1711-1778», que decorreu entre 21 e 23 de Outubro no Museu de Aveiro e foi organizado pelo Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Em Espanha, através da execução e da gravação, pela Real Companhia Ópera de Câmara (de Barcelona), de uma outra ópera sua, «Solimano» - que terá estreado em 1757 no Teatro da Ajuda, em Lisboa.

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