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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sexta-feira, 30 de março de 2018

CPLP – O potencial económico para além da língua


Londres – A secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) considerou, que o crescente interesse de países como a Coreia do Sul no estatuto de observador mostra o potencial económico da organização sem o idioma como prioridade.

Trata-se do segundo país asiático a procurar aproximar-se de um mercado com 270 milhões de pessoas, depois do Japão, que já possui o estatuto de observador associado, juntamente com o Senegal, Namíbia, Turquia, República Checa, Uruguai, Geórgia, Eslováquia, Maurícia e Hungria.

Segundo Maria do Carmo Silveira, Itália, Costa do Marfim, Andorra, Argentina e Chile já têm os processos bastante avançados e espera-se que a aprovação seja abordada na cimeira do Sal, em Cabo Verde, agendada para 17 e 18 de Julho.

Outros países também já terão sondado ou manifestado interesse, incluindo França, em serem observadores da CPLP, o que dá acesso a participar nas Cimeiras de Chefes de Estado e de Governo, Conselhos de Ministros, ao acesso a documentação e a apresentar comunicações.

Num seminário no Instituto Real de Relações Internacionais, em Londres, a dirigente são-tomense, em funções há 15 meses, argumentou que a CPLP se deve adaptar às “profundas alterações na conjuntura política e económica interna dos Estados membros e significativas transformações no modo de funcionamento das economias mundiais”.

Perante os atuais desafios económicos e sociais, que são confrontados com a redução da ajuda ao desenvolvimento, os países africanos “querem ver na CPLP novas formas alternativas de relacionamento” que promovam maior contacto com o sector privado.

“Para os países africanos membros, a CPLP não deve continuar focalizada apenas na língua portuguesa como há 20 anos. O critério exclusivamente linguístico deixa de ser sentido. Outras organizações já existentes com base nesse critério adaptaram-se e alteraram a sua composição e os seus objetivos estratégicos”, vincou Silveira.

Sem esquecer o património linguístico e cultural, acrescentou, “estes países têm todo o interesse que a organização se adapte à nova realidade, resultante da conjuntura internacional, onde os pilares sociais económicos e sociais assuma maior importância no domínio da geopolítica e da geoeconomia”.

Para a secretária-executiva, o potencial da CPLP está sobretudo na cooperação económica e empresarial, mas lembrou que a decisão para reformular a organização criada em 1996 depende dos dirigentes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

“O que temos feito ao nível do secretariado executivo é lembrar os Estados membros o extraordinário instrumento de desenvolvimento interno e de projeção internacional que têm em mãos, sem nunca esquecer que caberá aos Estados decidir o que fazer com ele”, concluiu Maria do Carmo Silveira. In “Inforpress” – Cabo Verde

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