
MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia
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Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/zefiro-nova-aguia
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)
A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)
Agostinho da Silvasegunda-feira, 13 de junho de 2011
Portugal, Camões e a universalidade da Alma Lusófona

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
domingo, 26 de dezembro de 2010
TEÓFILO BRAGA E A FILOSOFIA PORTUGUESA
Em suma, para os dois mais insignes hermeneutas da Filosofia Portuguesa, Teófilo Braga é um autor a valorizar – não apenas na primeira dita “fase romântica”, em que por influência de Michelet, Vico e Hegel, entre outros, se dedicou mais expressamente às tradições nacionais (1), mas inclusivamente na sua posterior dita “fase positivista”, dado que, mesmo aí, recordando as palavras de Álvaro Ribeiro, aspirou à “formação, dentro do positivismo, de uma escola tipicamente portuguesa”.
(1) Sobre esta fase, ver em particular o artigo “Teófilo o jovem”, de Rodrigo Sobral Cunha, publicado na NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI (nº 6, 2º Semestre de 2010).
domingo, 7 de novembro de 2010
Teófilo Braga: "Cada povo tem a sua idade divina, período de formação; uma idade heróica, período de aspiração, e uma idade humana, dramática, real"
"Cada povo tem a sua idade divina, período de formação; uma idade heróica, período de aspiração, e uma idade humana, dramática, real."
Teófilo Braga, citado em
Nova Águia, número 6
Estas idades - aqui delineadas por este ilustre republicano - podem ser utilizadas para estratificar o desenvolvimento de Portugal:
Idade Divina: dos heróis da Lusitânia, de Viriato ao 'estrangeiro" Sertorius. Dos mitos da fundação e do combate desigual, mas longo com a grande potência mundial do mundo de então.
Idade Heróica: dos Descobrimentos e da Expansão, de Vasco da Gama a Mouzinho, passando por Afonso de Albuquerque, Duarte Pacheco e tantos outros. Nem sempre providos do melhor dos comandos e quase sempre com escassos meios financeiros e humanos, esta sucessão de heróis abnegados e capazes dos maiores sacrifícios em nome de um desígnio nacional ergueram as bases da vida nacional durante 400 anos.
Idade Humana: Este é o mundo contemporâneo. O mundo em que assistimos a um esvaziamento do mundo espiritual e de uma laicização que removeu o sentido às estruturas que serviram de base a todas as civilizações precedentes. É o mundo do Economicismo, em que o materialismo estéril e egoísta predomina, onde se descrê que exista algo mais além daquilo que é imediatamente palpável ou visível. É também esta a Idade que levou o Homem a um momento económico de ruptura e o clima até à beira da extinção da vida sob a Terra... Finda a qual arriscamo-nos a ter que somar a estas três idade de Teófilo Braga uma quarta, a Idade Pós-Humana...
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
"O sentimento de Pátria foi o elo da nossa coesão nacional; enquanto esse sentimento se propagou, fomos fortes e grandes"
“Os portugueses, desde o princípio do século XV até à colonização do Brasil, a mais vasta e mais perfeita colónia de todas as nações da Europa, derramaram-se pelo mundo, mas não se enfraqueceram. É a começar no século XV que se manifesta o sentimento de uma Pátria portuguesa, essa união afectiva dos espíritos através das distâncias, e que tendo por objectivo o território onde se passaram os anos felizes da vida da família, se torna o mais poderoso incentivo da actividade individual heróica e altruísta. O sentimento de Pátria foi o elo da nossa coesão nacional; enquanto esse sentimento se propagou, fomos fortes e grandes. Os homens de Plutarco não excedem os navegadores e guerreiros portugueses; devemos a esse sentimento as mais belas manifestações da Arte e da Literatura com que entrámos a uma altura digna no grande certame estético, científico e filosófico da Renascença. Somente quando esse sentimento de Pátria foi atrofiado pelo regímen intelectual e moral da educação jesuítica, é que Portugal caiu na incorporação da unidade castelhana sob o julgo da Casa de Áustria, e a nobreza se vendeu a Filipe II no intuito de dar força ao poderoso sustentáculo da unidade católica.”Teófilo Braga, in A Pátria Portuguesa, Lello & Irmão, 1894
Publicado em:http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2010/01/ao-redor-do-31-de-janeiro-2.html
