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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Um 25 de Abril na Turquia?!


Foi indisfarçável o júbilo com que muitas figuras da nossa classe político-mediática seguiram a (mais recente) tentativa de Golpe de Estado ocorrida na Turquia, em meados de Julho, a ponto de alguns terem mesmo falado de um “25 de Abril”.

A menos que considerassem que o nosso 25 de Abril foi um Golpe de Estado feito à revelia do Povo – o que não me pareceu que fosse o que queriam defender –, estes “entusiasmos”, passe o eufemismo, são a nosso ver graves, porque denotam um olhar completamente enviesado sobre o que deve ser a política externa dos países europeus, por extensão, de todo o Ocidente, que persiste no erro de querer manter um mundo à sua imagem e semelhança.

A questão crucial é aqui a seguinte: deveria a Europa apoiar um Golpe de Estado que, contra a manifesta maioria da população turca, visasse criar um Estado realmente laico, à imagem dos Estados europeus? Por muito que isso choque a boa-consciência europeia, a resposta é óbvia: não!

Enquanto não percebermos isso – que há países em que grande parte da população despreza por inteiro o “superior modelo democrático europeu” –, continuaremos a cometer erro após erro. Só quando aceitarmos essa evidência – que nem todos os povos do mundo querem (con)viver como os povos europeus – é que poderemos vir a ter, enfim, uma política externa lúcida e operativa. Porque não temos que ter pactos de amizade com todos os regimes do mundo. Basta-nos ter pactos de não agressão.

Não nos parece, porém, que a Europa esteja disposta, no imediato, a aceitar essa evidência. E por isso, com todas as nefastas consequências, irá prosseguir na sua obsessão de “libertar” o resto do mundo, a começar pelo mundo muçulmano, mesmo contra a sua vontade expressa. O autoproclamado Estado Islâmico só poderá agradecer tamanha “generosidade”. Assim, será bem mais fácil continuar a recrutar candidatos a terroristas-suicidas, para cometerem crimes tão hediondos como aquele que ocorreu no dia anterior, em Nice.

E não usem, por favor, o argumento do acesso ao petróleo para legitimar ingerências nos países árabes – estes continuarão a vender petróleo à Europa porque isso é do seu interesse vital. E também não venham com o fantasma do Califado europeu – o extremismo islâmico quer consolidar-se como força hegemónica no mundo muçulmano, não no “mundo infiel”. E quanto ao argumento de que o Estado Islâmico contraria a “essência do Islão”, lamentamos desiludir: o Islamismo, como todas as demais religiões, é passível de ser seguido das mais diversas formas. Nem o Cristianismo era, a nosso ver, essencialmente laico no plano político – foi a sua concretização histórica, sobretudo na Europa, que o levou a afirmar-se assim.

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