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Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Macau – Língua portuguesa só prospera com valor económico acrescentado

Obrigar os residentes a aprender português não vai resultar, por mais que o Governo Central e as autoridades locais queiram, avisa um linguista. Gabriel Fang acredita que a língua só vai prosperar quando os chineses de Macau perceberem que saber falar português os ajuda a ganhar dinheiro



As políticas governamentais devem cada vez mais ter “uma perspectiva multilinguística”, em vez de apostar tudo numa só língua dominante, defendeu ontem Gabriel Fang, durante uma palestra na Universidade de Macau. Mais tarde, o professor da Universidade de Shantou, em Cantão, disse ao Ponto Final que a sobrevivência da língua portuguesa na cidade depende muito da existência ou não de “meios de instrução em português”, sobretudo escolas.

O primeiro Plano Quinquenal da cidade, apresentado em Setembro de 2016, promete a definição de um número mínimo de horas para as escolas particulares com cursos de português, além de um aumento do número de escolas com esta disciplina e o número de turmas de português ministradas através do ensino regular. No mês seguinte, o primeiro-ministro chinês Li Keqiang veio a Macau pedir exactamente um reforço do ensino da língua portuguesa.

Ainda assim, Gabriel Fang avisa que, por muito que Pequim obrigue as autoridades locais a promover o uso do português, “uma política linguística imposta de cima” dificilmente terá bons resultados. Ou seja, de pouco vale obrigar a população chinesa de Macau a aprender português como língua estrangeira.

O académico esteve em Macau para falar da influência que o cantonense tem no inglês que é falado no Sul da China, incluindo em Hong Kong. O inglês é hoje em dia “usado como a língua internacional”, mas ele teme que isso “acelere o desaparecimento das línguas minoritárias, como sejam o cantonense e o português.

Vantagem económica

A única saída, defende Gabriel Fang, é convencer os residentes que saber falar português vale a pena, como meio para concretizar “os seus sonhos e esperanças”, sobretudo no que toca a ter uma carreira profissional de sucesso. Aliás, o especialista acredita que o sucesso da língua inglesa explica-se pela vantagem económica que oferece aos falantes.

Também Macau tem tentado transformar o português numa vantagem competitiva para a cidade, tomando o papel de plataforma de serviços entre a China e os países de língua portuguesa. O investimento de empresas chinesas em Portugal, Brasil, Angola e Moçambique tem aumentado nos últimos anos, criando mais procura por profissionais bilingues.

Por outro lado, o investigador admite que haja alguma resistência por parte da população chinesa a aprender português “por razões históricas”, que se prendem com uma herança como língua colonial. Aliás, até 1999, a falta de conhecimento de português era uma barreira intransponível para todos aqueles que tivessem ambições de subir na função pública de Macau.

Gabriel Fang admite que “não é tarefa fácil” convencer a população local, com uma língua materna já de si ameaçada pelo peso do mandarim na China continental, a virar agulhas para o português. Um método possível, diz ele, é “promover o conhecimento da língua”, de forma a que não seja um tamanho bicho-de-sete-cabeças para os falantes de cantonense.

Ainda assim, o académico não tem dúvidas que a língua portuguesa “faz parte da identidade” da cidade. Ele aponta como exemplo mais claro os azulejos de estilo português com os nomes das ruas de Macau, muitos dos quais são originalmente em português e cuja pronúncia foi simplesmente traduzida para cantonense. Vítor Quintã – Macau in “Ponto Final”

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