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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Traços fundamentais da cultura portuguesa


Ainda na esteira da sua premiada obra “Portugal. Ser e Representação” (1995), Miguel Real tem, na última década, para além de outros estudos mais específicos (sobre diversos temas e autores) e de vários romances, desenvolvido uma série de visões panorâmicas sobre Portugal, sobretudo numa dimensão histórico-cultural, dignas do maior realce. Falamos, nomeadamente, de “A morte de Portugal” (2007), “O pensamento português contemporâneo 1890-2010” (2011), “Introdução à cultura portuguesa” (2011), “A vocação histórica de Portugal” (2012), “Portugal, um país parado a meio do caminho” (2015) e, mais recentemente, “Traços fundamentais da cultura portuguesa” (2017).

Sem que isso denote uma qualquer obsessão, em todas estas obras Miguel Real tem desenvolvido uma visão cada vez mais sólida sobre a nossa situação histórico-cultural. Não temos a menor dúvida, tanto quanto é possível não ter dúvidas neste plano, que, no futuro, quem quiser compreender como era a nossa situação histórico-cultural, terá, nesta série de obras de Miguel Real, um olhar de referência, que não pode, de todo, ser ignorado, por mais que, naturalmente, possamos discordar de algumas das suas teses, algumas das quais assumidamente polémicas.

A capa do livro é, desde logo, particularmente sugestiva e informativa – para além, naturalmente, do título e do nome do autor, ela traz uma série de palavras-chave que dão bem conta do teor da obra – por ordem (sendo que aqui a ordem nos parece aleatória): Saudade, Viriato, Decadência, Padre António Vieira, Lusofonia, Europa, Marranismo, Fernando Pessoa, História Mítica, Canibalismo Cultural, Estrangeirados. Sendo que a série se estende ainda à contra-capa: Quinto Império, Agostinho da Silva, Jesuítas, Declínio, Antero de Quental, Esfera Armilar, António Quadros, Eduardo Lourenço, Estado Novo, Alexandre Herculano, António José Saraiva, Sebastianismo, Marquês de Pombal, Manuel Laranjeira, Sá de Miranda. Seria, com efeito, difícil escolher uma melhor série de palavras-chave.

Não sabemos se foi por acaso, mas não podemos deixar de realçar que o termo que aparece mais próximo do nome do autor é o de “Lusofonia”, a respeito da qual começa Miguel Real por escrever o seguinte, no item “Lusofonia – história aberta do futuro da língua portuguesa”: “No século XXI nasceu uma nova teoria da cultura portuguesa derivada da queda do Império e da proposta do estabelecimento de um possível vínculo histórico com as ex-colónias, operando uma continuidade cultural sob e sobre a descontinuidade política. Trata-se da teoria da Lusofonia, cada vez mais defendida por diversos organizações institucionais da sociedade portuguesa e já provida de uma longa bibliografia de natureza positiva depois de, nos idos de 80, ter sido acusada de neo-colonialista” (p. 189). Só este parágrafo dá bem conta da actualidade do olhar de Miguel Real: muito longe de ser uma excrescência do passado, como alguns insistem, a Lusofonia é, realmente, a (maior) palavra-chave do nosso futuro.

2 comentários:

Clube dos Poetas de Paço de Arcos disse...

PARA MIM, NADA DISTO É NOVIDADE ACERCA DE MIGUEL REAL. JÁ NA FACULDADE DE LETRAS, ONDE FUI SEU CONDISCÍPULO NO CURSO DE FILOSOFIA, OS TRABALHOS QUE APRESENTAVA NAS DIFERENTES «CADEIRAS» ERAM DE UMA GRANDE INOVAÇÃO, O QUE MOSTRAVA QUE ELE SE DEBRUÇAVA COM SERIEDADE E DEDICAÇÃO, SOBRE OS TEMAS QUE TRATAVA EXAUSTIVAMENTE. JÁ NESSE TEMPO, ANOS 70 DO SÉC. XX, SE ANUNCIAVA O GRANDE PENSADOR QUE É ACTUALMENTE.

JOSÉ LANÇA-COELHO

Korsang di Melaka disse...

Concordo com o texto na íntegra. Miguel Real, é sem dúvida UM GRANDE PENSADOR ACTUAL, pelas suas obras e modo de estar na vida, simples e humana. Quem o conhece e convive com Miguel Real, ainda por pouco tempo que seja, é difícil esquecer a transparência de uma alma cheia de riqueza e transbordante de inquietação que deixa nas suas obras atuais, buscando no passado a construção de um novo mundo, confiante que: (citando Renato Epifânio)a LUSOFONIA é, realmente, a (maior) palavra-chave do nosso futuro.

Luisa Timóteo