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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

domingo, 15 de maio de 2016

Oliveira Martins diz que CPLP está "aquém das suas potencialidades"

O ex-ministro de António Guterres também disse que o português "é a língua mais falada no hemisfério sul e a terceira língua europeia mais falada no mundo".
O presidente do Centro Nacional de Cultura (CNC) e administrador-executivo da Fundação Gulbenkian, Guilherme de Oliveira Martins, afirmou ontem, na Batalha, que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) "está aquém das suas potencialidades e responsabilidades". Numa conferência no Mosteiro da Batalha, Guilherme de Oliveira Martins disse que "a CPLP é uma instituição muito interessante", mas "está claramente aquém das suas potencialidades e responsabilidades" na defesa da língua portuguesa. "Há um campo extraordinariamente importante que tem de ser desenvolvido. Temos de trabalhar e trabalhar em conjunto [na CPLP]", apontou, lembrando que "Portugal é um país pequeno, com recursos mais limitados que outros porque não somos um país rico, mas com responsabilidades de grande potência", concretamente na salvaguarda do português no mundo. O presidente do CNC recusou-se a comentar a entrada da Guiné-Equatorial na CPLP – "é uma questão controversa" – mas lembrou que, na Universidade de Pequim, na China, um dos centros mais desenvolvidos é o que se dedica às línguas ibéricas. "Isso não acontece pelos nossos bonitos olhos. É pelos interesses económicos. Preocupam-se tanto pelo conhecimento das línguas ibéricas porque são línguas de grande desenvolvimento no mundo. Se não fossem, não haveria interesse", notou. Guilherme de Oliveira Martins recordou que o português "é a língua mais falada no hemisfério sul e a terceira língua europeia mais falada no mundo": "Hoje são 250 milhões de pessoas, mas à medida que a estatística linguística progride, mais falantes se descobrem, graças sobretudo à concentração territorial na América do Sul, nomeadamente no Brasil, um caso singularíssimo". Até ao final do século, explicou, apenas cinco línguas se vão desenvolver de forma global: mandarim, hindi, inglês, castelhano e português. "No final do século haverá pelo menos 400 milhões de falantes de português. Até 2070, o maior crescimento do português irá verificar-se na América do Sul. Entre 2070 e 2100 será em África, designadamente na linha Huambo – Benguela", frisou o presidente do CNC. "Daí a necessidade que temos de preservar a língua. Falar bem a língua, cultivar a língua, não é questão de gramáticos, é questão de cidadãos. Porque é o modo de nos fazermos entender. É um dever", disse na Batalha. O antigo ministro da Educação de António Guterres (entre 1999 e 2000), sublinhou ainda que "há poucas culturas que conseguem projetar-se em todos os continentes", como acontece com a portuguesa: "A nossa cultura projeta-se não pela capacidade de adaptação, mas pela capacidade de ir ao encontro dos outros e receber o contributo dos outros, enriquecendo a nossa própria perspetiva, a nossa própria cultura. A nossa identidade afirma-se aberta, complexa e diversa".

Fonte: Público
 

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