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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Eu e os Alfredos

Desde há mais ou menos quatro anos que sou «assombrado» (no bom sentido) por, entre outros «fantasmas» (excelentíssimos), dois homens chamados Alfredo, ambos nascidos no século XIX, um inglês e outro português (embora filho de alemães). Um, Alfred Tennyson, escritor, morreu a 6 de Outubro de 1892; o outro, Alfredo Keil, compositor e pintor, morreu a 4 de Outubro de 1907. Pelo que hoje, 5 de Outubro, me parece ser o dia ideal para escrever novamente sobre estes dois grandes artistas, em relação aos quais decidi que queria fazer mais além de admirar as suas vidas e obras.
Sobre Alfred Tennyson os meus esforços resultaram em sucesso. Escrevi e consegui publicar (50 d)os seus «Poemas» em 2009 – ano do bicentenário do seu nascimento e dos 150 anos da sua visita a Portugal. O livro com as minhas traduções foi o primeiro editado em língua portuguesa exclusivamente com obras daquele autor; recebeu do jornal Público a classificação máxima (cinco estrelas); exemplares foram enviados para o Tennyson Research Centre, em Inglaterra; e tive a honra de contar com a presença e a participação do saudoso Paulo Lowndes Marques na apresentação, feita na Câmara de Comércio Luso-Britânica, em Lisboa. Onde, porém, não compareceu o então embaixador do Reino Unido em Lisboa. Hoje não tenho qualquer dúvida: Alexander Ellis não quis estar presente; nunca se mostrou interessado apesar de lhe ter sido comunicado que marcaríamos uma data adequada à sua disponibilidade; nem sequer se mostrou receptivo em receber-me para lhe oferecer um exemplar. Note-se que ele não deixou de assinalar os 40 anos dos Monty Python (!) e… os 200 anos da Batalha do Buçaco – acontecimento marcante para a Guerra Peninsular e para o Duque de Wellington, que Tennyson elogiou. Pergunto: porque é que um representante máximo de um país rejeita tão ostensivamente uma homenagem feita a um dos maiores artistas desse mesmo país? Respondo: porque um poeta laureado que encarnou e cantou a Inglaterra imperial constitui hoje um embaraço politicamente incorrecto para «progressistas» dados ao multiculturalismo. No entanto, a má educação de um deles não foi suficiente para estragar o meu êxito.      
O mesmo já não posso dizer sobre Alfredo Keil, em que os meus esforços resultaram em fracasso. O meu objectivo era (e ainda é…) a edição de (mais) discos com gravações de obras do autor d’«A Portuguesa». E, como não sou músico, teria de recorrer a outras pessoas e a outras entidades. Assim, contactei, entre outras, a Câmara Municipal de Sintra, a Mineraqua (empresa proprietária das águas Castello, para as quais Keil compôs uma valsa), o Museu da Música (que tem no seu espólio instrumentos e partituras que foram de Keil), a Numérica (companhia discográfica que tem a concessão da colecção PortugalSom), a RTP/Antena 2 (que tem registos de espectáculos com músicas de Keil), o Teatro Nacional de São Carlos… Practicamente todas me disseram ter interesse pelo projecto… mas não outro elemento fundamental: dinheiro. Este poderia e deveria vir do Estado e, sim, da República… da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. Afinal, se os criminosos maçons e carbonários de Afonso Costa não hesitaram em roubar para o seu regime a marcha de Keil, os seus «herdeiros e sucessores» poderiam e deveriam, pelo menos, fazer por ele algo de meritório com uma (pequena) parte dos dez milhões de euros do seu orçamento, e não apenas gastá-los em propaganda. Falei sobre o assunto com duas pessoas ligadas à CNCCR… sem resultados. Todavia, uma outra havia com especial obrigação na divulgação dos trabalhos de Keil: a então ministra da Cultura Gabriela Canavilhas, que, enquanto pianista, participou na gravação do único disco existente com peças daquele artista!   
Tanto Alfred Tennyson como Alfredo Keil são, em circunstâncias diferentes e em modos distintos, exemplos de criadores que com o passar dos anos foram sendo cada vez menos valorizados pelos seus países. Estes, hoje, não são dignos deles. Não só por não os honrarem devidamente, mas também por terem «evoluído» para formas e apresentarem aspectos de que decerto aqueles dois homens se envergonhariam.

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