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Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Macau – Lançamento de Guia das literaturas africanas em língua portuguesa a pensar no público de português como língua estrangeira

Guia das literaturas africanas em português e contos numa abordagem didáctica são publicações pioneiras



“Literaturas africanas em Português: uma introdução”, da autoria de Lola Geraldes Xavier, e “Contos em Português – Ler para aprender em PLE”, uma compilação de 20 contos de autores de língua portuguesa, de Rosa Bizarro em co-autoria com Lola Geraldes Xavier, são os primeiros livros do género publicados na Ásia a pensar no público de português como língua estrangeira.

“Um guia sobre Literaturas Africanas (dos cinco países), publicado em Macau, é um facto muito importante para as ‘relações lusófonas’ e translusófonas”, diz o professor Pires Laranjeira, da Universidade de Coimbra, no prefácio de “Literaturas africanas em Português: uma introdução”, da autoria de Lola Geraldes Xavier. A publicação deste livro é descrito por Pires Laranjeira como “um gesto pioneiro marcante”.

“A nossa preocupação agora é que os livros cheguem ao público, porque no caso das literaturas africanas não há efectivamente aqui na China, nem na Ásia, nenhum material sobre isto, pelo menos direccionado numa perspectiva sintética”, disse ao Ponto Final Lola Geraldes Xavier. A autora é pós-doutorada pela Universidade de Coimbra em Ensino das Literaturas dos Países de Língua Portuguesa e é, actualmente, professora coordenadora do Instituto Politécnico de Macau (IPM), desenvolvendo actividade na Escola Superior de Línguas e Tradução.

A professor afirmou que, “mesmo a nível do mundo da língua portuguesa, já há alguma publicação considerável, e muito também no Brasil, sobre as literaturas africanas, mas é tudo muito díspar. Há um livro da Universidade Aberta do Professor Pires Laranjeira da década de 1990, sobre literaturas de expressão portuguesa, sendo que esse termo ‘expressão’ foi se abandonando. Tirando esse, não estou a ver mais nenhum que tenha esta orgânica de tentar sistematizar as literaturas africanas”, disse a académica.

Obras disponíveis gratuitamente

As duas obras “Literaturas africanas em Português: uma introdução” e “Contos em Português – Ler para aprender em PLE” foram editadas pelo Instituto Politécnico de Macau (IPM) com o apoio do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES). Podem ser adquiridas gratuitamente através do contacto com as autoras, via IPM.

“Gostaríamos muito que estes livros chegassem ao público e tendo sido edições financiadas o nosso objectivo não foi sequer vender os livros, pareceu-nos que não fazia sentido ter um preço de capa”, afirmou Lola Geraldes Xavier.

“Literaturas africanas em Português: uma introdução” é “o primeiro livro de síntese sobre as literaturas africanas em português escrito na Ásia a pensar no público de português como língua estrangeira”. Divide-se por seis capítulos: um capítulo introdutório sobre a construção dessas literaturas e outros cinco capítulos dedicados a cada uma das literaturas: angolana, cabo-verdiana, guineense, moçambicana e santomense. O capítulo introdutório “visa apresentar a história dessas literaturas, a importância da língua em comum e, inclusive, os aspectos característicos dessa língua portuguesa que se africanizou, portanto é um primeiro capítulo que pretende apresentar algumas reflexões sobre a construção dessas literaturas, que são literaturas recentes”, explicou Lola Geraldes Xavier.

Escolha de autores reflecte consensos da crítica

Cada capítulo seguinte inclui uma síntese cronológica sobre a literatura em questão e de dados biobibliográficos de autores e obras do país em análise. Porém, a inclusão de autores não é exaustiva, houve uma escolha, uma tarefa delicada, admitiu a autora. “Este capítulo foi arriscado, tentei ser exaustiva nas obras de cada autor, referir todas, mas pode haver alguma que me tenha escapado. Mas, os autores é que não estão lá todos”, disse.

Na introdução da obra, a autora explica que “aos autores abordados e referidos ao longo deste livro poderiam ser acrescentados outros nomes. As escolhas apresentadas tentam, no entanto, reflectir consensos alargados da crítica internacional, autores mais clássicos, antologiados no país e no estrangeiro, premiados, com obra publicada internacionalmente e lidos por um público internacional e não apenas nacional. Têm surgido autores jovens, promissores, que ainda não estão reconhecidos pela crítica. Nesses não se fala ainda aqui, também”, explica a autora.

O livro inclui também um quadro-síntese sobre dados gerais do país, que abrange alguns factos históricos, geografia, línguas, economia e cultura e um “Elucidário”, com definição de termos e conceitos literários.

“Contos em Português – Ler para aprender em PLE”, de Rosa Bizarro em co-autoria com Lola Geraldes Xavier, é, na Ásia, “o primeiro livro do género direccionado para um público de português língua não materna”. Apresenta propostas didácticas de abordagem do texto literário, na forma de narrativa breve, e pretende despertar o gosto pela leitura de autores como a brasileira Clarice Lispector, os angolanos José Eduardo Agualusa e Luandino Vieira, os moçambicanos Ungulani Ba Ka Khosa e Mia Couto, ou a portuguesa Sophia de Mello Breyner. O livro inclui os dados biobibliográficos dos autores.

A autora Rosa Bizarro é doutorada em Didáctica das Línguas Vivas Estrangeiras pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. É professora coordenadora no IPM, integrada na Escola Superior de Línguas e Tradução, “especialista sempre citada nas didácticas das línguas estrangeiras e também da educação multicultural, é de facto uma autora muito conceituada em Portugal”, explicou Lola Geraldes Xavier. Cláudia Aranda – Macau in “Ponto Final”

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